quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Caminhada Azoany

Cortejo, em homenagem ao Orixá Omolú, percorre ruas de Salvador. A Associação Alzira do Conforto comemora neste sábado (16), dez anos da Caminhada Azoany, em homenagem a Omolú, divindade da tradição religiosa de matriz africana, conhecido também como Obaluaê ou Azoany. Realizada desde 1998, a caminhada tem por objetivo divulgar as tradições afro-religiosas, dentre elas o Candomblé, e contribuir com o combate a intolerância religiosa. A missa acontecrá às 8h30 na Igreja Rosário dos Pretos e a concentração é às 13h, em frente à Praça do Reggae, no Pelourinho.
Segundo o coordenador da Caminhada, Albino Apolinário, o evento surgiu como reação aos ataques de alguns segmentos religiosos que atacam muito o Candomblé. "Diante de tanto preconceito, principalmente dos evangélicos, a proposta da caminhada foi realizar um evento que reunisse a defesa e o protesto contra qualquer prática. A partir da Azoany surgiram outras iniciativas importantes para desconstruir idéias preconceituosas, como, por exemplo, a Caminhada do Povo de Santo, realizada no mês de novembro", destacou Apolinário.
Reunindo mais de mil pessoas de diversos cantos do mundo, dentre filhas e filhos de santo, admiradores, devotos, simpatizantes e turistas, a caminhada percorre as ruas do Centro Histórico, saindo da Igreja do Rosário dos Pretos em direção à Igreja de São Lázaro, na Federação. "Buscamos promover a auto-estima do povo negro e sua religiosidade. Até pouco tempo atrás as pessoas tinham medo de dizer que eram do Candomblé, com o tempo temos mudado essa realidade", salientou Albino Apolinário.
Acompanhados de um carro de som do Afoxé Korin Efan, durante os 10km, a Caminhada é entoada com cânticos e louvores ao Orixá, além da distribuição de pipocas e flores brancas.
Omolú _ considerado pelo Povo de Santo como o protetor contra doenças do corpo, Omolú é um dos mais velhos Orixás do Panteão do Candomblé, filho de Nanã Buruku (a Mãe das águas paradas) e irmão do Orixá-Serpente, Oxumarê. Para cobrir as marcas da doença que tem na pele, Omolú tem o corpo inteiro coberto de palhas. Em um dos mitos civilizatórios do povo africano, essas chagas transformaram-se em flores brancas, simbolizadas na pipoca. Portanto, os devotos de Omolú tomam banho de pipoca para proteger o corpo de doenças.
A camisa da caminhada pode ser adquirida, através da doação de 2kg de alimento não-perecível. a troca está sendo realizada na Praça do Reggae (Pelorinho), a partir desta quinta-feira (14).
Fonte: SEMUR

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