quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Ato em solidariedade as mulheres condenadas por aborto


Invasão de privacidade, atentado à autonomia e dignidade das mulheres, exposição a execração pública, são alguns dos termos com os quais os movimentos de mulheres qualificam o processo judicial sobre aborto provocado, em andamento na cidade de Campo Grande. Na semana do Dia de Luta pela Descriminalização do Aborto na América Latina e Caribe, mulheres de todo o Brasil se encontram na capital paulista para debater sobre o tema e participar de um ato público, que acontece na próxima sexta-feira, dia 26.
Na capital do Mato Grosso do Sul cerca de duas mil mulheres foram indiciadas por prática de aborto. Algumas aceitaram prestar o serviço comunitário de cuidar de crianças em creches, para se verem livres do processo. Vivemos no Brasil uma onda de estouro de clínicas clandestinas que praticam aborto, e muitas mulheres vivem sob o risco de se verem também perseguidas, em outros estados. De modo geral, as mulheres submetidas a esse tipo de constrangimento são pobres e carentes de assistência jurídica e psicológica.
“Nenhuma mulher deve ser perseguida, humilhada, condenada ou presa pela prática do aborto”
Em torno dessa idéia, delegações de redes e organizações de mulheres se reúnem esta semana na capital paulista, para participar de um ato público no qual será lançada a Frente pelo fim da criminalização das mulheres e pela legalização do aborto. A convocação abrange entidades e movimentos democráticos e populares favoráveis a esta causa.
O Ato será no dia 26, sexta-feira, com concentração na Praça Ramos a partir das às 13:30, de onde manifestantes seguirão em caminhada até o Tribunal de Justiça.
Seminário internacional precede o Ato – Nos dias 24 e 25 (quarta e quinta-feira) acontece uma reunião internacional em que serão discutidas “Estratégias Latino-Americanas pela Legalização do Aborto e Autonomia Reprodutiva das Mulheres”. Esta atividade será no Auditório da Ação Educativa, na Vila Buarque. O evento está sendo organizado por seis organizações da sociedade civil (SOS Corpo, Ipas Brasil, CFEMEA, Instituto Patrícia Galvão, Católicas pelo Direito de Decidir, Comissão de Cidadania e Reprodução), e cinco redes de mulheres (Articulação de Mulheres Brasileiras, Jornadas pelo Direito ao Aborto Legal e Seguro, Marcha Mundial de Mulheres, CLADEM/ Brasil e Rede Feminista de Saúde).
Feministas do Peru, Uruguai e Nicarágua foram convidadas para relatar suas lutas. Para falar da realidade nacional, além das organizações já citadas, está convidada uma representante da União Nacional dos Estudantes.
Na noite do dia 24 haverá uma exibição especial do filme “O aborto dos outros”, de Carla Gallo, na Sala Aleijadinho do HSBC Belas Artes.
Manifesto contra a criminalização das mulheres que praticam aborto – No
blog da Frente pelo fim da criminalização das mulheres e pela legalização do aborto encontra-se o texto do Manifesto, com link para assinaturas de adesão. Para ler e aderir clique aqui.
Informações para a imprensa:IPAS Brasil - 21-2532-1930 / 11-8468-0910 (Evanize Sydow)
Angela Freitas/ Instituto Patrícia Galvão
Fonte: Mulheres de olho

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