quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Justiça, Sulgás e Emater lançam ações de geração de renda para 767 famílias quilombolas

O secretário da Justiça e do Desenvolvimento Social, Fernando Schüler, assinou nesta quinta-feira (4) termo de compromisso com o presidente da Sulgás, Artur Lorentz, e o presidente da Emater, Mário Ribas do Nascimento, para a implantação do Projeto "Construindo Alternativas de Segurança Alimentar e Geração de Renda para as Comunidades Remanescentes de Quilombolas do Rio Grande do Sul". A solenidade, que contou com a participação da governadora Yeda Crusius, aconteceu na Casa da Emater, na 31ª Expointer, no Parque Assis Brasil, em Esteio.
Também estavam presentes a presidente do Conselho Estadual de Assistência Social (CEAS), Edilar Cruz, o presidente do Conselho Estadual de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra no Rio Grande do Sul (Codene), Nilo Feijó, e a coordenadora das Políticas de Igualdade Racial da Secretaria da Justiça e do Desenvolvimento Social (SJDS), Sátira Machado.
Serão investidos R$ 129 mil em ações de geração de renda e segurança alimentar para 767 famílias em situação de vulnerabilidade social em 18 comunidades remanescentes de quilombos no Rio Grande do Sul. Neste valor também estão incluídos os materiais e equipamentos que serão disponibilizados às famílias que integram o projeto.
Trabalho inovador
"O trabalho que será desenvolvido é inovador, pois já foi realizado o diagnóstico das demandas das comunidades, que receberão treinamento, equipamentos e acompanhamento, com foco na gestão de resultados, para a melhoria da qualidade de vida dessas pessoas", destacou Schüler.
O presidente da Sulgás reforçou o caráter inovador do projeto por ser na área do desenvolvimento social e estar inserido nas políticas de igualdade racial. Mário Ribas ressaltou a integração da SJDS, Emater e Sulgás para geração de renda no Estado.
O projeto terá duração de 12 meses, com início ainda em setembro, e prevê o resgate e valorização dos hábitos alimentares das comunidades quilombolas, com o objetivo de garantir o seu acesso a alimentos, através da implantação de roças familiares, hortas escolares ou comunitárias e a criação de pequenos animais (galinhas, ovinos e suínos).
Para geração de renda, serão desenvolvidas ações de valorização do artesanato em lã, que representa uma atividade culturalmente praticada pelos quilombolas e uma alternativa de renda. Para isso, serão realizados cursos de qualificação das peças já produzidas e o conhecimento de novas técnicas de artesanato, onde serão adquiridos os materiais necessários para sua confecção. Os integrantes do projeto receberão equipamentos como tear, roca e kit com os materiais necessários para a confecção das peças. Apesar de o artesanato em lã ser desenvolvido pela maioria dos integrantes das comunidades quilombolas, o projeto também contemplará ações na área de panificação, corte e costura, entre outros. Os cursos serão ministrados pelos técnicos da Emater.
Lei da Solidariedade
A articulação do projeto destinado às comunidades quilombolas começou em maio deste ano. A ação foi viabilizada por meio da parceria entre a SJDS, com a Lei da Solidariedade, a Emater como entidade executora das ações, e a Sulgás como empresa financiadora. A Lei da Solidariedade visa promover ações de inclusão social. Por meio da SJDS, empresas podem abater até 75% do ICMS devido no valor investido em projetos sociais.
Por Cari Rodrigues
Fonte: Ìrohìn

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