sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Nosso Lote: JORNALISTA DENUNCIA RACISMO NA NOVELA DA GLOBO

Chega ao Lote um e-mail do jornalista Mário Augusto Jakobskind, velho e firme aliado da militância afro-brasileira, com o qual ele nos leva até o site “Direto da Redação”.
No site, em artigo excelente, Jakobskind denuncia várias colocações políticas feitas, à moda da casa, na telenovela atualmente exibida pela Rede Globo no horário nobre. Sobre uma delas, ele escreve o seguinte:
“Como se não bastassem esses exemplos que têm o visível intuito de fazer cabeças, outro fato ocorrido na mesma novela, na prática faz cair por terra os argumentos segundo os quais não há racismo no Brasil. A avó de uma personagem adolescente grávida, que não revela quem é o pai, se mostra indignada e preocupada, pois a neta poderá gerar uma criança com “o olho esticado, negro, drogado ou alcoólatra”. Quer dizer, na fileira do abominável senso comum racista da TV Globo, o negro, da mesma forma que o de “olhar esticado”, que pode ser um índio, é equiparado a drogados e alcoólatras. Tem mais: um dos personagens negro da telenovela é exatamente um deputado corrupto.
”O que dirá o diretor-executivo de jornalismo da TV Globo, Ali Kamel, autor do livro Não somos racistas, defensor da invasão do Iraque e de Bush? Certamente dirá que liberdade de criação é liberdade de criação e negará o senso comum racista global, como tem feito rotineiramente em diversas ocasiões ao defender a empresa onde é preposto patronal”.
Aqui no Lote, a gente já saiu dessa da novela há muito tempo. Mas é sempre bom dar uma olhada. Vamos conferir, embora a gente sempre assine embaixo do que o M. A. Jakobskind escreve.

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