segunda-feira, 20 de outubro de 2008

CEN indica... Pichón: Race and Revolution in Castro's Cuba: A Memoir



Pichón: Race and Revolution in Castro's Cuba: A Memoir
Carlos Moore

No dia 1º de novembro, será lançado nos Estados Unidos o livro de memórias de Carlos Moore, PICHÓN, esperado por longo tempo por muitos dentre nós.

Nele, Moore narra o grande conflito que surgiu, desde cedo, no seio da Revolução Cubana: a raiz da destruição, pelo regime revolucionário castrista, do Movimento Negro Cubano que, na época, era dirigido por grandes intelectuais do nível de Walterio Carbonell e de Juán José Betancourt Bencomo.

O Professor Carbonell (que passou oito anos nos campos de trabalho e nos manicômios cubanos) faleceu no mês de abril passado, em Cuba, completamente esquecido. O Professor Betancourt Bencomo teve de fugir para o estrangeiro e morreu pouco depois na cidade de Nova Iorque. Os outros militantes foram internados nos campos de trabalho forçado. Trata-se de uma página brutal e desconhecida da Revolução cubana.

PICHÓN é um documento-testemunho histórico sem igual! Como um gesto de solidariedade com essa obra -- que será publicada sem o apoio das grandes redes de distribuição multinacionais, como explica o próprio autor em sua Carta Aberta a seus/suas amigos/as (no arquivo anexo – em português e em inglês) – se faz necessário que no dia 1º de novembro de 2008, todas/os as/os militantes, que puderem, adquiram o livro através da <amazon.com>, distribuidor exclusivo desta obra.

Além da importância de Carlos Moore, como intelectual negro, pensador e militante da causa negra com atuação e reconhecimento internacional, nosso movimento no acesso a “amazon” e aquisição da obra é a expressão de um gesto de solidariedade de militantes afro-brasileiros com o povo, também majoritariamente negro, de Cuba e uma homenagem à memória daqueles que sofreram, ou morreram, para defender as reivindicações sócio-raciais que temos levantado como bandeira.

O livro PICHÓN não deve ser silenciado.

Além de toda história de vida, Carlos Moore tem demonstrado seu interesse em distribuir a verdade quando, por mais de uma vez, ofereceu livro de sua autoria em arquivo PDF , amplamente divulgado por Memória Lélia Gonzalez e outros/as instituições/militantes.

Muitas são as formas de marcarmos posição e de reivindicar o poder negro.

Façamos nossa parte!

O vídeo clip de PICHÓN está no Youtube e mesmo quem não compreende inglês pode rever ali a história universal de luta de nosso povo negro. http://www.youtube.com/watch?v=4HavT4uD-MM

Memória Lélia Gonzalez assume essa posição.

___________________________________
My dear friends all over the world:

Please read the letter sent here as an attachment. There is nothing that I can add to it, except to say: I am counting on your help.

The Pichón video clip went on the YouTube on October 15th. Here are the links to it both on YouTube and for downloading on Sendspace.

1. Link for YouTube:
http://www.youtube.com/watch?v=4HavT4uD-MM

2. Link for Sendspace:
http://www.sendspace.com/file/m23txe

I am asking you to please forward these three items (the Open Letter, plus the two links to the video clip to those who are in your database.

My heart thanks you.
Carlos Moore


  • Sobre o autor
Nascido em Cuba e com dupla nacionalidade cubana e jamaicana, Carlos Moore é doutor em Ciências Humanas e doutor em Etnologia pela Université de Paris-7 (França), onde recebeu formação interdisciplinar (Etnologia, Sociologia, Antropologia) e obteve o prestigiado Doutorado de Estado em 2003. Desde 2002, atua como Chefe de Pesquisa Sênior (Honorário) na Escola de Estudos de Pós-Graduação e Pesquisa da University of the West Indies (UWI), Kingston (Jamaica). É fluente em Français, Inglês, Creole, Espanhol e Português.

Sua carreira política e profissional se iniciou em 1962, aos 19 anos, quando foi recrutado pelo Ministério de Relações Exteriores de Cuba para ser tradutor e analista na Divisão de Ásia e Oceania. Tendo se especializado em assuntos de África, do Caribe e da América Latina, de 1982 a 1983, foi Consultor Pessoal do Secretário Geral da Organização da Unidade Africana (OAU) Dr. Edem Kodjo. Entre 2000 e 2006, também atuou como Consultor Pessoal do Secretário Geral da Comunidade de Países do Caribe (CARICOM), Dr. Edwin Carrington.

Paralelamente, de 1970 e 1984, seguiu carreira em jornalismo, sendo analista de assuntos latino-americanos na Agence France-Presse e especialista em assuntos da África Ocidental para o semanário internacional Jeune Afrique, na França. Colaborou como analista político para a revista egípcia Nadhatu Ifriqiya (Renascimento Africano) e para o mensal nigeriano Afriscope.

Sua carreira acadêmica, de 1986 à 2002, inclui cargos como professor titular de Assuntos de América Latina no Instituto de Relações Internacionais da University of The West Indies (UWI), em Trinidad e Tobago; professor visitante do Departamento de Sociologia e Antropologia da Florida International University (FIU); professor associado do Departamento de Economia e de Estudos Sociais da Université des Antilles-Guyane (UAG), em Martinica e Guadalupe, no Caribe Francês. De 1978 a 1983, foi assistente de pesquisa do diretor do Departamento de Sociologia, Etnologia, Antropologia e Ciências das Religiões da Universidade Paris-7, Robert Jaulin, época em que investigou in locus as condições sociais e políticas das populações negras autóctones no Sudeste Asiático (Filipinas e Indonésia), no Pacífico Sul (Austrália, Papua Nova Guiné, Irian Jaya e Fiji) e, posteriormente, na Índia.

A confluência de sua vida política e acadêmica o conduziu a ser assistente pessoal e parceiro político do cientista e historiador Cheikh Anta Diop, quando esse era Diretor do Laboratório do Rádio-Carbono, do Instituto Fundamental de Pesquisas da África Negra (IFAN) em Dakar, Senegal, de 1975 a 1980. A seu lado e conjuntamente com outros pesquisadores e intelectuais africanos (Djibril Tamsir Niane, Pathé Diagne, Abdias Nascimento, Wole Soyinka...), em 1966, foi co-fundador da Associação

Mundial de Pesquisadores Negros (AMPN), tendo coordenado a Comissão para a Gestão dos Conflitos Étnicos. Participou, como diretor adjunto para Relações Públicas, da organização do Segundo Festival Mundial das Artes e Culturas Negras (FESTAC), em Lagos, Nigéria, de 1974 a 1976. Em 1987, organizou, em Miami, Flórida, a Primeira

Conferência Internacional sobre Negritude e Culturas Afro-Americanas, evento singular que congregou três mil investigadores e intelectuais do mundo negro numa homenagem ao filósofo e poeta martinicano, Aimé Cesaire, fundador do Movimento da Negritude.

Autor de mais de cinqüenta artigos publicados sobre política internacional, seus livros são: Pichón: Exile at Home, Abroad and Within (Chicago:Lawrence Hill Books, 2008, no prelo); Castro, the Blacks, and Africa (Los Angeles: CAAS/UCLA Press, l989); This Bitch of a Life (Londres: Allison and Busby, 1982); Cette Putain de Vie (Paris: Karthala, 1982); African Presence in the
Americas, Org. (Trenton, NJ: Africa World Press, 1995); From Comecon to Caricom, Org. (Georgetown: CARICOM Publications, 1998); Were Marx & Engels Racists? (Chicago: IPE/Third World Press, 1972).

Fonte: http://www.drcarlosmoore.com/

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