quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Negritude nas telas da Bahia

Desta terça-feira, 16, até sábado, todo o povo negro estará junto em Salvador. Pelo menos é o que determina o mote do II Bahia Afro Film Festival: “Imagine todo o povo negro junto”. O evento, que acontecerá na Senzala do Barro Preto (sede do bloco Ilê Aiyê, no Curuzu, Liberdade), é uma iniciativa da Casa de Cinema da Bahia e terá o cineasta Lázaro Faria como curador.

A programação inclui curtas, médias e longas-metragens que, de alguma forma, estão relacionados à cultura negra. Serão exibidas produções baianas recentes, como Até Oxalá vai à Guerra (de Carlos Pronzato e Stefano Barbi), e títulos internacionais antigos, como Em Nome de Cristo (1993), da Costa do Marfim.
O filme de Pronzato será exibido amanhã, na solenidade de abertura, às 20 horas. O documentário aborda a demolição do terreiro de candomblé Oyá Onipó Neto e retoma discussões sobre a intolerância religiosa.

Na quarta-feira, às 10 horas, será exibida uma coletânea de desenhos animados com personagens afrodescendentes destinada principalmente ao público infanto-juvenil.

Orixás – Em seguida, a mostra exibe o documentário Orixás da Bahia. O filme, que apresenta ao público dez orixás de origem yoruba, teve supervisão de Mãe Stella de Oxossi e é dirigido pelo cineasta Lázaro Faria. Às 17 horas, Mandinga em Manhattan, do mesmo cineasta, será exibido. A produção mostra como a capoeira se espalhou pelo mundo por meio do trabalho de seus mestres.

Segundo Lula Wendhausen, encarregado da programação do festival, um dos destaques do segundo dia é Sete Dias em Burkina, de Carlinhos Antunes e Márcio Werneck. “O filme aborda o festival de música mais esperado do ano e um dos mais importantes da África, com que a comunidade se envolve totalmente”, comenta Wendhausen, que faz questão de lembrar que o nome do país Burkina Fasso significa “terra de homens íntegros”. A produção, que será exibida às 14 horas, será precedida pelo curta Nappy Heads. “É um ensaio norte-americano em preto e branco muito interessante em que a equipe do Ballet Creole faz exercício de expressão corporal livre, onde os gestos expressam liberdade e orgulho da raça negra”.

Às 20 horas, o longa Nzinga, sobre uma guerreira angolana que viveu entre os séculos XVI e XVII, será exibido. O filme, dirigido por Octávio Bezerra, tem Taís Araújo como protagonista.

Na quinta, às 14 horas, é a vez de o público conferir Em Nome de Cristo. “O filme aborda a manipulação da fé numa comunidade da África onde um cidadão se diz primo de Cristo e passa a pregar em nome dele. Isso cria seguidores e opositores que o acusam de manipular a aldeia”, resume Lula Wendhausen. E às 20 horas, também na quinta, conferir mais uma vez o documentário Até Oxalá vai a guerra. (clique aqui, para assistir trecho exibido na TV SENADO)

Na sexta, Família Alcântara narra a história de familia mineira negra composta por 65 pessoas que vivem na região do Vale do Aço. “Essas pessoas são muito unidas e têm um foco na cultura, com destaque para o teatro, a dança e a música”, comenta Wendhausen. O filme será exibido às 14 horas.

No sábado, na cerimônia de encerramento, às 20 horas, será exibido o Melhor Filme escolhido pelo júri e acontecerá show com artistas como Gerônimo e Márcia Short.

Serviço

Evento: II bahia afro film festival
Dia: De terça-feira, 16, até sábado. A abertura acontece nesta terça, às 20 horas
Sessões: 10h, 14h, 17h e 22h
Local: Senzala do Barro Preto - Rua do Curuzu, 228, Liberdade
Programação: No site II Bahia Afro Film Festival
Informações: (71) 3322-1279
Fonte: A Tarde

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