sábado, 13 de dezembro de 2008

Seminário debate sobre Cinema Negro


A utilização do cinema de temática negra no ensino da História e Cultura afro-brasileiras nas escolas. Este será o tema do Seminário “O Negro e o Cinema no Contexto Educacional Multimídias e a Lei 10.639/03”, realizado pelo II Bahia Afro Film Festival (BAFF), no dia 15 de dezembro, das 8h30 às 17h, no Museu Eugênio Teixeira Leal (Pelourinho).

O II BAFF prossegue até o dia 21 de dezembro com exibições de filmes de países africanos e da Diáspora Negra, como Brasil, Estados Unidos e Colômbia, na Senzala do Barro Preto, sede do Ilê Aiyê, no Curuzu.

Entre os filmes que serão exibidos gratuitamente estão: Nappy Heads, dos EUA, sobre os ritmos musicais de origem africana; Sete Dias em Burkina, documentário sobre Burkina Faso, país da África Ocidental; Samba Riachão, sobre um dos ícones do samba baiano; O pescador de estrelas, animação colombiana; DRUM, ficção da África do Sul e Balé de pé no chão, sobre a trajetória de Mercedes Batista, a 1º bailarina clássica negra do Brasil.
A abertura do Festival será dia 16 de dezembro, às 20h, com o documentário Até Oxalá vai a Guerra, de Carlos Pronzato e Stefano Barbi sobre a demolição do terreiro de candomblé OYÁ ONIPÓ NETO, pela Prefeitura de Salvador, em 2008.

DEBATE
Com o objetivo de promover um debate acerca das potencialidades do audiovisual na prática educacional, o Seminário reunirá pesquisadores, professores e estudantes para discutir como o cinema pode reforçar o conteúdo da referida Lei. Dentre os palestrantes que falarão sobre as relações do cinema de temática afro e a educação estão o cineasta Póla Ribeiro, diretor-geral do Instituto de Rádio-Difusão Educativa da Bahia (IRDEB), a vereadora e pedagoga Olívia Santana, o educador Antonio Cosme e o antropólogo Cláudio Pereira (CEAO/UFBA), entre outros.

“O seminário nasce com a proposta de discutir duas questões que envolvem grandes desafios da educação na atualidade: a relação entre educação e o audiovisual e o ensino sobre cultura africana e afro-brasileira. Assim, pretende-se realizar uma discussão em torno da ferramenta pedagógica que o audiovisual pode oferecer para a prática educacional.”, destaca Dhay, produtor executivo do II BAFF.

Os principais temas que serão abordados nas mesas de debates são: Mídia e Educação e História e Cultura da África e da Diáspora. Os participantes receberão certificado de participação com carga horária de 7 (sete) horas. Além disto, poderão participar também das exibições que ocorrerão durante o II Bahia Afro Film Festival, realizado pela Casa de Cinema da Bahia, que acontece de 16 a 21 de dezembro, no Ilê Aiyê – Senzala do Barro Preto, Salvador-Bahia.

O Seminário é aberto para professores, pesquisadores e estudantes interessados na temática. As inscrições podem ser feitas através do e-mail seminario@bahiaafrofilmfestival.com, até o dia 10/12.

CINEMA NEGRO
O Festival possibilita ao público interessado em cinema o acesso a importantes obras da cinematografia mundial, tanto produções da indústria do cinema, como produções de realizadores do campo áudio-visual da África e dos países da Diáspora africana, como Estados Unidos, Colômbia e Brasil. Com o slogan Imagine todo o povo negro junto, durante os seis dias, o Festival priorizará em sua programação, mostras cinematográficas de curtas, média e longas metragens; de ficção, documentários e animação, além de homenagens a artistas, apresentações de outras linguagens artísticas, entre outras atividades.

Casa de Cinema - O Festival é uma iniciativa da Casa de Cinema da Bahia e terá a curadoria do cineasta Lázaro Faria. Com sede no Pelourinho, Centro Histórico de Salvador, a Casa de Cinema da Bahia é uma associação sem fins lucrativos que tem como missão a promoção do cinema, através do registro de tradições culturais baianas e da inclusão social pelo audiovisual.

“O Bahia Afro Film Festival é um grande momento de celebração e reflexão sobre a participação da Bahia no cinema mundial e da força da cultura negra nesse processo. Reuniremos, em Salvador, cineastas negros da diáspora africana, com a finalidade de promover um grande intercâmbio cultural envolvendo trocas de saberes, de olhares e de escutas”, explica Lázaro Faria.

Além de participações em mostras e festivais pelo mundo, Lázaro Faria é responsável pelas seguintes produções: O Corneteiro Lopes, filme curta metragem sobre a luta pela independência da Bahia, de 2003, Mandinga em Manhattan, documentário sobre a expansão da capoeira pelo mundo, de 2005, e Cidade das Mulheres, longa que aborda a cultura negra e seus descendentes, privilegiando o matriarcado no Candomblé, de 2006.

“O Bahia Afro Film Festival nasceu por entender que carecermos de uma política concreta e propulsora de ações que produzam talentos na linguagem cinematográfica. Estamos propondo ações que venham a culminar num pólo de cinema que se empenhe em registrar nossa cultura e se aproprie dessa responsabilidade. Que forme, capacite e especialize técnica e intelectualmente profissionais habilitados para um mercado que pode ser gerador de renda e emprego da cultura baiana”, ressalta Lázaro Faria.

No encerramento do II BAFF serão premiados os melhores filmes exibidos e ocorrerá uma homenagem a quatro personalidades da comunidade negra: o cineclubista Luis Orlando, falecido em 2006, o fundador do bloco afro Ilê Aiyê, Antonio Carlos Vovô dos Santos.

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