sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

TVE: Demolição de Terreiro

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Data 29/02/2008
Hora 12:03:00
Duração 00:02:38
Emissora TVE
Programa TVE Revista

TV Itapoan: Terreiro Demolido

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Data 29/02/2008
Hora 07:00:00
Duração 00:02:35
Emissora TV Itapoan
Programa Bahia no Ar
Apresentação Daniela Prata
Categoria Informativo

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

TV Aratu: Terreiro é demolido

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Data 27/02/2008
Hora 19:05:00
Duração 00:01:59
Emissora TV Aratu
Programa Aratu Notícias 2ª Edição
Apresentação Marcus Murilo

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Prefeitura de Salvador quer derrubar terreiro

Mãe de Santo diz que motivação do órgão seria religiosa


Amélia Vieira e Zezão Castro, do A TARDE

Intolerância religiosa e especulação imobiliária. Estes são os motivos alegados pela sacerdotisa de candomblé, Rosalice do Amor Divino, a Mãe Rosa, 50 anos, depois que ela viu cerca de 35 homens da prefeitura e da Polícia Militar partindo para tentar demolir o seu terreiro, na manhã desta sexta-feira, 22.

Erguido na Avenida Jorge Amado, trecho do Imbuí, há 28 anos, o templo da nação angola chama-se Oyá Onipó Neto e está situado em uma área ao lado de um shopping e de novos empreendimentos imobiliários. É o único dedicado, no bairro ao culto dos inquices, (nome das divindades nos candomblés angolanos). “Inclusive vem muita gente do Imbuí trabalhar sua espiritualidade”, alfineta Mãe Rosa.

Segundo ela, a ação começou no início da manhã, sem nenhuma notificação prévia. “Sem avisar, cerca de 35 homens da Superintendência Controle e Ordenamento do Uso do Solo (Sucom) e da Polícia Militar queriam derrubar minha casa, com um bocado de papel numa pasta mas não me mostraram nenhuma ordem judicial para isso”. Os caminhões, carretas e viaturas ficaram cerca de meia hora parados até que, de repente, retrocederam do intuito. “Liguei pra meu marido, que foi na Sucom e aí eles pararam e foram embora”, contou.

Apesar de haver um processo administrativo tramitando há 11 anos na Prefeitura para regularizar a situação do imóvel, Mãe Rosa crê que o problema foi mesmo de intolerância religiosa. Ela conta que comprou o terreno há 28 anos e tem o documento de posse da terra.

Desde a aquisição, entretanto, um vizinho, segundo ela um engenheiro da Sucom de nome Sílvio Roberto Ferreira Bastos, demonstra atitudes de desrespeito religioso e preconceito. “Uma vez ele me chamou de lixo, já cuspiu e procurava brigas, mas só discutimos uma vez”, relatou Mãe Rosa, no início da tarde, ainda nervosa com o susto.

Sem resposta - A Sucom foi procurada pela reportagem para repercutir as acusações do seu engenheiro e para que revelasse se havia ou não algum mandado judicial para respaldar seus atos. Na portaria do órgão, a reportagem foi informada que a superintendente Kátia Carmelo estava viajando. O celular da assessora estava na caixa. Nem a secretaria de comunicação da prefeitura conseguiu localizar a direção do órgão.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Sob o signo religioso, étnico-racial e da homossexualidade

A luta do Movimento Negro, histórica e sofrida, muitas vezes com pseudo-avanços e pseudo-conquistas de extrema relevância ao nosso povo, demonstra que os/as que mais deram o sangue, a vida e a história não foram os/as mesmos/as que estiveram à frente das transformações institucionais ou, em outra percepção, não continuaram a serem ouvidos/as por governos e poderes, deslegitimando o processo implementado a duras custas.

Além disso, ao pensarmos que, por ser o Movimento Negro, mais organizado, apoiado, sistematizado, gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais contribuíram de forma incomensurável para estas conquistas, além das mulheres, constatamos que a Comunidade GLBT, mais organizada a partir da década de 80, de forma embrionária, não teve a devolutiva necessária e os debates feministas provocam grandes pressões, ainda, pelo deixa disso e pela perspectiva de não apontar as falhas ou preconceitos no seio da discussão étnico-racial.

Por estas percepções, o Coletivo de Entidades Negras (CEN) assume grande pioneirismo ao estabelecer uma Diretoria de Diversidade em sua estrutura, pois protagonizará ações contundentes e eficazes para que sejam resgatadas ações afirmativas e de coalizão, permitindo que o racismo, sexismo e homofobia sejam enfrentados em todas as suas prioridades.

Ademais, se contarmos com o enfretamento religioso positivo do Candomblé e religiões de matriz africana a questões ligadas à orientação sexual e a etno-raça, perceberemos que as matrizes africanas e seus desdobramentos no Brasil, estão séculos à frente de outras religiões hegemonizadoras de poder e cerceamento de pensamento, mesmo contando com questões pontuais de homofobia e estigmas no Candomblé, que já foi tratado de forma preconceituosa, como uma religião que mantinha templos de pederastas e afeminados pos autores da área.

Os desafios da Diretoria de Diversidade e, por conseguinte, do CEN é o de pautar, seguindo uma tendência recente, que teve integrantes deste Coletivo como articulistas importantes, a questão e priorizar ações de combate à homofobia e correlações que compõe a Comunidade de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais, em total harmonia com as questões étnicas-raciais, unificando o enfrentamento e valorizando a criação de políticas públicas, em momentos unificadas e em outros separando-as, sem, no entanto, retirar o apoio e o entendimento.

Assim, conclamamos os integrantes deste digno e resistente Coletivo Nacional de Entidades Negras a estar sob o mesmo signo: Pela Vida: Contra a Intolerância Religiosa, o racismo, o sexismo e a homofobia!

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Renildo Barbosa - Tel 71 8767 8219
Diretor Nacional de Diversidade do Coletivo de Entidades Negras
Presidente da PRO HOMO – Associação de Proteção e Defesa dos Direitos dos Homossexuais

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Luiz Fernando é amigo do CEN

Algumas pessoas importantes estão sendo convidadas a fazer parte da sessão que estamos denominando: Amigas e Amigos do CEN. São intelectuais, pensadores, artistas, ativistas, políticos, religiosos entre outros que são pessoas próximas de nossa organização, que conhecem nosso trabalho, valorizam nossas ações e estão dispostos a colaborar com o CEN compartilhando seus saberes e sua capacidade criativa.

Para nós, é muito importante abrir essa sessão com o Dr. Luiz Fernando Martins da Silva. Luiz Fernando é ex-ouvidor da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), é Ogan suspenso e confirmado do Ilê Oxumarê, é professor universitário, autor de incontáveis e importantes artigos sobre relações étnico-raciais e as ações afirmativas.

Luiz Fernando inaugura esse espaço compartilhando conosco um artigo de sua autoria denominado: Políticas de ação afirmativas para negros no Brasil: Considerações sobre a compatibilidade com o ordenamento jurídico nacional e internacional.

O artigo, como diz o próprio autor na apresentação "objetiva o estudo da compatibilidade das políticas de ação afirmativa e de cotas para negros implantadas pelo Estado brasileiro com o ordenamento jurídico internacional e nacional. As medidas adotadas serão analisadas à luz da legislação nacional, dos instrumentos internacionais de proteção dos direitos humanos com recorte racial ratificados pelo Estado brasileiro, da doutrina e dos julgamentos de alguns casos apreciados pelo Poder Judiciário. Por fim, conclui-se pela compatibilidade das referidas políticas com o sistema legal brasileiro e a necessidade de que sejam ampliadas e aperfeiçoadas".

Leia o artigo na íntegra clicando aqui.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Origens

Em agosto de 2005, nasce em Salvador o Coletivo de Entidades Negras da Bahia (CEN). O lugar simbólico foi perfeito: o antigo Belvedere da Sé, a nova Cruz Caída de Mário Cravo, ao lado do Memorial das Baianas Negras do Acarajé, patronas dos mercados da cidade da Bahia, pioneiras do empreendedorismo.

O CEN agrega ancestralidade positiva, a experiência da tradição, conecatadas em tempo real com as inquietações da juventude negra e suas novas perguntas e novos quereres. O CEN quer plugar os terreiros na tomada universal, quer linkar os afoxés aos movimentos urbanos, ao hip hop.
O CEN junta as agendas acadêmicas ao senso comum. O CEN é natureza, é tribo, é mito e imagético. O CEN é beco, avenida, praça e jardim. O CEN é solidariedade global.

O CEN é mais um esforço do povo negro para que a nossa sociedade melhore, seja mais generosa, mais mãe e Pátria nossa, capaz de salvar os seus filhos multicoloridos do abandono e da pobreza, da desesperança e da falta de fé num mundo mais justo e solidário.

Ailton Ferreira
Subsecretário Municipal para Assuntos de Descentralização Regional de Salvador/BA
Ogan do Terreiro do Oxumarê
Amigo do CEN

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

I Encontro Nacional de Jovens Feministas

I Encontro Nacional de Jovens Feministas! Nova data, mesmo local!
Participe! Construa!
Já estão abertas as inscrições para o I Encontro Nacional de Jovens Feministas, que ocorrerá na cidade de Fortaleza, Ceará, entre os dias 13 e 16 de março.
A realização dessa atividade é fruto da mobilização da Articulação Brasileira de Jovens Feministas e foi idealizada durante as atividades protagonizadas pelas jovens na II Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres. A expectativa é que participem 100 mulheres jovens de várias regiões brasileiras.

O encontro possui os seguintes apoios: Fundação Friedrich Ebert, Secretaria Especial de Políticas Públicas para as Mulheres, Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Secretaria Nacional de Juventude, Prefeitura Municipal de Fortaleza e Governo do Estado do Ceará.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

CEN/PE já tem data para seminário de formação

O CEN de Pernambuco, coordenado por Lindacy Assis, realizará nos dias 28, 29 e 30 de março, seu seminário de formação. Desde julho de 2007 o CEN/PE vem se reunindo com as 10 entidades filiadas e discutindo temas tais como : cidadania e direitos humanos, relações interpessoais, historia da Africa, a criação do movimento negro, gênero e etnia entre outros. Sempre contando com ativistas e militantes locais para contribuirem para o debate.

Segundo Lindacy "As entidades filiadas ao CEN/PE, são em numero de 10 e vêm se reunindo desde o mês de julho de 2007. Nossa primeira ação foi o 1º encontro do CEN/PE com o objetivo de aproximar os representantes das entidades e fazer uma apresentação coletiva das propostas e ações do CEN. Neste ano de 2008 de acordo com decisão tirada em reunião em dezembro de 2007, decidimos realizar um seminario de formação dos representantes das entidades filiadas ao CEN", ou seja, o CeN/PE reafirma o compromisso nacional de trabalhar a formação na base, fazendo assim com que a entidade se fortaleça e ao mesmo potencialize os atores sociais locais.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Coordenador do CEN/RJ publica artigo na Raça sobre desafios do MN

Marcio Alexandre M. Gualberto, coordenador do CEN/RJ foi convidado no fim de 2007 para compor o Conselho Editorial da Revista Raça, por Maurício Pestana, cartunista, que assumiu a presidencia deste Conselho.

Com o convite aceito, a revista na edição do mês de janeiro traz um artigo intitulado "Desafios futuros para o Movimento Negro, onde o autor pontua não só os avanços mas as necessidades imediatas para que o MN se reformule e dê um salto qualitativo no século XXI.

Leia o artigo na íntegra no blog Palavra Sinistra.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

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Nota da Folha de S. Paulo sobre Mãe Nitinha

da Folha Online

A mãe-de-santo Benedita Maria do Nascimento (nome de registro), a mãe Nitinha de Oxum, morreu na tarde desta segunda-feira em Salvador (BA), aos 75 anos, de insuficiência respiratória. Nome emblemático do candomblé, mãe Nitinha estava internada havia cerca de duas semanas no Hospital Evangélico de Brotas.

Segunda na escala hierárquica da Casa Branca, terreiro em que trabalhava, mãe Nitinha se dividia entre os trabalhos no Rio e Salvador havia muitos anos.

Mãe Nitinha recebia o nome da Yalorixá Areonite Conceição Chagas. No candomblé, yalorixá é o nome dado para o termo mãe-de-santo, que é o sacerdote chefe de um terreiro, a quem cabe a distribuição de todas as funções especializadas do culto.

Segundo Marcos Rezende, coordenador da organização Coletivo de Entidades Negras, o enterro será às 14h desta terça-feira, no Jardim da Saudade. No mesmo dia começa o Axexê, ritual que dura dias e é acompanhado apenas por pessoas ligadas ao candomblé.

Em 2000, ela foi a primeira entre mães e pais-de-santo a ganhar direito de se aposentar, após 50 anos de serviços. Naquele ano, o Ministério da Previdência e Ação Social reconheceu os "zeladores" do culto afro como religiosos assim como qualquer sacerdote católico ou pastor evangélico, que já recebiam o benefício previsto no artigo sobre a "assistência cultural" do INSS.

Em 2005, mãe Nitinha foi escolhida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para representar o candomblé na comitiva multirreligiosa que foi à Roma por conta da morte do papa João Paulo 2º. Mãe Nitinha, porém, perdeu o avião e não conseguiu embarcar.

Morre em Salvador Mãe Nitinha de Oxum

Morreu hoje em Salvador, de causas ainda não divulgadas, a Yalorixá Areonite Conceição Chagas, mais conhecida como Mãe Nitinha de Oxum. Segunda na escala hierárquica da Casa Branca e com casa aberta no Rio de Janeiro, Mãe Nitinha, era, de acordo com sua filha Marta de Oxalá uma "mulher ilustre, importante, a ponto de receber das mãos do presidente Lula a Comenda do Rio Branco", no ano passado.

Mãe Marta não sabe informar o local do enterro. Pode ser em Salvador ou no Rio já que ela também tinha casa aberta na cidade.

De todo modo, é uma grande perda para o candomblé e para todos os que lutam para promover o diálogo inter-religioso em nosso país.

Leia mais em: Palavra Sinistra

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

A revolta da periferia

por Cynara Menezes, de Salvador

A Bahia é agitada por protestos contra a execução de quatro jovens negros


Negra, pobre, deficiente física, um metro e meio de altura. A desvantagem com que Djane Santana de Jesus entrou na briga é evidente, mas ela não está sozinha. Depois de sofrer com a violência da polícia durante décadas, os moradores das favelas de Salvador resolveram partir para o confronto, em um mês triste de véspera de Carnaval. Revoltados com a morte de quatro jovens no espaço de apenas 12 dias, fizeram piquetes, fecharam ruas e chegaram a atear fogo em um ônibus em vários protestos, exigindo Justiça contra os policiais acusados de terem cometido os crimes. Em comum, os jovens têm o fato de serem oriundos de comunidades carentes, não terem passagem pela polícia e serem negros.

Leia mais na Carta Capital

CEN e o Circulo Palmarino soltam nota conjunta sobre o Conneb

O Circulo Palmarino e o Coletivo de Entidades Negras – CEN, vêm expressar sua concordância com a realização da Reunião da Comissão Executiva do CONNEB nos dias 09 e 10 de fevereiro de 2008, na cidade de Vitória-ES, em face da urgência na tomada de decisões que visem a obtenção de recursos financeiros, necessários à realização do Congresso e a garantia do pleno funcionamento de suas instâncias deliberativas e as Assembléias Gerais.

No entanto, é urgente a realização da reunião da Coordenação Política no mês de março de 2008, para refletir sobre os eixos essenciais a construção de um projeto enegrecido de sociedade, deliberar sobre as questões políticas que orientem os rumos do CONNEB e aprofundar o grau de unidade entre as entidades que compõe o CONNEB, principalmente para conter o avanço dos ataques à causa racial, principal foco da luta do movimento negro na conjuntura.

Congresso de Negras e Negros do Brasil, 01 de fevereiro de 2008

Coletivo de Entidades Negras

Círculo Palmarino

Seppir amortece críticas ao Governo, diz jornalista

Por: Redação - Fonte: Afropress - 22/1/2008


Rio - O jornalista Marcio Alexandre Martins Gualberto (foto), da Comissão Executiva do Congresso de Negros e Negras do Brasil (CONNEB) e dirigente do Coletivo de Entidades Negras (CEN), disse que a Seppir - a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, "uma conquista do Movimento Negro” - ao invés de servir ao Movimento “serve como amortecedor de críticas desse setor ao próprio governo. “Os negros que ficam dentro dos partidos da base do governo, posando como se toda agenda do MN se resolvesse pela via partidária acabam também cumprindo esse papel e ajudam a fortalecer o discurso sem pé nem cabeça do presidente”, afirmou, referindo-se à declarações do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo as quais, o Estatuto da Igualdade Racial, que está no Congresso há 12 anos, ainda não foi votado por desunião das lideranças.

Leia mais em Palavra Sinistra

Lançamento da 3ª Caminhada pela Vida e Liberdade Religiosa reúne povo-de-santo na Bahia

Jamile Menezes Santos, Jornalista(Bahia)
jamyllem@hotmail.com

A Caminhada pela Vida e LibFoto: Alberto Limaerdade Religiosa está nas ruas, mobilização que há três anos reúne adeptos do Candomblé na Bahia para uma marcha de combate à intolerância e à discriminação contra a religião dos Orixás, Voduns, Inquices e Caboclos. Na última sexta-feira, em Salvador, o Bahia Othon Palace, hotel situado no bairro nobre de Ondina, na orla de Salvador, recebeu dezenas de religiosos representantes de 25 municípios do interior do estado e da capital para o lançamento da 3ª Caminhada, que acontecerá no dia 25 de novembro. O lançamento foi também momento de reunir autoridades políticas e dirigentes estaduais, que, diante do público presente, atestaram a importância da iniciativa para o povo-de-santo da Bahia e do Brasil.

“Apesar de ter sido uma iniciativa do Coletivo de Entidades Negras – o CEN -, aqui em Salvador, há três anos, a Caminhada é hoje uma ação do povo de Candomblé da Bahia. Babalorixás, Ialorixás, filhos e filhas de santo em Terreiros não só da capital, mas do interior, são os mobilizadores que atuam junto a suas comunidades religiosas. Na marcha do ano passado, contamos com mais de cinco mil religiosos. Este ano esperamos, no mínimo, dobrar esse número”, pontua Marcos Rezende, um dos coordenadores do CEN. A Caminhada conta ainda com a participação de religiosos de outros estados como Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Maranhão.

Outras ações acontecem em novembro, como a Audiência Pública na Assembléia Legislativa, no dia 21, e o Seminário “Pela Vida e Liberdade Religiosa”, nos dias 23 e 24, também no Othon, em Ondina. As ações se encerram com a Caminhada no dia 25, saindo do busto de Mãe Runhó, no Engenho Velho da Federação, emFoto: Militão direção ao Dique do Tororó. “Nesta audiência estaremos debatendo com deputados estaduais a troca do nome do Dique para Dique dos Orixás, por se tratar de um espaço historicamente sagrado para o Candomblé, onde são depositadas oferendas e realizados rituais religiosos constantemente pelo nosso povo-de-santo”, antecipa Lindinalva de Paula, da coordenação da Caminhada.

Dentre os temas do Seminário, que é aberto ao público, estarão em debate: “A midia e as religiões de matriz africana no Brasil”; “Cultura, Meio Ambiente e folhas! Garantia de direitos vitais do Axé!”; “Candomblé de livro ou candomblé de fato”. Para trazer religiosos dos municípios, reuniões de mobilização já estão sendo agendadas pelas lideranças em cada localidade, que estará representada durante o cortejo e nas outras ações. No lançamento, compuseram a mesa religiosos do Candomblé, tais como Makota Valdina Pinto (Salvador), o Babalorixá Luiz Ricardo Menezes (Brasília), o Ashogun Aderbal Moreira (Rio de Janeiro), o Babalorixá Silvanilton Encarnação da Mata (Pecê de Oxumarê, Salvador), e de outras denominações, representadas pelo presidente da Associação Brasileira de Liberdade Religiosa e CidaFoto: Militãodania (Ablirq), Samuel Luz, que também é da Igreja Adventista na Bahia. Também se fizeram presentes a vereadora Olívia Santana, o secretário de Promoção da Igualdade, Luiz Alberto Silva, a representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Maria Teresa, o subsecretário de Descentralização Regional, Ailton Ferreira, o superintendente de Meio-Ambiente (SMA), Ari da Mata, o secretário de Governo, Gilmar Santiago, a representante da Secretaria Municipal da Reparação (Semur), Ubiraci Matilde e o diretor geral do Instituto de Radiodifusão da Bahia (IRDEB), Póla Ribeiro, representando a gestão da Cultura no Estado. Na ocasião, os convidados garantiram apoio à realização das ações religiosas no mês da Consciência Negra.

Fonte: Ìrohìn

III Caminhada Pela Vida e Liberdade Religiosa

Articulações Políticas

Congresso Nacional de Negras e Negros do Brasil (Conneb) – uma das mais amplas articulações do Movimento Negro na história recente do país. O CEN participa como membro da Coordenação Política, da Comissão Executiva e das Subcomissôes de Mídia e Comunicação e Finanças;

Forum Nacional de Entidades de Direitos Humanos – O CEN é membro do Fnedh e já começou um trabalho de mobilização entre suas entidades filiadas para que estas participem dos processos de conferências estaduais que levarão, ao fim de 2008 à Conferência Nacional de Direitos Humanos.

Projetos e Ações

Formação de Mulheres Negras – desenvolvido nos oito estados onde o CEN atua esse projeto é desenvolvido sem nenhum tipo de apoio institucional e conta, com a perspective do que propõe o CEN de trabalhar o tempo todo com a formação da base;

Atentos à Mídia – previsto para ser iniciado em março de 2008 este projeto fará o monitoramento e análise de como os veículos de comunicação lidam com temáticas como gênero, diversidade, direitos humanos e relações étnico-raciais e ainda não conta com nenhum tipo de subvenção;

Saúde na Folia – Projeto que ocorre em Salvador durante o período do carnaval onde jovens das comunidades são capacitados para oferecerem aos foliões preservativos e noções de prevenção às DST/Aids, é desenvolvido em parceria com a secretaria municipal de saúde;

3ª Caminhada do Povo de Santo – Realizada em novembro 2007 e reuniu em torno de 10.000 religiosos do Candomblé para afirmar sua fé e seu desejo de que a intolerância religiosa não se torne algo cotidiano em nosso país.

Diretorias Nacionais

O CEN conforma as diretorias nacionais de acordo com as áreas em que atua, dessa forma temos as diretorias de: juventude, gênero, diversidade (Glbtt), meio-ambiente, cultura, educação e saúde.

Coordenação Nacional

É composta pela coordenação da Bahia e pelos coordenadores dos estados.

Religiões de Matriz Africana

Foco na luta pela liberdade religiosa e contra a intolerância de que são alvo as religiões de matriz africana tais como o candomblé e a umbanda.

Juventude

Fortalecendo redes de jovens, formando e capacitando novas lideranças jovens para discutir sua problemática.

Gênero

Focando na discussão de gênero, formação e capacitação de lideranças de comunidades e de terreiros de candomblé.

Apresentação Institucional

O Coletivo de Entidades Negras – CEN é uma organização não governamental, sem fins lucrativos e sem vínculos político-partidários, constituída de associados unidos pelos objetivos comuns de cooperação mútua, parceria, diálogo local e solidariedade entre os diferentes segmentos sociais.

Dentre seus objetivos destacam-se o de defender os direitos e interesses das comunidades religiosas de matriz africana, bem como preservar e fortalecer a cultura afro-brasileira e africana e seu legado civilizatório, realizando campanhas de conscientização para os direitos fundamentais, caminhadas de mobilização, manifestações culturais, congressos, seminários, intercâmbios e outros fins, numa busca constante por soluções e alternativas para a melhoria da qualidade de vida da comunidade negra brasileira.

Tem como publico-alvo de suas ações homens e mulheres, crianças e adolescentes negros e não negros que vivem em situação de vulnerabilidade, excluídos do mercado de trabalho, com baixa escolaridade e sem perspectivas de inserção social. Sua missão é combater coletivamente a exclusão social, discriminação racial e de gênero por meio de propostas que corroborem para a reparação do erro histórico da escravização e promova a inclusão da mulher nos diversos segmentos sociais de forma digna.

Em seu quadro de associados o CEN conta 300 instituições distribuídas nos estados da Bahia, Pernambuco, Amapá, Rio de Janeiro, São Paulo, Brasilia, Minas Gerais, Paraná, Maranhão, Piauí e Pará.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Valores

O Coletivo de Entidades Negras – CEN é uma instituição comprometida com as questões raciais, que acredita na transparência e na seriedade, valoriza o trabalho coletivo e repudia qualquer ação de intolerância. As palavras-chaves que norteiam nossa ação são:

Compromisso
Seriedade
Transparência
Coletividade
Tolerância

Caminhada simboliza grito contra intolerância religiosa

Ladeira abaixo, trecho entre o Engenho Velho da Federação e a Avenida Vasco da Gama, uma demonstração de intransigência faz o cortejo parar indignado. De sua janela, um evangélico berra discurso severo contra as religiões de matriz africana: “Vocês são uma seita satânica. Eu sirvo a Deus e vocês ao diabo”. A oratória é rapidamente abafada pelo som de atabaques e agogôs, numa resposta ao ato de desrespeito do protestante. O “crente” não sabe, mas, por ironia, tenta macular evento de combate à intolerância. A 3ª Caminhada pela Vida e Liberdade Religiosa tem, à sua frente, a prova cabal de suas convicções.

Não é a única. Antes mesmo do início do percurso, quando o povo-de-santo ainda ajunta-se numa das praças do antigo bairro, outras duas evangélicas iniciam bate boca no meio da rua. Com dedo em riste, desdenham da religião dos orixás. “Vocês estão apossados por espíritos malignos. Meu Deus é vivo, o de vocês leva à morte!”, provocam. O momento de tensão é controlado. Pregando indulgência, a caminhada – que segundo os organizadores reuniu cerca de cinco mil pessoas – segue em paz, sem mais ocorrências lamentáveis. Os episódios, porém, são suficientes para patentear a intolerância ao povo do candomblé.

Não somos apenas agredidos nas ruas. Nossos terreiros também são constantemente invadidos. Jogam enxofre e ácido sulfúrico nas nossas casas. A pergunta é: por que o Deus deles tem sentido e o nosso não?”, questiona o coordenador do Coletivo de Entidades Negras (CEN), Marcos Rezende, organizador do evento. Poucos sofreram tanto essa realidade na pele quanto mãe Gilda de Ogum, morta em janeiro de 2000. Perseguida por outras denominações religiosas, teve a foto estampada num jornal da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), com a seguinte legenda: “Macumbeiros charlatões lesam o bolso e a vida de clientes”.

Indenização - Numa das invasões ao seu terreiro, mãe Gilda foi agredida com uma Bíblia na cabeça. Morreu dias depois, aos 65 anos, de infarto fulminante. Ontem, sua filha, a ialorixá Jaciara Ribeiro, esteve na passeata para lembrar o ato de intolerância e cobrar a indenização da Igreja Universal, obrigada a pagar mais de R$1 milhão. Apesar dos diversos casos de intransigência, o incidente que envolve mãe Gilda é o único no Brasil em que uma igreja evangélica é condenada pela justiça por intolerância religiosa. “Minha mãe foi alvo de um motim. Há uma fábrica de evangélicos que querem acabar com o povo-de-santo”, acredita a ialorixá.
A confirmar a regra, há exceções entre os próprios evangélicos. Agregam-se à caminhada, além de padres católicos, sectários do protestantismo. “Essas pessoas fazem uma leitura demasiado fundamentalista da bíblia, numa inaceitável demonstração de ignorância. Elas precisam ser esclarecidas”, observa o presbiteriano Márcio Alexandre Gualberto, evangélico, e um dos coordenadores nacionais do CEN.

Idéia originada no terreiro Ilê Axé Oxumaré, na Vasco da Gama, a Caminhada pela Vida e Liberdade Religiosa ganhou a participação de grupos ligados à cultura afro-brasileira. Conta hoje com a presença de terreiros de todo o país. “Não aceitamos ser chamados de demônios os diabos. Nós somos pessoas de bem, tratamos os nossos semelhantes com carinho e desenvolvemos inúmeros projetos sociais”, colabora mãe Meninazinha de Oxum, do Rio de Janeiro, onde os adeptos das religiões africanas também são atacados diretamente, inclusive com agressões físicas.

Durante anos, o quadro de preconceito e discriminação infectou também o ambiente político, vazio de iniciativas em favor das religiões originárias da África. A caminhada reivindica melhorias para o povo-de-santo e a igualdade de benefícios a todas as denominações religiosas. “Os tombamentos dos terreiros, por exemplo, ainda não trouxeram benefícios diretos para o candomblé. Enquanto isso, assistimos às constantes reformas que são feitas em igrejas e outros templos”, atesta o coordenador do CEN, Marcos Rezende.

Vídeo de convocação para III Caminhada

Povo de santo caminha contra a intolerância

Salvador, Bahia

Segunda-Feira , 26/11/2007

1º Caderno

Próximo ao busto de Mãe Runhó, no Engenho Velho da Federação, duas senhoras se aproximam do povo de santo que se arruma para uma caminhada. Começam a distribuir folhetos religiosos e retrucar: “Isso é uma seita satânica, existe um único Deus e dono do nosso fôlego”. Confusão formada, mas rapidamente desfeita. O grupo começa a descer a Ladeira do Bogum, em direção ao Dique do Tororó, e uma senhora aparece na porta e joga água em cima dos babalorixás e ialorixás.

Exatamente para combater esse tipo de comportamento, o povo de santo foi às ruas, ontem. A caminhada marcou o encerramento da Semana pela Vida e Liberdade Religiosa. No caminho, uma parada em cerca de dez terreiros do bairro, para saudar e entoar o cântico do orixá guia da casa. Nos discursos, a mensagem contra a intolerância religiosa.

No final, um abraço simbólico no Dique do Tororó. Em atitude contrária a das senhoras que se manifestaram contra os atos do candomblé, estava Marcos Alexandre Martins. Ele é presbiteriano e faz parte do Coletivo de Entidades Negras – que organizou o evento. “As pessoas precisam ser mais esclarecidas. Falamos de um mesmo Deus que se manifesta de forma diferente. Não podemos permitir a intolerância religiosa”, defendeu. Representações do candomblé de outros Estados e de 25 municípios baianos também participaram do manifesto. A semana de discussões sobre políticas afirmativas do povo de santo começou na quinta-feira passada, quando participaram de ato político na Assembléia Legislativa.

Vídeo de lançamento da III Caminhada

Reação à intolerância religiosa: diga não ao preconceito

Jamile Menezes Santos - Estudante de Jornalismo

Em meio a cerca de cinco mil religiosos do Candomblé, dentre pais, mães, filhos e filhas de santo, duas senhoras começam a distribuir panfletos com mensagens bíblicas. Até então tudo respeitoso, até quando a distribuição começa a ganhar palavras de ordem: “Conheçam Jesus!”, ou “A religião de vocês é do Diabo, nosso Deus é bom! Confusão formada e logo apartada por algumas pessoas. Não bastando a manifestação discriminatória explícita, logo depois a agressão: da janela de uma casa alguém joga água sobre os religiosos que, vestidos de branco, pediam respeito ao culto dos Orixás. Essas manifestações de intolerância buscavam intimidar, sem resultado, os participantes da III Caminhada pela Vida e Liberdade Religiosa, realizada em Salvador no dia 25 de novembro.

A religião do Candomblé foi tema de muitas atividades durante o mês da Consciência Negra na capital baiana. As agressões motivadas pela intolerância das seitas evangélicas são vivenciadas cotidianamente por muitos Terreiros em Salvador,em especial nos bairros onde estas comunidades estão mais concentradas. “Aqui na minha comunidade (Itapuã), apesar de termos vencido a Igreja Universal na justiça, por conta do crime cometido contra Mãe Gilda, ainda sofro perseguição por grupos de evangélicos. É só entrarem lojas e as pessoas saem correndo, somos ofendidas na rua por estar trajando roupas religiosas. São ofensas todos os dias aqui, dirigidas a mim e aos filhos da Casa”, denuncia a ialorixá Jaciara Ribeiro, filha de Gildásia dos Santos, falecida em 2000 após perseguição sofrida por evangélicos. Seu caso ganhou repercussão nacional e se tornou referência no combate à intolerância na Bahia. (veja quadro abaixo)

As manifestações públicas que exigem respeito aos rituais sagrados, à indumentária religiosa e, principalmente, aos Orixás, são uma forma de se chamar a atenção das autoridades para a gravidade das agressões sofridas pelos adeptos do Candomblé, na Bahia e no Brasil. Conhecer os direitos e saber o que é possível fazer em termos legais para assegurar a livre manifestação religiosa é fundamental: “Sem o conhecimento de nossa força, essência e nossa religião, não conhecemos o que nos é mais sagrado, que é nossa história. Isso nos fortalece”, afirmou Mãe Beata de Iemanjá, ialorixá doIlê Axé Omi Ojuarô (RJ), também resente na Caminhada em Salvador.

Combate e Mapeamento - Os agressores não se limitam às palavras e à pregação contra os deuses africanos. O desrespeito contra os adeptos do Candomblé também vem em atos de agressão mais diretos. “O que vemos são casos de ofensas e agressões mais individuais, partindo de alguns fiéis mais fanáticos. O que temos feito é apurado estes casos que chegam até a Promotoria, estreitando a relação com os líderes das igrejas evangélicas para que eles cooperem na eliminação desse comportamento indesejável de seus seguidores”, aponta Almiro Sena, da Promotoria de Justiça de Combate ao Racismo e Intolerância Religiosa. Este combate, inclusive, é um dos resultados esperados com a instituição do Programa de Valorização do Patrimônio Afro-Brasileiro, um produto direto do Projeto Mapeamento de Terreiros de Salvador, realizado pelo Centro de Estudos Afro-Orientais da Universidade Federal da Bahia (Ceao), em parceria com órgãos municipais em 2006.

O Programa foi instituído pela lei 7.216 e sancionada pelo prefeito de Salvador, João Henrique este ano. Com o Mapeamento foram cadastrados 1.161 Terreiros em Salvador, o que deverá servir de suporte para implementação de políticas públicas visando a qualidade de vida nestas comunidades, de acordo com a Secretaria Municipal de Reparação(SEMUR). Para tanto, ainda estão sendo esperados recursos que virão de parcerias estabelecidas pela Secretaria. “Essas políticas agora têm o embasamento legal para acontecer. Os próximos governos que vierem encontrarão agora uma legislação e não só mais uma demanda destas comunidades. Agora é política de Estado a valorização do patrimônio afro-brasileiro”, pontuou o secretário de Governo da Prefeitura, Gilmar Santiago. Com o Programa, fica instituído que Terreiros de Candomblé e a própria religião terão o reconhecimento enquanto patrimônio e que sejam encarados como tal pelos poderes públicos. “Isso não é apenas um Mapeamento, é na verdade uma porta que se abre para a discussão sobre patrimônio afro-brasileiro que, historicamente, nunca teve uma política pública organizada e direcionada a sua valorização. Com esse diagnóstico, temos uma base de dados que nos possibilitará exigir políticas públicas de forma mais sistemática aos diversos órgãos”, explica o subsecretário da Reparação, Antônio Cosme, que aponta as conseqüências desses resultados no combate direto à intolerância religiosa. “As comunidades de Candomblé sofrem uma perseguição sistemática por parte de diversas correntes evangélicas. Sabemos que não é à toa que elas abrem suas igrejas onde há um número expressivo de Terreiros e os dados mapeados irão nos auxiliar em muito no estudo de questões como estas, para que possamos garantir os direitos das comunidades”, diz Antonio Cosme.

Realidades de grande tensão semelhantes à de bairros periféricostais como Paripe, no subúrbio de Salvador, terceiro em número de Terreiros - 40 ao todo -, segundo o mapeamento. “Esse desrespeito está em todo lugar, nas tevês, rádios e, principalmente, em nosso cotidiano. Precisamos aprender mais sobre nossa religião para que possamos nos defender desses ataques. Eles sabem quem somos e em que acreditamos, mas insistem em vir pregar à nossa porta, tentar nos convencer de que o Deus deles é melhor. Aqui, acredito que só não atacam mais porque sei dos meus direitos e conheço minha religião. Sei até onde eles podem ir”, enfatiza o Babalorixá DaryMota, do Ilê Axé Torroundê, no bairro de Paripe.

Já em 2008, serão beneficiados 55 Terreiros em Salvador, com ações que envolvem a infra-estrutura e regularização. Os dados colhidos no Mapeamento de Terreiros em Salvador já podem ser acessados no endereço eletrônico www.terreiros.ceao.ufba.br. No site, há informações sobre localização, nome do dirigente, nação, ano de fundação e fotografias dos Terreiros, assim como sobre as ações que serão desenvolvidas em cada um deles.

Objetivos do CEN

O CEN tem como principais objetivos e finalidades, desenvolver projetos e ações afirmativas em prol das Entidades Afrodescendentes nas áreas social, cultural, política, econômica, carnavalesca e outras, tendo como base as seguintes ações:

  1. Promoção de ações de assistência social;
  2. Promoção da Cultura, defesa e conservação do patrimônio histórico artístico e cultural;
  3. Promoção gratuita da educação;
  4. Promoção da saúde;
  5. Defesa preservação e conservação do desenvolvimento sustentável;
  6. Promoção do desenvolvimento econômico social e combate à pobreza
  7. Experimentação, não lucrativa, de novos modelos sócio-produtivos e de sistemas alternativos de produção, comercio, emprego e credito;
  8. Promoção de direitos estabelecidos, construção de novos direitos humanos e assessoria jurídica gratuita e interesse suplementar;
  9. Promoção da ética, da paz, da cidadania, dos direitos humanos, do gênero, do meio ambiente, da democracia e de outros valores universais;
  10. Estudos e pesquisas, desenvolvimento de tecnologias alternativas, produção e divulgação de informações e conhecimentos técnicos e científicos que digam respeito as atividades mencionadas neste item.
  11. Participar dos festejos populares assim como: carnavalescos, folclóricos, culturais, políticos.
O CEN, para atingir os seus objetivos desenvolverá as atividades abaixo, observando os princípios da legalidade, impessoalidade, publicidade economicidade e da eficiência.
  1. Organização de banco de dados e biblioteca com informações econômicas, sociais, culturais e históricas.
  2. Promoções de pesquisas, seminários, debates, encontros e outros fóruns de discussão;
  3. Incentivo e apoio a organizações de cursos e oficinas;
  4. Promover a publicação de artigos, apostilas, livros, jornais, revistas e outros produtos de divulgação e propostas engendradas;
  5. Organização de campanhas de conscientização e mobilização da comunidade;
  6. Organização de campanhas e obras sociais e educacionais para atendimento de crianças e adolescentes carentes, excepcionais, insuficientes de saúde, idosos e seguimentos excluídos em situação de risco ou conflito com a lei, portadores de necessidades especiais.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Missão, Visão e Valores

Missão
Combater coletivamente a discriminação racial e as desigualdades promovendo ações de políticas públicas, através de propostas que corroborem com uma reparação social para a comunidade negra do Brasil.

Visão
O
CEN acredita nas entidades negras por ele representadas e no poder da coletividade, por isso pretende ser referência na promoção da igualdade e no atendimento às demandas dessas entidades da sua comunidade.


Valores
Coletivo de Entidades Negras – CEN é uma instituição comprometida com as questões raciais, que acredita na transparência e na seriedade, valoriza o trabalho coletivo e repudia qualquer ação de intolerância. As palavras que norteiam nossa ação são:

Compromisso
Seriedade
Transparência
Coletividade
Tolerância

Federação de Capoeira da Bahia na III Caminhada

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