domingo, 27 de abril de 2008

Entidade vai pedir abertura de processo contra vereador

Ciro Brigham

O Coletivo de Entidades Negras (CEN) vai pedir abertura de processo contra o presidente da Câmara Municipal, Valdenor Cardoso, por quebra de decoro parlamentar, na comissão de ética da casa. A entidade quer, também, que o vereador se retrate publicamente por ter ameaçado condicionar a aprovação do projeto de regularização fundiária dos terreiros de candomblé ao comportamento dos manifestantes durante sessão que condecorou a secretária municipal de planejamento, Kátia Carmelo (ex-superintendente da Sucom), com a Medalha Maria Quitéria, no último dia 15. Cardoso também vai responder a processo na Promotoria de Combate ao Racismo do Ministério Público: ele já foi indiciado pelo promotor Almiro Sena.

As deliberações do CEN foram consolidadas ontem à noite, em reunião na Casa do Benin, no Pelourinho. Outra medida a ser tomada pelos representantes de entidades negras é pressionar pela aprovação dos projetos que foram enviados pelo Executivo à Câmara. "Exigiremos a votação imediata da desafetação da área do Oyá Onipó Neto, de mãe Rosa, e da alteração da Lei Orgânica, para que os terreiros de candomblé sejam colocados como áreas de proteção especial no Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU)", defende o coordenador geral do coletivo, Marcos Rezende.

"A primeira coisa que motivou essa reunião foi a necessidade de chamar a atenção dos terreiros para a situação fundiária, que parece longe de ser resolvida e que nem tinha visibilidade, até acontecer aquilo no terreiro de mãe Rosa, no Imbuí", argumenta Deise Queiroz, que é membro do CEN. O terreiro foi demolido pela Sucom em 27 de fevereiro.

A entidade teme que o compromisso assumido pelo prefeito João Henrique, de regularizar a situação fundiária dos terreiros de candomblé da capital, não vá além do anúncio feito após a derrubada do Oyá Onipó Neto, ordenada pela ex-superintendente da Sucom. "Nem a Câmara votou o projeto enviado pelo prefeito e nem mãe Rosa recebeu a escritura, como foi prometido, sem falar na indenização por conta da quebra de imagens sagradas do terreiro", revolta-se Deise.

Cajazeiras - A situação do terreiro Ilê Axé Ominijá, em Cajazeiras, é diferente, mas nem tanto. A ialorixá Alice Alves Veloso, 73, comprou o terreno há mais de 20 anos, pagou o carnê do financiamento que fez junto ao banco, mas ainda não tem a escritura. "Eu não estava tão preocupada até ver o que aconteceu com Mãe Rosa. Aí, fiquei com a cabeça quente", lamenta.


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quinta-feira, 24 de abril de 2008

CEN convida:

domingo, 20 de abril de 2008

Registro...

I Seminário de Formação realizado nos dias 04 e 05 de abril de 2008.

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