sexta-feira, 30 de maio de 2008

Baianos vivem dia do reencontro com o coração da mama África

No dia 25 de maio de 1963, 32 chefes de Estado africanos se reuniram em Adis Abeba, capital da Etiópia, para protestar contra o sistema de colonização e subordinação que submetia o continente africano. O encontro passou à história e deixou como marco a criação da Organização da Unidade Africana, hoje União Africana. A data é reconhecida pela ONU desde 1972 como Dia da Libertação da África.

Um dia de afirmação e tomada de consciência. É assim que pode ser definido o 25 de maio, Dia Internacional da Libertação da África, que foi celebrado ontem, (29) na Assembléia Legislativa, em sessão especial proposta pelo deputado Bira Coroa (PT). "É uma data de comemoração, mas também de avaliação, reparação e, sobretudo, de afirmação", definiu o parlamentar. Para tanto, foi convidado a proferir conferência o professor doutor congolês Kabengele Munanga, diretor do Centro de Estudos Africanos da USP, que apresentou um amplo estudo ao avaliar cinco séculos de uma história de espoliação sofrida pelo continente negro.
Um plenário colorido, com arranjos de flores, faixas multicores e painéis de grande tamanho, recebeu também autoridades brasileiras e africanas, povos-de-santo, intelectuais e diversos representantes da sociedade, que ouviram diferentes pontos de vista que se complementaram sobre a saga africana. O primeiro a ocupar a tribuna foi o secretário da Promoção da Igualdade, Luiz Alberto. Ele se associou a todos que lutaram contra a escravidão e continuam buscando a cidadania. Ele falou sobre a determinação do presidente Lula de criar uma universidade África-Brasil e pediu que os deputados agilizem a aprovação do projeto de Estatuto da Igualdade Racial, que tramita na AL.
Bira Coroa sucedeu Luiz Alberto na tribuna para chamar atenção para a necessidade de "discutir sobre a contribuição do nosso povo para o desenvolvimento do mundo". A deputada Fátima Nunes (PT) também discursou e até fez um canto conclamando à igualdade e solidariedade entre todas as raças que compõem o Brasil.


CONFERÊNCIA
O professor Munanga, no início de sua fala, se perguntou sobre o que poderia falar que pudesse ir além do que tinham dito aqueles que o antecederam. Se desculpou por sua expressão ser eminentemente acadêmica e depois falou por cerca de 60 minutos. "A África de hoje é nada mais do que o resultado histórico de cerca de cinco séculos consecutivos que ela atravessou, carregando sempre no início de um século os saldos positivos e negativos dos séculos anteriores".

Segundo ele, aquele continente é visto pelo ocidente sob caricaturas que esquecem o essencial: a África é feita de africanos. A respeito da escravidão, ele lembrou que, além da violência social, o continente africano sofreu uma perda populacional de dezenas de milhões de pessoas. "Imediatamente após o tráfico veio o colonialismo, acrescentando à pilhagem dos homens, a das terras e das riquezas naturais.
Aí vieram as lutas pelas independências, na década de 60, "que representam um momento de ruptura entre um passado de humilhação, de desumanização, de exploração e um futuro diferente a ser construído". No entanto, os novos países continuaram com suas economias controladas pelo exterior. Ele disse ainda que não vê os atuais conflitos étnicos com as mesmas motivações culturais dos ancestrais, sendo atualmente apenas uma guerra civil pelo poder.
Compuseram a mesa dos trabalhos, o presidente da AL, Marcelo Nilo (PSDB), Bira Coroa, Fátima Nunes, Luiz Alberto, Kabengele Munanga, os embaixadores de Angola, Leovigildo Costa e Silva; da República Democrática do Congo, Baoduin Mayola; da Nigéria, Kayode Garrick; o secretário municipal da Reparação de Salvador, Sandro Correa; o subsecretário de Políticas Afirmativas, Giovanni Harvey; o presidente da Fundação Pedro Calmon, Ubiratan Castro; a representante da Irmandade da Boa Morte, Joselita Alves; e o representante do Coletivo de Entidades Negras, Marcos Rezende.
Fonte: Diário Oficial do Estado da Bahia






quinta-feira, 29 de maio de 2008

Embaixadores africanos visitam a Bahia durante as comemorações do Dia da África

Os embaixadores da Nigéria, Kayorde Garrick, do Congo, Baudowin e de Angola, Leovigildo da Costa e Silva estão na Bahia em visita de cortesia pelo Dia da África, comemorado no último dia 25 de maio

As autoridades africanas foram recebidas pelo governador Jaques Wagner na Governadoria. Uma das homenagens preparadas pelo governo baiano foi uma sessão especial realizada nesta quinta-feira (29), na Assembléia Legislativa da Bahia.

Em Salvador já existem órgãos ligados a alguns países da África como a Casa do Benin, a Casa de Angola, da Nigéria e agora, segundo o secretário de Promoção da Igualdade, Luiz Alberto Silva dos Santos, já está em andamento uma discussão entre representantes do Congo e do Centro Internacional de Negócios da Bahia (Promo), ligado à Secretaria de Indústria e Comércio, para proporcionar importantes trocas comerciais e culturais com a Bahia.

“Esse encontro com a comitiva africana foi importante para estabelecer novos processos de relação da Bahia com esses países”, disse o secretário

Segundo o governador Jaques Wagner, a Bahia como o estado brasileiro mais próximo geográfica e culturalmente da África, está cumprindo seu papel no esforço de aproximação cultural, de negócios e de comércio com os países africanos. “Eu já tenho viagens programadas à África para buscar aproximar os povos e também promover bons intercâmbios comerciais”, assegurou Wagner

Para o embaixador do Congo, Kayorde Garrick, “é uma alegria pra nós estar mais uma vez na Bahia, nós temos ligações familiares com o povo baiano”. Segundo ele, o comércio entre o Brasil e a África tem aumentado cada dia mais, cerca de 20% desde 2004. “A previsão é que esse ritmo vai continuar e a relação de comércio entre o Brasil e a África via crescer”, afirmou.

História

No dia 25 de maio de 1963, 32 chefes de Estado africanos se reuniam contra a colonização e subordinação a que todo um continente repetidamente foi submetido durante séculos. Colonialismo, neocolonialismo, 'partilha da África'

Na reunião de 1963, em Adis Abeba, capital da Etiópia, esses líderes criaram a Organização da Unidade Africana (OUA), hoje a União Africana. Dada a importância daquele momento, o 25 de maio foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1972, Dia da Libertação da África. Diversos eventos serão realizados esta semana para marcar a data

Fonte:http://www.comunicacao.ba.gov.br/no/05/29/embaixadores-africanos-africa


Bahia e África cada vez mais próximas

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segunda-feira, 26 de maio de 2008

1º Encontro Nacional de Juventudes do CEN

A Juventude do Coletivo de Entidades Negras tem o prazer de anunciar a realização do 1º Encontro Nacional de Juventudes do Coletivo de Entidades Negras – CEN .O encontro tem o objetivo de fortalecer e propor estratégias de atuação, pleitear ações fundamentais para que a população negra e jovem desse país tenha acessibilidade às políticas públicas e fortalecer as lideranças negras comunitárias juvenis.

Esse será o momento de comungar de orientações comuns para a atuação dos grupos de juventudes que compõem a entidade nacionalmente, vislumbrando a priorização das jovens mulheres, os jovens LGBTTS, jovens quilombolas, jovens de terreiros de candomblés para a politização das ações. A nossa expectativa é reunir 100 jovens que compõem a entidade, contando com a experiência dos mais velhos de nossa entidade e convidadas/os.

O Encontro será realizado na cidade de Alagoinhas - Bahia, nos dias 30, 31 de maio e 1º de junho de 2008.



Programação

30 de maio de 2008

14 h – Audiência Pública: Juventude negra e o mundo do trabalho - Desde 14 de maio de 1888.

Local: Câmara dos Vereadores de Alagoinhas

Composição da Mesa:

Giovane Havey | Subsecretário de Ações afirmativas da SEPPIR.

Vilma Reis | Presidenta do Conselho para o Desenvolvimento da Comunidade Negra

Bira Côroa | Presidente da comissão de Educação da Assembléia Legislativa.

Elinaldo | JUNA-CEN

Ana Cáritas | JUNA-CEN

Deise Queiroz | Diretora Nacional de Juventude do CEN

Latoya Guimarães | CEN-SP

Dr. Kabengele Munanga | Antropologia-USP


18h - Abertura do I Encontro Nacional de Juventudes do CEN

Local : Salão do Hotel de Alagoinhas

Composição da mesa : Coordenação do CEN e Representações das Juventudes Estaduais.


31 de maio de 2008

8h - Integração do grupo e expectativas

Mesas de Debates:

9 às 11h – Juventude negra – Do extermínio ao ENJUNE.

- Debatedor@s: Cátia Coelho | Edson Shomer | Deise Queiroz.

11 às 13h – A juventude negra e a construção política – A importância de fazer política.

- Debatedor@s: Lindinalva de Paula | Cristiano Lima | Poliana.

13h – Almoço

14h30 às 16h30 – Revoluções vitoriosas do Povo Negro no Brasil e as atuais inserções do Movimento Negro – De Palmares ao CONNEB

Debatedor@s: Marcos Rezende | Márcio Alexandre | Rebeca Tárique

16h30 às 18h30 - Das lutas por REPARAÇÃO às conquistas das ações afirmativas |Políticas de cotas|

Debatedor@s: Ana Rita| Lindacy Assis | Luís Paulo Pinto.

18h30 – Jantar

20h – Show das Juventudes:

Banda Epahey

Hip Hop Axé Babá


1º de junho de 2008

9h Grupos de Trabalho:

GT1 – Ações Afirmativas

GT2 – CONNEB

GT3 – Fórum de Juventude Negra

12h – Almoço

14h – Encerramento

sexta-feira, 23 de maio de 2008

TV Senado: Debate sobre as matrizes religiosas


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||| Audiência Pública no Senado debate comunidade negra e matrizes religiosas|||
(23/05/2008 - 11:20)

Brasília - 21/05/08 - Em continuidade ao ciclo de debates - 120 anos de abolição não-conclusa - realizado pelo Senado Federal, através da Comissão de Direitos Humanos e Participação Legislativa, desde 29 de abril, aconteceu hoje a Audiência Pública que discutiu a relação entre as diversas religiões no Brasil e, em especial, o preconceito sofrido pelas religiões de matriz africana.


Presidida e idealizada pelo Senador Paulo Paim, o evento é uma oportunidade de se abrir um diálogo entre as mais diversas religiões para que se respeite cada uma no seu modo de ser, evitando intolerâncias e brigas que nos desvalorizam como seres humanos.


E foi isso que abordou a presidente da Federação Brasiliense de Umbanda e Candomblé, Marinalva dos Santos Moreira, ao relatar que, por diversas vezes, já sofreu discriminação pelo fato de ser candomblecista, tendo até mesmo, seu direito de ir e vir restringido. Marinalva parabenizou a mudança de mentalidade que ocorre nos últimos anos no que concerne às religiões africanas. "Estamos aqui hoje porque fomos reconhecidos pelo presidente Lula, através das ações da Fundação Cultural Palmares e da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Hoje somos convidados a marcar presença em debates e reuniões sobre o assunto", coisa que antes era inimaginável.



Outro assunto abordado por Marinalva foi a revitalização da Prainha, local sagrado para as religiões de matriz africana. "queremos que o GDF entregue o mais rápido possível a praça, as pessoas tem que se conscientizar que lá é um local santo, onde veneramos nossos orixás, como outras religiões veneram seus santos". E finalizou pedindo a união entre os religiosos: "a religião afro ensina, como todas as outras, a respeitar e amar o próximo, independente de sua crença. O Deus é um só, nós é que o dividimos".

Em seguida, falou o padre Ari Antônio dos Reis, assessor da Pastoral Afro-brasileira da CNBB que enfatizou estar a igreja católica preparada para se colocar ao lado da população negra para ajudá-la a desenvolver a cidadania e combater o racismo. "O pedido de perdão do Papa João Paulo II ao mal causado pela Igreja Católica ao povo negro foi muito importante. A igreja reconhece hoje que os negros não estão totalmente integrados, basta ver quem mais sofre com o desemprego, com a falta de educação", disse. O padre destacou que a dívida com o povo negro é muito grande, "que não será paga nos próximos anos, por isso, temos que ter iniciativas para diminuir essas diferenças. O que torna importante a discussão sobre cotas nas universidades, o Estatuto da Igualdade Racial e outras ações afirmativas". Propôs ainda, um diálogo entre os católicos e as religiões de matriz africana e ressaltou, com satisfação, que os praticantes dessa religião sempre demonstram muito respeito aos padres.


Finalizando, o padre Ari destacou alguns dos pontos fundamentais para a igreja católica em relação à luta contra o racismo:


  • Luta pelo direito à vida;
  • Inclusão social;
  • Apoio às ações afirmativas;
  • Ações pastorais voltadas aos afro-descendentes;
  • Incentivar as vocações para padre e bispo junto aos afro-descendentes;
  • Apoio às populações quilombolas, através da Pastoral da Terra; e
  • Difundir o diálogo entre as religiões católica e de matriz africana.

Francisco Alves, presidente do Ilê de Owa Isan, contou suas experiências de discriminação sofrida no trabalho e depois, foi breve e enfático, "Tenho irmãos de sangue que são evangélicos e nem por isso brigamos. Temos que bater em cima do racismo".


Representando a Igreja Brasil para Cristo de São Paulo, o pastor Albert Silva fez uma exposição sobre a quantidade de negros dentro das igrejas evangélicas, revelando que, segundo dados do IBGE, dos 23 milhões de evangélicos, 11 milhões são negros, e que as diferenças religiosas não podem impedir a luta contra o racismo e a discriminação. "Não se pode basear em ideologias políticas ou religiosas para combater o racismo. Por que brigar se estamos lutando pelos mesmos interesses?", questiona.

Já o teólogo e pastor representante da Igreja Batista Projeto e Cristo, Bentilho Jorge da Silva, deu uma brilhante idéia aos parlamentares da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa. Sugeriu que encontros como esse que aconteceu hoje ocorram em outros estados brasileiros. E o mais interessante foi que no final do debate, o senador João Nery já propôs a idéia à Comissão citando, inclusive, os estados que deverão ser os anfitriões nas cinco regiões brasileiras. A proposta foi aceita por todos os membros do grupo de Direitos Humanos do Senado ficando estabelecido diligências externas para tratar do tema da diversidade religiosa nas seguintes cidades:



  • na região Norte: em Belém, Pará;
  • na região Nordeste: Salvador, Bahia;
  • na região Sudeste: na cidade do Rio de Janeiro;
  • na região Centro-Oeste: Goiânia, Goiás; e
  • na região Sul: Porto Alegre, Rio Grande do Sul.

O senador Paulo Paim aproveitou para incluir a idéia de que não somente o tema das religiões seja tratado, mas também, que se inclua um debate sobre o Estatuto da Igualdade Racial em todas essas regiões. A iniciativa foi saudada por todos.

E por falar em Estatuto, o senador Paim, como sempre tem feito, reiterou a necessidade de urgência na votação do Estatuto, "pois os parlamentares não podem ficar atrasando a votação, alegando que artigos devem ser alterados. Precisamos coragem! Eu sei que alguns têm o discurso de que tem de mudar um artigo aqui, outro ali, mas na verdade, não querem é votar nada". E lembrou: "Eu já disse, se alguém quer alterar algum artigo me mande que eu voto no Senado em um mês, no máximo, o que não pode é ficar há dez anos parado como está".

O ex-presidente da Fundação Cultural Palmares e atual secretário da Comissão Brasileira de Justiça e Paz da CNBB, Carlos Moura, também esteve presente ao debate elogiando o que ele chamou de encontro promissor, "pois nasce aqui uma parceria pela construção de uma cultura de paz entre as religiões. É um exemplo de tolerância, de generosidade, uma oportunidade de comunicação e também de respeito às religiões de matriz africana". Já que, segundo ele, todos irão transmitir essa experiência do debate para as nossas famílias, nosso bairro, nosso estado, para nosso trabalho, "levar o respeito ao outro, ao diferente, um sentimento que tem por base uma religião".

E contou ainda, a experiência que teve ao dirigir a Fundação Cultural Palmares quando teve que brigar muito com uma instituição co-irmã, o IPHAN (também órgão vinculado ao Ministério da Cultura), para que reconhecesse os terreiros como patrimônio cultural brasileiro. "Se igrejas são tombadas, por que terreiros não podem? Foi uma luta conseguir que eles entendessem que os terreiros também são patrimônios valorosos para muitas comunidades, assim como são templos e igrejas".



Durante os debates foram apresentados dois vídeos-documentários trazidos por Marcos Rezende, coordenador geral do Coletivo de Entidades Negras (CEN), Ogan do Ilê Axé Oxumare. Um deles tratou sobre a mobilização feita por religiosos de matriz africana em Salvador, no último ano, demonstrando força e politização das religiões, com milhares de pessoas nas ruas soteropolitanas.

Já o segundo vídeo é uma parte de 100 horas de gravação feita pelo Coletivo, relatando, e denunciando os abusos e discriminações sofridas por praticantes do candomblé e umbanda. Um pouco da história que vimos trouxe o inaceitável acontecimento em fevereiro deste ano, quando servidores da prefeitura de Salvador invadiram e destruíram um terreiro, sem ter mandado ou qualquer autorização que permitisse a eles tal ato.

Além disso, Marcos Rezende lembrou a importância dos terreiros para os povos negros. "Quando os negros foram trazidos para o Brasil as famílias foram dilaceradas, nenhum negro teve conhecimento do seu passado ou da sua história, assim, nos terreiro os negros formam as famílias africanas. Quando falamos minha mãe-de-santo, meu pai-de-santo, meu irmão-de-santo, estamos falando na verdadeira família africana, pois antes, ninguém tinha pai, mãe ou irmão. Nos terreiros são construídos esses laços familiares que nos foram arrancados", relata.
Marcus Bennett.

Fonte: http://www.palmares.gov.br/003/00301009.jsp?ttCD_CHAVE=1265

terça-feira, 20 de maio de 2008

Há mais negros na universidade em cinco anos do que em uma década, afirma Seppir

Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O governo pretende manter a implementação da política de cotas para estudantes negros nas universidade do país. A afirmação é do subsecretário de Planejamento da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Martvs das Chagas. Segundo ele, a idéia é negociar com as diversas correntes políticas do Congresso Nacional para agilizar a aprovação do projeto que regulamenta as cotas.Atualmente, afirmou o subsecretário, a política de cotas tem partido das próprias universidades, mas a intenção do governo é introduzir essa política em todas as instituições públicas de ensino do país a partir da aprovação do projeto de lei no Congresso. E o melhor argumento para Chagas é o de que as cotas deram certo. Segundo ele, nos últimos cinco anos, o número de negros que ingressaram nas universidades foi maior que o da última década. “Das 300 mil vagas que se abriram com o a instituição do Prouni, 100 mil são de alunos negros. Ou seja, nos últimos anos do governo Lula, temos uma quantidade de alunos negros nas universidades que supera o número de negros que chegaram às universidades na última década”, afirmou. No entanto, o subsecretário questiona a necessidade de políticas que assegurem a permanência dos cotistas no ensino superior. “Outros mecanismos para manutenção do aluno cotista na universidade terão que ser criados. Adotar sistema de bolsas, de acompanhamento do aluno egresso do sistema de cotas. Vamos ter que pensar em tudo isso para fazer com que o sistema de cotas seja um mecanismo ainda melhor de absorção dos negros nas universidades”. Na avaliação do subsecretário, a política de cotas tem um limite de existência. “Acreditamos que esse tempo será quando percebermos que a população negra, que é metade da população do país, esteja bem representada nas instituições de ensino superior”. Segundo Chagas, os últimos cinco anos foram de avanços “significativos” para a população negra. Para ele, programas como o Bolsa família e o Prouni, voltados para a população de baixa renda, incidiram diretamente nessa parcela da população, que corresponde a 67% das pessoas miseráveis do Brasil. “De maneira geral, nos últimos anos, houve um significativo avanço da luta pela igualdade racial que se deve, no primeiro momento, à forte presença dos movimentos sociais, notadamente do movimento negro, que pautou a sociedade e o governo. O governo, sensível a essas reivindicações, resolveu criar um mecanismo para ajudar a pagar essa dívida histórica do Estado brasileiro com a população negra”, disse o subsecretário. Em relação aos quilombolas, o subsecretário afirmou que o governo tem buscado agilizar o processo de demarcação de terras. Contudo, ponderou que a lentidão da Justiça e as várias ações das pessoas contrárias às demarcações fazem com que o trâmite desses processos se arraste por longos períodos. “Na questão fundiária temos dificuldade maior de produzir resultados rápidos e fazer com que as terras sejam tituladas. Esse processo é lento e a cada momento que se entra com o pedido de homologação como terra quilombola, encontramos uma série de pessoas que contestam na Justiça essa ações e isso pode se arrastar por anos"., argumentou. Na área da saúde, o subsecretário afirmou que o projeto voltado à população negra ainda é “incipiente”, mas deve melhorar o tratamento dessa parcela da população. “Até pouco tempo, se tratava da mesma maneira o homem branco e o negro, sem levar em consideração os biotipos e a ancestralidade dessas pessoas e hoje é sabido que algumas doenças atingem mais negros do que brancos”. Após 120 da abolição da escravidão no país, o subsecretário avalia que houve avanço na luta contra o racismo e na melhoria de serviços educacionais e de saúde dos negros. No entanto, afirmou, que há muito a ser feito. “Ainda estamos engatinhando na política de igualdade social”.

sábado, 17 de maio de 2008

Dinha, a baiana do acarajé, morre em Salvador


Morreu, em Salvador, Lindinalva de Assis, a baiana do acarajé Dinha, aos 56 anos. A quituteira havia ficado internada no hospital Aliança, em Salvador, por conta de uma virose e de falta de ar.
Baiana Dinha do Acarajé sofria de diabetes e de hipertensão
Ontem, teve alta. Mas, ao chegar em casa, passou mal novamente e retornou ao centro médico. Dinha não resistiu a uma parada cárdiorrespiratória e morreu.
A quituteira sofria de diabetes e hipertensão. O velório está sendo realizado no cemitério Jardim da Saudade. O enterro está marcado para às 17h, informou à Folha Online o administrador do cemitério, Délio Passos.
Dinha era uma das mais conhecidas baianas de acarajé da cidade. Ela era dona do restaurante Casa da Dinha, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, inaugurado em 1999. Por conta de sua barraca de acarajé, hoje, o largo de Santana, no mesmo bairro, é conhecido dos soteropolitanos como largo da Dinha.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Agência Brasil: Vídeos



Para assistir, acesse aqui.



A Lei Áurea, que aboliu a escravidão, completou 120 anos. Mas os negros ainda sofrem as conseqüências dessa abolição sem um projeto que os incluísse na economia, o que gerou desigualdade social.

Para ministro, abolição da escravatura no Brasil é processo incompleto

Da Agência Brasil

Brasília - O ministro da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Edson Santos, afirmou hoje (13) que o processo de abolição da escravatura no Brasil é incompleto. Para o ministro, que concedeu entrevista ao programa Notícias da Manhã da Rádio Nacional, não foram dadas condições dignas de sobrevivência aos ex-escravos.
Na avaliação de Santos, a liberdade dos escravos só poderia ser considerada completa se tivesse sido feita juntamente com reforma agrária - que garantisse o acesso à terra - e com a inclusão dos filhos de negros nas escolas.
“Esse processo é incompleto até hoje. Há uma luta nossa e do governo no sentido de resgatar essa dívida histórica do Estado brasileiro com a população negra. O 13 de maio deve ser celebrado como um processo incompleto da libertação do povo negro do regime de escravidão ”, afirmou.
O ministro falou que a desigualdade racial no Brasil dificulta a adoção da política de cotas para estudantes negros nas universidades. Segundo ele, o sistema de cotas já foi adotado em universidade rurais brasileiras - com reserva de vagas para filhos de agricultores - com resultados bastante positivos. Segundo ele, o avanço agrário no país é fruto desse trabalho.
“É preciso que o Estado cumpra com a função de ser um instrumento de redução de desigualdades. Se existe desigualdade racial, o Estado tem de trabalhar para compensar as desigualdades. Enquanto tratarmos os desiguais como iguais, tudo será mantido. E as cotas são um instrumento de redução das desigualdades”, afirmou o ministro.
Para o ministro, o Supremo Tribunal Federal (STF) garantirá de forma definitiva o acerto da política de cotas. Segundo ele, o governo federal entregará até quinta-feira (15) ao Supremo um
documento em defesa das cotas para negros nas universidades e no Programa Universidade para Todos (ProUni). O STF iniciou em abril o julgamento de duas ações diretas de inconstitucionalidade (Adin) contra o ProUni.




:: Situação de muitos negros no país ainda é lamentável, 120 anos depois da Abolição ::
Agência Brasil

BRASÍLIA - No dia 13 de maio de 1888, a princesa Isabel assinava o documento que declarava livres todos os escravos do Brasil. Cento e vinte anos depois da Lei Áurea, a situação de parte dos 90 milhões de afrodescendentes do país ainda é lamentável, segundo pesquisadores e organizações que defendem as políticas afirmativas para os negros.

- O melhor presente que a população negra pode receber nesses 120 anos de 'desescravização' é, precisamente, o Estado brasileiro aprofundar as políticas de igualdade social. Só assim vamos, de fato, construir uma nação mais eqüitativa e mais igualitária entre as diferentes populações que aqui habitam" - afirma o presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros e coordenador do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), Valter Roberto Silvério.

Silvério diz que houve melhoras de condições, "mas tanto o acesso ao mercado de trabalho, quanto à escolarização, ainda são insuficientes para gerar um padrão de igual acesso, igual oportunidade da população negra quando comparada à população branca". Para ele, as políticas públicas de discriminação positiva, como a definição de cotas nas universidades, são a melhor forma de promover a igualdade racial.

Aos que contestam a instituição da política de cotas, ele declara que há um "cinismo, por parte da classe média brasileira", que nega a existência de racismo e que não admite que a educação tem o poder de combater o racismo, por medo de perder seus privilégios.

- Esses grupos, que sempre tiveram privilégios, não percebem que essas políticas geram a possibilidade de construção de cidadania para o país, o aprofundamento da construção da cidadania - critica.

O que se discute atualmente, segundo ele, é o aprofundamento de políticas que rejeitam as diferenças e resgatam a dívida histórica com os setores que foram oprimidos ao longo do tempo. A universidade, de acordo com o coordenador, é o espaço onde essas mudanças têm mais alcance pois forma as novas lideranças políticas, econômicas e sociais. Lideranças, destaca, mais tolerantes por conta do convívio com pessoas das diversas classes sociais, origens, etnias.

O ex-secretário de Justiça de São Paulo e coordenador do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdade, uma ONG que defende a causa negra, Hédio Silva Junior, também defende a política de cotas. Para ele, o debate sobre as cotas fez emergir o racismo brasileiro.

Na avaliação do ex-secretário, há um racismo "estruturante" no Brasil no qual de cada dez pobres, sete são negros. "Obviamente, que a condição social é importante, há desvantagens educacionais, mas foi o racismo que empurrou a população negra para esse lugar", disse.

Silva Junior critica aqueles que afirmam que as cotas vão estimular o racismo. Para ele, esse é um argumento "falacioso".

- No Brasil há sete documentos públicos em que os brasileiros são classificados racialmente. No formulário de alistamento militar o jovem é classificado racialmente e nunca vi alguém criticar o Exército, as Forças Armadas. Não são as cotas que introduzem no Brasil a classificação social. Sempre existiu aqui. Um branco jamais poderia ser escravo - exemplificou.

Segundo Silva Junior, na retomada do debate das políticas afirmativas, nos anos 80, alguns diziam que o racismo não existia e citavam o sucesso de Pelé e Gilberto Gil como exemplos disso. Mas na verdade, contrapôs, não se conseguia enumerar mais que cinco negros bem sucedidos.

- A própria expressão 'cada macaco no seu galho' tem um componente revelador de que a sociedade até tolerava viver com os negros, desde de que eles estivessem ocupando certos lugares. Mas quando você tem o negro reivindicando acesso a direitos, a lugares que a sociedade entendia como exclusivos da parcela branca, as pessoas ficam revoltadas - acentuou.

Silva Junior avalia que a manifestação contrária às cotas tem um aspecto positivo: o estímulo ao debate.

- O que lamento é que o debate seja feito de maneira tão desleal e covarde com o argumento de que a classificação racial é iniciada com a política de cotas. O Estado brasileiro sempre impôs a classificação racial. As cotas são um remédio para essa doença que é o racismo no Brasil.

Apesar da constatação de que o racismo é um forte componente nas relações pessoais no Brasil, o ex-secretário aponta avanços na luta contra o preconceito racial.

- Nos últimos anos, tem havido uma mudança muito grande na publicidade brasileira. Uma mudança muito forte imposta pelo movimento negro em relação a afirmação de figuras negras altivas e não apenas com a representação do negro associada à marginalidade e à pobreza. A própria propagando eleitoral mudou - ele disse.

Passados 120 anos do fim da escravidão no Brasil, o ex-secretário afirma que o sentimento é de otimismo.

- Sou otimista no sentido dessas mudanças que o país tem vivido. Mas, ao mesmo tempo, temos um caminho muito grande até que haja uma verdadeira democracia racial no Brasil".

Fonte: O Globo

No 13 de maio eu não vou em feijoada

por Marcio Alexandre M. Gualberto



"Sonhei, que Zumbi dos Palmares voltou/que a tristeza do negro acabou/foi uma nova redenção/Senhor, ah Senhor, eis a luta do bem contra o mal/que tanto sangue derramou/contra o preconceito racial."

(Mangueira, 1988)

São 120 anos de Abolição da escravatura e cá estamos nós, Movimento Negro organizado, dando uma mostra de fragilidade. Não de fragilidade política, mas de fragilidade organizativa. Como somos ruins em trabalhar com elementos simbólicos! Temos tudo à nossa mão mas deixamos passar e quando percebemos somos atropelados pelo tempo.
Quando Isabel assinou a Lei Áurea já não existiam tantos escravos assim, mas muita gente nos interiores do país só foi saber da Abolição muitos meses depois. Era o tanto que demorava a informação para chegar, dias, semanas, meses.
Efetivamente, a Abolição foi mais pelo simbólico do que pelo real, pois, efetivamente, nada mudou na vida de escravos, ex-escravos. Pelo contrário, foram retirados de uma tragédia e jogados em atalho em outra. As cidades incharam, os negros e negras não tinham perspectiva nem de onde ir, nem do que fazer com a tal liberdade nas mãos. E foram para os cortiços, para as periferias e depois o resto todo mundo sabe, pobreza, miséria, morro, favela, até chegarmos ao cenário que temos hoje.
Para mim o 20 de novembro é um dia festivo. É dia de celebrar Zumbi. Nosso grande herói, um dos maiores filhos das Américas. É positivo, é alegre, é dia de beber todas e comer muito, é dia de cantar, dançar, namorar... Mas o 13 de maio... Ah, não! O 13 de maio é um dia triste. É um dia de reflexão. É dia de pensar nos que morreram nos navios negreiros, nas mulheres corajosas que preferiam jogar os filhos ao mar do que vê-los escravos. É dia de resgatar na memória aqueles e aquelas que lutaram por nossa liberdade, que escreveram com o seu sangue a nossa história.
Eu não consigo ficar feliz no 13 de maio. Não consigo imaginar festejos nessa data. Pelo contrário, o 13 de maio para mim deveria ser dia de procissão, passeata, marcha, como queiram, até a Serra da Barriga para, de cabeça ao chão saudarmos nossos ancestrais. Deveria ser dia de protesto, de luta, de grito contra o racismo e a discriminação que estão aí o tempo todo e nos geram toda forma de desigualdades. Deveria ser dia de mobilização. Não dia de festa. Não dia de churrasco, feijoada, rabada ou seja lá o que for que nós negros gostamos tanto.
Eu gostaria que tratássemos o 13 de maio não como um dia de celebração da liberdade, pois, afinal, ele nada significou em termos de libertação para o nosso povo. Quem nos liberta é Palmares, é Zumbi... O 13 de maio é o dia da nossa tragédia, da nossa tristeza. É o dia de pensar que liberdade ainda não chegou, mas não tardará a chegar. Bastará apenas sermos menos festivos e mais afirmativos no que queremos. Axé!!

sábado, 10 de maio de 2008

MÃES DO TREZE DE MAIO

Jorge Amancio


Negras da casa grande
castas mães com filhos
da criação aos cuidados
Negras sem preço
presas ao passado
livres do pecado
das senzalas

Negras sem nomes
Negras sem marias
Negras mães sujeitas à sorte
negras mãos que lavram
que afagam
que unem

Mulheres guerreiras
cativas e libertas
Negras, discriminadas
amadas e respeitadas
Negras mães de leite

Na África agricultoras
mulheres interlocutoras
outrora escravas de casa
outorgam a luz da vida

Santas mulheres mães
negras como a noite
brilham como o sol

Morrem pelos seus filhos
vivem para os seus filhos

Mães, negras no cotidiano

Educação sexual para prevenir, contraceptivo para não engravidar e aborto legal e seguro para não morrer

Por Latoya Guimarães


As resoluções da I Conferência Nacional de Juventude deram visibilidade às diversidades que compõe as identidades juvenis. O conjunto das propostas debatidas e aprovadas nos grupos de trabalhos, no momento interativo e na plenária final refletem as aspirações e bandeiras de luta das juventudes brasileiras.

Para as jovens feministas foi um espaço estratégico para por a mesa a luta pela legalização do aborto e a garantia dos direitos sexuais e direitos reprodutivos das jovens mulheres.

È importante resgatar que a Articulação Brasileira de Jovens Feministas cumpriu um papel fundamental na organização política das jovens mulheres rumo à I Conferência Nacional de Juventudes, realizou o I Encontro Nacional de Jovens Feministas e a conferência livre de Jovens Mulheres que se constituíram num importante espaço de construção de diálogos e agenda das mulheres jovens, garantindo a representação das jovens mulheres nas comissões organizadoras das conferências e fazendo o acompanhamento das etapas preparatórias municipais, regionais e estaduais da Conferência de juventude.

Fomos para a Conferencia de Juventude com nossa bandeira erguida, escancarada, levantamos a bandeira pela “LEGALIZAÇÃO DO ABORTO”. Somos a favor da vida por isso lutamos pela legalização do aborto para que assim as jovens mulheres deixem de sofrer com as humilhações e maus-tratos no sistema público de saúde, e para que as mulheres deixem de morrer por abortos mal realizados.

A criminalização do aborto não diminui sua prática e tão menos tem contribuído para reduzir os altos índices de mortalidade materna. No Brasil, dados oficiais do Ministério da Saúde denunciam que: por ano um milhão de mulheres morrem vitimas de aborto mal sucedidos. Isso está relacionado com a vidas das nossas jovens, são as jovens negra, jovens pobre, jovens mulheres que estão morrendo, então, precisamos fazer algo para evitar essas mortes. Não podemos cruzar os braços e fingir que nada acontece, enquanto, do nosso lado tem uma de nós agonizando, sofrendo nos corredores dos hospitais sem receber atendimento médico humanizado, sendo colocadas num quarto escuro, sujo e solitário de uma clinica clandestina tendo seu útero perfurado por algum objeto pontiagudo sem anestesia, sem apoio psicológico, solitária.

O aborto é uma questão de saúde pública dos mais graves no Brasil e, como tal, exige políticas públicas que assegurem o direito das mulheres à vida, ao Estado laico e democrático de direito. Cabe ao estado garantir que a interrupção da gravidez seja realizada com assistência médica e condições adequada. O aborto é um direito das mulheres que para ser garantido precisa contar com a solidariedade e humanidade de todas e todos, por isso lutamos e temos urgência na votação e aprovação do PL 1135/1991, que prevê a descriminalização das mulheres e profissionais de saúde que praticam o aborto.

Fonte: Diálogo Jovem

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Juventude Negra realiza diálogo com Ministro da SEPPIR

por Camila Galdino e Beatriz Caitana


Jovens negros e negras participaram de um importante e histórico diálogo como o Ministro Edson Santos da SEPPIR – Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Danilo Moreira - Presidente do Conselho Nacional de Juventude e Giovan Harvay da Subsecretaria de Polícias de Ações Afirmativas da SEPPIR.

O presidente do CNJ – Conselho Nacional de Juventude, iniciou falando da importância da parceria entre a Secretaria Nacional de Juventude – SNJ e a SEPPIR para a ser a concretização da Consulta Nacional com povos tradicionais. Realizada em Brasília, a consulta foi um marco histórico, reunindo 58 representantes de comunidades indígenas, de ciganos, quilombolas, ribeirinhos e jovens de mais 15 tipos de comunidades quilombolas, pesqueiras, indígenas, caiçaras, ciganos e outras comunidades tradicionais do país, os quais discutiram sobre questões que preocupam a juventude.

Na seqüência, o Subsecretário Giovan Harvay, apresentou as ações desenvolvidas pela SEPPIR para e com a juventude negra em específico, mas ressaltou a importância das ações para os jovens de outras comunidades tradicionais. O ministro Edson Santos, destacou a importância da SEPPIR como secretaria especial, isto permite que esta seja transversal e dialogue com os demais ministérios. Reforçou a luta quilombola e as lutas histórias pelos direitos dessa comunidade e o direito a terra. O ministro também falou da importância da subsecretaria articular esforços para alcançar novas conquistas, como por exemplo, a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial, que consolida os direitos da população negra e aponta as obrigações do Estado. Para isto, Edson Santos, reforça a importância da mobilização de todos para a aprovação do estatuto. O ministro também destacou a articulação da SEPPIR para a inserção do tema juventude negra nos programas de governo.


Fonte: Diálogo Jovem

quinta-feira, 1 de maio de 2008

CEN convida:

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