domingo, 30 de novembro de 2008

Danças Brasileiras: Tambor de Criola











Fonte: You Tube

Quilombolas discutem entraves na regularização das comunidades em MG

Durante o III Encontro das Comunidades Quilombolas do Estado de Minas Gerais, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) participou em palestra sobre a regularização das terras dos remanescentes de quilombos no estado.

O evento organizado pela Federação das Comunidades Quilombolas de Minas Gerais (N´Golo), Instituto de Terras (Iter-MG) e o Centro de Documentação Eloy Ferreira da Silva discute, entre 27 e 30 de novembro, as políticas sociais destinadas aos direitos dos descendentes de escravos. O encontro reúne centenas de pessoas no ginásio do Sesc de Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte.

A coordenadora nacional de regularização de territórios quilombolas do Incra, Givânia Maria da Silva, tratou, nesta sexta-feira, dos problemas, reivindicações e trâmites legais para a titulação dessas propriedades. “O Incra recebeu a missão quilombola em 2003, porém, levou-se um tempo para se internalizar esse processo dentro da organização. E, ao fazer isso, surgiram muitos desafios como a legislação vigente e o regimento do próprio órgão” explica Givânia, que é proveniente de um quilombo de Pernambuco (PE).

Ela ressalta o fato do Incra ter o modelo de trabalho para os assentados da reforma agrária, mas diz que o modelo para regularizar os quilombos foge da prática da instituição. “A gente percebe logo que a autarquia precisa de se munir de mais condições para efetivar essa política. Nós temos que lidar com tensões muito fortes que envolvem as questões internas e as pressões dos proprietários de terras que não querem a realização deste projeto de inclusão”, explica.

Para o presidente da Associação Quilombola das Mangueiras, Walter Vitor da Silva, o encontro é muito produtivo para fortalecer e dar campo de trabalho para as comunidades. “O brasileiro deve refletir todos os dias sobre a questão da consciência negra, porque do jeito que está não pode continuar. Nós queremos crescer e ter fonte de renda” reflete.

A organizadora do seminário, Sandra Maria, é diretora de gênero da N´Golo. De acordo com ela, o encontro reúne um grande número de quilombolas para discutir os avanços e retrocessos na legislação. “A gente precisa, cada vez mais, dos quilombolas unidos para sensibilizar os deputados em Brasília. O pessoal trouxe as demandas das comunidades, estão questionando as autoridades presentes e exigindo soluções” afirma.

Atualmente, há 98 processos de regularização de territórios quilombolas instaurados na Superintendência Regional do Incra em Minas Gerais. O Estado ocupa o terceiro lugar quanto ao número de comunidades quilombolas certificadas pela Fundação Cultural Palmares.

Participam do encontro, além de representantes do Incra e organizadores, a antropóloga do Ministério Público Federal (MPF), Ana Flávia Moreira Santos; o direto do Iter, Manuel Costa e a coordenadora geral da política estadual de segurança alimentar, Renata Souza. Ao longo do evento acontece a exibição de filmes sobre a temática e oficinas de capacitação política e jurídica para a formação de associações.

Assessoria de Comunicação Incra/MG
www.incra.gov.br/minasgerais
Fonte: Ìrohìn

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Dicotomia na Cidade do Axé: Água benta no Povo de Santo?


Na manhã do domingo, dia 23 de novembro, aconteceu a IV Caminhada pela Vida e pela Liberdade Religiosa, onde algo significante foi presenciado por todos/as os/as participantes. Ao se aproximar da Ladeira Manuel Bonfim (Ladeira do Bogun), um fotógrafo, tentando localizar um melhor ângulo da belíssima caminhada, foi surpreendido por uma mulher evangélica, que além de molhar o profissional, também começou a lavar as escadarias da sua casa e jogar água nas pessoas que estavam na citada caminhada. A senhora utilizava água como símbolo de aspergir as pessoas que ali estavam presentes - uma forma desrespeitosa, que simboliza o poder do cristianismo deturpado que é pregado no rol dos atuais centros religiosos (Igrejas Neo-pentencostais, Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja Internacional da Graça, Segmentos da Igreja Católica e etc).

A Caminhada saiu do Busto de Mãe Runhó (final de linha do Engenho Velho da Federação) e passou pela Avenida Vasco da Gama até o Dique do Tororó. Religiosos/as do Candomblé, amigos/as, moradores/as locais e curiosos/as aderiram à chamada para participar da Caminhada do Povo de Santo, que esse ano levou às ruas não só o pedido de respeito, mas também o convite a todos/as os/as praticantes das religiões de matriz africana a denunciarem toda e qualquer discriminação da qual sejam vítimas.

É importante salientar que na Constituição Federal de 1988, no seu artigo 5º parágrafo VI expressa que

É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e à suas liturgias (BRASIL, 1988).

A atitude da citada senhora está relacionada com todas as formas de preconceito que o povo negro, o povo de santo vem sofrendo ao longo da história, por todos os segmentos da sociedade. É com indignação que lembramos o fato que aconteceu no dia 27 de fevereiro deste ano quando técnicos da Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (SUCOM) demoliram parcialmente o Terreiro Oyá Onipó Neto, localizado na Av. Jorge Amado no bairro do Imbuí, há 28 anos.

A demolição já era aguardada, quando o Jornal A TARDE divulgou a denúncia de perseguição religiosa feita pela mãe-de-santo do terreiro, Rosalice do Amor Divino, Mãe Rosa, contra Sílvio Roberto Bastos, vizinho do terreiro e funcionário da SUCOM. Sílvio estaria entre os denunciantes no processo encaminhado ao órgão e, segundo a religiosa, ele estava “influenciando a superintendente a derrubar tudo”, alegou a Mãe de Santo.

Como se pode compreender que, em uma cidade onde a maioria expressiva de sua população, “[...] cerca de 82,1%, estes entre pretos e pardos” (IBGE, 2006), pode conter gravíssimos casos de intolerância religiosa referentes às Religiões de Matrizes Africanas?

Antônia Garcia, na época Secretária Municipal da Reparação (SEMUR), em entrevista ao jornal A Tarde, avaliou a demolição como “lamentável” e disse que:

O ato da SUCOM demonstra que não há sintonia dentro da prefeitura para combater a intolerância religiosa. Enquanto mapeamos terreiros para preservá-los, a SUCOM toma uma medida unilateral e os destrói. (GARCIA, 2008)

É preciso que mais iniciativas como a IV Caminhada Pela Vida e Liberdade Religiosa realizada no dia 23/11, promovida pelo Coletivo de Entidades Negras e a IV Caminhada Contra a Violência, Intolerância Religiosa e pela Paz realizada no dia 15/11 pelos Terreiros de Candomblé, Grupos Culturais e Comunidade do Engenho Velho Federação, sirvam como forma de garantir a Liberdade Religiosa do povo de santo e de manifestação e mobilização social para o enfrentamento à intolerância religiosa.

Em Salvador, hoje cerca de 1.165 terreiros foram catalogados em uma grande pesquisa sobre religiões de matrizes africanas na cidade, pesquisa essa que foi realizada pelas Secretarias Municipais da Reparação e da Habitação, em parceria com o Centro de Estudos Afro-Orientais da UFBA.

É preciso caminhar tantas vezes forem preciso para que nossos direitos sejam de fatos respeitados. Que isso sirva de denúncia para que esse crime seja combatido de forma enérgica. É inadmissível que ainda hoje todo o povo de santo tenha que passar por essas injúrias. Força para o Povo do Axé e que todos e todas as Orixás nos protejam. Axé


REFERÊNCIAS
VIVAS, Fernando. SUCOM inicia demolição de terreiro na Av. Jorge Amado, Salvador. Fev 2008. A Tarde On Line, disponível em Acesso em: 26 nov 2008.

BRASIL. Constituição (1988). Constituição da Republica Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal. acesso em 26 nov 2008.
Acesso em 26 nov 2008.

** Josafá Araújo é Pedagogo, formado pela Universidade Católica do Salvador, esteve presente na IV Caminhada pela Vida e pela Liberdade Religiosa, de onde flagrou tal episódio, estando munido de fotos que possam contribuir para qualquer eventual processo.


Infográfico: Congresso Nacional

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

100 anos de Umbanda na Fundição Progresso





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Fonte: Recebido por e-mail

Consumo, Racismo e Violência


O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) e o Instituto Pedra de Raio (IPR) promovem o Seminário Racismo, Consumo e Violência, quinta-feira, das 8 às 18 horas. As palestras e discussões serão realizadas no auditório do Ministério Público, na Av. Joana Angélica, com presença de estudiosos, juristas, integrantes de movimentos sociais e representantes do poder público. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no dia e local do evento.
Informações: 71-3241-3851 e 71-3243-2375.

Lançamento: "Maria do Paraguaçu"



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Fonte: Recebido por e-mail

Cai número de negros desempregados e diferença salarial aumenta



Fonte: Globo

Ruth de Souza: exemplo de superação do preconceito no meio artístico





Fonte: Globo

Identificação com outros negros bem-sucedidos é fundamental para vencer preconceito





Fonte: Globo

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

MNU se destaca como grupo Afro

Muitos se queixavam (com razão): faltam livros sobre a história do movimento negro. Na verdade, existem trabalhos acadêmicos esparsos sobre o movimento negro, e que, muitas vezes, ficam inéditos nos arquivos dos cursos de pós graduação das universidades.
Este ano, no entanto, parece que nada será como antes, pois, dois livros teorizando sobre o movimento negro - a partir de diversos olhares- foram lançados no Rio de Janeiro (Museu da República e Livraria Kitabu).
O bom nesta história toda é que os seus autores foram lideranças do movimento negro com traços bastantes distintos no olhar para este mesmo movimento, mas apresentando identidades de militância coincidentes, digamos assim: ambos os autores foram presidentes do Instituto de Pesquisas das Culturas Negras (IPCN), no Rio de Janeiro, que entrou em decadência a partir do final dos anos 1990 em diante.
O primeiro autor, o fotógrafo Januário Garcia, lançou seu 25 ANOS 1980-2005: O MOVIMENTO NEGRO NO BRASIL (Fundação Cultural Palmares, Brasília, 2008) seguida de uma notável exposição fotográfica que enfocava a luta da militância negra, no Museu da República.
Aliás, Januário, na verdade, em seu livro, se encarrega apenas de nos dar uma belíssima contribuição visual de diversas facetas do MN (marcha de 300 anos da morte de Zumbi, presença negra na serra da Barriga, movimento de mulheres negras, resistência quilombola, religiões de matrizes africanas, diásporas, ações afirmativas, passeatas negras urbanas, personalidades negras, a marcha negra de 1988, entre outros).


Livro de luxo
A produção teórica do livro de Januário - edição de luxo, bilíngüe, capa dura, em papel couchê, 176 páginas, design primoroso, patrocinado pela Fundação Cultural Palmares - coube a artigos previamente encomendados a cabeças coroadas do Movimento Negro Brasileiro como Ubiratan Castro (ex-presidente da Fundação Palmares), Zulu Araújo (atual presidente da Fundação Palmares), Sueli Carneiro Carneiro, o próprio Amauri Mendes Pereira, Hélio Santos, Abgail Paschoa, Oliveira Silveira, Arnaldo Xavier, Nei Lopes, Azoilda Loreto, Ana Célia Silva, Zezito Araújo, Carlos Alberto Medeiros, Júlio Cesar Tavares, Adalberto Camargo, Luiza Bairros, Jacques d'Adeski, Luiz Alberto, Edna Roland, Flávio Jorge Rodrigues da Silva, Hédio Silva Jr, João Jorge, entre outros. Além do mais, o livro tem um charme especial: é apresentado pelo então ministro da Cultura, o compositor Gilberto Gil.
Na verdade, Januário pareceu querer exprimir todas as tendências do movimento negro em seu livro ao ceder espaços para reflexões até de personalidades negras que, diríamos, não são organicamente militantes da causa, mas ligados indiscutivelmente ao mundo afro-brasileiro. Seria, então, uma tentativa de conciliação perante os conflitos e divergências marcantes do movimento? Ou uma proposta de unificação dos diversos discursos e dos dramas de construção de um movimento sempre submerso para a mídia convencional?
No artigo " Retrospectiva histórica do movimento negro", o antropólogo Júlio Cezar de Sousa Tavares, professor do Departamento de Sociologia e Antropologia da UFF (Universidade Federal Fluminense), mostra o desenvolvimento do movimento negro urbano em três etapas mais ou menos recentes: 1945 ( criação do Teatro Experimental do Negro), 1978( surgimento do Movimento Negro Unificado) e em 2001( Conferência Mundial de Durban).
São estes três marcos que ele julga fundamentais para se compreender o processo de luta negra e sua ascensão nos setores urbanos brasileiros, passando do combate ao racismo à luta pela igualdade de direitos.
No entanto, uma ressalva: Tavares considera 1988, ano do centenário da Abolição, uma data muito especial, pois, ali, no Rio de Janeiro, em 11 de maio, houve a realização da "maior marcha política da História do Brasil Republicano contra a ditadura racial estabelecida". Por que , então, já que faz estas considerações tão determinantes, ele não colocou 1988 como um ano marcante história do MN ?


Papel da Seppir
Outra afirmação polêmica de Tavares: "Mas o maior desafio, depois destes 25 anos, encontra-se na possibilidade de se realizar o efetivo amadurecimento político dos movimentos negros através da elevação da consciência racial articulada à construção de um projeto nacional. Nesta articulação, a Seppir poderá ser o embrião de um organismo vivo e ativo de reconhecimento das múltiplas tendências, olhares e expectativas do Movimento Social Negro. Mas somente se se aprender a lidar com as diferenças internas sem que se reproduzam os modelos clássicos dos jogos de poder." (pág.15). Aqui, Tavares parece esquecer que a Seppir, embora resultante da mobilização afro-brasileira, é um aparelho ideológico de estado sujeito às todas as injunções/contradições políticas dos grupos que chegam ao poder. Nas listas de discussões raciais da internet, fala-se abertamente hoje que a Seppir - Secretaria Especial da Presidência da República de Promoção da Igualdade Racial - trabalha contra as comunidades negras brasileiras.
Mas continuemos no objetivo central do livro de Januário, que é a documentação histórico-visual, que é deslumbrante, magnífica e competente. Poucas vezes temos repórteres-fotógraficos que manipulem a linguagem visual de forma a produzir amplos significados sobre o real que se apresenta diante da lente. Januário une os dois ângulos; profissionalismo e a militância, que dá amplos ganhos para os dois lados.
Assim, ao irmos folheando o livro, ele nos transfere para as ruas. E surge uma indagação: porque este esplender de negros protestando nas ruas, com faixas, cartazes, gritos, não são estudados aprofundadamente? Estas imagens mostram que existe um Brasil apartado querendo desesperadamente se tornar cidadãos, pois, eles, os militantes negros que passam pelas lentes de Januário, sabem perfeitamente que não podem ser mantidos eternamente como serviçais de uma sociedade que os discrimina sem aparentes motivos, a não ser a ideologia da superioridade racial. Há uma foto histórica: a presença de Stokely Carmichael, fundador dos "Panteras Negras" dos Estados Unidos, na Serra da Barriga, Alagoas, nordeste, onde Zumbi se tornou mito, ao lado de militantes negros como o sociólogo João Romão e a antropóloga Caetana Damasceno. Um pan-africanismo em Palmares?
Pelo lado cultural, há imagens dos blocos afro, das festas de beleza negra, das escolas de samba, dos terreiros da religião afro, ou seja, há uma tentativa de não deixar "nada de fora". Quer dizer, Januário, através desta documentação, talvez queira mostrar que suas lentes sempre se preocuparam em registrar as mais diversas manifestações de sua comunidade, nestes 25 anos de militância.
Neste sentido, Januário dá uma bela contribuição à história do movimento negro brasileiro, pois, não quem não se reconheça nesta seleção de fotografias do Movimento Negro Brasileiro.
A importância do MNU
Outra contribuição interessante é a do cientista social Amauri Mendes Pereira, Phd da Universidade Estadual da Oeste do Estado do Rio de Janeiro (Uezo), também ex-militante histórico do movimento negro e ex-presidente do Instituto de Pesquisas das Culturas Negras (IPCN).
Em seu livro TRAJETÓRIA E PERSPECTIVAS DO MOVIMENTO NEGRO BRASILEIRO ( Nandyala, Belo Horizonte, 2008, 128 páginas), Amauri busca outros horizontes de referências metodológicas. Lá tudo é diferente do livro de Januário. Trata-se de uma edição modesta, em papel off-set, onde sua grande contribuição é desenvolver uma certa teoria do movimento negro a partir de momentos históricos marcantes para a luta negra. Assim, é o prioritário para o autor discorrer sobre a militância negra, sem chamar outros companheiros para complementar o trabalho, pois, ele, como antigo militante, tem muito para contar e refletir. Isso torna seu trabalho intrigante, original, palpitante. Agora, tudo indica, estamos assistindo a teorização do movimento negro pelos próprios militantes. Este fato se constitui em situação alvissareira para academia e para a militância em si mesma.
Ao contrário do antropólogo Tavares, aqui, Amauri, que explica emergência e fundamentação do movimento negro no século XX no Brasil, delimita como seu primeiro marco de referência a década 1930, com o advento da Frente Negra Brasileira, em São Paulo. Já Tavares, dá a primeira referência em 1945. Para Amauri, o segundo impulso histórico do MN, foi o surgimento do Teatro Experimental do Negro (TEM), de Abdias do Nascimento, e o Teatro Popular Brasileiro (TPB) , de Solano Trindade, em meados dos anos 1940/50). O terceiro marco foi a criação do MNU (Movimento Negro Unificado), em 1978.
Neste sentido, o MNU sai resgatado em ambos livros como a tendência negra que mais marcou a emergência de um novo conceito de militância nos anos recentes. Aqui: Tavares, no livro de Januário, não cita diretamente o MNU, apenas dá 1978 como ano-histórico para o movimento negro, que foi, efetivamente a data na qual esta agremiação surge e se consolida nacionalmente.
Amauri é co-fundador do MNU, mas sua trajetória toda foi feita no Rio de Janeiro, e se destacou como liderança nos encontros, seminários e congressos de debates raciais e na presidência do IPCN, uma entidade mais ou menos eclética, onde todas as tendências tinham espaço para freqüentar, debater e discutir os destinos da comunidade negra fluminense e brasileira. Neste sentido, ele não tem pejo em reconhecer a importância do MNU - que completou 30 anos, em julho passado- para a disseminação de uma estratégia de luta do movimento brasileiro ainda na ditadura militar. Vejamos como ele descreve a criação do MNU:
Foi uma noite memorável, a de 7 de julho de 1978, nas escadarias do Teatro Municipal, frente à praça Ramos, no centro de São Paulo! Aquela manifestação, fazendo história, desencadearia não apenas a criação do MNU, mas uma guinada de extrema importância no desenvolvimento do Movimento Negro, na forma como ele passou a ser visto pelos meios de comunicação e pelas demais forças políticas da sociedade brasileira (pág.61).
Segundo Amauri, o MNU não foi apenas um momento de explosão emocional da militância negra. Para ele, "foi o momento em que se tornariam visíveis o imenso potencial do Movimento Negro ao mesmo tempo em que a diversidade de perspectivas dos militantes e as profundas debilidades estruturais que comprometiam o seu pleno desenvolvimento".(pág.62)
Até aquela data, o MNU não era MNU, era Movimento Unificado Contra a Discriminação Racial (MUCDR). Segundo Amauri, apesar da a iniciativa e comando da criação do movimento serem de negros, havia a presença de não negros como judeus e brancos de esquerda, que "chegaram junto". Numa segunda reunião do movimento, em 23 de julho, em São Paulo, colocou-se depois a palavra "Negro" e sumiu as palavras "Discriminação Racial", surgindo assim Movimento Negro Unificado (MNU), que acabou se espalhando por diversos estados. Amauri dá mais detalhes desta euforia:
O MNU foi uma idéia que empolgou aos militantes em geral. A unidade que todos desejavam. Mas ela foi rompida pela radicalização no discurso dos mais politizados/atuantes, frente à insegurança ou discordância da maioria quanto ao 'tom', ao ritmo que eles pretendiam imprimir e aos aspectos ideológicos subjacentes ao seu discurso. (pág.63).
O MNU acabou se destacando no revisionismo da história brasileira ao re-analisar o Quilombo de Palmares e sua importância na história brasileira. Assim, o MNU, a nível nacional, embora possa ter havido iniciativas anteriores em outras cidades, torna, então, o 20 de novembro, data da morte

de Zumbi, em DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA. O fato se espalha e influencia o Brasil. Aproveitando a onda, o Rio de Janeiro sai na frente quando o Movimento Negro consegue erguer um Monumento a Zumbi dos Palmares, em 1986, na Av. Presidente Vargas, e mais á frente, em 1999, torna esta data em feriado municipal e depois em estadual.
Enfim, ambos os livros resgatam admiravelmente parte da história do MN, e esperamos que surjam outros militantes;/autores, nos presenteando com o potencial e a riqueza do MN.

Fonte: Questões Negras

Encerramento do Novembro Negro



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Fonte: Recebido por e-mail

terça-feira, 25 de novembro de 2008

IV Caminhada pela Vida e pela Liberdade: Evento mobilizou Povo de Santo em Salvador


Representantes de terreiros das diversas nações do Candomblé, de vários cantos do Brasil, estiveram presentes neste domingo, 23, da IV Caminhada pela Vida e pela Liberdade Religiosa. Centenas de pessoas, vestidas de branco e adornando elementos ritualísticos como contas e ojás, se concentraram no final de Linha do Engenho Velho da Federação, mais especificamente, ao redor do busto em homenagem à falecida Mãe Runhó, mãe-de-santo de um dos terreiros mais tradicionais do Brasil, o Bogum, da nação Jeje Mahi.

De lá, partiram em direção ao Dique do Tororó, passando por templos de matriz africana como a Casa Branca, o mais antigo candomblé de nação Ketu em funcionamento no Brasil, a Casa de Oxumarê, também Ketu, e o terreiro de nação Angola, Tumba Junsara, entre outros. Todas as casas foram saudadas com fogos, palmas e cânticos aos Orixás, Inquices, Voduns, Caboclos e Encantados.

Durante o percurso, representantes de outros estados brasileiros revelaram a situação de perseguição e intolerância religiosa que o Candomblé tem sofrido. Em São Paulo, por exemplo, a discriminação contra a religião afro-brasileira foi institucionalizada através de uma lei que quer regular os bairros nos quais os terreiros podem ou não funcionar. Um babalorixá paulistano denunciou o fechamento de seu terreiro por está localizado em um bairro considerado residencial pela Prefeitura, que não oferece o mesmo tratamento a templos de outras religiões, como as igrejas católicas e evangélicas, existentes em qualquer bairro da cidade.

Também participando da caminhada a Associação de Baianas de Acarajé, Mingau, receptivos e similares reclamaram da perseguição que vem sofrendo da Prefeitura de Salvador, desde que recusaram ceder a Praça da Cruz Caída, administrada pela ABAM, para que um grupo de evangélicos realizassem uma atividade religiosa. A partir daí a Prefeitura teria passado a impedir a cobrança de ingressos nos eventos realizados na praça, impossibilitando o aluguel do espaço para shows e eventos, uma fonte de sustentação da associação, que reúne cerca de 2700 associadas. A alegação da Secretaria de Segurança Pública da Prefeitura de Salvador é que a Praça, localizada no Pelourinho, é tombada como patrimônio histórico e cultural e não possui estrutura adequada para realização de grandes eventos.

Os participantes da IV Caminhada pela Vida e pela Liberdade Religiosa destacaram como um avanço deste ano a realização de um seminário com representantes de diversos estados do Brasil, que debateram temas essenciais para o Povo do Axé. Entre as decisões tomadas foi a de transferir a organização da V Caminhada, em 2009, para uma comissão organizadora nacional. Este ano, a IV Caminhada foi organizada pelo Coletivo de Entidades Negras e o Terreiro de Oxumarê, com diversos apoios e parcerias.

No encerramento, às margens do Dique do Tororó, houve shows de músicas e mais cânticos aos Orixás com pedidos de paz e respeito ao povo do Candomblé.

Fonte: Correio Nagô

Ipea lança livro sobre desigualdades raciais


Faça aqui o download gratuito da mais nova publicação do instituto

Ipea lançou hoje (20/11), no Dia da Consciência Negra, o livro "Desigualdades raciais, racismo e políticas públicas 120 anos após a abolição".

O livro apresenta um conjunto de estudos enfocando diversos aspectos da questão racial no Brasil e traz número atualizados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) e uma série histórica desde 1890.
Cap 1. Inicia com um enfoque histórico que analisa a formação do mercado de trabalho brasileiro à luz do passado escravista e da transição para o trabalho livre.


Cap 2. Sobre a discriminação racial e a ideologia do branqueamento que ganham força, sobretudo a partir da abolição.


Cap 3. Trata do tema racial tendo em vista as diferentes abordagens do estudo da questão da mobilidade social, proporcionando um rico quadro da trajetória dos estudos sobre o assunto.


Cap 4 e 5. Tratam dos dados mais recentes sobre as desigualdades raciais, extraídos da Pnad: um sobre os aspectos demográficos outro sobre os diferencias de renda.


Cap 6. Analisa as políticas públicas de combate à desigualdade racial no Brasil seus limites e abrangência.


Cap 7. São apresentadas algumas conclusões com base no que foi discutido nos capítulos anteriores.
Autores:

MÁRIO THEODORO (organizador)
A formação do mercado de trabalho e a questão racial no Brasil.

LUCIANA JACCOUD
O combate ao racismo e à desigualdade racial: o desafio das políticas públicas de promoção da igualdade racial.

RAFAEL OSÓRIO
Desigualdade racial e mobilidade social no Brasil: um balanço das teorias.

SERGEI SOARES
As desigualdades raciais no Brasil - a trajetória a partir dos dados da Pnad.
Fonte: Ìrohìn

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Povo de Santo faz abraço simbólico do Dique do Tororó

A Semana da Consciência Negra foi encerrada ontem com uma mobilização significativa para afrodescendentes. A 4ª Caminhada pela Vida e Liberdade Religiosa reuniu centenas de adeptos e simpatizantes de várias religiões de matriz africana da capital, interior e de outros estados. A marcha, organizada pelo Coletivo de Entidades Negras (CEN), partiu do Engenho Velho da Federação em direção ao Dique do Tororó, empunhando como principal bandeira o respeito à livre expressão da fé nos orixás, voduns, inquices e caboclos. Vestidos em sua maioria de branco, os participantes acompanharam o trio elétrico, cantando e dançando ao som do agogôs. "A caminhada é muito importante para afirmarmos a nossa religiosidade e para lutarmos contra o preconceito e a discriminação", afirmou Makota Valdina, makota do terreiro Tanuri Junssara, do Engenho Velho da Federação. Nesta edição, contabiliza a ialorixá Jaciara Ribeiro, do Ilê Axé Abassá de Ogum (Itapuã), houve um aumento no número de participantes, com cerca de 400 terreiros representados, incluindo alguns do Recife. Rio de Janeiro, Brasilía e São Paulo. "Nosso objetivo é que está marcha aconteça em todo país", disse chamando a atneção para o aumento do número de jovens e crianças presentes à caminhada.
Veja mais fotos aqui.

domingo, 23 de novembro de 2008




Boas novas do Maranhão

Olá Todos,

A nossa luta contra Intolerância Religiosa é incessante!
Nos impediram de estar em Salvador para da IV Caminhada pela Vida e Liberdade Religiosa. entretanto, isso não nos fez parar, nem calar; fizemos nossa caminhada, simples, pequena, mas grandiosa no que diz respeito a intolerância cultural e religiosa.
Fomos pra rua com o Tambor de Dona Lindalva, com a presença dos Umbandista, com as crianças da Mangaba...Fomos pra praça mostrar nosso repúdio, nossa cultura, nosso valor, nossa raça, nossa cor.
Fomos paras ruas em respeito aos mais velhos, a sua sabedoria, aos nossos ancestrais, a nossa religião.

Cris Miranda
Coordenadora CEN-MA




sábado, 22 de novembro de 2008

Carta de Salvador – Ações futuras para o povo-de-santo




Nós sacerdotisas, sacerdotes, vivenciados e simpatizantes da tradição de matriz africana, reunidos nesta cidade entre os dias 20, 21, 22 e 23 de novembro, para participar da IV Caminhada pela Vida e Liberdade Religiosa e do Seminário Direitos Humanos e Liberdade Religiosa, sobre as bençãos de Olorum, Nzambi, Mawu lisa, Deus vimos de público afirmar que:

- Devido à importância político-social que hoje representa a Caminhada pela Vida e Liberdade Religiosa e sua confluência na proposição organizativa das comunidades tradicionais de norte a sul, leste a oeste do país, decidimos por maioria torná-la oficialmente a “Caminhada Nacional pela Vida e Liberdade Religiosa, podendo a mesma abrigar todos os segmentos da tradição de matriz africana no território nacional, passando sua organização para o coletivo de entidades signatárias desta carta;

- Devido à importância político-social do recenseamento a ser realizado em território nacional pelo IBGE em 2010 e ao fato de nunca ter sido dada a devida importância ao segmento afro-brasileiro, buscando de fato o estabelecimento do perfil qualitativo e quantitativo da nossa população, definimos pela realização de uma campanha de ação afirmativa nacional protagonizada pelas entidades negras representativas da tradição de matriz africana em parceria com as demais entidades do movimento social negro, elaborada e criada a partir da realidade vivenciada nas comunidades de tradição. Para esta campanha buscar-se-ão as necessárias parcerias com os órgãos governamentais em todas as instâncias.

- Que as organizações signatárias desta carta aberta, têm em comum a luta contra toda e qualquer forma de discriminação, de intolerância religiosa e pressuposto do reconhecimento da humanidade do outro e de seus direitos civis e sociais; estando as mesmas, unidas pelo mesmo objetivo em todo território nacional, exigindo do estado o cumprimento do seu papel, em relação aos seus direitos.

• Coletivo de Entidades Negras – CEN
• Instituto de Tradições da Cultura Afro-Brasileira - INTECAB
• Movimento Nação Bantu - MONABANTU
• Federação Nacional de Culto Afro-brasileiro - FENACAB
• Associação de Preservação da Cultura Afro e Ameríndia - AFA
• Centro de Tradições Religiosas Afro- Brasileira - CETRAB
• Centro de Desenvolvimento das Religiões Afro-Brasileira - CEDRAB
• Rede Ecumênica do Nordeste
• Conselho Nacional de Juventude/CONJUVE
• Rede Religiões Afro–Brasileiras e Saúde
• Centro Nacional de Africanidade e Resistência Afro-brasileira - CENARAB
• Centro de Integração da Cultura Afro-Brasileira - CIAFRO

Música de Pernambuco: Afoxé Oxum Panda


ENTIDADE CULTURAL AFOXÉ OXUM PANDÁ

Louvar através do canto e dança os ritmos culturais e religiosos dos diversos grupos étnicos oriundos do continente africano, aqui no Brasil, é a principal finalidade do afoxé.

O AFOXÉ OXUM PANDÁ

Um grupo de amigos resolvem em janeiro de 1995, na cidade de Olinda-PE, fundar a ENTIDADE CULTURAL OXUM PANDÁ. Dedicando a oxum orixá da riqueza e fecundidade indumentados de amarelo e branco, os brilhantes do Afoxé Oxum Pandá costumam sair pelas ruas de Olinda e Recife cantando músicas em Português e também Yoruba, no ritmo Ijexá utilizando instrumentos de origem afro-brasileia. tais como:

(ATABAQUES, AGOGOS, TANTANS, ABÉ (CABAÇAS) E TIMBAUS)

São onze anos de história, onde o Afoxé Oxum Pandá tem feito apresentações nos mais diversos locais e como parceiros em vários projetos culturais em nível estadual nas cidades de Camaragibe, Gravatá, Cabo de Santo Agostinho, Jaboatão dos Guararapes e Garanhuns. Interestadual: Bahia em março de 1998 e outubro de 2000, Rio de Janeiro em julho de 2000.

Durante sua trajetória, o Oxum Pandá gravou 02 CDs, Não há Silêncio, em 1999 e Brilho do Sol, em 2004.

O Afoxé Oxum Pandá tenta através do seu espetáculo mostrar um pouco da magia que se encontra nos desfiles de AFOXÈS tanto em Salvador como em Recife e Olinda, formado por um corpo de ALABÊS, músicos de candomblé dentro dos preceitos religiosos afro-brasileiro e também contando com bailarinos de formação atestada por autoridades da dança popular em Pernambuco, durante aproximadamente 01:20 (uma hora e vinte minutos) onde se desenrola um desfile de músicas feitas para a entidade cortejos dos afoxés nas ruas durante o carnaval e outras feitas populares e danças rituais dos ORIXÁS (entidade da religião afro-brasileira). Tudo isso mostrado de forma alegre e contagiante, com proposta de representar a tradição dos AFOXÉS de Pernambuco.



Fonte: http://www.musicadepernambuco.pe.gov.br/release.php?idArtista=144

"um sorriso negro, um abraço negro, traz felicidade"





[22/Nov] Registro de momento de descontração/confraternização.

Seminário Liberdade Religiosa: Uma questão de Direitos Humanos

Local: Antiga Faculdade de Medicina (Terreiro de Jesus, Pelourinho)

Na Estante do CEN... Cartilha Diversidade Religiosa e Direitos Humanos




Clique na imagem para acessar publicação.
Fonte: SEDH

Saudação à IV Caminhada do Povo-de-Santo

Saudações aos companheiros e companheiras do CEN, irmãs e irmãos do candomblé.

Durante a 2ª caminhada pela liberdade religiosa e pela vida em Novembro de 2007, quando de cima do trio elétrico tive a ousadia de cantar em louvor ao nosso grande guerreiro Nkosi Deus dos Zulus - pedindo a ele força e vitória na nossa luta contra a intolerância religiosa , intolerância causada não só pelo fanatismo de alguns, mas principalmente pelo racismo, força na luta contra toda forma de opressão e exclusão tão antiga quanto a diáspora negra nos seus mais de 500 anos e história, pedindo a mesma força e coragem do nosso grande herói Zumbi dos Palmares que vive hoje em cada um de nós, força esta que não nos deixará calar enquanto houver injustiça e desigualdade contra o nosso povo.

Rogo hoje que os nossos Nkise, Orixás, voduns e Caboclos iluminem nossos representantes políticos e também nossa gente para que haja bom senso, consenso e acima de tudo boa vontade no cumprimento das ações afirmativas tais como o Estatuto da Igualdade Racial, as cotas para Negros (as), o Projeto Brasil Quilombola, o Projeto Terreiros do Brasil, agilidade na execução da cartilha dos direitos para as comunidades tradicionais para que estas informações estejam ao alcance de todos e não só de alguns poucos privilegiados, assim talvez estaremos alcançando a PAZ que tanto almejamos.

Aproveito para expressar meus votos de sucesso durante mais esta grande caminhada e espero que ao abraçar o Dique do Tororó todos os nossos irmãos e irmãs, de todas as cores, raças e credos sejam também abraçados por nossa venerada mãe Dandalunda Kisimbi e que ela também retribua com um sorriso meigo e doce, um sorriso Bantu.

Tat’etu Arabomi
Coordenação Nacional Mona Bantu.
obs.: Hoje meu coração está na Bahia

Marcha do Povo de Santo



Já começou o aquecimento para a IV Caminhada pela Vida e Liberdade Religiosa, que acontece domingo. Organizada pelo Coletivo de Entidades Negras (CEN), o evento tem crescido a cada ano.
A atual edição, por exemplo, além dos seminários contou com o lançamento de documentário Até Oxalá vai à Guerra que traz a narrativa sobre a demolição parcial do terreiro Oyá Unipó Neto, por prepostos da Prefeitura de Salvador em fevereiro deste ano. Amanhã, sábado, tem o seminário sobre políticas públicas para o povo de candomblé. A partir das 19h30 acontece o show Tributo aos Ancestrais, no Belvedere do Memorial das Baianas, na Praça da Sé.
A música fica por conta de Aloísio Menezes, Portela, Márcio Vitor, Mariene de Castro, Gerônimo, Rebeca Tárique e Samba de Marujo. No domingo a concentração para a caminhada começa às 8h no final de linha do Engenho Velho da Federação onde fica o busto de Mãe Runhó.
A caminhada sai às 9h30 em direção ao Dique do Tororó. No encerramento tem show do Tambor de Crioula do Maranhão, Afoxé Oxum Pandá de Olinda, Filhos de Kakende, Gege Nagô e Samba Dança de São Gonçalo.
Mais informações no site do CEN.
Fonte: Mundo Afro

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Registro: Seminário pela Vida e Liberdade Religiosa


Seminário Liberdade Religiosa: Uma questão de Direitos Humanos
Local: Antiga Faculdade de Medicina, Terreiro de Jesus.





Registro dos intervalos entre as mesas.

Participe você também!

Homens Negros e Mulheres Negras fortalecidas

É muito sério a nossa necessidade de mudar enquanto homens negros e mulheres negras do Brasil, caminharmos na direção de uma política inclusiva, perder o medo do outro negro ou negra na construção do poder. Quanto mais negros tiverem acesso a educação, a ciência, ao dinheiro, ao sucesso e ao poder, mais força teremos para construir a igualdade verdadeira.

Precisamos de um exército de líderes, de um exército de pessoas inteligentes, de um exército de homens negros e mulheres negras agindo dignamente, para enquanto maioria populacional, podermos conquistar os espaços de poder político e econômico, tão fundamental para a igualdade concreta. Não podemos mais ser algozes de nós mesmos, nos sentirmos ameaçados com o crescimento do outro, e nos comportarmos como “capitães do mato”, a serviço da sociedade retrograda, que transforma nossas diferenças em uma construção maquiavélica, visando manter o poder na mão dos mesmos.

Para termos esse exército de homens e mulheres fortes, precisamos ter auto-crítica na percepção de como a sociedade racista “concede” para algumas das nossa lideranças “ascender” e nesta ascensão ficar isolado no poder, e se manter assim, negando a ascensão de outros negros brilhantes e extraordinários. É preciso estar atento a esta armadilha, que estabelece uma “elite negra”, que é vetor de escravidão de outros negros sem perceber.

Precisamos de uma postura inclusiva e estratégica, precisamos incluir todas as horas, todos os minutos, todos os segundos, mais um, sem nos sentir inseguros, ameaçados, temerosos, não podemos nos permitir à sedução do fuxico, da falsidade, da conspiração e tantos outros mecanismos sutis ou ostensivos contra nós mesmos.

A Elite branca racista, é inclusiva entre os deles na construção do poder, na consolidação do poder, eles sempre incluem mais um, nas nomeações, nas concessões, nos processos sucessórios, e ainda têm tempo, muito tempo, para nos jogar uns contra os outros. E é impressionante como usamos a palavra para nos detonar, em simples palavras de nós contra nós mesmos, nós nos vigiamos, nos patrulhamos inconscientemente.
O elitismo entre nós é mais discriminatório, monitorado pela elite branca que se diverte, afirmando historicamente que nos discriminamos a nós mesmos.

É hora de dar um basta em tudo isso, incluir mais um sempre, valorizar nossas idéias, valorizar a grandiosidade da nossa cultura, o esforço de nosso povo da academia, do nosso povo da religiosidade, do nosso povo das muitas comunidades criativas de baixa renda, que sobrevivem a partir do brilho e do saber ancestral que percorre nossas consciências. Precisamos formar um exército de homens negros e mulheres negras extremamente fortes, que estão em muitos lugares e precisam de generosidade, solidariedade, compreensão, fraternidade, consciência e amor, para conquistar o equilíbrio no poder.

No momento, ainda temos dois anos de negociação política no Brasil para sucessão do presidente e dos governadores, nossas estratégias e esforços precisam caminhar nessa direção, incluindo cada dia mais um na nossa agenda de poder possível.


por Edson Costa
Núcleo de Africanidade de São Francisco do Conde

Texto lido e distribuido, pelo próprio, durante Seminário Liberdade Religiosa: É uma questão de Direitos Humanos realizado em Salvador, na antiga Faculdade de Medicina.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Faltam poucas horas para o início das atividades...


::Abertura das Atividades do Mês da Consciência Negra::



::Dia 20 – Quinta-feira::


::Sessão especial homenagem ao povo de candomblé e aos 100 anos da Umbanda::
Assembléia Legislativa às 14h


Composição da Mesa:

Representantes:
· Ketu – Babalorixá Silvanilton - Ilê Axé Oxumarê
· Gegê – India - Terreiro do Bogun
· Angola – Raimundo Kewanze - Terreiro Tumba Jussara
· Umbanda – Sacerdote José Raimundo Troccoli
· Ijexá – Everaldo Costa Nogueira
· Capoeira Angola – Mestre Curió
· Capoeira Regional – Boa Gente


Atração Musical: André Araújo

Exibição de Vídeo da 3ª Caminhada pela Vida e Liberdade Religiosa

Expositores/as:

· Deputado Marcelo Nilo – Presidente da Assembléia
· Deputado Estadual - Bira Coroa
· Subsecretário Alexandro Reis – SEPPIR
· Subsecretário de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos / PR - Dr. Perly Cipriano
· Representante do CEN – Marcos Rezende
· Representante da ABAM – Maria Lêda Marques
· Representante do NAFRO – Sargento Erico de Alcântara
· Representante da FENACAB – Jadilson Lopes
· Representante da AFA – Leonel Monteiro
· Representante da INTECAB - Chuchuca Muxifkingoma

Homenagem as seguintes personalidades:

1 – Mãe Tatá – Terreiro da Casa Branca
2 – Mãe Carmen – Terreiro do Gantois
3 – Mãe Stella – Ilê Axé Opo Afonjá
4 – Mãe Senhora de Ewá, Elza Bahia – Ilê Axé Omin Ewá
5 – Margarida Ceciliana da Silva (Senhorazinha) – Terreiro Tumba Junçara
6 – Mãe Valdete dos Santos – Terreiro de Oyá / Lauro de Freitas
7 – Mãe Maria de Lourdes Correia dos Santos – Terreiro Dandalundá / Lauro de Freitas
8 – Mãe Carmem Nascimento – Terreiro Tombebazaze / Camaçari
9 – Mãe Lourdes de Cerqueira – Terreiro de Oyá / Camaçari
10 – Mãe Lídia Queiroz – Ilê Axé Iaomam – Santo Amaro
11 – Mãe Florienita de Jesus
12 – Mãe Carlita (In Memorian) – Terreiro de Xangô / São Francisco do Conde
13 – Francisca – Baiana de Acarajé
14 – Mestre Curió – Capoeira Angola
15 – Mestre Boa Gente – Capoeira Regional
16 – Vera Fonseca – Grupo de Mulheres Monas Odara
17– Suely Santos – 30 anos do MNU
18 – Sacerdote Raimundo Troccoli – 100 anos de Umbanda no Brasil
19 – Promotor Almiro Sena
20 – NAFRO/PM
21 – Alaíde do Feijão
22 – UNEGRO – 20 anos de Combate ao Racismo
23 – Egbomi Valquiria de Oxúm


l Apresentação e Assinatura de Projetos de Lei
l Apresentação cultural
l Encerramento e Buffet



::Dia 21 – Sexta-feira::


Seminário Liberdade Religiosa: Uma Questão de Direitos Humanos
Local: Faculdade de Medicina - Terreiro de Jesus



08h – Credenciamento

09h – Abertura – Saudação com Alabês

09:00h – Mesa Solene
Excelentíssimo Ministro Edson Santos- Secretária Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial/SEPPIR
Dra. Luiza Bairros – Secretária Estadual de Promoção da igualdade / SEPROMI
Domingos Leonelli – Secretário Estadual de Turismo / SETUR
Márcio Meireles – Secretário estadual de Cultura / SECULT
Dra. Maria Teresa – Gerente do escritório do PNUD / Bahia
Deputado Estadual Bira Coroa
Sandro Corrêa – Secretário Municipal de Reparação
Representantes das Religiões de Matriz Africana

10:30h – 1ª Mesa: Intolerância Religiosa é Crime: Instrumentos Normativos de Combate a Intolerância Religiosa e aos Fundamentalismos Religiosos

Apresentação do vídeo com casos de Intolerância Religiosa – Marcos Rezende

Palestrantes:
· Ministério Público Federal – Procurador Federal Israel Gonçalves / BA
· Coordenador da Promotoria do Combate ao Racismo do Ministério Público do Estado da Bahia – Almiro Sena
· Ex. ouvidor da SEPPIR – Dr Luiz Fernando / RJ
· Dra Ione Carneiro - RJ
· NAFRO/PM – Major Paulo Sérgio Peixoto / BA
· Instituto Pedra de Raio - Dr. Sérgio São Bernardo / BA
· Diretor-Presidente do Instituto Brasileiro de Diversidade – Hélio Santos / SP


12:30h – Almoço

14h - 2ª Mesa: Juventude, Gênero e Identidade de Gênero e Homo – Afetividade

Palestrantes:
Samoury Mugabe- Conselho Nacional de Juventude
Renildo Barbosa - Pró – Homo / CEN
Alexandra Camilo – Rede Ecumênica do Nordeste
Rebeca Tárique – Mediadora

16:00 - 3ª Mesa: Terreiros e Interações com o estado e Sociedade: Rediscutindo Relações Históricas

Marco Aurélio- Ministério do Desenvolvimento Social
Billy Arquimimo – Coordenador Estadual de Turismo Étnico
Makota Valdina – Terreiro Tanuri Junçara
Cristina Baumgarten - Presidente da Associação dos Guias de Turismo do EstadoMeire Calheira ABAV – Presidente da Associação Baiana de Agências e Viagens - Jean Paul - Presidente da Agência Baiana de Receptivo


Atividades Paralelas: Das 14:00 às 18:00

Falares de Angola e Toques de Ngoma
Ministrado por Raimundinho Kewanze e Chuchuca Muxifkingoma
- Máximo de 40 pessoas

Estética Afro-brasileiro-Ministrada por Oliver e Sabrina
Oliver e Sabrina Cabeleireiros
- Máximo 30 pessoas


18:00 – Lançamento do Filme: Até Oxalá Vai a Guerra seguido de debate
Direção: Carlos Pronzato e Stéfano Barbi Cinti
Roteiro e Produção: Marcos Rezende
Participação: Mãe Rosa de Yansã, Babá Pecê de Oxumarê, Leonel Monteiro, Egbomy Cidália de Iroko, Makota Valdina, Equede Lindinalva de Paula, Capinan e outros.
Duração: 40 min.

Sinopse: As ações violentas executadas pela Prefeitura de Salvador através da demolição do Terreiro Oyá Onipo Neto conduzido por Mãe Rosa da Avenida Jorge Amado, surpreenderam negativamente por configurar um ato de intolerância Religiosa.
Salvador, a capital da Bahia é uma das cidades que tem o maior número de templos religiosos de todo o mundo, incluindo igrejas católicas e evangélicas, centros espíritas, casas de umbanda e terreiros de candomblé. É também a cidade que possui a maioria dos seus habitantes negros, mas onde o racismo em sua diversidade e sutileza acaba tendo ações devastadoras. Da educação e moradia, até o emprego e religiosidade sem esquecer o genócidio da população negra. O estado tem uma função fundamental na manutenção de tudo isto.
Se o Brasil é o país mais aberto do mundo a todas as religiões e crenças, Salvador é a expressão máxima desta qualidade principalmente pela forte influência e presença das tradições oriundas da África. Nada justifica nos dias atuais ações como esta que causaram danos muito sérios a toda uma construção espiritual de muitos anos e que tiveram então a resposta enérgica e necessária do povo de candomblé. Oxalá vai a Guerra, e todo o Povo de Axé também, sempre que for necessário!

18:30 Feira Cultural e Happy Hour



::Dia 22 – Sábado::



09h – 1ª Mesa: POLÍTICAS PÚBLICAS PARA O POVO DE CANDOMBLÉ

Proposta: * Criação de uma frente parlamentar (municipal, estadual e federal) em defesa das religiões de Matriz Africana
* Campanha Nacional de afirmação da identidade dos religiosos de Matriz Africana voltada para o censo de 2010.
* Criação de uma CPI – apuração dos casos de intolerância religiosa a nível nacional


Apresentação da Campanha de afirmação da identidade religiosa
Lindacy Assis – PE
Márcio Alexandre – RJ
Ana Honorato- GHC/RS

Expositores:
Representante de entidades nacionais que fazem articulações com os terreiros.
Coletivo de Entidades Negras – CEN
Instituto de Tradições da Cultura Afro-Brasileira - INTECAB
Movimento Nação Bantu - MONABANTU
Federação Nacional de Culto Afro-brasileiro - FENACAB
Associação de Preservação da Cultura Afro e Ameríndia - AFA
Centro de Tradições Religiosas Afro- Brasileira - CETRAB
Centro de Desenvolvimento das Religiões Afro-Brasileira - CEDRAB

Centro Nacional de Africanidade e Resistência Afro-brasileira - CENARAB
Rede Ecumênica do Nordeste
Conselho Nacional de Juventude/CONJUVE
Rede Religiões Afro–Brasileiras e Saúde
CEAP
CIAFRO


12h – Almoço

14h – Tarde Livre – Visita a locais sagrados

19:30h – Confraternização / Show – Tributo aos Ancestrais
Belvedere do Memorial das Baianas / Praça da Sé
Atrações:
Aloísio Menezes, Portela, Márcio Vitor, Mariene de Castro, Jerônimo, Rebeca Tárique, Samba de Marujo



:: Dia 23 – Domingo::


08h – Concentração da IV Caminhada Pela Vida e Liberdade Religiosa
Local: Busto de Mãe Runhó – Engenho Velho da Federação

09:30h – Saída da Caminhada

13h – Show no palco do Dique
Atrações:
Tambor de Crioula / Maranhão
Afoxé Oxum Pandá de Olinda / Pernambuco
Filhos de Kakende – Cachoeira /BA
Gege Nagô – Cachoeira / BA
Samba Dança de São Gonçalo / São Francisco do Conde

Pegue sua ficha de inscrição aqui e leve preenchida para o seminário!

Esperamos você lá!

Lançamento do Documentário "Até Oxalá vai para à Guerra"






Sinopse: As ações violentas executadas pela Prefeitura de Salvador através da demolição do Terreiro Oyá Onipo Neto conduzido por Mãe Rosa da Avenida Jorge Amado, surpreenderam negativamente por configurar um ato de intolerância Religiosa.
Salvador, a capital da Bahia é uma das cidades que tem o maior número de templos religiosos de todo o mundo, incluindo igrejas católicas e evangélicas, centros espíritas, casas de umbanda e terreiros de candomblé. É também a cidade que possui a maioria dos seus habitantes negros, mas onde o racismo em sua diversidade e sutileza acaba tendo ações devastadoras. Da educação e moradia, até o emprego e religiosidade sem esquecer o genócidio da população negra. O estado tem uma função fundamental na manutenção de tudo isto.
Se o Brasil é o país mais aberto do mundo a todas as religiões e crenças, Salvador é a expressão máxima desta qualidade principalmente pela forte influência e presença das tradições oriundas da África. Nada justifica nos dias atuais ações como esta que causaram danos muito sérios a toda uma construção espiritual de muitos anos e que tiveram então a resposta enérgica e necessária do povo de candomblé. Oxalá vai a Guerra, e todo o Povo de Axé também, sempre que for necessário!


Lançamento: Dia 21 de novembro às 18:30h na antiga Faculdade de Medicina.


Entrada Franca!

Assista trecho do vídeo exibido em Audiência Pública no Senado




Clique aqui para ouvir música tema.

Câmara dos Deputados aprova projeto sobre cotas nas universidades





Fonte: Globo

Lula festeja Dia da Consciência Negra no Rio



Fonte: Globo

Al-Qaeda ofende Barack Obama em vídeo pela internet



Fonte: Globo

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Dudu Nobre sofre preconceito de comissários da American Airlines

Sem feriado, comunidade quilombola ainda espera por devolução de terras



Fonte: G1

domingo, 16 de novembro de 2008

No ar, a música da IV Caminhada do Povo de Santo...

Clique abaixo para ouvir:








Até Oxalá vai a Guerra
(Marcos Rezende)



Êuuuu, tenho Orixá
Tenho Axé
Êeeee, minha proteção ancestral
Minha Egbé

A minha força
Tá no Ori
Ninguém pode destruir
Não me derruba assim

Os meus Otás
Estão nos Ibás
Os Orixás estão em mim
Ninguém vai destruir

Tenho fé
Na força do Candomblé
Yansã força mulher
Mãe Rosa negra tradição

A justiça é filha de Xangô
Candomblé é puro amor
Respeito, fé, compreensão

Ameaças não vão me abalar
Capoeira eu sei lutar
Sei também me aquilombar

Por que?
Nesta Terra até Oxalá vai a guerra
Nesta Terra até Oxalá vai á guerra
Nesta Terra até Oxalá vai a guerra







Sacerdotes do Candomblé



Esta é uma lista de sacerdotes do candomblé.

T.=Tombamento e ano.

Bahia

Candomblé da Barroquinha
Iyá ADetá, Iyá Kalá, Iyá Nassô e Babá Assiká (fundadores)

Casa Branca do Engenho Velho T.1986
Nome - período que exerceu o cargo
Iyá Nassô
Marcelina da Silva - Oba Tossi - -1849
Maria Julia Figueiredo - Omonikê - 1849 -
Ursulina de Figueiredo - Mãe Sussu
Maximiana Maria da Conceição - Tia Massi ? - 1962
Maria Deolinda dos Santos - Mãe Oké -
Marieta Vitória Cardoso - Oxum Niké -
Altamira Cecília dos Santos - Mãe Tata -

Linhagem de Pai Rufino
Francisco Rufino das Virgens - Unjibemin
Hilário Remídio das Virgens - Ojuobá
Mário Barcelos - Rio de Janeiro
Banda Silê - Rio de Janeiro - (Candomblé e Umbanda)
Antonieta do Oxossi - Odeoluazan - Rio de Janeiro -
Léa do Obaluaie - Rio de Janeiro
William de Exu Elegbarajò - Rio de Janeiro
Lídio Jorge Mascarenha - Ile Axe Omin Guian - Pai Bui de Oxala. Itaparica BA.
Ya Matamba- Roça Ocim Matam Ayrá & D'Ogum Sorokê - Rio de Janeiro - RJ.

Linhagem de Bangboshê Obitikô
Rodolfo Martins de Andrade - Bangboshê Obitikô
Maria Julia Andrade Sowzer - Sàngó Biyí
Felisberto Sowzer - Oguntósi - Benzinho
Ilê Axé Lajuomim fundado em 1941
Caetana Sowzer - Lajuomin
Tertuliana Sowzer - Tìbusé
Haydée dos Santos de Xangô Iyálorixá do Lajuomim. Salvador - Bahia.
Terreiro Pilão de Prata T.2004
Air José de Sousa - Bísilôlá
Hilária Batista de Almeida - Tia Ciata
Damásia Sowzer
Taurino Sowzer
Crispim Sowzer
Regina Topázio Sowzer
Irenea Sowzer

Terreiro do Gantois T.2002
Maria Júlia da Conceição Nazaré -1849-1910
Jacinto da Conceição
Pulchéria Maria da Conceição - -
Maria da Glória Nazareth - 1918-1920
Mãe Menininha do Gantois - 1922-1986
Mãe Juju D’Oxum - Ile Maroketu Axe Oxun - São Paulo
Mãe Cleusa Millet - 1998
Mãe Carmem - 2002
Ilê Axé Ibá Ogum T.2007 Vale da Muriçoca - Salvador
Pai Luís da Muriçoca

Terreiro Opo Afonjá - T.1999
Eugenia Ana dos Santos, Mãe Aninha - Oba Biyi - 1909-1938 - Fundadora do Axé Opo Afonjá de São Gonçalo-BA e Coelho da Rocha-RJ.
Mãe Bada de Oxalá - 1939-1941 - Segunda Iyalorixá do Axé Opo Afonjá de São Gonçalo-BA.
Maria Bibiana do Espírito Santo, Osun Muiwá - Mãe Senhora - 1942-1967 - Terceira Iyalorixá do Axé Opo Afonjá de São Gonçalo-BA. Iniciada pelas mãos de Oba Biyi - Mãe Aninha.
Mãe Ondina de Oxalá - Iwin Tonan - 1969-1975 - Quarta Iyalorixá do Axé Opo Afonjá de São Gonçalo-BA. Iniciada no candomblé pelas mãos de Oba Biyi - Mãe Aninha.
Mãe Stella de Oxóssi, Odé Kayodé - 1976. Quinta Iyalorixá do Axé Opo Afonjá de São Gonçalo-BA. Iniciada no candomblé por Senhora de Oxum.
Mãe Agripina de Aganju, Primeira Iyalorixá do Axé Opo Afonjá de Coelho da Rocha - Rio de Janeiro. Filha de Mãe Aninha.
Cantulina Garcia Pacheco, Segunda Iyalorixá do Axé Opo Afonja de Coelho da Rocha -Rio de Janeiro - Filha de Mãe Aninha.
Mãe Regina Lúcia de Iemanjá, Terceira Iyalorixá do Axé Opo Afonja de Coelho da Rocha - Rio de Janeiro. Filha de Mãe Cantulina.
Agenor Miranda, Rio de Janeiro.
Moacir de Ogum Oguntósi , Ilê Axé Ogum Alakaye, Tubarão, Paripe, Salvador - Filho de Mãe Senhora.
Balbino de Xangô, Ilê Axé Opô Aganjú,Babalorixá, filho de Mãe Senhora.
Mãe Fátima de Ogum


Jeje na Bahia
Terreiro do Bogum
Salvador
Gaiaku Ludovina Pessoa (fundadora)
Doné Romana de Possú - -1925
Gayakú Emiliana Pidade dos Reis -
Doné Runhó - Valentina Maria dos Anjos Costa - 1925-1975
Doné Nicinha, Gamo Lokossi - Evangelista dos Anjos Costa - 1978-1994
Gayakú Margarida de Iyemojá (São Mateus/SJM/Rio de Janeiro )
Nadojí Índia - Zaildes Iracema de Mello

Kwé Seja Hundé
Cachoeira de São Felix
Gaiaku Ludovina Pessoa (fundadora)
Gaiaku Ogorinsi Misimi
Gaiaku Abali
Gaiaku Pararasi
Gaiaku Aguesi (Elisa Gonçalves, dona da terra)
Gaiaku Gamo Lokosi

Terreiro Cacunda de Yayá
Cachoeira de São Felix
Gaiaku Satu
Mãe Tança de Nanã (Jaôssi)
Cassiano Manuel Lima - Caixa d'Água
Hilda Jitolu Ilê Axé Jitolu, Curuzu, Liberdade.
Maria de Lourdes Buana

Casa de Oxumare
Pai Antonio de Oxumare -
Mãe Cotinha de Yewá - - -1947
Pai Bobó de Yansã - São Paulo
Mãe Theodora de Yemoja - Rio de Janeiro
Pai João de Yansã - Rio de Janeiro
Pai Paulo de Yansã - Rio de Janeiro
Mãe Francelina de Ogun - 1947-1954
Mãe Simplícia de Ogun - 1954-1967
Mãe Ana de Ogum - São Paulo
Mãe Nilzete de Iemanjá - 1974-1990
Pai Kabila - São Paulo
Pai Pece de Oxumare - 1990
Pai Kaobakesy - São Paulo
Pai Dario D'Logun'Edé - Praia Grande/SP

Nação Alaketu - Bahia e São Paulo
Olegário de Oxum
Miguel Arcanjo Paiva, Deuandá.
Mãe Alaide Pereira dos santos Elukeran. Terreiro Ile Axe Ominajexa,Itapoã
Mãe Beata da Boca do RioShaluga. Ile Ase Alakey Logunde koisan.
Pai Antonio de Obaluaye Lokanfu.(Toluaye), (Osalete Yfakule) Ile Ase Ijino Ilu Orossi. Cidade Nova (Salvador)
Mãe Alda de Yemanja Ile Ase Yatojo. Itapoã.
Pai Dary de Obaluaye Jinberewa. Ile Ase Torunde. Paripe.
Pai Olavo de Ogun Obirie. Terreiro Ogunja, Kasange, Rotula do Aeroporto Mapeamento dos Terreiros de Candomblé de Salvador
Ebami Elza de Oxum- Ferraz de Vasconcelos - São Paulo.
Pai Marcos de Osaguian- Engenheiro Goulart - São Paulo
Pai Carlinhos de Ogum Megesy - Vila Prudente - São Paulo

Axé Ibece Ala Ketu Ogum Megegê
Pai Nézinho de Muritiba
Mãe Rosinha de Xangô
Mãe Bida de Iemanjá
Mãe Cacho
Mãe Juju D’Oxum
Pai Braz de LogunEde
Mãe Sonia de Oxum
Mãe Nilzete de Iemanjá
Tata Pérsio de Xangô

Terreiro do Alaketu,T.2005
Otampê Ojá Arô e Babá Alaji
Odé Akobi
Babá Aboré
Dionísia Francisca Régis
Olga de Alaketu - - 2005
Mãe Beata de Iemanjá Rio de Janeiro
Babá Marcio de Ogum - - 2005
Bira da Oxum - - 1987
Babá Marcelo de Oxossi - Ilê Asè Ibossu Alaketu Odè Tobi Obé - São Bernardo do Campo - SP

Efan na Bahia

Terreiro do Oloroke
Maria Bernarda da Paixão Mãe Maria Violão - 1936 e Tio Firmo -1905
Mãe Milu
Paulo de Xangô (filho de Mãe Milu)
Matilde de Jagun (Baba Oluwa) -1970
Cristóvão do Pantanal (Ogun Anauegi) -1985
Celina de Iemonjá (esposa de Cristóvão)
Crispina de Ogun
Alvinho de Omolu
Maria de Xangô
Mãe Marina de Xangô, filha de Jovino e neta de Alvinho
Waldemiro de Xangô
Pai Diniz de Oxum
Pai Francisco de Yemonja
Angela Praxedes
Ilê Ogunjá
Procópio d'Ogum

Terreiros de Nação Angola/Congo
Terreiro Tumbensi - Salvador
Roberto Barros Reis e Maria Nenem
Angolão Paketan
Mariquinha Lembá
Terreiro Tumba Junçara
Manuel Ciríaco de Jesus e Manuel Rodrigues do Nascimento
Dona Maçu - Marcelina Plácida filha de santo de Maria Nenem
Unzó Kuna Nkici Tumbensi Malawla de Tata Passinho - Bairro das Águas Claras, Salvador (Ba)
Unzó Matamba Tombenci Neto - Ilhéus
terreiro tumbansi filho,monte mor sp. tata kiamuloji
katuvanjesi
lembamuxi
Mãe Xagui

Terreiro Bate Folha - T.2003
Manuel Bernardino da Paixão
Samba Diamongo
Maria Calabetão
Severiano Manoel de Abreu - Jubiabá
Terreiro da Goméia
Joãozinho da Goméia
Kilondirá
Mãe Ode Ceci
Ermelice dos Santos

Terreiro de Jauá - T.2006
Tata Laércio de Lemba

Terreiro do Portão - T.2004
Mãe Mirinha do Portão
Mãe Valdete dos Santos
Maria Lúcia Santana Neves

Terreiro Mokambo - T.2006
Onzo Nguzo za Nkisi Dandalunda ye Tempo
Anselmo Santos - Tata Anselmo (MINATOJY)
Miguel Arcanjo de Souza
Pai Manuel Rufino do Beiru - Rufino do Beiru
Raiz Manadeuí - Nanã de Aracaju
Erudina Nobre Santos
Nzo Kavunguoxi
Tata Carlos Kavungu
Giselle CossardOmindarewa Ile Axé Atara Magba
Mãe Dango de Hongolo
Mametu Oya Corajacy - Mãe Corajacy - Campinas

Terreiros da Nação Ijexá
Eduardo de Ijexá
Severiano Santana Porto

Ceará
Ilê Asé Osanyin Yansan
Ilê Asé Fioro Sakapata,(Rj )
Ilê Axé Ogboju Fire Imo Ogun Oia
Ilê Axé Fioro Sakapata
Ile Orisa Omode Alafu -Ajideiy osogian
Pai Ogun Jobi
Pai Eusebio"Osanyinide"
Pai joaquim de Omolu"Ijijimin"
Pai Roberto de Osayn

Espanha
Ile Ase Ojusun Akotun
Babalorisa Kerley T'Osala
Babalorisa Marcos T'Ogun

Goiás
Ile Iba Ibomin
João Abuck de oxossi ( ?-2007) (in memorian)- Goiânia
Ile Ase Onilewá
Yalorisa Teresa T'Omolu -
Goiânia
Ile Ase Eromin
Babalorisa Enio T'Osun-[Aparecida de Goiania]

Maceio
Ilê axé Legionirê
Pai Manuel de Xoroquê

Maranhão
Casa das Minas T.2002 - São Luís, Maranhão
Mãe Andresa - 1914 -1954
Casa de Nagô - São Luís, Maranhão
Casa Fanti Ashanti - São Luís, Maranhão
Pai Euclides Menezes Ferreira

Mato Grosso do Sul
Ile Axe São Jorge do Retiro - Campo Grande - MS
Pai Enio de Chango Oba Cemi

Minas Gerais
Àsè Kyeowjì - Aldeia Estrela Maior - Abassa Caboclo Indaiassu - Córrego do Bom Jesus
Pai Waldo de Oxossi

Paraná
Terreiro Ile Fanjo Onibon Ase Onibon Oron
Pai Israel - Vila maria Antonieta - Pinhais - Paraná- Brasil
Ilê axé odé Inlê - Curitiba
Izolina de Oxóssi
Yle alaketu ase opo airaAssociação - Curitiba/Paraná/Brasil -
PaiWagner Veber "Jagunkemi".
Mãe Omin Yle Axé Opo Omim Londrina Paraná
Mãe Ayrá - Ilè Asé Obá Ayrá Alaketú - Londrina

Pernambuco
Sitio de Pai Adão T.1985 - Nagô-Egbá - Recife
Inês Joaquina da Costa (Ifá Tinuké) (1875-1905)
Pai Adão
Manuel Papai e Maria do Bonfim
Terreiro Portão do Gelo - Xambá - Olinda
Artur Rosendo
Maria Oyá
José Francelino do Paraíso
Mãe Biu
Mãe Tila
Ivo do Xambá
Ilê Alasè Kêtu Kiambá Ojú Oyá -
Nação Kêtu - Caruaru
Babá Kiambá de Logun-edé - (fundado em 2004)
Babá Ojú Oyá - (Júnior de Oyá)
(Folha do Ilê Axé Oxumarê - Salvador)

Piauí
Ile Ase Oloomi Wura
Fundado em 2005, pelo Sacerdote Luandesy ti Osun, filho de Udemim Ti Osun, Ase Ominide Brasilia - DF, neto de Rui D'Osaguian. Tendo como tronco inicial o Ase Kpodaba, fundado em 1851, sendo a primeira casa de Jeje do Rio de janeiro.

Portugal
Ilê Àsé Òsumàré - Aveiro, Portugal

Rio de Janeiro

Ketu no Rio
Opo Afonja Salvador BA
Mãe Agripina de Aganju, Oba Deyi (filha de Oba Biyi)- Iyalorixá do Opo Afonjá de Coelho da Rocha, fundado por Eugênia Anna dos Santos (Oba Biyi). Iniciada em 1910 no Ile Axé Opo Afonjá de Salvador por Eugênia Anna dos Santos. Foi a primeira Iyawo da roça de São Gonçalo.
Yalorixá Aurennice T'Oyá (Oyassylegan) Duque de Caxias.
Cantulina Garcia Pacheco Ayra Tola (filha de Oba Biyi)- Sucessora de Mãe Agripina no Axé Opo Afonjá de Coelho da Rocha. Mãe Cantu foi iniciada no candomblé por Iya Oba Biyi, em Salvador - Bahia. Tinha o cargo de Iya Egbé na roça de São Gonçalo, vindo, posteriormente, a assumir o cargo de Iyalorixá do Axé Opo Afonjá de Coelho da Rocha, em substituição à sua irmã Agripina de Souza.
Ondina Valeria Pimentel Wintonan a quarta yalorixa do Opo Afonjá de Salvador, com terreiro no Bairro de Edem - Rio de Janeiro ( filha de Oba biyi)
Leila De Logun Edé Yadagan do Oju Oba Ogodô ( filha Win tonan)
Descendentes do Ilê Axé Opô Afonjá no RJ
Regina Lúcia Fortes filha de Cantulina Garcia Pacheco e sua sucessora no trono do Axé Opo Afonjá de Coelho da Rocha - RJ
Ilê Axé Opô Afonjá Itaúna- São Gonçalo,RJ- Reinaldo de Carvalho (Airá Deiuè - filho de Oba Deyi)
Ile Omo Oya Legi - Mesquita RJ - Iya Palmira de Oya (Oyáijikuta - Filha de Airá Deiuè)
Ile asé Omótybyodé - Babalorixá Paulo Ramiro T'Oxoguian (Duque de Caxias)
Ilê ase Odé Oba Omim - Jorge Caribé (Jáwanilé)
Ase Fiorô Sakpatà -Joaquim Mota de Omolu (Ijijimin)- filho de Mãe Agripina - Oba Deyi e neto de Mãe Aninha (Oba Biyi). Terminou suas obrigações com Mãezinha, Iwin Tonan.
Ase Ogboju firé Imó Ogun oyá - Ogunjobi
Ilê Ase Osanyin Yansan - Osanyinide (Filho de Ogunjobi) - Ceará
Ilê Axé Iji Toju Efun - São Gonçalo, RJ
Luiz Carlos Covas- IjiAtojuare ( Filho de Ayra Deiue)- 1973-2004
Vera Lúcia de Omolu 2004-2005 (Iyakekere do Axé)
Flávia Torres Cóvas - Osun Ojulare - Herdeira da casa, assumiu seu posto em 2005.
Casa-Grande de Mesquita - Baixada Fluminense
Oba ti Baru de Irajá(in memorian) não sendo filha de adoxu, mais pegou a Cuiá com Balbino de Xangô - Axe Opo Aganju( Axe Opo Afonjá)
Ile Ase Afaiya Isura Ti Osun
Omin Belikan(Yalorixá Aidê ti Osun) iniciada por Oba de Baru, neta de Balbino de Xangô(Rubelino Daniel de Paula)-Axe Opo Aganju (Axe Opo Afonja)
Ilê Asè Íyà Atará Magbá - Sta Cruz da Serra
Íyà
Omindarewa de Yemanjá
Omindarewá foi iniciada por Joãozinho da Goméia, e após a morte dele, tirou a mão com Balbino de Xangô, e hoje segue a raiz do Opô Aganjú.
Edelzuita de Oxoguian
Ilê Omolu Oxum
Iyá Davina
Meninazinha d'Oxum
Terreiro Ogun Níger -
Milton de Ogum (in memorian), Duque de Caxias
Ilê Ifé Asé N´Fondu Omo Osun
Ile Axe Oba Aganju
Obá Aganju (Egbomi Antonia de Aganju) Iniciada por Sabina d'Omolu - Axé Engenho Velho
Ilê Ifá Tussin - R. Batista das neves,
Nilópolis - Axé Gantois
Babalorixá Jorge Buda (Jorge Teixeira da Silva) [filho de Nezinho d'Ogun {Ogun T'obé}]
Ilê Axé Àáfín Àbàmì D'Oxum - Saracuruna,
Duque de Caxias, axé Gantóis
Yialorixá Sheila D'Oxum
Ile Axe Tomin Bocum - Axé Beiru
Ilê Axé Erinlê Ati Oxum Apará - Axé Gantois -
Petrópolis
Théo Carnaval - Théo D'Oxum - até 2003
Lucio Piedade - Lucinho D'Ogum - a partir de agosto de 2005
Reino de Oxossi - Omo Alaketu Ile Ase Logunede - Àsè Kyeowjì - Pai Waldo de Oxossi - (Região dos Lagos) São Pedro da Aldeia
Ase Kyeowji - Ile Orixa Osotokansoso -
Pai Ronaldo de Logunede
Ilê Ifé Asé Sangô Airá Omo Osun Yepondá Palácio dos Orishás – [Gramacho] – [Duque de Caxias] - [Rio de Janeiro] - [Brasil]
Babalorishá Karlos Torodê de Shangô Airá - de 1975 a 1993 - filho de Aída de Yemojá Ogunté
Yialorishá Aída de Yemojá Ogunté (in memorian) - 1955 a 1974.
Ile asé parque são jorge Alecrin 12 - Cabo Frio -RJ-Pai Alex de Osayin- filho de Sr Carlos de Oya, neto de Mãe Menininha- Axé Gantois.
Ilê Abaçá Ogum Ungi - Centro - São João de Meriti - RJ
Babalórixá Cosme do Ogum(Cosme do Diabo)
Sussessor Sergio do Ogum
Babaquequerê Jorge Henrique do Ogum

Efon no Rio
Cristóvão do Pantanal
Maria de Xangô
Alvinho de Omolu
Ada de Omolu, Ialorixá (Adamaris Sá Oliveira) - Abaçá Oluayê Omode Okunrin Fon - candomblé queto-efã
Ilê Axé Barú Lepé
Waldomiro de Xangô
Pai Francisco de Yemonja - Campo Grande
Iya Nara d´Osun - atual Iyalorisa herdeira e sucessora de Francisco de Yemonja
Pai Kajaidê - descendente de Pai Waldomiro de Xangô (Santos / São Paulo)
Pai Nilo do Omolú (Bàbágibô) - descendente de Pai Kajaidê (Guarujá - Bairro de Santa Rosa / São Paulo)
Bàbá Rodolfo de Xangô "Obá Awodí Bí Olá tí Imolé Jakutá" (Santos - Morro da Penha / Bairro do Saboó - São Paulo)-
Mãe Marina de Xangô, Filha de Jovino de Holaria, neta de Alvinho, ambos D´Omolu.
Ya Danielle de Imonjá, filha de Antonio Carlos ti Oxossi.

Jeje no Rio
Fundada pelos escravos Manoel Ventura, Tixaereme, Zé do Brechó e Gaiaku Ludovina Pessoa, também conhecida como Ogum Rainha que muitos acham que ela deveria ter sido uma rainha mesmo, Manuel Ventura, era só o dono das terras.
Tixiareme foi o primeiro Pejigan da Roça e Ludovina sería a primeira Gaiaku. Essa roça foi aberta por Ludovina para a sua filha Maria Angorensi mais conhecia como Ahum sime sime que levou essa roça com muita força e independencia sendo assim denominada de Djejê Maxi Axé Seja Unde, onde ela iniciou alguns vodunsis, como o saudoso Tata Fomotinho (Antonio Pinto de Oliveira) ou Oxum Ojunto Deí, que foi para o Rio de Janeiro onde fundou o Kwe Ceja Nassó, no bairro de Santo Cristo, depois mudou-se para Madureira na Estrada da Portela, depois para São João de Meriti, onde finalmente se estabeleceu na rua Paraíba.
Dizem os mais velhos, que Adelaide S. M. do Espírito Santo, mais conhecida como Mejitó, ajudou muito Tata Fomutinho no começo de sua vida de Santo no Rio de Janeiro. Oya Zinvode, Mejitó, era filha de Gayaku Rosena que era natural de Alladá.
Tata Fomotinho deixou uma legião de filhos, netos e bisnetos.
Jorge de Yemonjá que fundou o Kwe Ceja Tessi,descendentes de Jorge de Yemonjá(Jacinéia de Otolú, Kwe Sejà Sìnín Luiza D'Oxum,Paulo D'Ogum,Luíz Carlos de Yemonjá,Roberto de Otolú,Amauri de Odé,Marcos de Bessém,Roberto de Lissá,Neide de Azansú, todos com casas aberta.)
Pai Olegario de Logún Odé,
Pai Zezinho da Boa Viagem
Tia Belinha que fundou a Colina de Oxosse, apos o falecimento de Tata fomotinho Tia Belinha deu continuidade as suas obrigações no Seja Hounde em Cachoeira BA, sendo umas das mais velhas daquela Roça. Tia Belinha foi uma semente que Tata Fomotinho trouxe do Seja Hounde. Essa semente foi plantado no Rio de Janeiro e se transformou numa muda, essa muda se transformou numa arvore que vem crescendo cada vez mais e dando vários frutos e sementes que vem se expandindo e sendo plantada dando origem a outras arvores. Assim Tata Fomotinho deixa seu nome aqui no Rio de Janeiro, através de seus filhos, netos, bisnetos etc.
Temi Marcelo de Avimadje, conhecido no Rio de Janeiro como Doté Marcelo T'jagun, filho de Belinha do Oxossi, neto de Tata Fomotinho, bisneto de Gayaku Maria Ogorensi,fundou o Kwe Seja Ji Dan, descendente do Seja Houndê Cachoeira BA - Nação Jeje - situado em Imbariê, distrito de Duque de Caxias. Doté Marcelo foi iniciado por uma mãe de santo que era neta Luiz de Jagun, mais tarde deu continuidade as suas obrigações com Marcia T'Sakpata e hoje com Belinha do Oxossi onde permanece.
Amaro de Xangô.
Djalma Sousa Santos -
Djalma de Lalu
Esta rama genealógica é muito grande e muitos são os grandes Bàbálóòrìsà e Iyálóòrìsà que formam parte dela como Djalma Sousa Santos, Djalma de Lalu irmão de Manuel Moura, Nêco de Oyá, da Venda Velha, seu filho, Lino Sousa Maia, Lino de Osaguiã de Tribobó, Mario Passo, Mario de Jagún, de Niterói.
Jamil de Omolu
Ewe Bíyola - Cabo Frio - RJ
Mãe Ivete de Inhaçã, filha de Jorge de Iemonjá, neta de Tata Fomutinho, ficou conhecida em Jacarepaguá como Ivete a Capeteira..

Angola/Congo no Rio
Descendentes do Ilê Axé Talabi no RJ
Otávio da Ilha Amarela Bahia
Mundinho de Formigas RJ Filho de Sr. Otávio da Ilha Amarela Bahia
Jorge de Oxála Mairiporã /Rio Filho Mundinho de Formigas RJ
Rita de OBaluaye Mairiporã SP Filha de Jorge de Oxála ( Ilê Axé Talabi )
Kupapa Unsaba (Bate-Folha)
Lesenge (João Correia de Melo)
Mametu Mabeji (Floripes Correia da Silva Gomes, Mametu Mabeji) - 1972-
Nzo Kavunguoxi - Fluminense-Granja-B.Roxo-RJ
Tata Carlos Kavungu
Tenda Afro Brasileira Caxi-De-Í - Nação Angola
Roça: Rua Francisco de Assis, 189 - casa -
Parque São Vicente - [Município de Belford Roxo] - RJ
Residência: Rua Silveira Martins, 147 - apto. 403 -
Flamengo - Município do Rio de Janeiro - RJ
Sacerdote Tata Caxaman - 46 anos como Sacerdote Consagrado do Culto de Angola.
Ile Alagba Orisa Ode do Ase Ilha Amarela
BAbalorisa Alcir do Osossi (Odelajo) do Axé Ilha Amarela - naçao keto - vila marina freg do O

Rio Grande do Norte
Ilé Axé Oya Wugan Balé
Mãe Dua de Tempo Cleonice Clemente Nobre
Casa de Bessem [Gregori de Bessem]
Ilé Axé Yemanjá Sessu [Felipe Da Yemanjá]

Santa Catarina
Terreiro do Alaketu (Olga de Alaketu)
Mãe Beata de Iemanjá

São Paulo
Pai Bobó de Inhansã - Vicente de Carvalho - Guarujá
Mãe Lindaura - Ominfaloyó
Pai Cido de Oxum Eyn - Vila Industrial
Pai Everaldo de oxaguian "Ilê Dará Asé Ósógìyán" SP zona leste.
Pai Marcello Tí Àyrá
Pai João de Logun'Edé - Praia Grande/SP
Pai Vavá de Bessém
Pai João da Oxum - Vila Margarida - São Vicente
Pai Hélio Festa Vila Maria e Guarulhos (Jd. cabuçu)
Pai Vagner de Oxóssi Imirim
Pai Eduardo de Logun Cambuci
Pai Oya Otologi
Mãe Juju D'Oxum - Ile Maroketu Axe Oxun - São Paulo -
Pai Waldo de Oxossi - Ile Ase Oke Baba Ode Aperan - zona norte - SP
Pai Ronaldo Logunede
Mãe Tolokê - Itanhaém
Waldomiro de Xangô
Pai Kajaidê São Paulo)
Pai Nilo do Omolú Bàbágibô
Pai Rodolfo de Xangô Obá Awodí Bí Olá tí Imolé Jakutá
Pai Nilo do Omolú.
Pai Diniz de Oxum - Areia Branca - Santos
Pai Celso de Oxalá, Santo Amaro e São Roque
Pai Pérsio de Xangô - Vila Batistini - São Bernardo do Campo
Pai João de Ossaim
Pai Tonhão de Ogum - Santo André
Pai Jorge de Osaguian-Angra dos Reis-RJ
Mãe Ana de Ogum - Parque Jacarandá – Taboão da Serra
Pai Kabila - Jardim San Diego - Barueri
Pai José Mauro de Oxóssi
Pai Zézinho de Logun Edé
PaiFrancisco de Yemonja-Efon-RJ
Mãe Sandra Epega
Pai Girceu de Yemonja-São Paulo-SP
Axe Ile Oba - Vila Fachini – Jabaquara
Pai Caio de Xangô
Mãe Sylvia de Oxalá
Mameto Akolossydan
Oya Manaundê
Oya Ice
Pai Toninho de Xangô
Aulo Barretti FilhoPirituba
Pai Talabi de Oxoguian
Jamil de Omolu
Luís de Yansã (Oyá Falemin)
pai Toninho D'Oxum-Itapevi - SP
Pai Minervina de Ogum SP.
Pai Gilberto de Obaluayê (Kafungerenan)
Mãe Iyasomeji - Iyemonja Ogunté - São Paulo
Pai Carlinhos de Ogum Megesy - Vila Prudente - São Paulo


Fonte: Wikipédia

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