quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Aída dos Santos, motivo de orgulho para o esporte nacional





Aída dos Santos é um dos maiores motivos de orgulho para o esporte nacional. Nascida e criada no Morro do Arroz, em Niterói, ela muitas vezes não tinha o que comer e ainda apanhava do pai embriagado. Mesmo assim, contrariando a família, que achava que esporte não era coisa de mulher, Aida começou a praticar vôlei e atletismo, dando prioridade ao último. Na infância, encontrou dificuldades, mas o esporte abriu todas as portas. E foi no atletismo, na modalidade salto em altura, que conseguiu o quarto lugar nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 1964, até hoje o melhor desempenho feminino individual no atletismo do Brasil em Olimpíadas.

Mas as dificuldades não se restringiram à família. Aida também enfrentou barreiras fora de casa, por ser mulher e negra. Nas Olimpíadas de 1964, competiu sem uniforme, sem sapatilha de salto em altura e até mesmo sem técnico. Só competiu porque conseguiu a doação de uma sapatilha de corrida de 100 metros. No México, em 1968, chegou a competir com a perna machucada por não ter acompanhamento médico. Antes dos Jogos Olímpicos de 1972, em Munique, foi cortada da equipe, mesmo tendo índice para participar. Mas Aida não desistiu. Além da boa colocação nos Jogos Olímpicos de Tóquio, conquistou na disputa do pentatlo duas medalhas de bronze em Jogos Pan-Americanos: em 67, em Winnipeg (Canadá) e, em 71, em Cali (Colômbia). Além destes, Aida alcançou inúmeros outros títulos sul-americanos, nacionais e regionais, em várias categorias do atletismo. Das pistas para ensinar prática esportiva. Ela foi técnica de equipes de vôlei, natação e atletismo, incluindo a direção de Atletismo do Botafogo de Futebol e Regatas, e professora universitária.

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