sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

I Encontro de Discussão sobre Violência na Cidade do Rio de Janeiro

Encontro de Discussão sobre Violência na Cidade do Rio de Janeiro

Em 10 de janeiro de 2009 foi realizado no Instituto Palmares de Direitos Humanos uma reunião com o objetivo de discutir a segurança pública em nossa cidade. Este encontro foi pensado á partir da agressão sofrida pelo casal Umberto Alves e Louise Silva, por policiais na Lapa.
Neste encontro estiveram presentes 34 pessoas (
vide lista) que marcaram a próxima reunião para o dia 7 de fevereiro, às 10 horas, na Rua Major Rego, 38, em Olaria.
Deste encontro, após discussões, foram apontadas as propostas descritas abaixo:
Capacitação e treinamento para os policiais
Realização de vídeo com a opinião pública sobre a segurança pública
Criação de um fórum permanente
Apresentação do caso na reunião ordinária do CEDINE
Participação dos presentes na I Conferência Estadual de Segurança Pública
Reapresentação das propostas sobre segurança pública ao Governo do Estado
Criação de uma cartilha de sobrevivência do homem negro em situação da violência com divulgação de vídeos que discutam este assunto
Articular este fórum ao já existentes na cidade
Compor o manual com dados, mapeamento de territórios de maior risco, com linguagem acessível, diretrizes estatais, dados de mortes, mapeamento de estratégias em abordagens de carro, a pé, etc
Possibilitar a distribuição do manual nas comunidades
Criar um grupo de trabalho com pesquisadores para organização do manual com metas, prazos definidos
Articulação e união das redes de discussão da violência já existentes
Definir prazos e metas para realização das propostas
Criação de uma comissão de cultura que pese a mobilização através das manifestações culturais como hip –hop, teatro, etc
Realização de uma campanha com esta temática
Pensar alguma espécie de desobediência civil que diminua o aporte de dinheiro
Formar parcerias com as comunidades para o trabalho local
Estabelecer diálogo direto com a classe média
Realizar reuniões itinerantes utilizando os espaços das comunidades
Fazer manifestações de rua utilizando a arte como estratégia
Listar todas as entidades já existentes
Articular com os fóruns já existentes ao invés de se criar um novo
Priorizar nas frentes de mobilização a educação popular através de recursos como cartilhas, vídeos, etc
Fazer o resgate da história dos negros na cartilha
Pensar a cartilha como instrumento de conscientização de negros e negras e da comunidade em geral com o resgate da história
Planejar ações de curto, médio e longo prazo
Criar uma rede de proteção com lista de contatos telefônicos para ser utilizada em situação de violência que também possibilite o acesso a que não tem celular
Monitorar as ações dos negros no governo
Buscar parcerias de agências internacionais
Utilização dos recursos da Polícia Militar para confecção da cartilha
Articular o Programa Nacional de Segurança Pública (PRONASC) no projeto polícia cidadã para o treinamento dos policiais
Lembrar o Júri Popular de São Paulo que condenou o Estado pelas mortes da população
Pensar as próximas reuniões em locais nas comunidades para troca de experiências no processo de construção da cartilha
Criar uma estratégia de defesa que disponibiliza o serviço jurídico
Associar a questão da discriminação racial na cartilha
Discutir esta temática com os alunos do pré-vestibular para negros e carentes
Pensar com sabedoria na possibilidade da articulação apesar das diferenças
Pensar na metodologia da não violência ativa como estratégia
Campanha que denuncie as diversas formas de violência
Fonte: Ìrohìn

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