terça-feira, 31 de março de 2009

A Coordenação Religiosidade CEN/RJ entrevista: Yalorixá Solange de Yemonjá

por Gayaku Deusimar
Coordenadora de Religiosidade CEN/RJ
O Coletivo de Entidades Negras - CEN, vem desenvolvendo uma abordagem abrangente em relação à intolerância religiosa e o racismo nas casas de matrizes africanas, onde até hoje temos sido vítimas da intolerância de alguns grupos. Por isso o CEN através da Coordenação de Religiosidade do Estado do Rio de Janeiro, vem registrar os relatos de mametos e tatetos, yalorixas, babalorixas, gayakus e dotes, ambos se referem a cada uma das nações como angola, nagô e djeje.
E a nossa convidada é a Yalorixá Solange de Yemonjá, relatando sua vida de religiosa.

Solange Araújo, nascida em 29 de janeiro de 1955, iniciada na Nação Kêto em 17 de dezembro de 1976, pelo Senhor Maurílio Pereira Dias, Dandemim, na rua Pólo 601- Pavuna, neta do falecido Senhor Paulo da Pavuna. Hoje reside a Rua Expedicionário Simeão Fernandes, 187- Columbande- São Gonçalo e onde encontra-se a sua casa de axé de nome Ilê Axé Iya Loci Yide.

Com tantos anos de luta, levando o sua casa de axé a Ya Solange de Iemonjá vem lutando também contra a intolerância religiosa, ela acredita que com a união dos irmãos, possa melhorar essa situação e que os mesmos não tenham vergonha de assumir sua religião. Acreditar em momentos melhores, já que essa religião é milenar e temos um legado de cultura e heranças de nossos ancestrais muito grande. Quando perguntada se já havia passado por alguma intolerância ela disse que sim, pela vizinhança que é evangélica, porém moradores em menor tempo que no bairro. “disse uma das vizinhas” que ela estava com o demônio, que praticava bruxarias, mais a própria Ya Solange, não quis tumultuar a situação, não fez registro policial, só ficou surpresa de tal fato ter acontecido, já que tantos anos que mora ali, realizando suas festas em louvor aos orixás da seita e tem retirado o Nada Opor na Delegacia e o Quartel de Alcântara, para não ter problemas na hora das suas festas religiosas. Ela em todo o momento elevava a fé na sua religião, a onde mantém uma tradição, não podendo entrar de short, vestido curto, etc., o ambiente cada vez mais valorizado porque ela acredita que as energias são renovadas quando são mantidos limpos o ambiente em que os orixás circulam. Pede a todos ao finalizar essa entrevista, que tenhamos mais fé, que acreditemos nos nossos inquices, orixás e voduns, que como um todo a nossa religião seja mais unida para vencermos mais uma etapa na luta pelo respeito mútuo no combate a intolerância religiosa, racismo e todos os preconceitos de raça, etnia, e gênero, que Iemonjá a rainha das águas salgadas e dona de todas as cabeças (ori) possa trazer a alegria e virtude no coração de todos um beijos a todos e meu Motumbá.

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