quarta-feira, 4 de março de 2009

Dono de lanchonete é acusado de racismo

A Promotoria do Combate ao Racismo do Ministério Público Estadual (MPE) vai investigar suposto caso de intolerância religiosa contra a ialorixá Lúcia de Fátima Batista de Oliveira, 51. O fato teria sido motivado pelo fato de mãe Lúcia estar trajando camiseta com a imagem da orixá Oxum. Segundo ela, a agressão teria ocorrido às 19 horas da terça de Carnaval, praticada por um garçom e pelo dono da lanchonete Maná, no Cruzeiro de São Francisco, no Centro Histórico.
“Pedi um lanche e solicitei ao garçom que colocasse mais uma mesa na calçada”, contou. “Mesmo havendo condições, isso não foi feito. Ele disse que tinha esquecido e me mandou falar com o
proprietário”, recordou. Ela, então, teria percebido que o funcionário não parava de olhar para a imagem estampada na camiseta. “O dono veio me dizer que já estava fechando, mas recebia mais clientes. Perguntei por três vezes e recebi a mesma resposta. Na quarta tentativa, olhou para a camisa e falou que estava fechando em nome de Jesus“.
“Jesus está fechando e Oxum vai abrir”, ela diz ter falado, e o comerciante, segundo ela, iniciou “sessão de exorcismo”, com a mão próxima à cabeça dela, na presença dos funcionários e clientes, clamando à Jesus que “expulsasse o demônio”. O caso foi registrado na Delegacia de Proteção ao Turista. Segundo o promotor de Combate ao Racismo do MPE, Almiro Sena, a denúncia, após comunicada, será investigada e, caso seja comprovada a intolerância, abrirá ação penal contra os suspeitos. A reportagem não conseguiu falar com os donos.

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