segunda-feira, 16 de março de 2009

Entrando para o Coletivo de Entidades Negras...

Companheiros e Companheiras, Vodunons e Noches, Asissi.
Matinjaló (equivale ao Okolfé yorubá).
Foi com muita honra que aceitei o convite do Ogan Marcos Rezende para fazer parte deste Coletivo que a cada dia se agiganta.
Meu ingresso não está limitado apenas a minha pessoa, mas a toda Coordenação Amazônica das Religiões de Matrizes Africanas e Ameríndias - CARMAA.
Há cinco anos tivemos a idéia de juntar as Federações, Associações e Casas Tradicionais de Terreiro de forma colegiada.
Tarefa árdua.
Em 2007, quando já estávamos quase desistindo de agregar tanta diversidade de opiniões e interesses, nos vimos desafiados a fazer uma expansão do modelo.
O que pensávamos estar fadado ao fracasso na realidade estava dando certo.
Ganhamos um novo gás e aí passamos a adicionar parceiros de outros estados, em pouco tempo nos tornamos Coordenação Regional.
A CARMAA não possui recursos financeiros, ainda nos falta muito para chegarmos a uma condição mais plena do fazer política social.
Nossa entrada para o CEN vem a ser um pequeno grande passo para novas conquistas.
Indiscutivelmente o CEN está muito mais nossa frente em termos de realizações e trabalhos, temos muito o que aprender.
No entanto as coordenações dos 9 estados da Amazônia Brasileira darão ao CEN uma dimensão significativa: podemos dizer sem medo de errar que fazemos parte de um movimento nacional.
Agora é arregaçar as mangas e trabalhar.
Nossos eventos, nossas ações, nossas articulações precisam ser sincronizadas. Trabalhemos juntos pela visibilidade das ações afirmativas, somemos esforços para levar aos nossos irmãos a realização de seus anseios de liberdade e justiça social.
Enquanto houver uma comunidade tradicional de terreiro sem receber os benefícios dos programas sociais; enquanto não virmos implantada uma política de estado voltada para as comunidades tradicionais de terreiro, não poderemos cruzar nossos braços.
Sempre afirmo que nossa luta começou desde que o primeiro negro fez resistência para não sair da África Mãe.
As marcas dos dedos dos irmãos que morreram asfixiados e afogados nos porões do mercado Modelo em Salvador clamam por justiça social, reparação de dano, exigem a manutenção da garantia das conquistas como as cotas para negros.
Trabalho árduo e desgastante é esse, é o fazer resistência.
Que o CEN seja bem vindo grupo amazônico como esperamos ser bem vindos ao Coletivo de entidades negras.
Alwkwê
Dr. Alberto Jorge.
Coordenador CEN/AM

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