sábado, 25 de abril de 2009

Carlos Tufvesson: Intolerância que mata


Estilista

Rio - Na semana passada, o GGB — Grupo Gay da Bahia — apresentou seu relatório anual de crimes de ódio do ano de 2008, organizado desde 1980 pelo Professor Luiz Mott. Tivemos a vergonhosa marca de um crime de ódio a cada dois dias! Ou seja, a cada dois dias neste País um cidadão foi assassinado apenas por ser gay, lésbica ou travesti. Esse número é um aumento de 55% nos homicídios em relação aos crimes de 2007.
No mesmo dia, foi publicada uma entrevista a um jornal turco onde nosso presidente da Republica declara ao ex-secretário Geral da Ilga, Kürsad Kahramanoglu: “Nossa administração criou, por exemplo, o programa ‘Brasil sem Homofobia’ e apoia projeto de lei que criminaliza atitudes ofensivas ou discriminatórias em matéria de orientação sexual”.
Esse projeto de lei citado pelo presidente Lula em entrevista ao jornal turco é o PL 122/06 que criminaliza o preconceito de origem sexual no Brasil, que passaria a ser punido da mesma maneira que o racismo.
Ora, se até o presidente da República apoia pessoalmente o projeto, soa estranho que o governo, detendo ampla maioria nas casas legislativas, não consiga sequer colocar em pauta este projeto.
Quantos homossexuais terão de ser assassinados brutalmente para que nosso Senado aprecie este projeto? Quantos meninos de 14 anos terão de ser esfaqueados por seus vizinhos — como Jonas, um estudante da Zona da Mata de Pernambuco — para que nossos parlamentares vejam a gravidade da situação, que cresce a cada ano, muito legitimada pela intromissão e defesa que grupos religiosos fazem do direito de serem preconceituosos?
Fonte: O Dia

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