quarta-feira, 22 de abril de 2009

Durban+8: Governo brasileiro reprova discurso de Ahmadinejad contra Israel


"O Brasil atribui grande importância à Conferência de Revisão de Durban sobre Discriminação Racial, que ocorre em Genebra entre 20 e 24 de abril. Para alcançar os objetivos da Conferência, o engajamento de todos no diálogo internacional é crucial. O Governo brasileiro tomou conhecimento, com particular preocupação, do discurso do presidente iraniano que, entre outros aspectos, diminui a importância de acontecimentos trágicos e historicamente comprovados, como o Holocausto. O Governo brasileiro considera que manifestações dessa natureza prejudicam o clima de diálogo e entendimento necessário ao tratamento internacional da questão da discriminação. O Governo brasileiro aproveitará a visita do presidente Ahmadinejad, prevista para o dia 6 de maio, para reiterar ao Governo iraniano suas opiniões sobre esses temas."


Durante a conferência, a delegação do Brasil ouviu atentamente os ataques de Ahmadinejad e não saiu da sala em protesto, como fizeram vários diplomatas europeus. Mas fez um gesto: o ministro da Igualdade Racial, Edson Santos, que liderava a delegação, não bateu palmas e fez questão de demonstrar seu desagrado.

- Quero frisar e deixar clara a posição da delegação brasileira, de condenação veemente da postura do presidente, que não condiz com o ambiente da Conferência, disse o ministro, que acrescentou: Ele esteve aqui com um discurso agressivo, de intolerância, que não reconhece fatos históricos condenados pela humanidade, a saber, o Holocausto.

O ministro, que no seu discurso defendeu o texto preparado para a conferência e ainda criticou - sem citar nomes - os países que boicotaram o encontro, entre eles, os EUA, justificou a decisão do Brasil de permanecer na sala:

- Ficar, assistir de uma forma respeitosa, daria menos impacto do que sair. Chamaria menos atenção. Um dos objetivos do presidente do Irã é chamar atenção para suas posições.

Para o ministro, o fato de alguns diplomatas terem saído durante o discurso criou uma "falsa polarização" em torno da discussão na Conferência, que é sobre racismo, "muito maior do que esse conflito que tentam estabelecer entre judeus e iranianos". O ministro queixou-se no discurso do aumento do número de casos de perseguição a religiosos e defendeu a criação de um sistema de indicadores que permita comparar internacionalmente os países em matéria de desigualdades e discriminação étnica e racial.

Fonte: SEPPIR

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