quarta-feira, 10 de junho de 2009

Dia Mundial e Nacional de Combate ao Trabalho Infantil

10 de Junho
Mobilização Contra o Trabalho Infantil


Com o tema “Com educação nossas crianças aprendem a escrever um novo presente sem trabalho infantil”, o Fórum Estadual de Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Trabalho Adolescente – FETIPA, COORDINFÂNCIA / MPT / PRT5, Coletivo de Entidades Negras, Fórum de Entidades do Subúrbio, SETRE, SEDES, SETAD, SEC-BA, Escola Estadual Praia Grande, Força Sindical, Voluntárias Sociais, Bahiatursa e SMEC, realizarão no dia 10 de junho mobilização contra o trabalho infantil. A mobilização é em comemoração ao Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, celebrado no dia 12 de junho. O evento terá início às 8 h 00, na Escola Estadual Praia Grande e, à tarde, a partir das 15 h 00, a mobilização será realizada no Palco do Cruzeiro, Terreiro de Jesus - Pelourinho e conta com o apoio da PETROBRÁS, Fundação José Silveira, Instituto Sócrates Guanaes e SETPS. Crianças e adolescentes das ocupações do subúrbio, a comunidade de Canabrava e de entidades do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil.
Participarão da atividade mais de 1.000 crianças/adolescentes com apresentações culturais, percussivas, de dança, teatro e literatura, contando com a presença do Ilê Aiyê, Olodum Mirim, o Ilê Axé Oxumarê, o Iaô Augusto Omolu, o Afro Bogum, Sociedade Primeiro de Maio, Joanes Leste, Lar Fabiano de Cristo e AEEC, dança, poesia e muito mais.
A Bahia é o oitavo estado de maior incidência de exploração do Trabalho infantil. De cada 10 crianças que são vítimas do trabalho infantil no Brasil uma é baiana. O estado concentra 45% de casos de trabalho infantil no nordeste. Em 2006, 71,1% das crianças do estado viviam em famílias com renda per capita inferior a meio salário mínimo. Destas famílias, 19.196 eram “chefiadas” por crianças e adolescentes com menos de 18 anos de idade, importante levar em consideração que não estão incluidos nestes dados o trabalho doméstico infantil, realizado em sua maioria por meninas negras. Segundo UNICEF, a Bahia possui um Índíce de Desenvolvimento Infantil de 0,636. Segundo dados do IBGE, 4,7 milhões de crianças de 10 a 17 anos estavam desenvo nvendo este tipo de ocupação em 2007. Sendo que a região nordeste concentra o maior índice de trabalho infantil, sendo que a Bahia concentra 45 % do percentual de trabalho infantil do nordeste. De 2001 para 2007 os indices estão caindo, mas percebe-se que ainda são muito elevados.
Este tipo de trabalho tem efeitos perversos, pois interfere diretamente no desenvolvimento das crianças sob vários aspectos:
Fisicamente devido dentre outras coisas ao risco de lesões, deformidades físicas e doenças. No campo emocional devido dentro relação de trabalho confusa ou pouco clara, onde o “patrão” ou “padrinho” também tem obrigações de “responsável” pela proteção da criança. No campo social, pois antes mesmo de atingir a idade adulta, crianças no trabalho precoce realizam atividades que requerem maturidade de adulto, afastando-as do convívio social com pessoas de sua idade. Educacional entre as crianças que trabalham é comprovado que existe maior incidência de repetência e abandono da escola. O trabalho precoce interfere negativamente na escolarização das crianças, seja provocando múltiplas repetências, seja “empurrando-as”, de forma subliminar, para fora da escola – fenômeno diretamente relaci onado à renda familiar insuficiente para o sustento. Crianças e adolescentes oriundas de famílias de baixa renda tendem a trabalhar mais e, conseqüentemente, a estudar menos, comprometendo, dessa forma, sua formação e suas possibilidades de vida digna. No campo democrático a inserção precoce de crianças e adolescentes no trabalho dificulta seu acesso à informação para exercer seus direitos plenamente; um projeto de democracia está longe do seu ideal se a criança se vê obrigada a trabalhar para poder exercer os seus direitos. É o Estado o responsável por protegê-la e por garantir a sua inclusão social.
Importante salientar a característica étnico-racial do evento, uma vez que as crianças afro-brasileiras são proporcionalmente mais afetadas pelo trabalho infantil. Representam aproximadamente seis de cada dez crianças trabalhadoras.

Serviço
O quê: Mobilização Salvador Contra o Trabalho Infantil
Quando: 10 de junho de 2009
Onde: local 1: Escola Estadual Praia Grande (Periperi)
Horário: 8 h 00 às 11 h 00
Onde: local 2: Largo do Pelourinho
Horário: 15 h 00

Informações:
FETIPA - FORUM ESTADUAL DE ERRADICAÇÃO DO TRABALHO INFANTIL E PROTEÇÃO DO TRABALHO ADOLESCENTE/ MPT- COORDINFÂNCIA
Contato: Procuradora Regional do Trabalho Edelamare Brito
Tel: 9167-7879

CEN - COLETIVO DE ENTIDADES NEGRAS
Contato: Lindinalva de Paula
Tel.: 9933-4033

Força Sindical Bahia
Contato: Emerson Gomes
Secretário Estadual de Juventude da Força Sindical Bahia.
71 3322-4121 / 3507-7177
71 9913-0038 / 71 8745-5099

Sintepav – Ba
Rua do Carro, 16, 1º Andar, campo da Pólvora, Nazaré
71 3507 7177

Assessoria de Imprensa
Marli Santana – Força Sindical Bahia
71 3322 4121 / 9971 7008
Sara Regina – Sintepav – Ba
71 3507 7193
719915 6454

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