sexta-feira, 26 de junho de 2009

A gente não quer só comida! Promover a igualdade racial, é assim que se faz a diferença!

Ontem, dia 25/06, todas as entidades do movimento negro juntamente com outros seguimentos sociais e sociedade civil reuniram-se no centro de convenções Ulisses Guimarães, em Brasília, para a cerimônia de abertura da II conferência nacional de Promoção da igualdade Racial com o tema: “ promover a igualdade racial, é assim que se faz a diferença”.
A II CONAPIR teve lançamento em 12 de março em cerimônia no palácio do planalto que gerou conferências municipais, estaduais e consultas às comunidades tradicionais de terreiros, quilombolas, indígenas e de etnia cigana tendo como objetivo estabelecer um diálogo entre seguimentos sociais e governo para que sejam traçadas políticas públicas que atendam as demandas do povo negro, quilombolas, indígenas e ciganos.
Este debate nacional é promovido pela Secretária Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial - SEPPIR com os seguintes eixos temáticos: saúde, educação, terra e habitação, trabalho e renda, segurança, justiça e política internacional.
O evento foi apresentado pela atriz Isabel Filardis e pela rapper Nega Gizza que convidaram para compor a mesa de abertura da conferência o Ministro Edson Santos, Ministro da Educação Fernando Haddad , o Ministro do Desenvolvimento Social e Combate a Fome Patronus Annanias , a Secretária Especial de Políticas para as Mulheres Nicéia Freire, o representante do Presidente Lula, Luiz Dulci secretário Geral da Presidência, Mãe Beata de Yemanjá ,Egbomi Conceição Reis de Ogum, Maria Helena Azumezhoero do conselho nacional de mulheres indígenas , Mirian Stanescon Batuli de Siqueira da fundação cigana Santa Sara Kali e Doné Kika de Bessen da Coordenação de Entidades Negras do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial.
Devido a uma indisposição o presidente Luiz Inácio Lula da Silva que não pode comparecer a cerimônia deixando um questionamento sobre o que é prioridade para o governo: discutir políticas públicas para o povo negro ou dar prioridade a visibilidade folclórica sobre características culturais que une países africanos a exemplo do Senegal com o Brasil como aconteceu em Salvador no lançamento do Festival mundial de artes negras FESMAN no Teatro Castro Alves no mês passado? Deixando uma carta com as devidas considerações, que foi lida pelo Ministro Edson Santos, destacando a falsa idéia que todos tem acesso aos direitos básicos por serem iguais independente de etnia ou classe social.
Com um discurso contundente sobre a trajetória política do movimento negro no Brasil a senhora Doné Kika de Bessen destacou pontos importantes na agenda política do governo como: a aprovação do estatuto da igualdade racial e do projeto das cotas pelo congresso nacional, o sistema nacional de implementação da lei 10.639 para o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana, regularização fundiária, posse da terra e garantia da manutenção dos avanços conquistados pelos quilombolas na legislação da titulação das terras dos quilombolas, aprovação do feriado nacional do dia 20 de novembro e avanços nas medidas que garantam o respeito as religiões de matrizes africanas.
Logos após as falas foi a vez das manifestações culturais tomarem conta do evento com a participação do grupo indígena Zubukua com o ritual de canto e dança (toré) ,os povos ciganos e palestinos que também apresentaram música e danças típicas encerrando com as melodias de protestos e auto afirmação identitária do bloco afro-baiano Ilê Aiyê.
Sendo assim até o dia 28 de junho as entidades do movimento negro juntamente com o governo tem a responsabilidade de pensar medida políticas que amenizem as desigualdades sociais no Brasil e atendam os direitos constitucionais do povo negro neste país.


Repórter Ana Paula Fanon

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