domingo, 28 de junho de 2009

Lideres de religiões de matriz africana conversam com o Presidente do Conselho de Direitos Humanos da ONU e SEDH



No segundo dia (26) da conferência nacional de Promoção da igualdade racial lideres de Região de matriz africana são recebidos pela secretaria especial de Direitos humanos e por Martin Uhomoibhi presidente do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), a comissão é composta por 18 representantes de instituições de Combate à Intolerância Religiosa.
A religiosidade tem sido uma pauta de suma importância para preservação da cultura do povo negro e no encontro nacional com a dimensão do II CONAPIR esta questão não poderia faltar.
Representantes importantes como a sacerdotisa mãe Beata de Yemonjá explicitou para o poder público que o preconceito e a intolerância acompanham os negros desde que chegaram ao Brasil e nós estamos aqui para buscar a ajuda da Secretaria dos Direitos Humanos no combate a esse ódio sem fim contra a nossa religião.
Assim como o coordenador geral do coletivo de entidades negras e Ogan do Ilê Oxumaré, Marcos Rezende solicitou do governo que houvesse uma sensibilização por parte da Secretaria de Direitos Humanos e da ONU para que observem esse caso de perseguição que na verdade se trata de racismo e violação dos direitos humanos.
Desde 2005 que o Coletivo de entidades negras (CEN) teve a iniciativa de agregar adeptos do candomblé de várias nações no estado da Bahia para combater a intolerância religiosa e fortalecer a liberdade de crença, uma vez que vivemos em um estado laico, porém foi constatado que existe uma necessidade de dar visibilidade política do ponto de vista nacional, por isso no próximo dia 12 de Setembro acontecerá o lançamento em Salvador da 5 ª Caminhada pela Vida e Liberdade Religiosa com o objetivo de unir todos os adeptos do Brasil em prol de uma causa comum.
Para o presidente da Fundação Palmares, Zulu Araújo, qualquer medida de intervenção política, qualquer ação promovida pelo seguimento social é importante por isso o mesmo acredita que a criação do fórum nacional de religiões de matriz africana é necessário não só para o fortalecimento, mas a luta contra a intolerância religiosa, pois será um ato de promoção da igualdade racial.
Sendo assim a 5º caminhada e a criação do fórum nacional de religiões de matriz africana será um espaço de fortalecimento e reconhecimento identitário, mas também um espaço de discussões e intervenções políticas , pois as transformações sociais só acontecem na medida em que os sujeito deixam de ser coadjuvantes para protagonizarem no processo político e quando tem autonomia para falar de si mesmo e tratar de questões ligadas ao seu grupo social.

Repórter Ana Paula Fanon

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