domingo, 7 de junho de 2009

TJ manda Wal-Mart indenizar promotor chamado de "preto"


O TJ (Tribunal de Justiça) de São Paulo determinou que o Wal-Mart pague indenização de R$ 10 mil por danos morais ao promotor de vendas Ronaldo Barbosa dos Santos, 33, que se diz vítima de racismo dentro da unidade de Ribeirão Preto.

Santos, que é negro, afirma que foi xingado diversas vezes de "preto, neguinho e negão" por um gerente do hipermercado em 2007, quando fazia promoção de uma marca de café dentro da loja. "No primeiro dia de trabalho, ele nem perguntou meu nome e já me chamou de neguinho", afirmou.

Depois de Santos ter reclamado das ofensas ao diretor do Wal-Mart, o gerente o impediu de entrar na unidade, segundo ele. Segundo o advogado do promotor, Leandro Donizete Andrade, a ação foi movida contra o estabelecimento porque a lei diz que a empresa é responsável pelos funcionários.
"E se a sentença é movida contra a pessoa e ela não tem patrimônio, não tem como pagar", afirmou.

O TJ confirmou sentença de primeira instância, que já havia condenado, em 2008, a empresa ao pagamento -o promotor de vendas havia pedido R$ 200 mil. Segundo Santos, o gerente lhe pedia constantemente favores como serviços de mercado, que não faziam parte da sua função -ele trabalhava para uma empresa que expunha os produtos no Wal-Mart.

"Nas primeiras vezes, mesmo ele me chamando de neguinho, preto, ajudei. Mas quando ele me chamou assim na frente de todo mundo, não aguentei e fui reclamar. Aí, ele [gerente] disse que não me queria mais lá."

O Wal-Mart informou, por meio de sua assessoria, que estuda a decisão do TJ. Segundo nota, o mercado "orienta pelo respeito a todas as diversidades culturais, raciais e religiosas e não admite qualquer prática contrária a essa orientação".
Fonte: Ìrohìn

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