terça-feira, 14 de julho de 2009

Material didático no Mundo Afro




O professor Jaime Sodré teve mais umas das suas excelentes idéias: disponibilizar textos que ajudem seus colegas a aplicar a Lei 11645/08 que determina o ensino de História da África e Cultura Afro-Brasileira e de História e Cultura Índigenas nas escolas brasileiras.

A legislação tem uma versão anterior e mais conhecida que é a 10.639/03. A lei ganhou novo número e uma modificação no ano passado para incluir a trajetória cultural dos povos indígenas.

Salvador, em 2005, foi a primeira capital do país a operacionalizar o cumprimento da Lei nas escolas municipais. A iniciativa foi da pedagoga Olívia Santana, hoje vereadora, que na época era a secretária municipal de educação.

Um dos desafios da época e que ainda continua é o pouco material didático disponível ou numa linguagem mais acessível para o ensino fundamental e médio.

Daí que o professor Jaime me perguntou se o Mundo Afro poderia ser um veículo para a divulgação de textos sobre cultura e identidade negras que ele sempre redige.

Respondi que não só o blog estaria aberto como agradeci muito pelo presente, afinal o nosso objetivo é exatamente o de ser útil para o debate sobre estas questões.

A partir de hoje volta e meia vocês encontrarão textos em forma de capítulos. O primeiro é sobre o Engenho Velho da Federação, um dos bairros de Salvador com população majoritariamente negra e também conhecido por reunir terreiros de candomblé de variadas nações.

Jaime decidiu abordar o bairro com a sua característica de ser endereço de terreiros das religiões afro-brasileiras nas mais variadas vertentes.

Embora o Engenho Velho tenha uma área pequena, ele reúne mais de 20 terreiros das nações angola, ijexá, jeje e ketu do candomblé, mas também de umbanda.

Além disso, os terreiros são considerados quilombos urbanos, ou seja, territórios com área definida onde acontece preservação de cultura e identidade negras.

Nos primeiros capítulos desta série, Jaime conta a história do Bogum, um dos mais conhecidos terreiros do bairro, onde ele ocupa o cargo de oloiê, uma espécie de conselheiro.

Além do texto informativo, Jaime também organizou perguntas e dicas de como usar o material.

Vou também manter o título sugerido por ele: Educaxé e vou seguir a regularidade de publicar dois capítulos por semana, às terças e quintas.

Educadores, aproveitem!
Fonte: Mundo Afro

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