quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Marcos Rezende recebe Medalha Zumbi dos Palmares



A iniciativa foi da vereadora Leo Kret

O desenvolvimento de trabalhos sociais que beneficiaram jovens do grupo Olodum e a atuação destacada no Coletivo de Entidade Negras (CEN) credenciaram o professor Marcos Rezende a receber a Medalha Zumbi dos Palmares, na Câmara Municipal de Salvador. A sessão solene, realizada por iniciativa da vereadora Leo Kret do Brasil (PR), aconteceu na quarta-feira (11) à noite.

Para retratar o orgulho de ser negro, o cantor Lazzo Matumbi e os batuques do povo de santo abriram a solenidade com a música Alegria da Cidade, de autoria de Margareth Menezes, e emocionou o homenageado, iniciado no candomblé e ogã do Terreiro de Oxumaré, um dos mais importantes da Bahia.

Leo Kret, autora do requerimento, lembrou da greve de fome feita pelo homenageado para protestar contra a demolição do Terreiro Oyá Onipó Neto, em 27 de fevereiro de 2008. “Ele utilizou de seu próprio corpo para chamar a atenção das autoridades em relação à derrubada deste templo religioso em Salvador, uma cidade que é tão plural religiosamente”, declarou.

Marcos Rezende, em seu discurso, lembrou das dificuldades da infância, dos preconceitos sofridos e agradeceu à vereadora Leo Kret “pela oportunidade de ter esse dia mágico”, no Plenário Cosme de Farias. Ao receber a condecoração de seus pais, Rezende foi aplaudido de pé pelos amigos, familiares e representantes das entidades negras que prestigiaram o homenageando, lotando as dependências do plenário.

Além de Leo Kret e de Marcos Rezende, compuseram a Mesa: a vereadora Vânia Galvão (PT), que presidiu a solenidade; Alex Reis, representante do ministro Edson Santos, da Secretaria Especial da Política de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir); Ailton Ferreira, secretário municipal da reparação; deputado estadual Bira Coroa (PT); Sérgio São Bernardo, professor da Universidade Estadual da Bahia (Uneb), Almiro Sena, promotor de justiça; Mãe Jaciara, yalorixá do Abassa de Ogum e o professor da Uneb, Hilton Coelho.


Histórico de lutas
Membro da Coordenação Nacional de Direitos Humanos e bacharel em História, Marcos Fábio Rezende Correia lecionou em escolas públicas e particulares buscando aproximação dos alunos com a história da cidade, enfatizando a questão da desigualdade social.

Além de ser principal voz de resistência contra o episódio da derrubada do terreiro Oyá Onipó Neto, no Imbuí, presta auxílio a pequenas entidades e afoxés que participam do Carnaval e atua com destaque no Coletivo de Entidades Negras (CEN), organização não-governamental, sem fins lucrativos e sem vínculos político-partidários, que tem o objetivo de estabelecer o diálogo e diminuir a intolerância entre diferentes segmentos raciais e sociais. Prestigiaram o evento, ainda, os vereadores Olívia Santana (PCdoB) e Gilmar Santiago (PT).

Fonte: http://www.cms.ba.gov.br/noticias.asp?refnot=902

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