terça-feira, 31 de março de 2009

Projeto que institui cotas para ingresso na universidade será debatido pela terceira vez em audiência pública




O projeto de lei que estabelece a política de cotas sociais e raciais para o ingresso de alunos nas universidades federais e estaduais, e ainda nas instituições federais de ensino técnico de nível médio (PLS 180/08), será debatido em audiência pública na quarta-feira (1º) na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). O debate terá inicio após análise das emendas de Plenário à proposta de emenda à Constituição ao projeto que institui regime especial de pagamento de precatórios pela União, Distrito Federal, estados e municípios (PEC 12/06), em reunião prevista para ter início às 10h.

Foram convidados para a audiência pública o ministro da Secretaria Especial de Políticas de Promoção de Igualdade Racial, Edson Santos de Souza; o reitor da Universidade Federal de Pernambuco, Amaro Lins; o historiador e professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, José Roberto Pinto de Góes; o presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Ismael Cardoso; e o ex-presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Simon Schwartzman.

Essa será a terceira audiência pública que a CCJ irá realizar para debater o projeto, que tem como relatora a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT). A primeira foi realizada em 18 de dezembro do ano passado. A segunda, no último dia 18, contou com a participação de dez especialistas no assunto, sendo cinco favoráveis e cinco contrários à proposta, que também provoca divergências entre os senadores.

Cotas

O projeto que cria o sistema de cotas sociais e raciais nas universidades e escolas de ensino médio reserva no mínimo 50% das vagas nessas instituições para estudantes que tenham cursado o período escolar anterior integralmente em escolas públicas. Metade das vagas reservadas (25% do total) deve ser preenchida por estudantes oriundos de famílias com renda per capita de até 1,5 salários mínimos. A outra metade é reservada a alunos negros, pardos e indígenas.

De acordo como texto em análise, já aprovado na Câmara após intensa polêmica, as vagas por etnia devem ser preenchidas de acordo com a proporção de cada grupo na população do estado onde se localiza a instituição de ensino federal, em conformidade com o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A proposta, da deputada Nice Lobão (DEM-MA), foi aprovada na forma do substitutivo apresentado pelo deputado Carlos Abicalil (PT-MT). A previsão da cota social, atrelada à renda familiar per capita, nasceu de emenda aprovada em Plenário.

O projeto determina que as universidades públicas selecionarão os alunos do ensino médio em escolas públicas tendo como base o coeficiente de rendimento, conseguido por meio de média aritmética das notas ou menções obtidas no período, considerando-se o currículo comum a ser estabelecido pelo Ministério da Educação. As cotas deverão ser respeitadas em cada curso e turno das universidades. A seleção para as vagas fora das cotas continuaria a seguir o padrão do vestibular até a definitiva extinção desse sistema de provas.

Ainda de acordo com a proposta, as universidades terão o prazo de quatro anos para o cumprimento das regras, implementando no mínimo 25% da reserva de vagas determinada pelo projeto a cada ano. O projeto faculta às instituições privadas de ensino superior o mesmo regime de cotas em seus exames de ingresso.

Na videoteca do CEN: Eu gosto dela





Memórias da infância e juventude de uma filha a partir do olhar da mãe afetada pelas representações de gênero dominantes na sociedade brasileira. São abordadas, de forma irônica, as representações heterossexuais hegemônicas e a orientação homossexual.

A Coordenação Religiosidade CEN/RJ entrevista: Yalorixá Solange de Yemonjá

por Gayaku Deusimar
Coordenadora de Religiosidade CEN/RJ
O Coletivo de Entidades Negras - CEN, vem desenvolvendo uma abordagem abrangente em relação à intolerância religiosa e o racismo nas casas de matrizes africanas, onde até hoje temos sido vítimas da intolerância de alguns grupos. Por isso o CEN através da Coordenação de Religiosidade do Estado do Rio de Janeiro, vem registrar os relatos de mametos e tatetos, yalorixas, babalorixas, gayakus e dotes, ambos se referem a cada uma das nações como angola, nagô e djeje.
E a nossa convidada é a Yalorixá Solange de Yemonjá, relatando sua vida de religiosa.

Solange Araújo, nascida em 29 de janeiro de 1955, iniciada na Nação Kêto em 17 de dezembro de 1976, pelo Senhor Maurílio Pereira Dias, Dandemim, na rua Pólo 601- Pavuna, neta do falecido Senhor Paulo da Pavuna. Hoje reside a Rua Expedicionário Simeão Fernandes, 187- Columbande- São Gonçalo e onde encontra-se a sua casa de axé de nome Ilê Axé Iya Loci Yide.

Com tantos anos de luta, levando o sua casa de axé a Ya Solange de Iemonjá vem lutando também contra a intolerância religiosa, ela acredita que com a união dos irmãos, possa melhorar essa situação e que os mesmos não tenham vergonha de assumir sua religião. Acreditar em momentos melhores, já que essa religião é milenar e temos um legado de cultura e heranças de nossos ancestrais muito grande. Quando perguntada se já havia passado por alguma intolerância ela disse que sim, pela vizinhança que é evangélica, porém moradores em menor tempo que no bairro. “disse uma das vizinhas” que ela estava com o demônio, que praticava bruxarias, mais a própria Ya Solange, não quis tumultuar a situação, não fez registro policial, só ficou surpresa de tal fato ter acontecido, já que tantos anos que mora ali, realizando suas festas em louvor aos orixás da seita e tem retirado o Nada Opor na Delegacia e o Quartel de Alcântara, para não ter problemas na hora das suas festas religiosas. Ela em todo o momento elevava a fé na sua religião, a onde mantém uma tradição, não podendo entrar de short, vestido curto, etc., o ambiente cada vez mais valorizado porque ela acredita que as energias são renovadas quando são mantidos limpos o ambiente em que os orixás circulam. Pede a todos ao finalizar essa entrevista, que tenhamos mais fé, que acreditemos nos nossos inquices, orixás e voduns, que como um todo a nossa religião seja mais unida para vencermos mais uma etapa na luta pelo respeito mútuo no combate a intolerância religiosa, racismo e todos os preconceitos de raça, etnia, e gênero, que Iemonjá a rainha das águas salgadas e dona de todas as cabeças (ori) possa trazer a alegria e virtude no coração de todos um beijos a todos e meu Motumbá.

segunda-feira, 30 de março de 2009

A resistência da Cultura Botânica nas Religiões de Matriz Africana em Salvador

Por Sueli Conceição*

Apresentação

Este texto é o resumo da pesquisa desenvolvida como Dissertação de Mestrado, cujo titulo é: Processo de Urbanização como Imperativo da Reestruturação Espacial e Litúrgica das Religiões de Matriz Africana, no programa multidisciplinar em Estudos Étnicos e Africanos na Universidade Federal da Bahia - UFBA, vinculado à Faculdade de Ciências Humanas. O objetivo principal foi indicar a existência e a necessidade para manutenção das religiões de matriz africana.

As plantas são representadas pela Etnicidade, assumida neste trabalho como uma expressão de identidade, caracterizando uma narrativa de origem, por considerar as folhas e sua manipulação sinais diacríticos de uma identidade coletiva negra de grupos étnicos africanos. Neste contexto, há uma denominação utilizada no trabalho que é a de “cultura vegetal”, mantida pelas religiões de matriz africana, baseada em práticas de comunidades tradicionais oriundas do continente africano e re-significada no Brasil, como forma de resistência através da persistência.

Foi detectado que essas religiões se encontram, portanto, sob pressão de uma crise ecológica instalada na cidade, que tem como base uma alteração social marcada, por um lado, pela escassez de moradia de seus habitantes, que em sua maioria vivem em condições insalubres, e, por outro lado, pelo poder da pressão imobiliária que determina o valor da terra e promove a acentuação da segregação espacial já instalada. Tais fatores exercem influência direta e decisiva nas transformações e re-significações das religiões de matriz africana.

Considerações Gerais

A cosmologia das religiões de matriz africana, com fundamento na natureza, criadas pelas antigas comunidades africanas, determina a sacralização dos elementos físicos, transformando-os em sagrados pelos atributos concernentes às divindades regentes, especialmente dentro dos templos religiosos.

Tais elementos funcionam como demarcadores simbólicos de território religioso, sendo que neste trabalho os templos religiosos são considerados territórios contínuos das religiões de matriz africana, enquanto outros ambientes externos, considerados sagrados, são identificados como territórios descontínuos.

Os templos sagrados possuem uma identidade própria que se reproduz socialmente. Com domínios territoriais demarcados, apresentam variações dentro do espaço da cidade, visíveis e determinadas por relações sociais, harmônicas e tensas. Alguns dos terreiros apresentam a característica da força de agregação de membros legalmente credenciados, simpatizantes ou não, no seu entorno na condição de habitação.

Um dado importante verificado nesta pesquisa é a forma pela qual os templos se instalam na cidade. Revela-se que a exploração de novas áreas para sua implantação tem como um dos critérios a possibilidade de manutenção do espaço verde em suas dependências. Este vem sofrendo, paulatinamente, redução severa, devido à expansão urbana e a dificuldade que experimentam os templos religiosos em manter sua ocupação com amplas áreas no âmbito da cidade de Salvador.

Foi evidenciado na pesquisa, que as nomenclaturas atribuídas aos templos sagrados são decorrentes da sua estrutura espacial. A ebome Cidália do Gantois reitera o que foi dito pelo antropólogo Fábio Lima sobre a denominação dos templos sagrados. Segundo ela, os templos localizados em áreas densamente urbanizadas, que não apresentam área verde, não podem ser chamados de terreiros ou roças porque os seus espaços não apresentam tais características. Então ela os chama de Ilê Axé, ou casa de Candomblé.

A análise demonstra que, apesar dos terreiros apresentarem espaços físicos diferentes, a persistência da “cultura botânica” é evidenciada nos rituais sagrados e nos discursos sobre a relevância do meio natural preservado para a religião. Os discursos nesse sentido são todos convergentes, independente da procedência dos terreiros –Ketu, Jeje e Angola - visitados para esta pesquisa.

Com a hegemonia do capitalismo, a troca simbólica que era uma pratica constante nas religiões de matriz africana deixa de existir e surge a troca mercadológica. Foram saindo de cena os atores que protagonizavam os processos de colheitas e preparos das plantas para os rituais, na tradição ioruba são os babalossain. Essas atividades passaram a ser atribuídas às zeladoras, zeladores, ou pessoas que têm um grau hierárquico elevado dentro dos templos sagrados, situação atualmente comum na maioria dos terreiros. E surgindo os fornecedores, mateiros, comerciantes e motoboys, atores sociais que compõem as novas formas de aquisição.

As novas alternativas de aquisição foram descritas em três cadeias: 1) cadeia tradicional, sendo composta por: mato, babalossain, templo sagrado e usuário; 2) cadeia das feiras, representadas por: mato, mateiro, comerciante, usuário e templo sagrado; 3) cadeia virtual: mato, mateiro, comerciantes, telefone/internet, usuário e templo sagrado. Foi identificado nesta pesquisa que a diversidade de fornecedores está diretamente relacionada com a variedade das plantas comercializadas.

Considerações Finais

O histórico da legislação ambiental e o das políticas públicas ambientais de caráter participativo também compuseram a pesquisa, visando desmistificar o conto de que não existem leis ambientais ou políticas públicas ambientais em Salvador. Foi demonstrado que a Constituição Federal brasileira de 1988 tem leis para atender as demandas ambientais em diversas modalidades.

Mas presume-se que exista a falta de técnicos mais competentes dentro das especificidades exigidas para as questões ambientais. Estas devem ser tratadas de formas particularizadas, considerando-se as regiões, os grupos étnicos envolvidos no processo, assim como as formas que os mesmos se instalaram e vivem na região. Baseadas nessas especificidades surgem as políticas públicas participativas, nas quais órgãos do governo – SEMUR, UFBA, MIC, IPHAN, IPAC etc. – promovem projetos para atender demandas específicas direcionadas aos grupos étnicos envolvidos no processo.

Mesmo as leis ambientais não sendo imperativas para a manutenção de áreas verdes nos espaços públicos e de terreiro, o trabalho mostrou que existe uma persistência da Cultura Vegetal nas religiões de matriz africana, tendo o meio natural como essencial para a sua sobrevivência. As alternativas para aquisição, apontadas nesta pesquisa, não são um mero modismo, mas sim formas para continuar resistindo dentro da seara do progresso. Como foi informado por ebome Cidália, em uma das nossas conversas:

Ah, minha filha, para o progresso chegar teve que fazer aquilo com o candomblé. O candomblé era dono daquilo tudo, ali era tudo roça, caminho ia ficar na roça? Mato de um lado, mato do outro com o caminho no meio? A gente paga pelo progresso...” (Ebome Cidália, 21/10/2008).

Em suma, mediante as experiências vividas durante o processo de investigação, as longas conversas com os interlocutores que tiveram a maior boa vontade de colaborar com a pesquisa. Fica registrado que as religiões de matriz africana são ecologistas e tem o meio ambiente como elemento componente indispensável da sua vida espiritual. Ao passo que se reconhecessem as plantas que são manipuladas dentro dos templos sagrados como sendo elementos importantes para a cura de doenças, se alcançaria um desenvolvimento mais equilibrado social e ambientalmente. Vale lembrar que toda esta persistência é pautada no sentimento de pertença. Mediante as observações feitas ao longo da pesquisa fica constatado neste trabalho que o vegetal é um patrimônio religioso, cultural e social para a população afro-descendente, levando-se a crer que deve ser protegido e preservado para garantir a permanecia das religiões de matriz africana sem tensões externas, com relações harmônicas.

Referências Bibliográficas

BASTIDE, R. O Candomblé da Bahia. Companhia das Letras. São Paulo, 20001.

BULLARD, R. Enfrentando o racismo ambiental no século XXI. In: Justiça Ambiental e cidadania/ organizadores, Henri Acselard, Selene Herculano e José Augusto Pádua. – Rio de Janeiro: Relume Dumará: Fundação Ford, 2004.

LUHNING, E. A. Ewé: As Plantas Brasileiras e seus Parentes Africanos. In: Faces da Tradição afro-brasileira: religiosidade, sincretismo, anti-sincretismo, reafricanização, práticas terapêuticas, etnobotânica e comida CARDOSO, Carlos, BACELAR Jéferson.. Rio de Janeiro: Pallas: Salvador, Ba: CEAO, 1999

OLIVEIRA, R. S. de e REGO J. (org). Candomblé: diálogos fraternos para superar a intolerância religiosa. 2ª ed. rev. e ampl.- Rio de Janeiro: KOINONIA Presença Ecumênica e Serviço, 2007.

PARÉS, L. N. A formação do Candomblé: história e ritual da nação Jeje na Bahia.- Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2006.

*Licenciada em Ciências Biológicas pela Universidade Católica do Salvador, especialista em Gestão Ambiental pela Faculdade de Ciências Econômicas da Bahia –FACCEBA, mestra em Estudos Étnicos e Africanos pela Universidade Federal da Bahia. Educadora da Associação Cultural e Bloco Carnavalesco Ilê Aiyê.


Fonte: Jornal Irohin

sexta-feira, 27 de março de 2009

Obama responde a perguntas enviadas pela internet



Fonte: O Globo

Cinena no IPDH


::Ingresso::
Será cobrado a importância simbólica de R$ 2,00 (dois reais) por pessoa.

::Programação do 1º semestre de 2009::

As sessões de Cinema no IPDH, serão realizadas às terças feiras, quinzenalmente, com início às 18:30 horas - Rua Men de Sá, Lapa / RJ

Dia 31/03 – Quase Deuses - Moss Dess/ Alan Rickmam
Dia 14/04 – Na época do Ragtime – Moses Gunn
Dia 28/04 - Todos a bordo - André Braugher
Dia 12/05 - Bopha! À flor da pele - Danny Gloverl
Dia 26/05 - Quando só o coração vê – Sidney Poitier
Dia 09/06 - Panteras Negras – Haden Hardison
Dia 23/06 – Sarafina – Woopy Godberg
Dia 07/07 - Um grito de liberdade – Denzel Washington

Coordenação: João Costa Batista – Éle Semog


Fonte: Recebido por e-mail.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Sons da Cidade, sábado, na Casa de Rui Barbosa

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Fonte: Recebido por e-mail.

Atenção Rio de Janeiro...

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Fonte: Recebido por e-mail.

PEC e Plano Nacional de Juventude: o legado de uma geração

Encontram-se em fase final de tramitação no Congresso Nacional, duas importantes matérias que, se aprovadas, contribuirão decisivamente para o desenvolvimento do país e para melhoria da qualidade de vida de 50 milhões de brasileiros e brasileiras situados na faixa etária de 15 a 29 anos.
Estamos falando da Proposta de Emenda Constitucional (PEC42/2008), que insere no capítulo dos Direitos e Garantias Fundamentais, o termo juventude na Constituição Federal. Ao reconhecer esta parcela da população, como segmento prioritário para a elaboração de políticas públicas, como já fora feito com idosos, crianças e adolescentes, avançaremos no sentido de superarmos o binômio juventude-problema para um patamar onde a juventude seja compreendida como um grupo de sujeitos detentores de direitos.
O texto da PEC da Juventude, como ficou conhecida, indica ainda necessidade de aprovação de uma segunda matéria, um Projeto de Lei (PL) estabelecendo o Plano Nacional de Juventude. Tal plano aponta uma série de metas que deverão ser cumpridas pela União, em parceria com Estados, Municípios e organizações juvenis nos próximos 10 anos. Formado por diversas ações articuladas nas áreas de cultura, saúde, esporte, cidadania, trabalho, inclusão digital, educação, etc.
O PL 4530/2004, que trata do Plano Nacional de Juventude, já foi aprovado por uma comissão especial na Câmara dos Deputados e aguarda apenas a votação em plenário. Como o relatório foi aprovado em dezembro 2006, o Conselho Nacional de Juventude – Conjuve, está propondo sua atualização e votação ainda este ano. Para tanto necessitaremos de um esforço concentrado de parlamentares, governo federal, lideranças dos movimentos juvenis e da sociedade civil, visando a negociação de uma nova versão.
O que para muitos pode parecer uma questão organizativa e sem resultado no curtíssimo prazo, na verdade representa uma visão estratégica sem precedentes sobre este importante segmento populacional, por vezes tratado numa perspectiva de futuro, mas nunca construído como uma realidade do presente, ou até mesmo encarado de maneira imediatista e reativa aos “problemas da juventude”.
A cristalização deste tema em nossa Carta Magna, a atualização e aprovação de um Plano Nacional, estabelecendo metas para as Políticas Públicas de Juventude nos próximos 10 anos, são a melhor expressão da luta desta geração por mais direitos e, em última instância, pela efetiva democratização do Estado.
O mais importante, porém, é que para a concretização desta vitória o caminho escolhido não ficou restrito à articulação em gabinetes governamentais e parlamentares, sempre muito receptivos, diga-se de passagem. Todas as vezes que estes foram procurados, foi sempre em nome de uma ampla mobilização social dos próprios movimentos juvenis e com forte envolvimento dos mais diversos setores da sociedade civil organizada. Basta constatar os resultados da 1ª Conferência Nacional de Juventude, realizada em 2008, envolvendo mais de 400 mil participantes, e que indicou a necessidade da PEC e do Plano Nacional de Juventude ente suas mais fortes prioridades.
Caminhamos para os dois últimos anos do governo Lula, que teve como mérito o ineditismo na criação de uma Política Nacional de Juventude. Não devemos, porém, nos contentar com este avanço e muito menos deixar que esta iniciativa fique circunscrita ao período de um governo, sem garantias de continuidade após 2010. Por isso, é que precisamos extrapolar os limites da luta entre ‘governo’ e ‘oposição’ e colocar este tema na agenda do projeto de país que queremos, podemos e estamos construindo como legado a esta e às próximas gerações. É chegado o momento de alçar definitivamente política de juventude à condição de política de Estado. O Brasil precisa, a juventude quer.

Danilo Moreira, é Secretário-Adjunto da Secretaria Nacional de Juventude, presidiu o Conselho Nacional de Juventude - Conjuve, em 2008 e foi Coordenador da 1ª Conferência Nacional de Políticas Públicas de Juventude.
danilo.moreira@planalto.gov.br

quarta-feira, 25 de março de 2009

Plenárias nos bairros antecipam debates sobre Promoção da Igualdade Racial em Salvador

A Secretaria Municipal da Reparação (SEMUR) divulgou esta semana, o calendário de datas das mini-plenárias regionais em preparação da II Conferência Municipal de Políticas de Promoção da Igualdade Racial de Salvador. As mini-plenárias que vão acontecer nos bairros da cidade têm o objetivo de escolher os delegados que vão representar a sociedade civil na Conferência.
Durante os encontros serão debatidas as propostas de políticas afirmativas para a cidade. Os participantes avaliarão ainda os avanços alcançados desde a primeira conferência, realizada em 2005.
As mini-plenárias acontecerão nos dias 26, 27, 28, 29, 30 e 31 de março.A distribuição dos bairros utilizou os critérios de territorialidade adotados pelas AR´s. Cada uma das mini-plenárias indicará os delegados, respeitando os conceitos de equidade e diversidade.
Para a secretária Maria Alice da Silva, estes encontros serão importantes para manter a democratização do processo de construção das políticas afirmativas na cidade. “É na plenária que o cidadão negro terá espaço para avaliar as ações desenvolvidas pela Semur nos últimos anos”, afirmou.
A secretária explicou ainda que o espaço será uma via de capilarização das diretrizes, tendo em vista a Conferência Nacional. “Imagine que os indicativos tirados na Liberdade, por exemplo, podem servir de referência para todo o Brasil. Esta participação popular é a mágica da democracia”, declarou.
A II Conferência Municipal de Políticas de Promoção da Igualdade Racial de Salvador acontece nos dias 14, 15 e 16 de abril, no salão Xangô do Centro de Convenções do Estado da Bahia e reunirá delegado da sociedade civil e representante do governo Municipal. As propostas municipais seguem para debate na instância estadual e, por fim, na Conferência Nacional, que acontecerá em Brasília, no mês de junho.
CLICK NOS LINKS ABAIXO PARA FAZER DOWNLOAD DOS DOCUMENTOS:
Fonte: SEMUR

Barack Obama concede entrevista coletiva à imprensa



Fonte: O Globo

terça-feira, 24 de março de 2009

Manifesto pelos Direitos Quilombolas


Prezad@s,
Pedimos que entrem no link abaixo e assinem o Manifesto pelos Direitos Quilombolas.

Estimamos existir cerca de 5.000 Comunidades Quilombolas no Brasil, dessas aproximadamente 1.500 estão com processo de titulação aberto no INCRA, baseado no decreto 4887/03.

Hoje, a política para quilombos, sobretudo a de regularização fundiária, está ameaçado por uma série de investida da direita, representada por partidos políticos, pela bancada ruralista, pelo setor do agronegócio e a grande mídia.

Precisamos que essa matéria ganhe vulto nacional e internacionalmente, favor assinar o nosso manifesto como pessoa física ou jurídica e encaminhar essa mensagem para seus contatos.
Junte-se a nós nessa luta por justiça social.

http://www.petitiononline.com/conaq123/petition.html

Secretaria Executiva da CONAQ
Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas
Fonte: Recebido por e-mail.

Na videoteca do CEN: Fim do Silêncio



Cenas do documentário "Fim do Silêncio" de Thereza Jessouroun, ganhador do primeiro edital para fomento pelo selo Fiocruz Video.
Fonte: You Tube

sexta-feira, 20 de março de 2009

CEN MA - Em Bacabal a pressão pela criação da coordenadoria da igualdade racial





Vitória dos que aqui já estavam

Obama envia mensagem de reconcialiação ao Irã





Fonte: O Globo

Lançamento do livro "Eu sou atlântica" - BA

quinta-feira, 19 de março de 2009

Centro de Referência em Direitos Humanos e Combate ao Racismo




Fonte: Ìrohìn

Projeto de cotas nas universidades federais é discutido no Senado

Batatinha no Espaço Unibanco de Salvador


Fonte: Recebido por e-mail.

Até Oxalá vai a guerra na Argentina!

quarta-feira, 18 de março de 2009

Programas de Igualdade racial ganham incentivo no Rio



Fonte: Globo

Na Estante do CEN: Convenção 111 - A IGUALDADE RACIAL sociedade, no trabalho e na vida






Clique na imagem e tenha acesso a publicação.



Fonte: FES

Extra Classe: Ensino de História da África nas escolas








Fonte: You Tube

Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial

PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO
SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA
CENTRO CULTURAL MUNICIPAL JOSÉ BONIFÁCIO

DIA INTERNACIONAL PELA ELIMINAÇÃO DA DISCRIMINAÇÃO RACIAL

LEI CAÓ - 20 ANOS

A 21 de março de 1960, a polícia do regime do apartheid sul-africano abriu fogo sobre uma manifestação pacífica, em Sharpeville, que protestava contra as leis de discriminação racial. Dezenas de manifestantes foram mortos e muitos mais ficaram feridos. Hoje, relembramos o Massacre de Sharpeville chamando a atenção para o enorme sofrimento causado pela discriminação racial em todo mundo e pontuando os 20 anos da Lei Caó, lei que pune os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional em nosso país.

Portanto, em homenagem ao Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, o Centro Cultural Municipal José Bonifácio programou para o dia 21 de março de 2009, das 15h às 21h30min, a abertura das exposições:

" Retalhos Culturais", com a participação dos artistas da Casa do Artista Plástico Afro-brasileiro - CAPA e do grupo "Mulheres de Pedra".

" Sessenta Anos sem Paulo da Portela", apresentando textos, fotografias e documentos do compositor considerado o "civilizador" do samba.

Paralelo às exposições acontecerá a famosa Roda de Samba da Tia Elza com a participação do Grupo União e dos cantores Elson do Forrogode, Dunga, Toninho Nascimento, entre outros.

Entrada Franca

Centro Cultural José Bonifácio
Rua Pedro Ernesto, 80 - Gamboa
Tel.: (21) 2233-7754 / (21)2253-6255
Fonte: Ìrohìn

terça-feira, 17 de março de 2009

Sistema de bônus e cotas muda o perfil dos alunos da UFMG



Fonte: O Globo

segunda-feira, 16 de março de 2009

Entrando para o Coletivo de Entidades Negras...

Companheiros e Companheiras, Vodunons e Noches, Asissi.
Matinjaló (equivale ao Okolfé yorubá).
Foi com muita honra que aceitei o convite do Ogan Marcos Rezende para fazer parte deste Coletivo que a cada dia se agiganta.
Meu ingresso não está limitado apenas a minha pessoa, mas a toda Coordenação Amazônica das Religiões de Matrizes Africanas e Ameríndias - CARMAA.
Há cinco anos tivemos a idéia de juntar as Federações, Associações e Casas Tradicionais de Terreiro de forma colegiada.
Tarefa árdua.
Em 2007, quando já estávamos quase desistindo de agregar tanta diversidade de opiniões e interesses, nos vimos desafiados a fazer uma expansão do modelo.
O que pensávamos estar fadado ao fracasso na realidade estava dando certo.
Ganhamos um novo gás e aí passamos a adicionar parceiros de outros estados, em pouco tempo nos tornamos Coordenação Regional.
A CARMAA não possui recursos financeiros, ainda nos falta muito para chegarmos a uma condição mais plena do fazer política social.
Nossa entrada para o CEN vem a ser um pequeno grande passo para novas conquistas.
Indiscutivelmente o CEN está muito mais nossa frente em termos de realizações e trabalhos, temos muito o que aprender.
No entanto as coordenações dos 9 estados da Amazônia Brasileira darão ao CEN uma dimensão significativa: podemos dizer sem medo de errar que fazemos parte de um movimento nacional.
Agora é arregaçar as mangas e trabalhar.
Nossos eventos, nossas ações, nossas articulações precisam ser sincronizadas. Trabalhemos juntos pela visibilidade das ações afirmativas, somemos esforços para levar aos nossos irmãos a realização de seus anseios de liberdade e justiça social.
Enquanto houver uma comunidade tradicional de terreiro sem receber os benefícios dos programas sociais; enquanto não virmos implantada uma política de estado voltada para as comunidades tradicionais de terreiro, não poderemos cruzar nossos braços.
Sempre afirmo que nossa luta começou desde que o primeiro negro fez resistência para não sair da África Mãe.
As marcas dos dedos dos irmãos que morreram asfixiados e afogados nos porões do mercado Modelo em Salvador clamam por justiça social, reparação de dano, exigem a manutenção da garantia das conquistas como as cotas para negros.
Trabalho árduo e desgastante é esse, é o fazer resistência.
Que o CEN seja bem vindo grupo amazônico como esperamos ser bem vindos ao Coletivo de entidades negras.
Alwkwê
Dr. Alberto Jorge.
Coordenador CEN/AM

Gênero e Diversidade na escola em curso gratuito para professores do Estado do Rio de Janeiro

Foi lançado esta semana, na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), o curso on line gratuito “Gênero e Diversidade na Escola”. O curso de extensão é destinado à professores da rede pública do Rio de Janeiro e abordará gênero, sexualidade, igualdade étnico-racial e participação juvenil.
Buscando atender especialmente os professores do ensino fundamental, os curso pretende alcançar a meta de três mil alunos e tem carga horária de 244 horas (24 horas presenciais e 216 horas on line). “O objetivo é ampliar a formação garantindo ao professor as condições de trabalhar no ambiente escolar as questões de diversidade” diz o reitor da UERJ, Ricardo Vieiralves.
Este módulo do curso atingirá as cidades de Angra dos Reis, Paraty, São Gonçalo, Niterói, Nova Friburgo, Nova Iguaçu, Itaboraí, Macaé, Campos, Cabo Frio, Petrópolis, Queimados, Rio das Ostras, Duque de Caxias, Marica, Mangaratiba, Rio de Janeiro, Belford Roxo e São João de Meriti. A promoção do curso é uma parceria do Centro Latino Americano em Sexualidade e Direitos Humanos, da UERJ, da Secretaria Estadual de Educação, da Secretaria Especial de
Políticas para as Mulheres e da SEPPIR.
Fonte: SEPPIR

Quatro estados marcam conferências de promoção da igualdade racial para abril

Amapá, Mato Grosso do Sul, Pará e Rio Grande do Norte confirmaram para o mês de abril a realização de conferências estaduais preparatórias para II Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (25 a 28 de junho em Brasília).

A conferência do Amapá acontecerá entre os dias 27 e 30 de abril. Nos quatro dias de discussões serão escolhidos 22 delegados que participarão da II CONAPIR. No Rio Grande do Norte a sociedade civil e o governo local travarão seus debates nos dias 28 e 29, quando relacionarão propostas e indicarão os 23 delegados do estado. A conferência do Mato Grosso do Sul será dias 29 e 30, quando serão escolhidos os 23 delegados que seguirão para a capital federal no final de junho.

O Pará, que faria sua conferência em março, confirmou sua realização para 30 de abril, 01 e 02 de maio. O Pará tem direito a 33 delegados.

Fonte: SEPPIR

Cidade do Rio de Janeiro adere Fórum Intergovernamental de Promoção da Igualdade Racial

Ministro Edson Santos e Prefeito Eduardo Paes assinarão termo de adesão

Será assinado amanhã (terça-feira, dia 17), às 15h, no Palácio da Cidade (Botafogo) o termo de adesão do município do Rio de Janeiro ao Fórum Intergovernamental de Promoção da Igualdade Racial (FIPIR), estrutura da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR).

Tal adesão é o primeiro ato promovido da Coordenadoria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Rio de Janeiro (CEPPIR/RJ), órgão vinculado à Casa Civil criado pelo Prefeito Eduardo Paes em fevereiro. A CEPPIR/RJ terá a responsabilidade de elaborar e implementar políticas públicas de promoção da igualdade racial na cidade agindo de forma transversal em toda a estrutura governamental.

"A cidade do Rio, com grande população negra, não poderia mais deixar de implementar políticas de inclusão e redução da desigualdade racial. A criação da CEPPIR/ RJ é um grande passo na construção de uma nova sociedade onde todos tenham o mesmo acesso à saúde, à educação e ao mercado de trabalho, por exemplo", comenta o ministro Edson Santos.

Na solenidade desta terça-feira será assinado o termo de adesão ao FIPIR, estrutura que reúne gestores públicos estaduais e municipais de todo o país voltados para a promoção da igualdade racial e conta com cerca de 500 adesões.

O titular da CEPPIR / RJ é o historiador Carlos Alberto Medeiros.
Fonte: SEPPIR

sábado, 14 de março de 2009

Ministérios chegam a consenso sobre o Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial, anunciou ministro durante o lançamento da II CONAPIR

Com presença maciça de representantes do movimento social, foi realizado na manhã da última quinta-feira (12/03), no Palácio do Planalto, o lançamento da II Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (II CONAPIR). A solenidade marcou o início da grande mobilização que precederá a Conferência, que terá uma série de conferências estaduais e plenárias nacionais de povos de etnia cigana, quilombolas, comunidades de terreiros e indígenas. A expectativa é que esses encontros elejam 1.500 delegados à Conferência Nacional, marcada para o período entre os dias 25 e 28 de junho, em Brasília, com o tema “Os avanços, os desafios e as perspectivas da Política Nacional de Promoção da Igualdade Racial”.


O ministro da Igualdade Racial, Edson Santos, aproveitou a solenidade para informar que já existe um consenso entre os ministérios que compõe o Grupo de Trabalho Interministerial que analisa o Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial (PLANAPIR). De acordo com o ministro, o Plano será agora encaminhado à Casa Civil da Presidência da República para avaliação final.


Sobre a II CONAPIR, o ministro disse esperar que o encontro amplie a cooperação entre órgãos e entidades governamentais e não governamentais em torno dos ajustes necessários às políticas de igualdade racial ora em curso. Além de Edson Santos, participaram da mesa do evento o ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, o ministro do Esporte, Orlando Silva, o ministro da Previdência Social, José Pimentel, o presidente da Fundação Cultural Palmares, Zulu Araújo, e a representante dos povos de etnia cigana no Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR), Miriam Stanesko.


Plenárias temáticas – Após o lançamento, cerca de 150 militantes do movimento social de todos o país se reuniram num hotel de Brasília com a direção da SEPPIR. No primeiro momento, o secretário adjunto da Secretaria, Eloi Ferreira, falou sobre a criação do órgão e de sua missão. Na sequência os subsecretários de Comunidades Tradicionais e Ações Afirmativas, Alexandro Reis e Giovanni Harvey, respectivamente, apresentaram breves painéis sobre o trabalho desenvolvido por suas equipes. O subsecretário de Planejamento, Martvs das Chagas, abordou a realização da II CONAPIR e seus preparativos.


Em seguida, os presentes se dividiram em grupos de trabalho sobre temas específicos – Mulheres, Juventude, Comunidades de Terreiro, Quilombolas e Movimento Negro – para debater entre si as principais demandas e questões dos segmentos. No início da noite os participantes voltaram a se reunir em conjunto com a direção da SEPPIR, que ouviu os relatos dos debates. O ministro Edson Santos encerrou a atividade respondendo a algumas questões levantadas, abordando as dificuldades ainda encontradas na implementação de políticas de promoção da igualdade e reforçando o compromisso com a consolidação destas ações enquanto políticas de Estado.
Fonte: SEPPIR

quinta-feira, 12 de março de 2009

Governo e sociedade civil debatem participação brasileira na Conferência das Nações Unidas para a Revisão de Durban

A SEPPIR e os Ministérios das Relações Exteriores promovem nesta sexta-feira (13/03) uma reunião preparatória do Governo brasileiro para a Conferência Mundial das Nações Unidas de Revisão de Durban. A reunião conta com a participação do Comitê Brasileiro da Sociedade Civil, dos ministérios parceiros (SEDH, SPM, FCP, SGP, MRE, SEPPIR), além de representantes das agências da ONU, e está acontecendo no Anexo II do Palácio do Itamaraty.
Entre os objetivos do encontro está a definição de estratégias para a atuação do Governo brasileiro e o mapeamento da participação da sociedade civil na Conferência Mundial. Também estão sendo apresentadas informações sobre a Conferência e seus eventos paralelos, marcados para o período entre os próximos dias 20 e 24 de abril em Genebra, na Suíça.
Na abertura do evento, pela manhã, o embaixador Lindgreen Alves, integrante do Comitê pela Erradicação de Todas as Formas de Discriminação (CERD), argumentou que o Brasil terá que atuar de forma muito firme e articulada em Genebra para evitar retrocessos em relação às determinações de Durban. Segundo o embaixador, os riscos neste sentido foram ampliados com o boicote já anunciados de países como Estados Unidos, Itália, Canadá e Israel, além da islamofobia crescente desde os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. Desta forma, ele defendeu que a delegação brasileira deva ser fortalecida muito mais no aspecto qualitativo do que no quantitativo.
Também presente à abertura, o ministro Edson Santos pediu aos participantes que mantenham o foco na realidade da América Latina. Para ele, outra estratégia adequada seria propor um “enxugamento” do Plano de Ação de Durban, preservando seu espírito, mas tornando-o mais objetivo e pragmático.
Fonte: SEPPIR

Lançada a 2ª Conferência de Igualdade Racial

Brasília - Em meio a roupas coloridas e penteados afro foi lançada hoje (12) a 2ª Conferência de Igualdade Racial, que será realizada entre os dias 25 e 28 de junho com o tema Os avanços, os desafios e as perspectivas da Política Nacional de Promoção da Igualdade Racial.

Antes da etapa nacional serão realizadas conferências estaduais e distritais e também plenárias com comunidades tradicionais de indígenas, ciganos, quilombolas e comunidades de terreiro.

Esses encontros vão discutir os temas que serão levados para a etapa nacional, quando os participantes avaliarão os avanços alcançados desde a primeira conferência, realizada em 2005.

Durante a cerimônia de lançamento, o ministro da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, Edson Santos, disse que a conferência nacional vai provocar discussões “profundas” e mesmo “duras” em alguns momentos que resultarão em avaliação das políticas públicas de promoção da igualdade racial e na identificação de desafios.

O presidente da Fundação Palmares, Zulu Araújo, avalia que desde a primeira conferência houve avanços significativos para o movimento negro. “Temos dados muito concretos e positivos na área de ações afirmativas, na área educacional temos hoje mais de 270 mil jovens afro-descendentes no ensino superior.”

Segundo ele, ainda é preciso consolidar as conquistas alcançadas e discutir formas de tornar mais velozes questões como a regularização fundiária dos quilombolas e na área de saúde para a população negra.

A cigana Miriam Stanescon comemora o espaço conquistado pelo movimento cigano na discussão de políticas de igualdade e diz que o acesso do povo cigano a educação ainda é precário e precisa ser trabalhado no encontro nacional, em junho.

Ela conta que essa dificuldade é provocada pelo preconceito contra as crianças ciganas e pela característica do povo de se mudar com freqüência. “Meu povo saiu da invisibilidade que há tempos somos submetidos, meu povo não tem direito à educação”.

O subsecretário de comunidades tradicionais da Secretaria da Igualdade Racial, Alexandro Reis, afirma que um dos desafios a ser levado para a etapa nacional é a discussão sobre como garantir que as ações de igualdade racial sejam incorporadas pelos estados e municípios.

“Um desafio é transformar as ações que são de governo em ações de Estado. É preciso ter políticas que estejam garantidas em orçamentos não só da União, mas de estados e municípios”.

Ao discursar durante o evento de lançamento da conferência, o ministro do Esporte, Orlando Silva, disse que um país com uma população negra tão numerosa quanto o Brasil deveria ter mais ministros negros. Atualmente são dois os ministros negros, o próprio Silva e o ministro da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, Edson Santos.

Fonte: Agência Brasil

Boletim Informativo da II Conapir - Edição nº 1



Na sua primeira edição, o boletim traz orientações iniciais da II Conapir (Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial) e o histórico da primeira edição da conferência, realizada em julho de 2005.
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Fonte: SEPPIR

Eleição escolherá novos membros do CMCN

Acontece na próxima quarta-feira, dia 18 de março, das 17 às 22hs, a eleição dos novos representantes da sociedade civil no Conselho Municipal da Comunidade Negra (CMCN), para o biênio 2009/2011. A eleição será realizada na sede do Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN), localizado na Rua do Passo, s/n, Pelourinho. Serão escolhidos os 20 representantes de entidades de Salvador, que vão ocupar as vagas destinadas à sociedade civil, no Conselho. As vagas estão distribuídas conforme o segmento representado: educação (duas vagas), saúde (duas vagas), juventude (duas vagas), comunidades tradicionais religiosas afro-brasileiras (seis vagas), mulheres (três vagas), rastafaris (uma vaga), capoeira angola (uma vaga), centrais sindicais (uma vaga), além de mais duas vagas para agrupamentos que agregam outras entidades. Para participar do processo eleitoral as entidades representadas devem encaminhar uma correspondência ao CMCN, até as 17h do dia 17 de março, solicitando a inscrição na assembléia eleitoral e indicação de um representante titular, com o devido suplente. Anexo deve encaminhar ainda, o documento que comprove a existência legal, de no mínimo 1 ano.
Fonte: SEMUR

UNEB realiza Seminário de mulheres negras que marcaram a história

Nos dias 28 e 29 de março, a Universidade do Estado da Bahia (UNEB) através do Centro de Estudos da População Afro-Indo-Americanas (CEPAIA) e o do Centro de Estudos Euclydes da Cunha realizará a 2ª edição do Seminário Troféu Zeferina - Mulheres de Ontem, Hoje e Sempre, como forma de prestar uma homenagem àquelas mulheres que se tornaram personagens históricos na luta pelo respeito à cidadania e a dignidade, marcando consideravelmente as comunidades as quais fizeram parte. No dia 28 haverá na UNEB, um Painel com o tema: A Mulher e suas conquistas históricas além do lançamento do livro, Mulher Negra da Bahia do século XIX.

Já no dia 29 de março, haverá uma apresentação de depoimentos de mulheres negras e indígenas além da entrega do Troféu Zeferina. O encerramento será com a apresentação do Grupo Cultural: Samba Chula e do Ritual Indígena - Fulni-ô - Karirixocó. Além disso, telas, do artista Gigante Negro, sobre a beleza, a força e a religiosidade da mulher negra e indígena, ficarão expostas no local do evento, do dia 5 ao dia 31 de março.

As instituições que desejarem participar do seminário e concorrer ao Prêmio Zeferina deverão efetuar inscrição até o dia 15 de março e esta deverá ser encaminhada via correio para CEPAIA-Troféu Zeferina, Largo do Carmo, nº4, Centro Histórico, CEP 40301-400, Salvador - BA. Na inscrição deverão conter ficha de inscrição devidamente preenchida, incluindo foto da candidata, 03(três) vias de um resumo, de forma clara e precisa, das atividades desenvolvidas pela candidata em prol de sua comunidade.

A comissão julgadora, composta por cinco pessoas, apresentará as candidatas no dia 16 de março e no dia 29 será entregue o Troféu Zeferina, dentro do Seminário Mulheres de Ontem, Hoje e Sempre.

O Troféu Zeferina


O prêmio Zeferina foi criado pelo Diretor do Cepaia, Vilson Caetano de Souza Júnior e pelo artista plástico Jaime Sodré e confeccionado por Gilmar Tavares com o intuito de reafirmar o compromisso da UNEB com relação a questão étnica na sociedade baiana. O troféu é a representação de um útero através de 2 sementes que sustentam a figura de uma mulher na forma de peixe.

O nome do troféu foi colocado em homenagem a Zeferina, mulher negra que no ano de 1826, comandou o quilombo do Urubu, que se localizava numa área que corresponde hoje ao Parque São Bartolomeu até as proximidades do bairro do Cabula.


Mais Informações:
cepaiauneb@gmail.com

Fonte: SEMUR


Salvador: 14, 15 e 16/04/2009 - II Conferência Municipal de Politícas de Promoção da Igualdade Racial


Será realizada no Centro de Convencões a II Conferência Municipal de Politícas de Promoção da Igualdade Racial. Aguardem a divulgação das datas das mine plenárias e os critérios para participação na condição de delegado.

Fonte: SEMUR

CEN/PB realiza reunião de fundação oficial


Ata da reunião de composição do pré-grupo do Coletivo de Entidades Negras – CEN na cidade de João Pessoa / Paraíba em onze de março de 2009 no bairro do Valentina. A reunião foi presidida por Paulo Roberto Nóbrega de Araújo e secretariada por Andréa Tereza França da Silva contando com as presenças de Josiete Silva de Lima Boa Vista, Andréa Tereza França da Silva, Leonardo Rocha Paiva, Wendell Cabral da Silva, Wellington Pereira da Fonseca, Suleya de Medeiros Batista Pereira e Paulo Roberto Nóbrega de Araújo, não compareceu por motivos se força maior a Senhora Lucia de Fátima Ferreira Santos. A presente reunião teve como ponto central pauta a criação do pré-grupo de Coletivo de Entidades Negras – CEN ficou decidido que após três reuniões realizadas, sendo as duas primeiras na comunidade da Citex no bairro do Geisel e a terceira no bairro do Valentina onde foi apresentada todas as características e metodologias de trabalho da Entidade supracitada que a partir daquele momento ficava instituído o pré-grupo do Coletivo de Entidades Negras onde todos os integrantes procurariam agir de acordo com o regimento interno e o estatuto nacional da Entidade, esperando a oficialização do referido grupo com o referendo da Coordenação nacional. Nada mais a tratar, a presente ata foi lavrada por mim, Paulo Roberto Nóbrega de Araújo, a mesma foi assinada por todos os presentes acima nomeados e referenciados.

Wellington Pereira da Fonseca

Andréa Tereza França da Silva

Suleya de Medeiros Batista Pereira

Paulo Roberto Nóbrega de Araújo

Wendell Cabral da Silva

Josiete Silva de Lima Boa Vista

Lucia de Fátima Ferreira Santos

Leonardo Rocha Paiva

quarta-feira, 11 de março de 2009

II Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial será lançada no Palácio do Planalto

A II Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (II CONAPIR) será lançada na próxima quinta-feira (12/03), a partir das 10h, em cerimônia no Salão Oeste do Palácio do Planalto. A solenidade vai marcar o início da grande mobilização que precederá a Conferência. Na ocasião serão distribuídos exemplares do Caderno de Subsídios, produzido pela SEPPIR, e do Regimento Interno da II CONAPIR. Os documentos são fundamentais para a realização das conferências estaduais e regionais responsáveis pela eleição dos delegados à Conferência Nacional, que acontecerá entre os dias 25 e 28 de junho, em Brasília.

Estas publicações estão disponíveis na página da SEPPIR na internet. Para visualizar clique no banner da II CONAPIR.

Após o lançamento, ainda na quinta-feira, serão realizados, num hotel de brasília, encontros setoriais com representações nacionais de quilombolas, mulheres, juventude e religiosos de matrizes africanas.

Conferência – A II CONAPIR será uma oportunidade para ampliar o diálogo e a cooperação entre órgãos e entidades governamentais e não governamentais de promoção da igualdade racial, na qual deverão ser apontados possíveis ajustes nas políticas de igualdade ora em curso, e fortalecidas as relações das mesmas com as políticas sociais e econômicas em vigor. A expectativa é que participem mais de mil e quinhentos delegados.
Fonte: SEPPIR

terça-feira, 10 de março de 2009

Cotas Raciais: Por que sim?



A cartilha do IBASE chega à 3ª. edição!

A cartilha“Cotas raciais – Por que sim?”, de Cristina Lopes, acaba de ganhar uma 3ª. edição. Tão bonitinho quanto importante, oportuno e confortável, a cartilha (formato 10 x 13 cm., vejam acima), com edição de Rafael César, é uma publicação do IBASE. Inclusive, nessa edição da cartilha o "CEN" - Coletivo de Entidades Negras aparece enquanto referência na seção "Para saber mais", que lista uma série de websites na qual o/a leitor/a pode obter mais informações sobre temas caros à população afro-brasileira. (Cris, a equipe CEN Brasil Comunicação agradece! Ficamos realmente felizes com a novidade!)
Quem quiser obter a publicação, que é distribuída gratuitamente, basta enviar email para crislopes@ibase.br informando endereço de correspondência, um parágrafo dizendo que atividades pretende realizar e onde (pré vestibular, escola municipal...) e a quantidade desejada que o IBASE atenderá conforme a possibilidade.

Mapeamento de terreiros será estendido a Belo Horizonte, Porto Alegre, Belém e Recife

Uma parceria entre a SEPPIR, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e a UNESCO vai possibilitar o mapeamento das casas de religiões de matrizes africanas nas cidades de Belém, Belo Horizonte, Porto Alegre e Recife. O mapeamento faz parte do Programa Terreiros do Brasil, desenvolvido pelo Governo Federal, e seguirá as diretrizes do projeto-piloto que teve início em agosto do ano passado no Rio de Janeiro, realizado através de uma parceria entre a SEPPIR, a PUC-RJ e lideranças religiosas de Umbanda e Candomblé no estado.

O levantamento e o conhecimento geográfico dessas comunidades na perspectiva socioeconômica, cultural e de segurança alimentar deverá ser concluído no período de sete meses. Os dados vão permitir que os programas e ações do Governo Federal voltadas à inclusão social possuam recortes específicos relacionados a estas comunidades tradicionais.

"As comunidades tradicionais de terreiros são espaços que vão muito além do quesito religião. Contribuem também para o efetivo desenvolvimento local, tanto na preservação da cultura tradicional quanto no desenvolvimento de projetos sociais que envolvam o entorno e a comunidade geograficamente constituída", justificou o ministro da Igualdade Racial, Edson Santos.

Cestas - No campo da segurança alimentar, as casas de religiões de matrizes africanas já são beneficiadas com a distribuição de cestas alimentares graças a uma parceria entre a SEPPIR e o MDS. Em 2008, 58.800 famílias de 700 comunidades foram atendidas em Alagoas, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Pará, Rio Grande do Sul, Goiás, Maranhão, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Sergipe, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Ceará, Mato Grosso e Paraíba. A meta para 2009, de acordo com o consultor da subsecretaria de Políticas para Comunidades Tradicionais (SubCom) da SEPPIR, Nilo Sérgio Nogueira, é a distribuição das cestas em 1.196 comunidades de terreiros. Nogueira destaca ainda que a parceria SEPPIR/ MDS vai proporcionar também este ano a construção de oito cozinhas comunitárias em terreiros.

Mais informações
Comunicação Social da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial

Presidência da República
Esplanada dos Ministérios, Bloco A, 9º andar - 70.054-906 - Brasília (DF)
Telefone: (61) 3411-3696/ 3659/ 4977


Fonte: Ìrohìn

segunda-feira, 9 de março de 2009

MPF processa Record e Gazeta por ofender religiões afro

O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo ajuizou ontem uma ação civil pública, com pedido de liminar, para que as emissoras de televisão Record e Gazeta não exibam mais programas que ofendam as religiões de matriz africana. Caso as emissoras descumpram a decisão judicial, o MPF quer que seja aplicada multa diária de R$ 10 mil.

A Procuradora Regional dos Direitos do Cidadão, Adriana da Silva Fernandes, autora da ação, verificou que programas veiculados pelas duas emissoras utilizam palavras ofensivas contra as religiões de matriz africana, como "encosto", "demônios", "espíritos imundos", "feitiçaria", entre outras, e sempre intercalando-as com o vocábulo "macumba".

Ao final da ação, o MPF pede que a Record e a Gazeta sejam condenadas à pagar, respectivamente, indenização por danos morais coletivos de R$ 13.600.000,00 e R$ 2.424.300,00, correspondente a 1% do faturamento das emissoras, a ser revertido para o Fundo de Defesa dos Direitos Difusos. Na ação, o MPF ainda destacou que a liberdade de comunicação não é absoluta, devendo estar em compasso com outros direitos e princípios inseridos na Constituição Federal, como, por exemplo, o "respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família".

Em abril de 2008, o Ministério das Comunicações já havia aplicado multa de R$ 1.012,32 para as duas emissoras por ofensas as religiões afro o que, segundo a Procuradora, não foi suficiente para cessar as discriminações praticadas.
Fonte: Ìrohìn

domingo, 8 de março de 2009

I Jornada de Educação para a Igualdade Racial

Clique na imagem para ampliar

Maiores informações: http://seessarua.org.br/jornada.htm

Fonte: Recebido por e-mail

Dissidentes da Educafro lançam nova entidade em SP

S. Paulo – O grupo de jovens ativistas ex-integrantes da direção política da EDUCAFRO, a maior rede de Cursinhos Pré-Vestibulares para negros e carentes, que no mês passado rompeu com o Frei David Raimundo dos Santos, seu fundador e diretor executivo, saiu nesta quinta-feira (05/03) às ruas de S. Paulo em uma manifestação que marcou o nascimento de uma nova entidade – a UNEAFRO - União de Núcleos de Educação Popular para Negros e Classe Trabalhadora.

O grupo, formado por cerca de 100 manifestantes ocupou por alguns minutos as dependências da Faculdade de Medicina da USP, na Avenida Dr. Arnaldo, e depois seguiu até o Vão do MASP, na Avenida Paulista, onde o protesto foi encerrado no início da noite com discursos das lideranças.

Na Faculdade manifestantes picharam o chão do estacionamento com palavras de ordem contra o racismo e estenderam bandeiras à entrada da escola, que foi recentemente reformada. No caminho, os manifestantes chegaram a bloquear a Avenida Dr. Arnaldo por alguns minutos.

Segundo os dirigentes da entidade recém criada – Douglas Belchior, Heber Fagundes e Clayton Borges – que ocupavam, respectivamente, a coordenação geral, política e jurídica da EDUCAFRO, a nova entidade nasce com 42 núcleos. A maior parte desses núcleos é constituída por Cursinhos Pré-Vestibulares, mas também há grupos teatrais e esportivos.

Rompimento

O rompimento com o Frei David foi tornado público por meio de Carta Aberta em que os ex-dirigentes da EDUCAFRO disseram não concordar com os métodos e o modelo de gestão impostos pelo religioso. Segundo os dissidentes, o Frei “além de inquestionáveis talentos e liderança carrega vícios como a centralização, o apego à hierarquia nas relações, e visão de que a democracia e os embates de idéias causam os conflitos e divisões de poder”.

Num primeiro momento, Frei David reagiu com desdém ao anúncio da saída da direção política da EDUCAFRO. “Estou priorizando outros assuntos”, respondeu lacônico à Afropress. Depois do protesto, porém, procurado por veículos da grande mídia, preferiu não passar recibo. "A cada meia hora tem alguém da esquerda brigando com outro para arranjar o seu espaço. Eu acho que a criação de uma entidade é algo positivo desde que seja para atender a uma demanda da sociedade e é algo negativo se for para saciar o ego de alguém", afirmou. "Torço para que dê certo”, concluiu.

Igreja

A Educafro é uma entidade ligada ao Sefras – Serviço Francisco de Solidariedade, Departamento da Província da Imaculada Conceição do Brasil, organismo da Igreja Católica. Criada há 11 anos, mantinha, até o surgimento da dissidência, só em S. Paulo, 184 Núcleos de Base, sendo 100 deles na Capital e região metropolitana e outros 84 em cidades do interior de S. Paulo.

Também há Núcleos no Rio e em Minas não vinculados a sede central, que fica na Rua Riachuelo, em S. Paulo. O principal elo que mantém a maioria dos membros da entidade, são as Bolsas de Estudos, distribuídas pela sede e conseguidas junto às instituições de ensino privadas.

Segundo se calcula, cerca de 7 mil estudantes já foram contemplados com essas bolsas, sendo que 5 mil estudantes já formados e mais 2 mil cursando vários cursos. Além das Bolsas, a EDUCAFRO manteve nos últimos anos uma forte corrente de ativistas responsável por mobilizações que ganharam espaço no Congresso e na mídia, a maioria dos quais passou a integrar a nova entidade.

A proposta da UNEAFRO, segundo seus dirigentes, é discutir políticas afirmativas, como as cotas raciais e ampliar a inserção dos negros na sociedade por meio da Educação.
Fonte: Afropress

Seppir ignora Congresso de Negros

Brasília – Quatro anos depois da primeira, a Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) ligada à Presidência da República, está convocando a II Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, que pretende ampliar o diálogo e a cooperação entre órgãos e entidades governamentais e não governamentais de promoção da igualdade racial, prevista para acontecer entre os dias 25 e 28 de junho deste ano.

A convocação da II Conferência está sendo vista por alguns setores do Movimento Negro, como uma pá de cal na proposta do Congresso de Negros e Negras do Brasil, o CONNEB, lançado no início de 2007 e que chega a 2009 sem conseguir sequer resolver as divergências entre as entidades que o convocaram divididas por disputas partidárias e de espaço entre as lideranças que o reivindicam.

O lançamento da II Conferência acontecerá em solenidade marcada para a próxima quinta-feira (12/03), em cerimônia prevista para o Salão Oeste do Palácio do Planalto. Segundo o ministro chefe da Seppir, deputado Edson Santos, do PT carioca, a solenidade marcará o início da mobilização que precederá a Conferência.

II CONAPIR

Durante a solenidade serão distribuídos exemplares do Caderno de Subsídios, produzidos pela Seppir, e do Regimento Interno da II CONAPIR, que servirão como subsídio a realização das Conferências estaduais e regionais que elegerão delegados à Conferência Nacional prevista para para acontecer entre os dias 25 e 28 de junho, em Brasília.

Após o lançamento, ainda na quinta-feira, serão realizados encontros setoriais com representações nacionais de quilombolas, mulheres, juventude e religiosos de matrizes africanas.

A II CONAPIR será uma oportunidade para ampliar o diálogo e a cooperação entre órgãos e entidades governamentais e não governamentais de promoção da igualdade racial, na qual deverão ser apontados possíveis ajustes nas políticas de igualdade ora em curso, e fortalecidas as relações das mesmas com as políticas sociais e econômicas em vigor. A expectativa é que participem mais de mil e quinhentos delegados.
Fonte: Afropress

Agressão contra mulheres

Mulher negra: sua sexualidades e seus mitos.


Ser Mulher Negra
Se a auto-estima começa na cabeça, a canção de Lamartine Babo e irmãos Valença, em dezembro de 1931, já confirmava : " O teu cabelo não nega mulata, porque és mulata na cor...".
O cabelo duro, de pico, de bombril e de tantos outros adjetivos tem ao longo dos tempos marcado a geração de nossa negritude.
O racismo e o preconceito de cor para a população negra no Brasil se originam no cativeiro a que essa população foi submetida. A herança desse cativeiro atravessa nossos dias com padrões e normas de uma sociedade branca, cheia de tabus e de preconceitos, onde cada um desempenha um papel submetido a modelos construídos por essa sociedade.
As formas que os negros encontraram para infringir as normas estabelecidas pelo branco resultaram em nossa sobrevivência, pois os quatrocentos anos de escravidão foram caracterizados por embates permanentes na luta pela vida.
E é essa luta que, embora oficialmente a escravidão já tenha acabado há mais de um século, permanece na ordem do dia.
Nossa luta hoje por emprego, saúde,moradia, educação, é a luta pelo direito da cidadania, o direito de termos um corpo e termos total liberdade e autonomia sobre esse corpo.
A consciência de um corpo com vontade e desejos é a busca da própria vida, da vida que mulheres e homens vêm buscando, da vida que os negros vêm sonhando. As diferentes escalas sociais buscam mudanças nos seus relacionamentos afetivos, mudanças essas que passam pela busca de um novo sexo, de um novo amor e, sobretudo, de uma nova forma de amar.
A participação de mulheres nos partidos, sindicatos, movimentos de bairro, associações de mães, movimentos negros e grupos feministas, além de inúmeros outros movimentos organizados, vem contribuindo de forma decisiva na formação da mulher, onde ela atua como ser pensante, buscando , decidindo e contribuindo nos mais diferentes espaços.
"Na militância descobri que tinha, e que podia ser mulher"(A.V.L., negra, 27 anos, professora, solteira).
"Foi militando que descobri minha força, descobri a mulher que existia dentro de mim"(E.C.L., negra, 44 anos, enfermeira, casada).
Achava aquele povo do sindicato um porre, até que um dia fui e não saí mais, hoje sei o quanto eu era alienada. Agora ninguém mais me segura! "(C.M.L., negra, 32 anos, operária têxtil).

A MULHER NEGRA E A ESTRUTURA FAMILIAR
O modelo de família patriarcal, onde a soberania do homem, pai, passa inclusive por escolher o parceiro para a mulher, não foi igualmente usado nas senzalas, ainda que como escrava , a negra, como qualquer outra "peça", atendesse às vontades do senhor de escravo. Nas senzalas, o número reduzido de escravas mulheres, permitia a elas a escolha de seu ou seus parceiros, ainda que proporcionando inconvenientes que não trataremos aqui.
Sonia Maria Giocomini, em seu livro Mulher e Escrava, descreve que "Era o senhor que decidia sobre a possibilidade e qualidade da relação entre homem e mulher escrava, sobre se haveria ou não vida familiar, se casados ou concubinados seriam ou não separados, se conviveriam com os filhos e onde, como e em que condição morariam... "(p.37).
Essas condições deixam claro que o modelo da estrutura familiar branca não foi o mesmo das possíveis famílias negras durante a escravidão.
No entanto, pensar a família e sua estrutura nos dias atuais é perceber claramente inúmeros traços da família padrão, onde a família, a escola, a igreja e a sociedade, em geral, desde cedo, dirigem a educação da mulher para que essa seja submissa, insegura, dócil, para que seja boa filha, boa esposa e boa mãe. Feito isso, a mulher terá cumprido seu papel, ocupando o seu mundo doméstico, o seu mundo de solidão.

A SOLIDÃO DA MULHER NEGRA
A solidão de muitas mulheres e em especial das mulheres negras tem sido responsável por inúmeras uniões inexplicáveis, ou pelo menos, difíceis de serem entendidas.
"— Meu marido é um intelectual, não vende sua mão-de-obra para nenhum patrão capitalista. E eu trabalho 8 horas por dia, sustentando a casa e, quando chego, faço as tarefas do lar" (M.C.V., negra, 39 anos, assistente social, concubinada).
" — Eu estico meu cabelo, para não espetar as mãos do meu marido... ele gosta assim lisinho" (V.L., mulata, vendedora ambulante, casada).
" — Eu zelo pela harmonia do meu lar. Quando ele chega em casa, faço tudo para agradá-lo" (S.R.P., negra, 44 anos, costureira, casada).

VIOLÊNCIA X SILÊNCIO
Diariamente agressões, estrupos e mortes são cometidos contra mulheres e, na maioria das vezes, não há denúncia e não há punições para os culpados. Em nome da moral, do ciúme e do poder do macho, a violência acaba fazendo parte do cotidiano que é encarado de forma natural, uma vez que a visão de superioridade dos homens é estimulada desde a mais tenra idade.
Conquistar e manter um homen é o maior triunfo, depois da maternidade, que a sociedade atribui à mulher, e neste cenário de métodos e normas surge o medo e a insegurança.
Na tentativa de mudarmos as regras, muitas vezes nos transformamos nas mais ardentes e gostosas das criaturas, outras vezes, essa tentativa faz de nós, mulheres tímidas e cabisbaixas. Outras vezes, ainda, essa tentativa nos transforma em mulheres nada atraentes.
Seja como for, o medo da solidão aparece de forma tão subjetiva que somente uma mudança radical em nossa sociedade mudará por completo nossos comportamentos. A mudança na educação, em especial a mudança na educação de nossas crianças através da participação de mulheres e homens, fará possível uma efetiva e eficaz mudança em nossa sociedade e em nós mesmas.
Qualquer tentativa de mudança que não passar pela efetiva tomada de consciência de se tornar mulher, será apenas mais uma forma de justificar o uso e abuso de nossos corpos.
" ... Quando ele quer trepar e eu não, ele me pega à força. Agora não ligo mais, abro as pernas e deixo ele meter. Às vezes, finjo que gosto e ele fica mais calmo " (S.A., morena / preta, 26 anos, dona-de-casa, concubinada).
" Meu problema é que ele tem ejaculação precoce desde que casamos. Eu fico excitada, mas nunca consigo gozar" (R.C.M., negra, 32 anos, professora de geografia, casada).
" Não gosto muito de sexo, mas acho que eu sou a mulher e ele o homem. Como ele tem muita ' pressão', sempre lhe sirvo quando ele me procura" (F.M.S., 52 anos, servente, casada).

SEXO, NORMAS E TRANSGRESSÕES
A falsa moral normatiza para a sociedade um padrão a ser seguido: os casamentos heterossexuais, monogâmicos e, de preferência, que o homem traga para esse casamento experiências, são sem dúvida os mais desejados. Nessa sociedade, de normas e fragmentos, nossos corpos também são partes. Temos cabeça, membros e tronco. É como se fossem partes inteiramente separadas, nada está ligado a nada. Não é somente a medicina que trata as partes do corpo de forma isolada, mas a constituição da sociedade em geral é responsável pela fragmentação do corpo.Desta maneira, o corpo não é visto de forma completa. Ele é subdividido em partes. A sexualidade se resume em Orgãos reprodutores e, quando muito, se amplia para as zonas erógenas.
Quando atingimos a plenitude da descoberta, e do amadurecimento, nos tornamos pessoas mais felizes. Assim, descobrimos nossos corpos com tesão. Somos capazes de ser as melhores parceiras, pois nossos desejos são frutos de toda evolução, são frutos da harmonia que estamos vivendo.
A sexualidade da mulher não se revela de forma isolada. Há um conjuntos de fatores responsáveis por essa descoberta, dos quais o principal é a auto-estima.
"Posso estar cansada como for, mas quando meu nêgo me olha o mundo fica cor-de-rosa"(L.N., negra, 43 anos, servente, casada).
"Gosto de seduzir meus homens; gosto que eles se sintam o máximo, e eu também me sinto o máximo"(S.B.S., negra, 30 anos, historiadora, solteira).
"Tenho uma parceira fixa. Nunca amei um homem como amo essa mulher. Ela me complementa. Temos sempre orgasmos múltiplos"(C.S.R. , negra, 27 anos, artista plástica, solteira).
O sentimento que desperta em nós quando atingimos a capacidade de amar e ser amadas é tão forte que conseguimos projetá-lo em nossos olhos, em nossos poros; amar é um sentimento de dentro para fora e só amamos alguém quando amamos a nós mesmos. A difícil tarefa de amar o próximo está na dificuldade de amarmos a nós mesmos e aí novamente vem aquela estorinha de solidão e isolamento a que somos submetidas. DESCOBRIR-SE NEGRO
Com certeza, nossos filhos e filhas estão tendo maiores oportunidades que nós, ainda que na televisão tenhamos a Xuxa e suas Xuxetes, totalmente loiras ou amareladas, que os comerciais mais bacanas (já temos exceções) exibem. Sempre crianças e ou/ adultos brancos. As poucas negras das novelas são empregadas domésticas ou ocupam funções subalternas. Ainda assim, temos levado a nossos filhos e filhas a mensagem da importância de sermos negros, importância de nos amarmos e nos respeitarmos como negros.
Quem de nós não se sentiu agredido quando o colega chamou de macaco, tiziu, saci, bombril, pico, mussum? ... Quem de nós não reagiu com violência ou se sentiu intimidado quando fez alguma coisa errada e foi chamado de "preto burro "ou "preto sei lá das quantas".
Tudo isso é acrescentado à nossa sexualidade, à nossa formação e à nossa auto-estima. Crescemos tentando "driblar" o preconceito e a discriminação. Quando percebemos que nossa sexualidade não pode ser vista de forma alienada, notamos o nosso amadurecimento. Sentimos a sexualidade de ser mulher e conseguimos dividir essas descobertas com nossos filhos e filhas.
Como mulheres negras, não temos nossa sexualidade mais ou menos avantajada que outras cores e/ou raças, pois nossa sexualidade é nosso corpo e nossa alma.
É essa interação que levamos para a cama ( e não necessariamente a cama...) a plenitude de sermos mulheres, mulheres negras, mulheres.

A REALIDADE DE SER MULHER MEGRA
Em nossa pesquisa, entrevistamos um total de 85 mulheres negras. E a cada uma foi perguntado sobre sua cor, idade, profissão, de como é ser mulher e inúmeras perguntas sobre sua sexualidade, sobre o dia-a-dia. Dessas mulheres, 56 são casadas ou concubinadas e indagadas sobre o motivo que as levaram a casar-se, 37 responderam que casaram por amor, nove porque estavam grávidas, quatro para mudar de vida, três não sabiam o motivo, duas porque precisavam, e uma por dinheiro. No primeiro momento, falando sobre o casamento, nenhuma falava sobre o medo ou a solidão propriamente dita. Porém, no decorrer da entrevista, houve choros e justificativas para explicar a superação da solidão. Lavar, cozinhar, passar, esperar o marido, essa mulher estereotipada vem ficando para trás. É notório que essas mulheres, de um jeito ou de outro, vêm reivindicando e lutando pelo controle de seus corpos, sobre sua sexualidade. Essas mulheres fazem parte da mão-de-obra reprodutora. Ainda que ganhando menos que os homens, elas produzem no mundo 2/3 do trabalho da humanidade. Essas mulheres são "chefes" de família e como tal têm em seu cotidiano duas ou mais jornadas de trabalho, E, no entanto, a elas cabem as piores posições nas estatísticas produzidas pelo sistema...
Essas mulheres, como outras, querem assumir seu cabelo "duro, pixaim"; querem ocupar seus lugares na mídia, nas câmaras, nas escolas, nas assembléias, nas universidades, nos palácios e em todo e qualquer lugar ainda hoje reservado ao poder branco.
É necessário abreviarmos a distância que nos separa do momento de ocupar esses espaços. Estamos juntas, fazendo nossa parte e, ao resgatarmos nossa auto-estima, caminhamos nessa direção a passos largos, caminhamos rumo à democracia, caminhamos para a busca de nossa cidadania.
Poderíamos até nos questionar se nossos cabelos têm algo a ver com nossa cidadania. E mais uma vez, ao entendermos o cidadão como uma mulher, como um homem completo, entendemos que o hábito de mudar nossos cabelos é um verdadeiro flagelo que nos impomos para atingir um padrão estético que insiste em se afastar de nós.
"Quando tinha doze anos, trabalhava na casa de uma família com quatro filhos. Todas as noites, um deles vinha no meu quarto ( o mais velho, acho que tinha 16 a 18 anos ). Ele era muito estúpido. O do meio me dizia que eu seria uma piranha, pois era muito gostosa..."(A.P.C., morena, 30 anos, prostituta, concubinada).
"Ele, o filho da puta que me comeu, me dizia que era muito boa. Quando fiquei grávida, me deu um pontapé no traseiro e eu fiquei na rua da amargura" (V.C.A., negra, 23 anos, dançarina da noite, solteira).
"Eu não me lembro se algum dia ele perquntou se eu gostei ou não. Quando ele quer fazer, ele me diz para eu me virar e depois dorme" ( E. M.S., negra, 47 anos, lavadeira, casada).

O SEXO QUE TEMOS E O SEXO QUE DESCOBRIMOS
O sentir, o tocar, o perceber, o nascer, o se tornar mulher, assim como sentir, tocar, perceber, nascer e se tornar negro é, sem dúvida, a maior plenitude do ser humano. Ao tomarmos consciência de nossa sexualidade, descobrimos o universo, sentimos nossa negritude, tocamos em nossa beleza.
"Acordo às cinco e dez da manhã. Preparo as marmitas, lavo um pouco de roupa, chamo as crianças e coloco todo mundo para a creche. Dou duro o dia inteiro, mas à noite estou sempre pronta...O sexo ajuda a gente a relaxar" (C.A.O., escura, 38 anos, faxineira, casada).
"Quando finalmente descobri minha sexualidade, disse a mim mesmo "agora posso morrer feliz'"(C.Z.P., 27 anos, artista de teatro, solteira).
"Achava que sexo nunca passava de papai e mamãe. Quando transei com ... vi o céu cheio de estrelinhas. Agora sexo para nós é tão importante quanto comer e beber" (G.N., 37 anos, assistente social, solteira).
A preparação e o amadurecimento que necessitamos para nos tornarmos mulher não é o mesmo observado nos homens.
"A composição hormonal do homem, que é diferente da composição hormonal da mulher, permite a eles descarregarem no sexo toda a tensão do dia-a-dia... Há homens que necessitam fazer sexo quando estão muito tensos. No entanto, dificilmente uma mulher consegue a mesma proeza. Ela necessita estar muito bem com ela e com o mundo..."( A.C.O., negra, 36 anos, ginecologista, casada).
"O sexo que faço à noite é resultado de comum acordo, de como meu companheiro me beija, do até logo que damos um ao outro quando partimos para o trabalho"(A.C., negra, 24 anos, advogada, concubinada).
"Sexo para mim é toda a energia que nos envolve durante o dia e até a que nos envolve à noite"(G.A., mulata, 22 anos, costureira, concubinada).
Quando buscamos nossa sexualidade, encontramos um caminho sem volta: é um caminho de continuidades. A sexualidade da mulher, a sexualidade da mulher negra tem que ser a sexualidade do universo, sem mitos , sem culpas, sem medos. O universo branco, vermelho, amarelo, negro pode e deve ser o universo de cada um de nós, onde todos, mulheres, homens, negros e brancos, possamos assumir nossas belezas, nossas fraquezas, nossas fragilidades e, acima de tudo, descobrir nossa competência e nossa plenitude.

Edileuza Penha de Souza


Fonte:
Fundação Joaquim Nabuco

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