segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Balaio de Idéias: Entre o passado e o futuro


Somos um rosto com identidades multi-facetadas, algumas faces aparentemente mais visíveis que outras. E isso nos levou a uma busca frenética por modelos filosóficos e jurídicos, com forte apelo etnocêntrico, como a salvação do mesmo e da negação do outro, ou a sublimação do outro no eu, o que acarretou a hibridez física e a hegemonia ideológica e material no Brasil.
O movimento negro baiano tem se reunido para vários motivos e interesses. Uma nova etapa tem surgido, sem que saibamos ao certo se isso tudo é fruto do que se pretendeu no passado ou se é um desvio programático do que se pretendia para o futuro. No entanto, é preciso lembrar que somos cria de nosso tempo e não apresentamos apenas dados e reclamamos utopias. A ocupação de espaços já é uma realidade presente. Mas, paradoxalmente, a ausência de espaços parece existir para nos lembrar de um passado que nos remete a uma luta incansável.
O Novembro Negro é um lugar de presença, não de utopia. A utopia é um não lugar. Os africanos não nos legaram a utopia. A presença é fundada num passado que se constrói em espirais que se reinventam como futuro. O futuro nasce de lutas que se afirmam na existência do aqui e agora. Esta é uma passagem que nos ajuda na afirmação como diferentes e que se projeta na luta pela igualdade.
O esforço de parte expressiva da inteligência brasileira tem sido no sentido de provar a generosidade do colonizador e a inferioridade, ou o atraso, dos povos colonizados e escravizados. Enquanto isso, uma nova narrativa histórica surge dos movimentos sociais negros. A segregação material e simbólica desses segmentos da população brasileira acusa uma invisibilidade construída à luz de uma doutrina de simulação do mesmo em relação ao outro.
A formação do pensamento no Brasil serviu a propósitos colonizatórios e a criação autoritária do Estado português logrou uma deliberada conformação societária composta de negros e indígenas enquanto “coletivo humano inferior”, segundo Kabenguele Munanga . Valem ser destacadas, algumas práticas sociais projetadas negativamente e criminalizadas pelo poder de Estado, a partir dos processos estruturantes da colonização, da escravidão e do racismo institucionalizado. Mesmo assim, o ideário da identidade negra perpetua-se enquanto projeto de poder e resiste baseado nos valores de igualdade dentro da racionalidade moderna e até mesmo de identidade numa perspectiva pluralista de justiça.
O outro nunca existiu como eu mesmo para o eu eurocêntrico. O outro é uma invenção do eu próprio. E este “eu” reificado funda a nacionalidade e a brasilidade. Mas, só serei reconhecidamente o outro radical se me assumir enquanto eu em minha integralidade onto-social, dirá Husserl. Essa tradição filosófica e jurídica se assenta fielmente ao modelo europeu de vida social e de organização estatal de uma mesmidade com atributos padronizados de cor, sexo e origem. É desse modo que se configura nosso ethos original – a cidadania é negra e indígena nos momentos de afirmação cultural, mas nossa cidadania é perversamente européia e branca nos momentos de afirmação da cidadania através dos mecanismos de obtenção e exercício dos direitos, oportunidades e condições de vida.
O espectro do estado democrático de direito, do qual o Brasil é corolário, encontra graves contradições em sua pretensão democrática e identitária. Enquanto isso, Tais Araújo, que protagoniza uma personagem negra da novela das oito, apanha, confirmando a desconfiança de muitos de qual é o lugar da mulher negra na teledramaturgia brasileira. Temos muito a fazer: reconstruirmos nosso próprio sonho até que velhas narrativas sejam recontadas para que os novembros não mais existam e tenhamos o ano todo!

Sérgio São Bernardo é advogado do CEN, professor da Uneb, presidente do Instituto Pedra de Raio

Fórum de Religiosidade de Matriz Africana do Rio de Janeiro Izo Lebe vem convocar sua reunião.



Data: 08/12/09
Horário: 18 h
Local: Centro Cultural José Bonifácio - Rua Pedro Ernesto, Gamboa


Pauta:

Atualização cadastral dos membros do Fórum
Informes dos desdobramentos das deliberações da Plenária da I Caminhada Nacional
Informes da organização do Fórum Nacional
"Encontro Estadual do Fórum de Religiosidade de Matriz Africana"

Solicitamos que as pessoas que efetivaram preenchimento da ficha de levantamento de dados cadastrais, apresente nesta reunião. É relevante seu preenchimento para que se mantenha contato. Nos comprometemos a usar os dados estritamente para informar e convocar sobre o Fórum.

Comitê Mobilizador do Fórum de Religiosidade de Matriz Africana do Rio de Janeiro Izo Lebe

domingo, 29 de novembro de 2009

A dor que sinto (poesia para outra vida)

A dor que sinto
Não é dor física
Que se cura com remédio, paciência e tempo.

A dor é de vazio,
De não mais a ter.

É dor de ter perdido o trem estando na estação
De não se ter mais remédio.

É dor daquelas de se arrancar pedaço
Estando todo inteiro
E não se saber o que fazer.
Não se ter para onde ir,
Onde ficar,
Como sumir ou se esconder.

A dor que sinto,
É dor de amor!
Do abandono irreparável
Do desencontro inconciliável
Da chamada que não foi atendida e que não poderá mais ser retornada.

A dor é de não te ter mais,
Sem seus conselhos,
Seus remédios,
Teus carinhos,
Cuidados
De mãe.
Minha Mãe Ana Laura.

A dor é da perda,
Da angústia impregnada na alma gemendo de dor.

Vai minha velha,
Vai com Sultão pelas matas,
Programaste tudo mas não me falaste.
Foi rio desaguando caudalosamente,
Estrada imensa
Com este embalo desmesurado chamado Ogum.

Segue minha mãe para o Orum,
E que minhas lágrimas,
Sejam as águas a lavar o caminho,
Como lavou minhas feridas,
E limpou minha alma.

Cada ebó ensinado,
As cadeiras,
Os amores,
Cada pedaço de nome que aprendi contigo.
Deste Axé que tive medo e calmamente foi me ensinando a decifrá-lo.

Mina Iyá.
Mina Mãe,
Minha Ebomy,
Zeladora da minha frágil saúde e acolhedora das minhas dores.

Sempre acreditei que a teria ali,
Naquele cantinho do Axé,
No seu quarto humilde,
Para mais um conselho,
Mais uma palavra,
Mais um pedaço.

Hoje fui catar as moedas,
Fui cantar para Yansã,
Fui encaminhar-te para Olorum.

Como sempre na frente,
Silenciosa por cuidar de nós.
Tranqüila em cada dor,
A preparar o pade da nossa Caminhada.
A pomba branca na mão.
Na capa do jornal
Pedindo por nós, abrindo os caminhos.
Ogunhe!

Daqui a pouco tem a festa de Sultão das Matas,
De Nana,
De Oyá,
De Ogum,
De Oxumaré!

Como sempre a dulcíssima fez,
Foi dormir e já partiu na frente.
Na calada da noite.
Com a certeza da justiça.
O verdadeiro sono dos justos.

Na ansiedade de ir logo para a festa nas matas,
Sonhou de ir ficando por lá.
E nós, sem entender o plano ficamos aqui.

Organizando o domingo.
A festa.
A apoteose de Sultão das Matas

Daqui a pouco,
No dia marcado,
O aiye encharcado de lágrimas,
E o Orum coberto de alegrias e sonhos!

Olorum sábio,
Imenso pai,
De braços abertos a te receber.

Eu,

Sozinho,

Esvaziado

Vou ficar por aqui,
E amanha bem cedo,
Vou para as matas.

O seu verdadeiro
E cotidiano lar.

Te amo!

Marcos Rezende
Ogan de Ewá do Ile Axé Oxumaré

Teu filho amado
Se sentindo incapaz
E sem competência para entender o chamado.

sábado, 28 de novembro de 2009

Hoje é uma dia tristeza para família Oxumaré...




É com pesar que o Ilê Axé Oxumarê informa o falecimento da minha amiga Egbomi Ana Laura, também Ialorixá do terreiro Ilé Axé Araká Togun. O enterro será amanhã, , 29, às 10h no no Bosque da Paz, Estrada Velha do Aeroporto.

Eu, Babá PC e a família Oxumaré temos a certeza que essa mãe e amiga descansa tranquilamente nos braços de Olorum; no mais além da eterna saudade, minha amiga fica também a certeza do dever cumprido.

Iku ô, iku ô! Lai sun bere!
Descansa o sono profundo.

Babalorixá Pece de Oxumarê

Salvador Negro: Reunião de lideranças no Terreiro Bate Folha

Entre os muitos acontecimentos que marcaram as comemorações do aniversário de Zumbi dos Palmares e o Dia Nacional da Consciência Negra, no ano de 2009 em Salvador, no Novembro Negro, foi o encontro de grandes nomes do movimento negro brasileiro, autoridades políticas e religiosas no tradicional terreiro de cadomblé Bate Folha, Manso Badunquenqué, na Mata Escura do Retiro. Estiveram presentes o assessor especial do ministro da Igualdade Racial Edson Santos, Carlos Moura, a vereadora de Salvador, Olívia Santana, o secretário adjunto da SEPPIR, Elói Ferreira de Araújo; do CongressoNacional Afro-Brasileiro, o professor Eduardo de Oliveira, o presidente do Instituo de Radiodifusão da Bahia, Bola Ribeira e o presidente da Fundação Odebrech, Maurício Medeiros. Matéria produzida por Brevilheri Jr, que foi recebido pela Mameto Caguassessa - Dona Olga e pelo Cateto Cícero.




Fonte: You Tube

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

I Seminário Mulheres de Axé - Um novo olhar

BACABAL-MARANHÃO

PROGRAMAÇÃO
DIA: 27 de Novembro de 2009
LOCAL: Auditório do Fórum Municipal de Bacabal
PROMOÇÃO: Secretaria Municipal da Mulher – Bacabal/MA
REALIZAÇÃO: CEN – MA,
COORDENAÇÃO GERAL: Cristina Miranda – CEN/MA

8h: 30min - ABERTURA

COMPOSIÇÃO DA MESA DE ABERTURA:
Ilma.Sra. JAMILLE SUZART - Secretária Municipal da Mulher - Bacabal/MA
Ilma. Sra. NATHUSA CHAVES - Secretária Municipal da Juventude – Bacabal/MA
Ilma. Sra. LIDUINA TAVARES – Câmara de Vereadores – Bacabal/MA
Ilma. Sra. CRISTINA MIRANDA – Coordenadora Estadual do Coletivo de Entidades Negras – CEN/MA
Ilma. Sra. MÃE GERUSMAR – Coordenadora de Religiosidade do Coletivo de Entidades Negras – Bacabal/MA.
Ilma. Sra. RITA CASTRO - Coordenadora para Mulher do Coletivo de Entidades Negras – CEN/MA
Ilma. Sra. ANA EMILIA M. GUALBERTO – Assessora de KOINONIA – Rio de Janeiro/RJ
Ilma. Sra. LINDORACY ALMEIDA SANTOS - REPRESENTANTE - CESB/UEMA.
Ilma. Sra. MARIA FRANCISCA DUTRA – GNPR

9h00min: I PAINEL: Leis que contemplam as RELIGIÕES DE MATRIZ AFRICANA e analise geral sobre a situação da INTOLERÂNCIA RELIGIOSA no país.
Palestrante: ANA GUALBERTO - KOINONIA - BA

10h: 00min: DEBATES

10h: 30min- INTERVALO

11h: 00min – II PAINEL: MULHERES DE AXÉ, Um Novo Olhar.

11h: 00min - A SECRETARIA DA MULHER, o olhar do Governo
Palestrante - Ilma.Sra. JAMILLE SUZART - Secretária Municipal da Mulher - Bacabal/MA

11h: 20min - A FORÇA FEMININA NOS TERREIROS DE UMBANDA, histórico e panorama atual.
Palestrante: MÃE GERUSMAR – Tenda Cinco Chagas de Cristo / Coordenadora de Religiosidade do Coletivo de Entidades Negras – Bacabal/MA.

11h: 40min – DEBATES

12h: 00min – INTERVALO

14h: 00min – DOCUMENTÁRIO: Religiosidade nas Comunidades Quilombolas e Mulheres Quilombolas
Ilma. Sra. ANA GUALBERTO - KOINONIA – BA/RJ

14h: 50min – DEBATES

15h: 10min - A MULHER E O MOVIMENTO SOCIAL, O CEN no Maranhão.
Palestrante: Ilma. Sra. CRISTINA MIRANDA – Coordenadora Estadual do Coletivo de Entidades Negras – CEN/MA

13h: 50min – DEBATES

16h: 10min – INTERVALO

16h: 30min – Encerramento - Ilma. Sra. CRISTINA MIRANDA – Coordenadora Estadual do Coletivo de Entidades Negras – CEN/MA

16h: 40min – TOQUE DE TAMBOR PARA ENTIDADES DA UMBANDA (Terecô)
Casa do Pai Francisco José

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Mensagem de Agradecimento e Carinho para os Terreiros que abriram suas portas para 1a Caminhada Nacional do Povo de Santo



Lutar pela vida e pelo respeito ao sentimento e liberdade religiosa exige ações voltadas para a construção de parcerias estratégicas que permitam superar o quadro da intolerância racial e religiosa que nos aflige. Nesta parceria, que representa a unidade do povo das religiões de matrizes africanas, cada um, é parte integrante e essencial na construção de um Estado livre da intolerância religiosa. Luta que temos travado a cada caminhada para fazer ouvir a nossa voz e reclamar a efetiva formulação e execução de políticas públicas adequadas à nossa realidade e que respeitem as nossa diferenças religiosas e étnico-raciais.

Nesta luta e nesta caminhada pela vida e liberdade religiosa, ao longo dos anos, temos tido a oportunidade de conviver com pessoas de corações grandiosos, dentre as quais, destacamos as pessoas dessa casa*, que não se furtam e não se furtaram, em momento algum, a abraçar esta causa que é do povo das religiões de matrizes africanas.

Sabemos que nada é perfeito. Como seres humanos somos conscientes de que imprevistos, erros e acertos fazem parte do caminho e do aprendizado de tantos quantos buscam construir um mundo melhor. A superação dos imprevistos, dos erros ou equívocos e a valorização dos acertos aliados à necessária dose de humilidade têm sido os ingredientes essenciais para consolidação da aliança democrática e participativa que, juntos, estamos construindo pela vida e liberdade religiosa.

Contudo, a tarefa não tem sido fácil para nenhum de nós em virtude dos desafios que se apresentam para a consolidação da unidade da luta do nosso povo. Desafios que, juntos, estamos vencendo, segundo a segundo, minuto a minuto, hora a hora, dia a dia, com o inestimável e imprescindível apoio, consideração, compreensão, tolerância e respeito de todos e todas. O valor e a grandeza dessa nossa união de esforços permitiu - dentro da reserva do possível e das limitações de cada qual- a realização, com êxito, da 1ª Caminhada Nacional e 5ª Caminhada Estadual pela vida e liberdade religiosa.

Neste sentido, pedimos a todos, nossos irmãos e parceiros, desculpas por quaisquer erros e/ou equívocos acaso cometidos, que, asseguramos, não foram intencionais, ao tempo que agradecemos o apoio e participação deste terreiro nesse processo de construção, que,com carinho e esforços nos acolheu e às diversas delegações dos Estados e foram fundamentais para o sucesso da nossa Primeira Caminhada Nacional pela Vida e Liberdade Religiosa.

Pelo sucesso das ações que empreendemos juntos e das sementes semeadas agradecemos, em primeiro lugar aos Orixás, Voduns e Inquices que nos escolheu e permitiu que estivéssemos à "frente" da Caminhada pela Vida e Liberdade Religiosa durante cinco anos.

A todos os terreiros desta nossa Cidade do Salvador e deste nosso país que, conosco, uma vez mais, construíram a Caminhada pela Vida e Liberdade Religiosa, agradecemos pela colaboração e empenho e por todos pedimos que nossos Orixás, Voduns, Inquices e Encantados estejam sempre conosco.


Marcos Rezende.
Coordenador do Coletivo de Entidades Negras
pela Comissão Organizadora da 5a Caminhada pela Vida e Liberdade Religiosa - 1a Nacional


* Nome do Ilê / Terreiro /Unzó: Ilê Ascé Ode Ominiselê
Responsável: Pai Luis de Logum

Nome do Ilê / Terreiro /Unzó: Ilê Axé Ogunjá Tilauaiê Orubaiá
Responsável: Pai Balbino Cabral

Nome do Ilê / Terreiro /Unzó: Ilê Axé Ajucum Denoi
Responsável: José Lomanto Silva

Nome do Ilê / Terreiro /Unzó: Ilê Axé Ocutainã
Responsável: Dulce Maria dos Santos

Nome do Ilê / Terreiro /Unzó: Ilê Axé Iba Lugan
Responsável: Jacira de Santana

Nome do Ilê / Terreiro /Unzó: Terreiro Unzo Maiamba de Izambi
Responsável: José Rafael dos Santos

Nome do Ilê / Terreiro /Unzó: Terreiro Kidanadana
Responsável: Roque Pereira

Nome do Ilê / Terreiro /Unzó: Terreiro Santa Bárbara
Responsável: Valdemir Melo

Nome do Ilê / Terreiro /Unzó: Ilê Axé Yatoni
Responsável: Lila de Oxum

Nome do Ilê / Terreiro /Unzó: Ilê Axé Ominorin Massun
Responsável: Bel de Oxum

Nome do Ilê / Terreiro /Unzó: Ilê Axé Oxumarê
Responsável: Baba PC

Nome do Ilê / Terreiro /Unzó: Ilê Axé Nagajia
Responsável: Yá Adelaide

Nome do Ilê / Terreiro /Unzó: Ilê Axé Osum
Responsável: Maria das Graças Guimarães

Nome do Ilê / Terreiro /Unzó: Ilê Axé Jiboli
Responsável: Edvaldo Alves

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Wilson Prudente convida...


“A VERDADEIRA HISTÓRIA DO DIREITO CONSTITUCIONAL NO BRASIL:
Desconstruindo o Direito do Opressor. Construindo um Direito do Oprimido."


Nessa excelente obra, que será desenvolvida em três partes – Volume I: Os fatos jurídicos constitucionais do período entre a colonização e a evolução da Revolução da República Velha; Volume II: Os fatos constitucionais entre a Revolução de 1930 e a queda da ditadura Militar; Volume III: A eficácia da Constituição de 1988, no contexto de uma teoria holística do Direito – terá o leitor o privilégio de conhecer, a partir de relatos e documentos da época, as raízes dessa chaga social, desde o período colonial até os dias atuais. Também será convidado a participar da construção de uma nova teoria jurídica, fundamentada na constatação de que o Direito, enquanto Ciência Social, não pode se isolar das demais Ciências que derivam desse tronco comum.
Propõe Wilson Prudente, em outras palavras, que as questões jurídicas sejam analisadas em conjunto – Teoria Holística do Direito – com a observação do fato sob os diversos aspectos que o contém. O estudo e a compreensão da problemática social em sua plenitude, considerando a influência das demais Ciências Sociais – História, Sociologia, Antropologia, Economia, Geografia e Filosofia – aproximando o aplicador do Direito da realidade posta. Preocupa-se também o autor com o distanciamento dos diversos ramos da Ciência Jurídica. A falta de comunicação entre os operadores e especialistas de cada matéria há muito não é eficaz e continuada. É cediço, entretanto, que fato social se realiza dentro de um contexto que não pode ser negado. Nesse passo, uma análise isolada conduz a sérios equívocos que levam a mecanismos de exclusão das classes populares do pleno gozo e exercício dos direitos fundamentais. Teoricamente, explica Prudente, direitos à moradia e à inviolabilidade do domicílio (por exemplo) são para todos, mas, na vida real das favelas, dos bairros proletários e da periferia, as pessoas pobres, minorias e negros não desfrutam desse direito fundamental, apesar da previsão na Magna Carta.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Convite: SEMUR




Povo de Santo pede a paz e respeito!



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Representantes de religiões de matriz africana tomaram ontem as ruas do Engenho Velho da Federação, Vasco da Gama e Dique do Tororó para promoverem a 5ª Caminhada pela Vida e Liberdade Religiosa, causando longo engarrafamento. Vestidas de branco, milhares de pessoas protestaram contra a discriminação e pediram paz e respeito às práticas do candomblé. Fogos de artifício, trio elétrico e um ato de paz com show no Dique fizeram parte do evento. Nem o sol quente desanimou os participantes da caminhada que lançaram um slogan para os incubados : “Quem é de axé diz que é”. Não era dia de santo, mas o domingo para muitas pessoas foi de manifestação e valorização aos ritos que evocam os orixás. Com contas no pescoço, torço na cabeça e saia rodada, a Ialorixá Cleonice, mais conhecida como mãe Dó, do terreiro Raiz de Oxumaré, se aprontou cedo para participar do ato em favor da tolerância religiosa.
“É um ato bonito de confraternização, mas principalmente de demonstração da nossa força e de que devemos nos unir ainda mais. Não podemos nos curvar às críticas, pois somos livres pela fé em Deus a quem veneramos e nos orixás, que são energias. Todos somos iguais e tudo isso foi deixado por Deus, portanto deve haver respeito”, disse.
Crianças e jovens do projeto social realizado pelo terreiro de mãe Dó também participaram do evento. Sessenta jovens integram o projeto que dá aulas de dança, capoeira, percussão, informática e reforço escolar.
Presente na caminhada o secretário de Reparação Racial do Município, Ailton Ferreira, disse que o ato era mais uma iniciativa importante dentro do novembro negro. “Temos aqui representantes de 20 estados brasileiros e do interior da Bahia. Trata-se de um ato pela vida e contra o preconceito religioso”. De cima do trio, representantes do candomblé combateram com palavras e cânticos o assédio e a provocação de outras religiões que mitificaram a crença nos orixás, como um culto ao diabo. “Chega de tanto desrespeito, de tanto desamor. O desrespeito a religião é um crime contra a vida e está na Constituição Federal”, dizia um pai de santo.
intolerância - Vítima da intolerância religiosa, já que precisou sair da comunidade de Valéria para não sofrer mais perseguições, Evandro de Logun, de um terreiro em São Gonçalo do Retiro chamou a atenção para a necessidade das pessoas viverem em paz sem desrespeitar o espaço e as manifestações alheias. “Eles me provocavam dizendo que serviam a Jesus e eu servia ao diabo. No entanto sirvo ao mesmo Jesus deles. A diferença é que nós também cremos nos orixás. Quando eles passam com a Bíblia debaixo do braço não fazemos nenhuma crítica, por isso pedimos que quando nós passarmos com nossas contas eles também nos respeitem”, reivindicou.
Depois de ter sido católica praticante durante 50 anos, a paulista Ivete Gomes disse que é no terreiro que hoje encontra forças. “Todas as religiões são boas, mas cada um deve escolher a sua e respeitar a do outro”, exaltou.
A manifestação também trouxe pessoas de fora do Estado, a exemplo de um grupo de 60 pessoas que vieram do Rio de Janeiro somente para o evento. “Temos que lutar para vencermos o preconceito”, resumiu o pai de santo Washington de Xangô.
O carioca Torres de Ogum, frequentador há 35 anos de um terreiro no Rio também ressaltou a importância de prestar esclarecimentos sobre as religiões africanas. “Infelizmente esse preconceito existe por serem essas religiões de origem negra sem as oportunidades de educação das outras raças. Alguns dizem que cultuamos o diabo, mas o que existe é Deus e os orixás”, enfatizou, lembrando o uso da cor branca como uma manifestação natural pela paz.

Fonte: http://www.tribunadabahia.com.br/news.php?idAtual=30745

domingo, 22 de novembro de 2009

1ª Caminhada Nacional pela Liberdade Religiosa aconteceu hoje, 22/11, em Salvador





O ponto de encontro não poderia ser mais apropriado, foi a partir do Busto de Mãe Runhô, no Engenho Velho da Federação - única homenagem pública a uma sacerdotisa da religião de matriz africana em Salvador - que centenas de seguidores e simpatizantes do Candomblé, vindos de diversas cidades do interior da Bahia e do Brasil, como São Paulo, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Brasília, São Luís, Recife e Aracaju seguiram até o Dique do Tororó, nesse domingo, 22/11, realizando assim, a 1ª Caminhada Nacional pela Liberdade Religiosa.



Durante todo o trajeto da Caminhada, sob um céu sem nuvens, os participantes cantaram, dançaram, bateram tambor e reforçaram a importância de combater a intolerância religiosa e o preconceito às religiões de matriz africana. “Combatemos a intolerância religiosa, por isso, não queremos proselitismo e, sim, o respeito e a liberdade a todas as manifestações religiosas”, afirmou Marcos Rezende, coordenador geral do Coletivo de Entidades Negras.
A 1ª Caminhada Nacional pela Liberdade Religiosa também contou com a presença de grupos de afoxé como os Filhos de Gandhy e de autoridades, a exemplo do assessor da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, José Guerra, que falou sobre a importância do evento. “Fiz questão de participar da Caminhada e a Secretaria Especial dos Direitos Humanos sente-se orgulhosa em apoiar um ato como esse”.

O encerramento da Caminhada ficou por conta de um show realizado no Dique do Tororó, dos cantores Aloísio Menezes e Lazzo Matumbi, que ao som de “um abraço negro, um sorriso negro, traz felicidade” recepcionaram os participantes, que mesmo após 2 horas de caminhada, tiveram pique e muito ânimo para dançar e cantar as canções de letras que, em sua maioria, faziam menções à cultura afro-brasileira.


Fernanda Miranda
Via Press Comunicação

sábado, 21 de novembro de 2009

Lançado Fórum Nacional das Religiões de Matriz Africana em Salvador


Um corpo só para todos. Com essa frase de Oxossi, foi iniciado no final da manhã de hoje (21), um seminário com representações religiosas de diversos estados, como Maranhão, Rio de Janeiro e Pernambuco, para marcar o início dos trabalhos do Fórum Nacional das Religiões de Matriz Africana. Com uma bela vista para a Baía de Todos os Santos, o evento acontece no pátio externo do Memorial das Baianas, na Praça da Sé e integra as atividades da 5ª Caminhada pela Vida e Liberdade Religiosa.
Para a secretária estadual da Promoção da Igualdade, Luiza Bairros, a criação da nova entidade, que vai congregar grupos de todo o país, é uma sedimentação de um processo de busca por respeito e contra a intolerância religiosa para com as religiões de matriz africana. “Essas religiões são atores políticos mais novos, então a criação do Fórum é um passo importante no fortalecimento do combate ao racismo e à intolerância religiosa”, afirmou a secretária.

Apesar de o evento ser uma iniciativa das entidades religiosas afro-brasileiras, adeptos de outras crenças também participaram do evento, como Limiro Besnosik, representando a Federação Espírita da Bahia. De acordo com coordenador geral do Coletivo de Entidades Negras, Marcos Rezende, o que motiva a mobilização é “o combate à intolerância religiosa, queremos o respeito a todas as manifestações religiosas”, disse Rezende.


Nova Entidade
O Fórum Nacional das Religiões de Matriz Africana, com o apoio do governo federal, poderá vir a ter papel similar ao desempenhado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para os católicos. A intenção é de que a nova entidade tenha sede em Brasília e que entre suas atribuições, esteja a definição do escopo doutrinário das religiões afro-brasileiras.
Amanhã (22) a programação continua com a 1ª Caminhada Nacional do Povo de Santo. A concentração será no final de linha do Engenho Velho da Federação, próximo ao busto de Mãe Runhô.

Fernanda Miranda
Via Press Comunicação

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Dilma e Lula "vestem" a Caminhada do Povo de Santo!




Fotos: Samuel Azevedo

Plantio da Árvore Sagrada foi realizado hoje, 20/11, em Salvador






Foi realizado hoje, 20/11, o Plantio da Árvore Sagrada, no Terreiro Tumba Junçara, em Salvador. O ato simbólico, que representa o respeito que os seguidores do Candomblé têm com a natureza, contou com representantes de diversos terreiros da Bahia e de outros estados. “No Candomblé sempre houve uma preocupação e atenção especial com o meio ambiente, principalmente com as árvores, que produzem oxigênio e alimento, dois elementos imprescindíveis para nossa vida”, disse o coordenador geral do Coletivo de Entidades Negras, Marcos Rezende. O Plantio da Árvore Sagrada faz parte das atividades da 5ª Caminhada Pela Liberdade Religiosa.
Fernanda - Via Press Comunicação

Dia 20 de Novembro: Dia da Consciência Negra

Semana da Consciência Negra é comemorada pelos religiosos de matriz africana

A programação inclui sapatada * em protesto contra a visita do presidente do Irã ao Brasil, Mahmoud Ahmadineja e exposição de arte afro-brasileira com o Artista Waldo Monanga, distribuição de material informativo sobre a cultura afro-brasileira e LGBT. *JOGAR SAPATOS em pessoa de cultura islamica é uma das maiores ofensas.

Contato:
Forum Paranaense das Religiões de Matriz Africana
Márcio Marins (41) 9109 1950
Rômulo Barroso Miranda (41) 9804 5029
Confira os horarios na programação abaixo.

Religiões de matriz africana do Paraná lançam Forum estadTenda Dom da Terra / Coletivo de Entidades Negras-PR:
Data: 21 de novembro
Local: Largo da Ordem
Horas – das 9h às19h

Programação: exposição de arte afro-brasileira com o Artista Waldo Monanga, distribuição de material informativo sobre a cultura afro-brasileira e LGBT, sapatada (protesto contra a visita do presidente do Irã ao Brasil, Mahmoud Ahmadinejad) e a partir das 17h samba de roda.

Semana da Consciência Negra é comemorada pelos religiosos de matriz africana com lançamento de forum e série de eventos culturais e educativos
Nota: As religiões de Matriz Africana do Paraná se organizam e lançam Forum estadual com uma série de eventos na semana da Consciência Negra. O lançamento Oficial do FPRMA será no dia 21 de novembro, as 14 horas, no Instituto Edusol, fechando uma semana de eventos realizados em parceria com o Cebras e o Dom da Terra/CEN-PR, Instituições que integram o Forum.

A programação inclui palestras, exposição dos orixás e objetos dos cultos de matriz africana, arte, moda, fotografias, caminhada e conscientização, confira abaixo a programação completa:

Exposição da Consciência Negra – realização FPRMA / CEBRAS/ CNBB:
Data: 16 a 20 de novembro
Local: Mezanino do Instituto EDUSOL – Rua José Bonifácio, 15 – Praça Tiradentes – ao lado da Catedral.
Horas – das 9h às 21h
Programação: palestras, exposição de arte africana, orixás, objetos e adereços, exposição de fotografias.

Caminhada “Pela paz entre os povos” – realização FPRMA/ CEBRAS /DOM DA TERRA
Data: 21 de novembro
Concentração: Praça Santos Andrade – escadaria da UFPR
Chegada: Boca Maldita
Horas – das 9h30
As casas de Candomblé e Umbanda de Curitiba e várias cidades do interior caminham pelo calçadão da XV, acompanhado do afoxé Omo Ijexá, o povo do orixá toma conta da rua e pede por mais liberdade, respeito e paz. Um grito contra a intolerância religiosa e falta de dialogo entres as diferenças.
Tenda Dom da Terra / Coletivo de Entidades Negras-PR:
Data: 21 de novembro
Local: Largo da Ordem
Horas – das 9h às19h
Programação: exposição de arte afro-brasileira com o Artista Waldo Monanga, distribuição de material informativo sobre a cultura afro-brasileira e LGBT, sapatada (protesto contra a visita do presidente do Irã ao Brasil, Mahmoud Ahmadinejad) e a partir das 17h samba de roda.

Solenidade de Lançamento do FPRMA
Data: 21 de novembro
Local: Instituto Edusol – Ed. N. S. da Luz, Rua José Bonifácio, 15 – Praça Tiradentes – ao lado da Catedral.
Horas – 14 horas
Programação: Coquetel de Abertura, Solenidade Oficial de Lançamento, samba da Roda na Tenda Dom da Terra/CEN-PR.


RELIGIOSOS DE CANDOMBLÉ E UMBANDA LANÇAM FORUM PARANAENSE DAS RELIGIOES DE MATRIZ AFRICANA
A criação do Fórum Paranaense das Religiões de Matriz Africana – FPRMA, nasceu por iniciativa de um grupo de religiosos que durante as discussões de criação do Fórum Nacional das Religiões de Matriz Africana, por ocasião da Segunda Conferencia Nacional de Promoção da igualdade Racial – II CONAPIR, em junho de 2009, quando foi orientada a instituição dos Fóruns estaduais, visando propor formas de contribuir para a solução de problemas existentes nas comunidades de Religiões de Matriz Africana.Será dia 21 de novembro, sábado, às 14 horas, no auditório do Instituto Edusol, o lançamento oficial do Forum Paranaense das Religiões de Matriz africana – FPRMA. A programação começa de manhã, com a Caminhada Paz entre os Povos, para marcar o dia Nacional da Consciência Negra – evento realizado pelo CEBRAs em parceria com o FPRMA, saindo da praça Santos Andrade em direção à Boca Maldita, logo após no Instituto Edusol será realizada a cerimônia oficial de lançamento do FPRMA e fechando a programação será realizado um samba de roda na Tenda do Dom da Terra/CEN-PR no Largo da Ordem, onde durante todo o dia haverá ações de conscientização e mostra de artes afro-brasileiras


A criação do Fórum nasceu por iniciativa de um grupo de religiosos que durante as discussões de criação do Fórum Nacional das Religiões de Matriz Africana, por ocasião da Segunda Conferencia Nacional de Promoção da igualdade Racial – II CONAPIR, em junho de 2009, quando foi orientada a instituição dos Fóruns estaduais, visando propor formas de contribuir para a solução de problemas existentes nas comunidades de Religiões de Matriz Africana.

O FPRMA constituí-se numa instância de caráter deliberativo sem fins lucrativos, reforçando seu potencial de articulação e representatividade para o apoio à implantação de políticas públicas de inclusão social e promoção das comunidades de Religiões de Matriz Africana em âmbito estadual e pretende mobilizar expressivo grupo de Ilês, Terreiros, Tendas, Abassás, roças, instituições e indivíduos.

O FPRMA é atua na promoção e defesa das religiões de matriz africana, se estabelecendo como um espaço de discussão, planejamento e acompanhamento e tem por finalidade:
· Valorizar a tradição e história oral, preservando as riquezas culturais e a memória coletiva;
· Incentivar a Pesquisa e história de Lideranças afro-religiosas propiciando organização de acervo, sensibilizando educadores e/ou profissionais em educação para que seja incluída em projetos pedagógicos a temática étnico-racial religiosa;
· Fortalecer a auto-estima das crianças e adolescentes afro-descendentes religiosos, incentivando-os na busca do conhecimento de suas raízes;
· Contribuir no processo de resgate de auto-estima e identidade do povo negro impondo barreiras frente a intolerância Religiosa e racial;
· Respeitar aos mais velhos, valorizando sua memória e sabedoria na preservação da cultura e história ancestral;
· Consolidar as comunidades de Religiões de Matriz Africana como espaço de resistência, vida, saúde, acolhimento e cuidado com o outro, resgatando desta forma seu verdadeiro papel na sociedade;
· Mobilizar a Sociedade em torno do tema Religiões de Matriz Africana;
· Fortalecer redes sociais regionais, nacionais e globais na ótica das Religiões de Matriz Africana;
· Contribuir para a difusão de informações sobre os diferentes aspectos do tema para os integrantes do FPRMA;
· Sensibilizar a opinião pública para questões relacionadas Às Religiões de Matriz Africana através dos meios de comunicação;
· Identificar e articular diferentes ações da sociedade organizada em nível nacional e internacional com o sentido de influir nas políticas públicas que interfiram na prática das Religiões de Matriz Africana garantindo a eficácia do poder público;
· Propor diretrizes e metas para a construção e implementação de uma Política de Respeito, Preservação e Divulgação das Religiões de Matriz Africanas em todos níveis de governo e sensibilizá-los para que as tornem prioridades por meios dos Fóruns de Religiões de Matriz Africana e participação em Conselhos, fortalecendo a temática na agenda política;
· Acompanhar e analisar políticas e ações públicas regionais, nacionais e internacionais, que guardem relação direta e indireta com a prática religiosa dos ritos e cultos das Religiões de Matriz Africana;
· Apoiar políticas e ações de promoção das Religiões de Matriz Africana;
· Estimular o desenvolvimento de ações locais/municipais de promoção e da importância social das comunidades e espaços das Religiões de Matriz Africana;
· Estimular a formação de fóruns e/ou outras formas de articulação da sociedade civil sobre o tema em nível local e regional;
· Estimular a participação em Conselhos e outros mecanismos de controle social;
· Colaborar para a capacitação dos atores do FPRMA visando otimizar a participação efetiva da sociedade nos diferentes espaços de gestão pública;
· Denunciar violações ao direito à prática dos cultos das Religiões de Matriz Africana;
· Colaborar para o debate internacional sobre o tema e participar de Eventos, Fóruns e articulações Internacionais e de seus seguimentos e desdobramentos nacionais.

O FPRMA sabe que somente propiciar um diagnóstico não levará à solução das demandas, por isso tem o objetivo de:
Potencializar visão estratégica para o desenvolvimento sustentável das casas de culto de religiões de matriz africana;
Integrar e articular a atuação das instituições públicas, privadas e da sociedade civil no âmbito do Paraná, para a elaboração e execução de projetos de desenvolvimento e de inclusão na sociedade local; estimular o Estado e os municípios a incorporarem em seus orçamentos programas, projetos e ações;
Acompanhar a execução orçamentária das ações governamentais referentes a programas, projetos e ações;
Respaldar as ações dos agentes públicos, privados e da sociedade civil dos municípios, na busca de maior participação nas decisões nacionais de nosso interesse;
Constituir uma carteira de projetos que beneficie as casas de culto;
Promover eventos e pesquisas;
Promover o intercâmbio de experiências sobre o desenvolvimento das casas de culto de religiões de matriz africana em nível estadual, nacional e internacional, envolvendo os agentes institucionais do Paraná.


Quem pode Participar:

Todos e qualquer cidadão que concordar com o Regimento e a Carta de princípios do FPRMA.

As participações podem ser individuais ou institucionais, só tendo direito à voto as instituições.

Toda casa de candomblé, umbanda ou outra religião de matriz africana, tem direito a lugar e voto no FPRMA.

Para participar do FPRMA, basta procurar a secretaria do Fórum através do correio eletrônico: secretariafprma@gmail.com.br e solicitar a ficha de adesão.

Feriado no Dia da Consciência Negra divide opiniões

Na data em que a população comemora a saga de Zumbi dos Palmares, símbolo da luta dos negros brasileiros, o 20 de novembro será de intensas atividades. A presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem gerando especulação em torno da possibilidade do anúncio da data como feriado nacional. Nas repartições municipais, foi decretado ponto facultativo.

Salvador faz parte dos 5.126 municípios brasileiros que não adotaram o feriado, segundo levantamento da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir). No Brasil, 436 cidades têm o 20 de novembro como feriado municipal. No movimento negro baiano, a possibilidade do novo feriado nacional divide opiniões.

Para Gilberto Leal, da Coordenação Nacional de Entidades Negras na Bahia (Conen), que realiza há 30 anos a Marcha Zumbi dos Palmares, é necessário entender que o dia não seja apenas para lazer. “Sendo ou não feriado, o 20 de novembro é uma data cívica, que deve ser comemorada por todos, negros e brancos. Requer um momento de reflexão do nosso papel na construção de uma sociedade democrática”, destaca.

Neste ano, a marcha, que sai às 14 horas do Campo Grande, tem como uma das bandeiras o combate à morte de jovens negros. No final do percurso, na Praça Castro Alves, a Câmara Municipal de Salvador concederá a Medalha Zumbi dos Palmares ao presidente Lula, proposta pela Conen e aprovada em unanimidade pelos vereadores.

A outorga será concedida durante o ato público, na Praça Castro Alves, local onde Lula assinará 30 decretos de titulação das comunidades de quilombos de 13 estados e lançará o Selo Quilombola, marca que será atribuída aos produtos artesanais criados pelas comunidades do País.

Lula também vai assinar o contrato da segunda fase do A Cor da Cultura, programa de valorização da cultura afro-brasileira, veiculado no Canal Futura. O encerramento da solenidade é às 20h, com show de Margareth Menezes.

Outra importante ação que acontece há nove anos é a Caminhada da Liberdade, com saída às 15h do Curuzu. Organizada pelo Fórum de Entidades Negras, o tema deste ano é “Basta de violência, repara já” e reunirá cerca de 50 mil pessoas para protestar contra a violência urbana que tem atingido os jovens negros. Do fórum participam entidades culturais como Os Negões, Cortejo Afro, Muzenza, Ilê Aiyê e Malê de Balê.

Questionado sobre a possibilidade de adotar o 20 de novembro como feriado, Valmir França, coordenador do fórum, diz não concordar. “Sou contra. Acho que isso interferirá no trabalho de conscientização que tem sido realizado nas escolas e em outros espaços durante a data”.

O Coletivo de Entidades Negras (CEN) realizará diversas atividades neste final de semana, como a 5ª Caminhada pela Vida e Liberdade Religiosa, com saída às 9 horas do final de linha do Engenho Velho da Federação, onde fica o busto da mãe Ruinhó.

Na ocasião, será lançada a campanha Quem é de axé diz que é, voltada para o Censo 2010. A ideia é incentivar o povo-de-santo a assumir a sua proposição religiosa

Dia da Consciência Negra: 1ª Lavagem do Zumbi dos Palmares em Salvador




Ocorreu hoje, 20/11, em Salvador, a 1ª Lavagem do Zumbi dos Palmares, localizada na Praça da Sé, Centro Histórico. O ato foi promovido pela, Unegro, Olodum, Male de Balê, Muzenza, Grupo de União e Consciência Negra, Associação de Baianas de Acarajé e Mingau da Bahia e organizadores da 5ª Caminhada pela liberdade Religiosa. O evento reuniu centenas de pessoas, além de grupos de capoeira, percussão e dança que se apresentaram em volta da estátua do Zumbi dos Palmares, durante e após a lavagem. O ato faz parte das comemorações do dia da Consciência Negra e tem o intuito de reforçar a importância do líder Zumbi.



Crédito das fotos: Gether Ferreira


Fernanda Miranda
Via Press Comunicação

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Cartilha de Combate ao Desrespeito Religioso é lançada em Salvador


Foi lançada na tarde de hoje, 19/11, pelo Coletivo de Entidades Negras, a Cartilha de Combate ao Desrespeito Religioso, durante a Sessão Especial em Homenagem ao Dia da Consciência Negra, na Assembleia Legislativa, em Salvador. A sessão, proposta pelo Deputado Estadual Bira Corôa (PT/BA), contou com as presenças de representantes do poder público, líderes de entidades negras, artistas e a sociedade civil, que discutiram temas como o Estatuto de Promoção de Igualdade Racial e o Combate à Intolerância Religiosa. Entre os presentes estavam o presidente da Assembléia Legislativa do Estado da Bahia, Marcelo Nilo, o coordenador do Coletivo de Entidades Negras, Marcos Rezende, a Juíza Luislinda Dias de Valois Santos, o Babalorixá Anderson de Oxalá e o cônsul de Portugal, João Sabido Costa. O lançamento da Cartilha fez parte das atividades da 5ª Caminhada pela Liberdade Religiosa e das comemorações do dia da Consciência Negra.

*Crédito das fotos: Gether Ferreira

Fernanda Miranda
Via Press Comunicação

Joaquim Barbosa renuncia à cadeira no TSE

Ministro iria presidir o tribunal nas eleições do ano que vem. Ele alegou problemas de saúde para deixar o cargo


Mário Coelho

O ministro Joaquim Barbosa renunciou na noite desta terça-feira (17) ao cargo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele, que preenchia uma das vagas destinadas ao Supremo Tribunal Federal (STF), estava na corte desde 8 de abril do ano passado e era o vice-presidente do tribunal. O ministro justificou sua saída por problemas de saúde. Barbosa seria o responsável por conduzir o processo eleitoral de 2010.

A saída do ministro foi divulgada na edição de hoje do jornal Folha de S. Paulo. Segundo a reportagem, Barbosa renunciaria após voltar de uma licença médica de 90 dias que tirou para fazer um tratamento de saúde. Ele tem problemas de coluna que fazem com que sinta dores insuportáveis depois de ficar muito tempo sentado. As sessões do TSE ocorrem sempre depois das do STF e se estendem às vezes pela madrugada, causando maior sofrimento a Barbosa.

Durante a tarde, Barbosa ainda não havia comunicado oficialmente o TSE da sua saída. Ele esperou o início da sessão plenária da noite de hoje. Aos ministros colegas, agradeceu pela "compreensão e pela camaradagem". Emocionado, o ministro afirmou que "aprendeu muito" nos 19 meses que esteve no tribunal. "Eu sinto ter que tomar essa decisão", disse no plenário. Com a vaga aberta pela renúncia de Barbosa, a ministra Carmen Lúcia, antes substituta, agora passa para a composição efetiva do tribunal.

Durante seu discurso de despedida, Barbosa também agradeceu aos funcionários do seu gabinete, "um time de colaboradores de primeiríssima qualidade". "Eles prestaram uma ajuda inestimável nesse período", afirmou. O ministro ainda pediu desculpas aos advogados pelo "jeito ranzinza" durante os julgamentos. "Não se preocupem, é minha preocução pela igualdade", afirmou.

Para o presidente do TSE, Carlos Ayres Britto, o colega é dono de uma "cultura geral e jurídica admiráveis". "Fará grande falta ao TSE. E nos deixa imersos num sentimento vazio de perda", disse. Ayres Britto afirmou que Barbosa compartilha os mesmos valores que ele, de que não basta ganhar uma eleição, é preciso fazê-lo de maneira limpa e honesta.

"Felizmente temos o ministro Lewandowski que é outro arauto desses valores. Ambos são acadêmicos, são professores, são escritores, são doutores, fazem o casamento entre a teorização refinada e a prática cotidiana que a prática nos exige", comparou Ayres Britto, referindo-se ao ministro Ricardo Lewandowski, que assume a vice-presidência da corte.

O procurador-geral eleitoral, Roberto Gurgel, lembrou que o ministro integrou, "por vários anos", os quadros do Ministério Público. "Sempre com essa dedicação, com essa coragem pessoal, coragem intelectual. São aspectos, são virtudes, são traços da personalidade do ministro que levam nós do Ministério Público a admira-lo cada vez mais. São traços essenciais a um juiz", opinou. Gurgel ressaltou também que o ministro é um "amante das artes", e que espera pela volta de Barbosa em breve.

Presidência

O TSE não possui um quadro fixo de ministros. Ele é composto por três membros vindos do STF, dois do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois indicados pelo júri. A presidência, porém, só pode ser exercida por um dos três ministros vindos do Supremo. Como o mandato de Ayres Britto termina em 12 de maio de 2010, Barbosa, por ter mais tempo de TSE, seria o próximo comandante da corte. À ele caberia conduzir as eleições presidenciais do próximo ano. Mas, com sua saída, Lewandowski deve ser confirmado na presidência a partir de 2010 por ter mais tempo de tribunal.

Fonte: http://congressoemfoco.ig.com.br/cf/noticia.asp?Cod_Canal=1&Cod_Publicacao=30631


Fórum de Discussões sobre a Lei 10.639/03


O CEN/PE e o Ilê Iyá Ori Axé Ogê Lawô lançam em parceria o Fórum Virtual de Discussões sobre a Lei 10.639/03 que obriga o ensino da História e Cultura Afro Brasileira nas escolas.
A Lei 10.639/03, sancionada pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva alterou a Lei de Diretrizes e Bases (LDB). A partir de então, tornou-se obrigatório a inclusão, no currículo das escolas de ensino fundamental e médio (públicas e privadas), o estudo da História e Cultura Afro-brasileira. Busca-se com isso, resgatar a contribuição da raça negra nas áreas sócio / econômico, política e cultural no cenário brasileiro. A lei propõe ainda, que os calendários escolares incluam o dia 20 de novembro como Dia Nacional da Consciência Negra.

Para participar do fórum, acesse: http://br.groups.yahoo.com/group/10639/


Fonte: http://cenpernambuco.blogspot.com/

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Salvador: Seminário Respeito aos mais velhos

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Fonte: Recebido por e-mail

4ª Marcha da Consciência Negra de Cajazeiras

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Novembro Negro em Lauro de Freitas

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terça-feira, 17 de novembro de 2009

Parteira quilombola luta por melhor condição de acesso à saúde



Josefa Maria da Silva é parteira há 55 anos e ama o que faz. Jamais ganhou um centavo pelo seu trabalho mas isso nunca foi motivo para desistir. Sem saber ler ou escrever, a sergipana Zefa da Guia, como é conhecida, já ajudou no parto de mais de 5 mil brasileiros. Com os conhecimentos dos seus ancestrais quilombolas, faz partos de mulheres que vivem em locais isolados ou em pequenas comunidades, onde os médicos não vão. Vive em Serra da Guia, um quilombo de cerca de 200 famílias do município de Posto Redondo de onde tirou o sobrenome que gosta de usar.
Pela relevância do seu trabalho, foi escolhida para representar os movimentos sociais da saúde no palco do
Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, em Olinda (PE), no dia 3/11 ao lado do presidente Lula. Josefa participou do Congresso como integrante da Tenda Paulo Freire, que agrupa líderes comunitários que lutam por melhores condições de acesso à saúde.










Fonte: http://blog.planalto.gov.br/parteira-quilombola-luta-por-melhor-condicao-de-acesso-a-saude/

De Benin ao Maranhão pelas lentes de Márcio Vasconcelos

SÃO LUÍS - O Maranhão é conhecido como a terra de tambor de mina. No Estado, estão os mais antigos terreiros do Brasil. E hoje, o Estado é considerado o principal centro de preservação da cultura jêje do país. Toda essa tradição da religião afro-brasileira serviu de inspiração para o fotógrafo Márcio Vasconcelos.

Na exposição "Zeladores de voduns e outras entidades", que vai ser aberta em São Luís, Márcio Vasconcelos foi buscar nos terreiros africanos as semelhanças entre o Maranhão e o Benin.


A exposição , na Casa de Nhozinho, que fica na Rua Portugal, na Praia Grande, Centro Histórico de São Luís, fica em cartaz até o mês de janeiro.








Essas e outras fotos podem ser conferidas aqui .

Defensoria lança cartilha para informar sobre discriminação, racismo e preconceito



Em comemoração ao Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, a Defensoria Pública do Estado de São Paulo começou a distribuir uma cartilha para informar a população sobre seus direitos e providências a serem tomadas em casos de discriminação, racismo ou preconceito.
Elaborada pelo Núcleo de Especializado de Combate a Discriminação, Racismo e Preconceito da Defensoria, a cartilha explica o que é o direito à igualdade, previsto pela Constituição Federal, bem como o direito à diferença, que é a possibilidade de todos viverem segundo sua própria cultura e suas características pessoais, sem discriminação.
De forma didática, a cartilha também informa quais os dispositivos legais que podem ser aplicados nos casos em que ocorre a discriminação racial. Ensina, ainda, todos os passos a serem percorridos por uma vítima de preconceito ou racismo: colher a maior quantidade possível de informações e detalhes sobre o fato (por exemplo nome, telefone e endereço do ofensor e de pessoas que testemunharam a ocorrido), comparecer a uma delegacia para registrar o boletim de ocorrência, e procurar um advogado ou, se não tiver condições de arcar com os custos, a Defensoria Pública para propositura das medidas jurídicas.
Por fim, a cartilha traz, ainda, diversas instituições onde as vítimas podem buscar informações e atendimento no Estado de São Paulo.
Até esta sexta-feira, a cartilha estará disponível em todas as unidades da Defensoria Pública, na Capital e no Interior. A cartilha também pode ser acessada na internet, no Portal da Defensoria. (
clique aqui)


Coordenadoria de Comunicação Social e Assessoria de Imprensa

imprensa@dpesp.sp.gov.br

Fonte: www.irohin.com.br

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

MPT apoia Coletivo de Entidades Negras na proteção à liberdade religiosa


A discriminação religiosa no ambiente de trabalho foi discutida no encontro entre o procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho na Bahia, Marcelo Brandão de Morais Cunha, e uma comissão do Coletivo de Entidades Negras (CEN), segunda-feira passada (9), na sede do MPT. Na ocasião, chefes religiosos de crenças de matriz africana e representantes de diferentes terreiros da capital baiana entregaram um documento solicitando a atuação do MPT no enfrentamento à discriminação/assédio moral fundado em cor/raça e crença religiosa.

O termo de compromisso pelo respeito à liberdade de credo foi assinado pelo procurador-chefe do MPT/BA, que também recebeu do CEN um dossiê sobre a intolerância religiosa no Brasil. No texto, casos em que cidadãos foram obrigados a negar ou tolerar agressão à sua crença em ambiente de trabalho ou foram preteridos no acesso ao trabalho e emprego por adesão a um determinado credo religioso. “No caso do candomblé, a situação se reforça, porque é uma religião de negros. É o racismo associado à religião. Precisamos de um grupo de trabalho para dialogar, sensibilizar os atores dessa discussão“, afirmou o presidente do coletivo Marcos Rezende, signatário do documento junto com os outros líderes.

Marcelo Brandão reforçou a importância do debate sobre a intolerância religiosa e a intenção de transformar o compromisso com o CEN em resultados positivos. “O MPT se compromete em transformar essa assinatura em ação efetiva. Estamos à disposição para cumprir a meta de combate à intolerância religiosa no ambiente de trabalho”, garantiu. Após a assinatura, o termo foi encaminhado ao Núcleo de Combate à Discriminação no Trabalho do MPT/BA.

Os representantes trouxeram camisas e cartazes da 1ª Caminhada Nacional Pela Vida e Liberdade Religiosa, organizada pelo CEN e agendada para 19 a 22 de novembro, na capital baiana. Também o DVD Até Oxalá Vai a Guerra, documentário sobre demolição do Terreiro Oyá Onipo Neto em Salvador, foi oferecido ao acervo do MPT.

Na comitiva organizadora, também estavam Marlene Coelho de Souza, do terreiro Ilê Axé Bomboxé, Jaciara Ribeiro dos Santos, do Axé Abassá de Ogum, Mário do Nascimento Pacheco, do Ilê Axé Oxumaré, Noelia Pires da Silva, do Ilê Axé Ogum Dey e Jorge Datas, do terreiro Oyá Caiango Dianzambe.

LIBERDADE RELIGIOSA – Além da declaração universal dos Direitos Humanos, também estão entre os pilares construídos no século XX para consolidar os princípios da liberdade religiosa a Convenção Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, de 1966; a Declaração das Nações Unidas sobre a Eliminação de Todas as Formas de Intolerância e Discriminação com base na Religião ou Crença, adotada em 1981, e o Documento Final de Viena, assinado em 1989. Compromissos assumidos pelas nações, como modelo de legislação de Direitos Humanos.

No Brasil, a Constituição Federal assegura como direito fundamental a liberdade de religião, e define o país como um Estado laico. Assim sendo, não pode existir uma religião oficial, e sim uma compreensão religiosa, que condene a intolerância e o fanatismo.


Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Trabalho na Bahia
Olenka Machado. – MTb. 17.216/RJ
Mirela Portugal (estagiária)
ASCOM: 71. 3324-3460 - ascom@prt5.mpt.gov.br

domingo, 15 de novembro de 2009

Você sabia?!

O Núcleo de Arte e Cultura Rumpilé do Engenho - NACRE uma Associação sem fins econômicos, fundada em 08 de março de 2004, há cinco anos, desenvolve projetos sócio, educativos e cultural com foco na cultura afro brasileira e especificidade na metodologia do ensino da dança.
O NACRE através do Grupo Cultural da Terceira Idade – G.C.T.I. atende 400 idosos com oficina de condicionamento físico e dança.
Há alguns anos, Sílvia Rita vem coordenando e desenvolvendo esse trabalho corporal, ministrando Oficina de Condicionamento Físico e Dança aberta à população idosa da cidade de Salvador.

Os encontros acontecem as quartas feiras das 8:30 às 10:30h, no Parque da Cidade - Itaigara.

O NACRE é uma das entidades filiadas ao CEN/BA!




Divulgue essa ação!




Atenção Rondônia: V Marcha Zumbi




sábado, 14 de novembro de 2009

Manifesto Porta na Cara!




Se VOCÊ se sentiu alguma vez agredido ou desrespeitado ao tentar entrar na SUA agência bancária para movimentar a SUA conta, ou seja, SEU dinheiro, assine o MANIFESTO PORTA NA CARA. Sugerimos a instalação de guarda-volumes, a mudança da porta giratória das agências para um sistema de RAIO X ou outro equipamento que realmente mostre os pertences que estão sendo conduzidos pelo cliente, sem a necessidade de ficar expondo seus pertences imprensado numa porta que gira...

As atuais portas são travadas até por uma moeda e você depende da boa vontade do vigilante para destravá-la e permitir sua entrada no banco. Vamos mudar essa situação e pedir aos bancos que renovem seus equipamentos e medidas de segurança. Eles podem investir num equipamento de segurança melhor, que implique em menos constrangimento aos seus próprios
clientes e usuários.
Clique aqui e vá para a petição on-line MANIFESTO PORTA NA CARA.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Marcos Rezende recebe Medalha Zumbi dos Palmares



A iniciativa foi da vereadora Leo Kret

O desenvolvimento de trabalhos sociais que beneficiaram jovens do grupo Olodum e a atuação destacada no Coletivo de Entidade Negras (CEN) credenciaram o professor Marcos Rezende a receber a Medalha Zumbi dos Palmares, na Câmara Municipal de Salvador. A sessão solene, realizada por iniciativa da vereadora Leo Kret do Brasil (PR), aconteceu na quarta-feira (11) à noite.

Para retratar o orgulho de ser negro, o cantor Lazzo Matumbi e os batuques do povo de santo abriram a solenidade com a música Alegria da Cidade, de autoria de Margareth Menezes, e emocionou o homenageado, iniciado no candomblé e ogã do Terreiro de Oxumaré, um dos mais importantes da Bahia.

Leo Kret, autora do requerimento, lembrou da greve de fome feita pelo homenageado para protestar contra a demolição do Terreiro Oyá Onipó Neto, em 27 de fevereiro de 2008. “Ele utilizou de seu próprio corpo para chamar a atenção das autoridades em relação à derrubada deste templo religioso em Salvador, uma cidade que é tão plural religiosamente”, declarou.

Marcos Rezende, em seu discurso, lembrou das dificuldades da infância, dos preconceitos sofridos e agradeceu à vereadora Leo Kret “pela oportunidade de ter esse dia mágico”, no Plenário Cosme de Farias. Ao receber a condecoração de seus pais, Rezende foi aplaudido de pé pelos amigos, familiares e representantes das entidades negras que prestigiaram o homenageando, lotando as dependências do plenário.

Além de Leo Kret e de Marcos Rezende, compuseram a Mesa: a vereadora Vânia Galvão (PT), que presidiu a solenidade; Alex Reis, representante do ministro Edson Santos, da Secretaria Especial da Política de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir); Ailton Ferreira, secretário municipal da reparação; deputado estadual Bira Coroa (PT); Sérgio São Bernardo, professor da Universidade Estadual da Bahia (Uneb), Almiro Sena, promotor de justiça; Mãe Jaciara, yalorixá do Abassa de Ogum e o professor da Uneb, Hilton Coelho.


Histórico de lutas
Membro da Coordenação Nacional de Direitos Humanos e bacharel em História, Marcos Fábio Rezende Correia lecionou em escolas públicas e particulares buscando aproximação dos alunos com a história da cidade, enfatizando a questão da desigualdade social.

Além de ser principal voz de resistência contra o episódio da derrubada do terreiro Oyá Onipó Neto, no Imbuí, presta auxílio a pequenas entidades e afoxés que participam do Carnaval e atua com destaque no Coletivo de Entidades Negras (CEN), organização não-governamental, sem fins lucrativos e sem vínculos político-partidários, que tem o objetivo de estabelecer o diálogo e diminuir a intolerância entre diferentes segmentos raciais e sociais. Prestigiaram o evento, ainda, os vereadores Olívia Santana (PCdoB) e Gilmar Santiago (PT).

Fonte: http://www.cms.ba.gov.br/noticias.asp?refnot=902

domingo, 8 de novembro de 2009

FEJUNES realiza II Marcha Contra o Extermínio da Juventude Negra em Vitória/ES

O Fórum Estadual de Juventude Negra – FEJUNES realizará a II Marcha Estadual Contra o Extermínio da Juventude, no dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra. O objetivo da Marcha será cobrar a imediata implementação da Lei Estadual 7.723/04, que institui as Políticas de Promoção da Igualdade Racial no Espírito Santo.

A lei que foi sancionada pelo Governo em 2004 até o presente não saiu do papel. De acordo com o Coordenador do FEJUNES, Mauro Sérgio, nenhuma ação vem sendo desenvolvida pelo Estado para garantir a promoção do povo negro no âmbito da administração estadual. “Na contramão do que prevê a lei, o Governo Paulo Hartung adota políticas de marginalização da juventude negra e o racismo institucional vigora nas instituições e serviços públicos”.

A II Marcha Estadual Contra o Extermínio da Juventude Negra será realizada no Centro de Vitória, com concentração a partir das 13 horas, em frente à Casa Porto (antiga Capitania dos Portos). A Marcha seguirá pela Av. Jerônimo Monteiro e um Ato Político acontecerá em frente ao Palácio Anchieta, sede do Governo. No encerramento da Marcha rolará o Festival de Artes Contra o Extermínio da Juventude Negra, na Pracinha do SESC - Parque Moscoso. Durante o Festival diversas apresentações culturais ocorrerão simultaneamente.

Segundo Thayane Guedes, também Coordenadora do FEJUNES, “A Marcha será mais um ato marcante na luta contra o extermínio da juventude negra. É preciso dar uma basta na situação de violência que milhares de jovens negros sofrem diariamente no Espírito Santo”.



Maiores Informações:
fejunes_es@yahoo.com.br
8808-2142 / 9932-7062

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Resposta para a Defesa do Governador Requião

Senhor Governador,

Todo o nosso reconhecimento ao histórico de combate ao preconceito e discriminação. Porém, não podemos deixar de nos manifestar diante de um pronunciamento que, como dito antes, só reforça a violência e discriminação. Vivemos em um estado que caminha vergonhosamente para a posição de mais violento, no ano de 2009, quanto o tema se trata de homicídios relacionados à homofobia. Hoje, fomos comunicados do vigésimo assassinato dentro do segmento LGBT; uma travesti de apenas 17 anos na cidade, moradora de Paranaguá, cidade do litoral paranaense. Este caso foi notificado pela equipe do Centro de Referência LGBT João Antônio Mascarenhas a qual nos últimos dois dias está através do II Seminário: Saberes e Práticas na Atuação em Direitos Humanos, a capacitar e sensibilizar profissionais das áreas jurídica, psicológica e social no que se refere à prestação de serviços relacionados à temática LGBT, além de realizar atendimentos focais à população vítima de violência e/ou discriminação que reside nesta dada região.

Ressaltamos que o uso de hormônios com fins terapêuticos ou até mesmo estéticos deve ser obrigação do estado. As companheiras travestis e transexuais devem ter a sua identidade de gênero respeitada com o devido acompanhamento e orientação por parte da saúde pública no Paraná, uma vez que, essa é uma das propostas que foram aprovadas na I Conferência Estadual Pela Cidadania LGBT, conferência deliberativa e composta por representantes da sociedade civil e gestores do estado. Conferência que também produziu princípios e diretrizes que devem compor o Programa Estadual Pela Cidadania LGBT pautado em, no mínimo, 6 (seis) ofícios enviados há meses para Secretaria Especial para Assuntos Estratégicos e até hoje sem resposta e nem sequer possível agenda para tratar das questões relacionadas. Este fato demonstra-se recorrente em algumas secretarias de estado, uma vez que, a Secretaria de Segurança recebe, há anos, solicitações para audiências a fim de tratar das ondas de homicídios relacionados à homofobia no Paraná.

Acreditamos que um diálogo saudável deve ser pautado pelo respeito e não pela tolerância ou intolerância. O dito humor só é humor quando não dilacera a cidadania de indivíduos que sofrem cotidianamente as situações de preconceito e discriminação, pessoas que dia após dia tem seus direitos estuprados por piadas que só reforçam a ditadura heteronormativa.

Finalizando, por enquanto, podemos dizer que reconhecemos o apoio e a parceria de algumas áreas do governo do estado, todavia como somos pautados (as) pelo interesse do direito coletivo e não partidário, reforçamos aqui todas as solicitações de reuniões e audiências seja com a Casa Civil, Secretaria de Segurança ou Secretaria Especial para Assuntos Estratégicos.

A ÚNICA CONSEQUENCIA QUE A PARADA DA DIVERSIDADE TRAZ PARA A SOCIEDADE É A LIBERDADE DE SE EXPRESSAR, A DO DIREITO A CIDADANIA E A DE SONHAR COM UM ESTADO ONDE HAJA IGUALDADES DE DIREITOS E DEVERES ENTRE TODOS DO GÊNERO HUMANO.

DESPEDIMOS-NOS FIRMANDO TODA NOSSA SOLIDARIEDADE ÀS PESSOAS QUE SÃO, INFELIZMENTE, ACOMETIDAS POR QUALQUER TIPO DE CÂNCER.

Fraternalmente,

Márcio Marins.
Diretor Presidente do DOM DA TERRA
Coordenador da Parada da Diversidade
CEN - PR
Membro do Conselho de Direitos Humanos do Estado do Paraná
Coordenador do Projeto Aliadas Paraná
Voluntário da ABGLT

Mulher NEGRA Mulher

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Exposição: Mulher Negra Mulher
Data: 07 a 29 de novembro
Galeria
Terça a sexta, das 9h às 18h
Sábados, domingos e feriados, das 8h às 17h.

Coquetel de abertura: dia 07, às 14h, com apresentações artísticas de música e dança.

Descrição:
A junção das datas 20 de novembro – Dia Nacional da Consciência Negra[1] – e 25 de novembro – Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher[2] – dá a base ideológica para que o Cenógrafo Flávio Rocha e o Fotógrafo Ernane Pinho desenvolvam a exposição fotográfica “Mulher NEGRA Mulher”, através de seu olhar e de sua realidade.
A exposição traz as mais diversas representações femininas, com a sensibilidade de seu dia a dia, com seu colorido, com seu preto e seu branco, focando personalidades do mundo acadêmico, artístico, literário, esportivo, político, liderança comunitária entre outros. Mulheres, enfim.

A exposição traz também telas dos artistas plásticos Nilza Rocha e Almir Horáccio, esculturas de Fátima do Rosário e um Jardim das Iyabás da Lucia Nascimento.

As mulheres homenageadas responderam a uma pergunta: O que é ser uma “Mulher NEGRA Mulher?” que foi gravada em áudio, se prestando a sonorização do ambiente de exposição.
Haverá um nicho com objetos femininos para que o público visitante possa se enfeitar, caso queiram, e se auto fotografar através de uma máquina fotográfica disponível, dando o seu tom interativo. Posteriormente as fotografias alimentarão diariamente um Blog da exposição na internet.
Em torno da exposição transitarão durante o mês de novembro performances artísticas, exibições de vídeo e debates acerca do tema.

[1] 20 de novembro - Dia Nacional da Consciência Negra
Dia de denúncia, protesto e resistência, em memória do martírio e morte de Zumbi dos Palmares, no ano de 1695. Protesto conta a ideologia da democracia racial. Resistência, que está no espírito de Zumbi e presente na esperança do povo negro.
A lei N.º 10.639, de 9 de janeiro de 2003, incluiu o dia 20 de novembro no calendário escolar, data em que comemoramos o Dia Nacional da Consciência Negra. A mesma lei também tornou obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira. Com isso, professores devem inserir em seus programas aulas sobre os seguintes temas: História da África e dos africanos, luta dos negros no Brasil, cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional.
[1] 25 de novembro - Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher
Um dia para lembrar, protestar e mobilizar-se contra a violência à mulher. Definido no I Encontro Feminista Latino-Americano e do Caribe, realizado em 1981, em Bogotá, Colômbia, o 25 de Novembro é o Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher. A data foi escolhida para lembrar as irmãs Mirabal (Pátria, Minerva e Maria Teresa), assassinadas pela ditadura de Leônidas Trujillo na República Dominicana. Em 25 de novembro de 1991, foi iniciada a Campanha Mundial pelos Direitos Humanos das Mulheres, sob a coordenação do Centro de Liderança Global da Mulher, que propôs os 16 Dias de Ativismo contra a Violência contra as Mulheres, que começam em 25 de novembro e encerram-se no dia 10 de dezembro, aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada em 1948. Em março de 1999, o dia 25 de novembro foi reconhecido pelas Nações Unidas (ONU) como o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher.

Flávio Rocha e Ernane Pinho

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Vista seu branco, junte-se a nos e faça a diferença!

Maiores informações: www.caminhadanacional.org.br

8 de novembro de 2009: Caminhada Religiosa do Subúrbio



Concentração: Rua Alm. Morão de Sá, na altura do final de linha da Escola de Menores - Bairro: Paripe - Horário: 8:00AM - Salvador / BA

Realização: Comissão pela Caminhada Religiosa do Subúrbio

(Ilê Axé Torrunde / Ilê Axé Odetolá / Ilê Axé Oiá Deji / Ilê Axé Omin Ala / Ilê Axé Gedemerê / Ter. Jeje Dahomê / Ilê Axé Iyá Tomin / Ilê Axé Ogodogê)

Fonte: Recebido por e-mail

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

CEN Brasil convida: Medalha Zumbi dos Palmares para o Coordenador Geral do CEN

clique na imagem para ampliar



Você é nosso convidado para esse dia especial!

Até lá!

CEN Brasil Comunicação.

II Lavagem da Biblioteca Pública do Estado da Bahia



Seminário "Empreendedorismo e Turismo Afro, oportuidades com Copa do Mundo e Olimpiadas no Rio de Janeiro"

Associação Nacional do Turismo Afro Brasileiro, realiza seminário de "Empreendedorismo e Turismo Afro, oportunidades com Copa do Mundo e Olimpiadas no Rio de Janeiro" dia 03 de Dezembro das 14 ás 18 horas no auditório da Riotur!

Praça Pio X, 119 - 9º andar

Objetivo:- Debater a criação de politicas públicas e ações afirmativas para a implementação do Turismo Afro Empresarial Sustentável

Atrações:

* Lançamento da Feira Expo Afro;
* Mostra Internacional de Vinhos e Culinária Africa- Brasil-Cuba

Idalização e Direção:- Francisco Henrique
Informações:- ( 21 ) 9673-4498
assocnacionalafro@yahoo.com.br


Apoio: Riotur, Turisrio , Revista Afro, Beco do Rato, Casa Del Caribe.
Fonte: Recebido por e-mail.

Faltam menos de 20 dias...


Para saber mais acesse:

domingo, 1 de novembro de 2009

Lançamento Oficial: Fórum Paranaense das Religiões de Matriz Africana




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