sábado, 27 de fevereiro de 2010

Nike expõe “mandingas” de três craques da seleção

Com o objetivo de promover a camisa número 2 da seleção, azul, a Nike está divulgando um filmete de pouco mais de seis minutos em torno da idéia de “mandinga”. Com depoimentos de Maicon, Robinho e Luis Fabiano, o filme vende a ideia que a camisa azul também dá sorte à seleção e que há coisas inexplicáveis, entre o céu e a terra, a assegurar o destino vencedor da seleção e de seus atletas. “Eu sou brasileiro, é pura mandinga”, diz o filme.

Os três jogadores contam, em depoimentos, histórias de “mandingas” pessoais, crenças, lendas e superstições que os movem e os motivam. Maicon revela que o pai cortou o seu cordão umbelical e enterrou-o num campo de futebol, acreditando que isso faria do menino um bom jogador de futebol. “Graças a Deus vem dando certo”, diz. Robinho relata que seu avô, um pai-de-santo conhecido, tinha certeza que o menino seria jogador de futebol ainda quando sua mãe estava grávida. Luis Fabiano conta do pai-de-santo que surgiu, quando ele era criança, no campinho de pelada e foi apontando, entre os moleques, quem daria ou não um bom jogador. “Acho que ele era um anjo ali, enviado para dizer que eu ia virar um jogador”, diz.

Mais do que em outros momentos, a atual seleção brasileira tem chamado a atenção por contar com um número elevado de jogadores evangélicos. Já houve, até, reclamações da Fifa contra as demonstrações excessivas de fervor religioso do grupo, como ocorreu ao final da Copa das Confederações, em 2009, na África do Sul. Este comercial da Nike dá vazão a uma manifestação religiosa distinta, associada a ritos do candomblé. Do ponto de vista da diversidade religiosa, é positivo. Mas resta a dúvida se seleção de futebol é o palco certo para falar de religião.

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