sexta-feira, 4 de junho de 2010

Aterro não será instalado em área quilombola do norte, garante Iema

Flavia Bernardes


As comunidades quilombolas podem contar com pelo menos um “refresco” na luta pelo respeito às suas tradições. A informação do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) é que não foi iniciado o processo de licenciamento do aterro que seria construído no Morro das Araras, em São Mateus, conforme foi alertado pelo relatório que identificou os abusos contra os direitos humanos nas comunidades quilombolas do norte do Estado.

O relatório, realizado através do Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH-ES) e do apoio do Programa de Proteção da Defensores de Direitos Humanos (PPDDH-ES), alertou ainda para o receio dos negros de ter por perto mais um grande empreendimento degradador.

A informação dos especialistas é que as comunidades vivem há 40 anos sob intensa pressão da ex-Aracruz Celulose (Fibria), que, além de iniciar o processo de expropriação de suas terras, os mantém ilhados entre eucaliptais, sem meios de subsistência e sob forte pressão de sua segurança armada.

Entretanto, segundo o Iema, o aterro não será instalado. A informação é que uma carta consulta chegou a ser entregue ao órgão para avaliar a viabilidade do empreendimento. “O Iema, por sua vez, pediu mais estudos sobre a localização e os estudos não foram realizados e nenhum novo pedido foi apresentado. Portanto, não será construído nenhum aterro na região”, informou a assessoria do órgão.

A notícia foi recebida com alívio entre os quilombolas que denunciam o processo de ‘esmagamento’ por eles vivido.

Segundo o relatório, há 40 anos essas comunidades sofrem com a manipulação de suas terras por grandes projetos e com a omissão do poder público, que deveria, através do comprimento de leis, impedir a expropriação das terras quilombolas situadas na região do municípios de Conceição da Barra e São Mateus, em uma região conhecida como Sapê do Norte.

A informação dos negros é que o projeto de construção do aterro sanitário foi feito pela empresa Brasil Ambiental e era parte do projeto “Espírito Santo sem Lixão”, do governo do Estado.


Fonte: http://www.seculodiario.com.br/exibir_not.asp?id=5888

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