sábado, 19 de junho de 2010

Deputado critica e omite papel de Partido

Salvador - Omitindo o papel do ministro chefe da SEPPIR, Elói Ferreira de Araújo, e do senador Paulo Paim (PT-RS) – autor do projeto original -, ao negociarem um acordo com o senador Demóstenes Torres (DEM-Goiás), o deputado Luiz Alberto (PT-BA), denunciou que o Estatuto aprovado “vai contra tudo o que estava como premissa básica no original da proposta”.

“O texto do Estatuto foi esfarelado pela oposição DEM e PSDB que, além de demonstrar as faces do racismo, reafirmou que cumpre no Senado e na Câmara o papel de defender interesses dos ruralistas e de setores da elite brasileira. A atual versão, proposta pelo senador Demóstenes Torres (DEM), vai contra tudo o que estava como premissa básica no original da proposta”, afirmou.

Na crítica, o deputado não revela qual teria sido no acordo o papel do seu próprio Partido, do colega de bancada, deputado Edson Santos (PT-RJ) e da SEPPIR, protagonistas do acordo com o DEM.

Segundo Luiz Alberto, que é da bancada do PT da Bahia “todas as questões importantes referentes às cotas nas Universidades, em partidos políticos e no serviço público e as ações em prol das comunidades quilombolas foram retiradas”. “O artigo proposto inicialmente, que dava garantias aos quilombos, previa regularização das terras, foi um dos pontos mais questionados pelos ruralistas e ficou nítido que foi retirado após acordo do seu relator com o setor”, acrescentou.

O Estatuto criticado pelo deputado só foi aprovado por conta do acordo negociado pelo ministro da SEPPIR, Elói Ferreira de Araújo, pelo ex Edson Santos e pelo senador Paulo Paim, para aprovar o parecer do senador Demóstenes Torres, e que foi referendado por parlamentares de todos os Partidos, inclusive do seu próprio.

Fonte: Afropress

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