quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Ei, psiu, presta atenção! É ano de eleição

Qual será o papel da juventude nestas eleições? Em Brasília, por exemplo, não há expectativa de quando haverá tantos eleitores de 16 e 17 anos. Segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o total de votantes no país será de 132.629.575; destes, 1.989.444 são jovens.


Artur Ribeiro*

Lógico que isso traz oportunistas e aqueles que pensam na juventude como massa de manobra, mas isso também acarreta as seguintes reflexões: quem deve estimular o debate? Em que ambiente ele se desenvolveria melhor? A resposta não é tão simples, mas deve ser analisada com cuidado.

O principal papel é dos(as) educadores(as). Estimular o debate do voto consciente e conversar sobre as propostas dos(as) candidatos(as) – focadas, por exemplo, na educação – é o mais importante. Além da escolha do presidente, teremos eleições para senadores, deputados federais e distritais, e para governadores.

Em Brasília, não havia ainda um panorama 100% certo das eleições no DF até o fechamento desta edição, até porque a coisa toda mudaria de figura se, de uma hora para outra, Cristovam Buarque resolvesse se candidatar. Há também a sombra do criticadíssimo – e possivelmente envolvido no escândalo de corrupção nas instituições do DF – Roriz (só para constar, a Operação Caixa de Pandora não era para investigar Arruda, mas sim o Roriz, só que acabaram pegando o que tem menos cabelo). Além disso, há o candidato que saiu da disputa interna de metralhadoras e tanques do PT, Agnelo, que travou um embate duríssimo contra Magela, que será candidato a deputado federal.

Como dizia Raul Seixas: “Ah! Mas que sujeito chato sou eu que não acha nada engraçado...”. PSDB, PT, PMDB, DEM... e, completando a letra, posso até dizer que acho tudo isso um saco, mas é um "saco" necessário. Afinal, sou um jovem de 18 anos (pois é, agora para mim é obrigatório, que m#$%@!) e tenho o dever de checar o que os(as) candidatos(as) têm a propor, principalmente para a educação.

Sei que tenho de colocar saúde, segurança e outros pontos de campanha em consideração, mas o principal é rever a política de educação pública, que ficou destruída após oito anos de governo Fernando Henrique, que empurrou dinheiro público para instituições privadas. Atualmente, a educação também não é lá essas coisas (melhorou um pouquinho com o Lula, mas ainda não é a ideal), uma vez que o governo gasta rios de dinheiro com o Prouni (Programa Universidade para Todos), que dá bolsas de estudo integrais e parciais para cursos de graduação de instituições privadas e, em troca, oferece isenção de tributos, que enriquece donos de faculdades particulares em detrimento do crescimento da faculdade pública. Nós, como jovens, devemos cobrar avanços na educação! Este, sim, deve ser o principal foco nestas eleições.

* Integrante do projeto "Onda: adolescente em movimento pelos direitos", escreveu artigo sobre as eleições.

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