segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Neutralidade de Marina desagrada tanto a situação e quanto a oposição

“Marina com a sua neutralidade favorece o campo de Serra”, afirmou o presidente da Câmara dos Vereadores do Recife, Múcio Magalhães (PT). A avaliação se refere à decisão, tomada no último domingo, pela senadora Marina Silva (PV) de não apoiar nenhum dos dois presidenciáveis neste segundo turno. A vereadora Aline Mariano (DEM) também não gostou da postura de Marina. “Eu não vi com bons olhos o fato dela ter demorado tanto para se posicionar, para depois, ficar neutra. Não acho bom em política a neutralidade”, comentou a democrata.

Desde o resultado do primeiro turno das eleições, os quase 20 milhões de votos de Marina e, consequentemente o apoio dela no segundo turno, vêm sendo disputado tanto pela presidenciável Dilma Rousseff (PT) quanto pelo candidato do PSDB à Presidência, José Serra. “Confesso que eu fiquei surpresa, porque o discurso de Marina não era de neutralidade e sim de oposição. O projeto dela é mais semelhante ao de Serra, mas acho que ela quis agradar a gregos e a troianos com essa posição”, avaliou Aline Mariano.

O petista Múcio Magalhães também concorda com Aline em relação à semelhança do discurso de Marina ao de Serra. “Ela(Marina) defendeu um discurso de direita como se fosse algo novo”, disse. Ele também comparou as críticas feitas à Dilma com as que foram feitas quando o presidente Lula era candidato. “O terrorismo é o mesmo. Em 1989, eu era coordenador da campanha de Lula aqui e as pessoas diziam que a cor vermelha era do diabo, que íamos mudar a cor da bandeira. Na campanha de João Paulo pra prefeito até uma ocupação falsa fizeram para dizer que o MST ia invadir o Recife se ele ganhasse fizeram. Tivemos que mostrar que era mentira”, lembrou Múcio.

Já o vereador e recém-eleito deputado estadual Daniel Coelho (PV) defendeu a atitude da correligionária em não querer apoiar ninguém no segundo turno. “O formato tradicional da política é esse: te dou meu apoio em troca de um cargo no seu governo. Marina tomou a decisão de não entrar nesse jogo.” Questionado se a “neutralidade” da candidata verde pode provocar uma onda de votos brancos e nulos, ele negou. “Não acredito que isso vai acontecer porque o eleitor de Marina é diferente dos outros, é politizado e vai fazer uam avaliação do que é melhor para o país”, disse Coelho.

Por Ana Luiza Machado, do Diario de Pernambuco

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