sábado, 16 de outubro de 2010

Para ex-ministro da SEPPIR, Dilma é garantia de avanços

Rio - O ex-ministro chefe da SEPPIR e deputado federal reeleito pelo PT do Rio, Edson Santos, disse, em entrevista exclusiva à Afropress, que o momento é crucial para o país, “e em especial para a população negra”, e que a eleição da candidata do PT, Dilma Rousseff, representa a continuidade do que se conquistou no Governo nos últimos oito anos. “O momento é crucial para o país. Não podemos deixar que a burguesia paulista volte. Temos de ver a coisa em perspectiva”, afirmou.

Na entrevista concedida do Rio, por telefone, ao jornalista e Editor, Dojival Vieira, o ex-ministro disse que a eleição da ex-chefe da Casa Civil é fundamental para que se avance para uma correlação de forças mais favorável.

“A correlação de forças para nós será muito melhor do que foi no passado. Você lembra o malabarismo que tivemos que fazer para contornar as resistências do Demóstenes?, perguntou, numa alusão às negociações com o senador Demóstenes Torres, do DEM, para a votação do Estatuto da Igualdade Racial - Lei 12.288, de 20 de julho de 2.009. "Não dá prá arriscar”, acrescentou.

Compromissos

Ele garantiu que Dilma não apenas tem sensibilidade para tratar das questões que dizem respeito à população negra brasileira, como tem compromissos com suas demandas. “Dilma tem comprometimento com o aprofundamento dessas políticas. Não só acho isso, tenha certeza e bota a minha mão no fogo”, frisou.

Sobre o silêncio dos dois candidatos – inclusive da própria Dilma - até aqui na campanha, o que vem sendo entendido por setores do Movimento Negro, como descompromisso com as bandeiras reivindicadas pela população negra, o ex-ministro considerou que “ainda é possível e necessário o tratamento desse tema na campanha”.

Na reunião de que participou nesta quinta-feira (14/10), em Brasília, com lideranças do PSB, PMDB, PDT, PC do B e PT, o tratamento da temática da igualdade racial na campanha foi um dos temas abordados, segundo ele.

Estatuto e polêmicas

O Estatuto, sancionado pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entra em vigor nesta quarta-feira, 20 de outubro. Para Edson Santos, a entrada em vigor do Estatuto seria o momento oportuno para levar o tema ao horário eleitoral.

“Considero sim, importante que se aproveite esse momento da entrada em vigor do Estatuto para se tratar do tema na campanha, inclusive em programas do horário eleitoral. A ministra Dilma, inclusive em grande parte do processo de tramitação do Estatuto era a chefe da Casa Civil e teve grande importância no avanço que se teve. É possível e necessário o tratamento desse tema na campanha. Há sensibilidade da parte dela”, afirmou.

Em relação as polêmicas em torno do Estatuto aprovado – fruto de um acordo em que se envolveu pessoalmente, juntamente com o atual ministro Elói Araújo e o senador Paulo Paim – com o senador Demóstenes Torres, do Democratas – o ex-ministro disse que as divergências existentes dizem respeito “a forma como a questão foi tratada no Governo”.

Divergências

“Existem divergências em torno do que o Governo está fazendo. O que se discute é o que o Governo está fazendo e são naturais. É lógico que haverá divergências de um lado e de outro. Todos os segmentos do movimento Negro concordam que tem de haver Estatuto. Diferente do Serra que, inclusive, condenou essas políticas da Igualdade Racial”, afirmou.

Edson Santos lembrou o artigo de autoria do candidato José Serra, publicado na coluna de Debates do Jornal Folha de S. Paulo, no dia 20 de fevereiro de 2009 para lembrar a posição de Serra e dos tucanos a respeito do tema. “Se ele mantém isso ou não, não sei, mas é relevante a posição do principal aliado dele, que é o Democratas”, afirmou.

Segundo o ex-ministro, a eleição de Dilma possibilitará o aprofundamento, inclusive, do Estatuto e o avanço em relação a outras políticas para a população negra, como, por exemplo,”o projeto de cotas para negros e indígenas que está parado no Senado”.

“Há o comprometimento dela com essa política de aprofundar o Estatuto. Garantir que Dilma seja vitoriosa porque ela representa a continuidade do que se conquistou no Governo. A correlação de forças para nós será muito melhor do que foi no passado”, concluiu.

Fonte: http://www.afropress.com/noticiasLer.asp?id=2383

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