terça-feira, 23 de novembro de 2010

Cabral admite: arrastões são reação do tráfico a UPP


Beltrame diz que 'mágica não existe' e atribui a 'traficantes emburrados' os ataques a motoristas

O governador Sérgio Cabral, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, e o comandante da PM, coronel Mário Sérgio Duarte, admitiram ontem pela primeira vez que os ataques de bandidos que estão assolando as ruas da região metropolitana há dois meses são uma forma de represália do crime organizado às Unidades de Polícia Pacificadoras.

Para combater esse tipo de crime, Beltrame anunciou que vai reforçar o policiamento e transferir para presídios federais chefes do tráfico que estão presos. Ele disse, no entanto, que não é possível evitar que os arrastões aconteçam. "Temos de entender que mágica não existe. São 40 anos de abandono do poder público", afirmou.

Segundo ele, esses ataques estão sendo cometidos por um "pequeno grupo de uma facção criminosa", e a inteligência da polícia está montando uma lista com os nomes dos responsáveis.

O comandante-geral da PM informou que a intensificação do patrulhamento que iria ocorrer na época do Natal foi adiantada. "Vou reduzir [imediatamente] escalas e mais agentes estarão nas ruas", afirmou o coronel Duarte. Ele disse também que em 2011, a corporação vai ter 7 mil novos agentes.

De acordo com O Dia On Line, o Batalhão de Choque vai passar a dar apoio ao patrulhamento das vias expressas, que contam desde ontem com 140 motos compradas este ano pelo Estado.

Pânico

Ontem de manhã, cinco homens armados fizeram um arrastão em Irajá, entre a via Dutra e a avenida Brasil. Eles incendiaram dois carros e uma van. No domingo, houve ataques a motoristas em Laranjeiras - perto do Palácio Guanabara - e na Lagoa. Ninguém ficou ferido.

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