quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Segurança: O perigo no próximo sinal


(Matéria publicada na Veja Rio em 03/11.)

Uma sucessão de arrastões realizados por bandidos nas ruas, avenidas, túneis e vias expressas da cidade tem apavorado os cariocas. Enquanto as vítimas se defrontam com histórias de horror, as autoridades não conseguem montar uma estratégia para resolver mais esse desafio na área de segurança pública.

Há duas semanas, na noite de sexta-feira (15), o professor universitário João Batista de Abreu saiu de casa, em Laranjeiras, preocupado. Acompanhado da mulher e da filha de 21 anos, seguiu em seu Ford Escort para o bairro do Rio Comprido, onde pretendia visitar a mãe, internada em uma clínica depois de sofrer um derrame. No trajeto até o hospital, o problema familiar dominava a conversa, suscitava emoções e criava uma atmosfera de solidariedade entre o trio. De repente, o susto. Próximo à saída do Túnel Santa Bárbara, o carro do professor foi bruscamente fechado por um Nissan Tiida. A colisão foi estúpida, inevitável. Assim que o motorista saiu e veio em sua direção, Abreu tentou esboçar uma reclamação. Calou-se quando notou uma pistola apontada contra seu peito e, já em desespero, ouviu a ordem para entregar tudo o que tinha de valor. “Percebi que se fizesse qualquer coisa poderíamos ser mortos”, recorda. Abreu queria se livrar daquela situação o mais rápido possível e entregou sua carteira e a bolsa da mulher. A filha assistia a tudo do banco de trás, imobilizada de pavor. Enquanto a família era roubada, os outros ocupantes do Nissan saquearam mais três veículos que frearam logo atrás. Dois bandidos obrigaram os ocupantes de um deles, um Honda City, a sair e fugiram no automóvel. Outros dois escaparam no Nissan.

Histórias como essas têm se repetido com frequência alarmante nas últimas semanas. Em outubro, foram registrados mais de vinte arrastões, quase um por dia, índice muito acima do normal. Realizados em circunstâncias, locais e horários diferentes, todos esses crimes têm uma característica única: surpreendem o cidadão justamente quando ele se sente protegido, acomodado confortavelmente ao volante, afastado dos perigos da rua e capaz de se livrar de qualquer ameaça com uma simples pisada no acelerador. Na verdade, há poucas situações em que a vítima está tão vulnerável, confinada sob a mira de uma arma em um espaço exíguo, muitas vezes acompanhada de familiares. “É uma situação terrível, de total impotência, que cria um estado de medo insuportável em qualquer lugar por onde se ande”, diz o músico Ivan Lins, vítima de uma emboscada realizada há duas semanas na Estrada Rio-Teresópolis. Na ocasião, três bandidos roubaram o carro em que ele e a mulher, Valéria, viajavam. A mecânica da ação seguiu o modelo do arrastão clássico. A diferença foi que, por não conseguirem parar os veículos que vinham atrás, os assaltantes acabaram fugindo com o automóvel e os pertences do músico. Ele ficou particularmente impressionado com a violência com que trataram sua mulher. “Ela se enroscou no cinto de segurança, e os ladrões gritavam e tentavam arrancá-la dali, puxando-a para fora. Isso tudo sob a mira de armas. Foi um horror.”

Imprevisíveis, os ataques têm acontecido até mesmo em locais com baixos índices de ocorrências — e a qualquer hora do dia. Na pacata Urca, o economista Leonardo Schneider, vice-presidente do Sindicato da Habitação (Secovi-Rio), foi vítima de um assalto quando levava sua filha de 5 anos à casa dos avós. A menina ficou traumatizada ao ver, encolhida no banco de trás do carro, o pai ameaçado com uma pistola na cabeça. Recentemente, outra ação audaciosa: quatro marginais roubaram bolsas, relógios e celulares de seis motoristas na Rua Faro, no Jardim Botânico, pouco antes das 7 da manhã. Fugiram sem maiores problemas. No início de outubro, a Rua Mundo Novo, que liga Laranjeiras a Botafogo, foi bloqueada por quatro criminosos que assaltaram cinco pessoas e levaram um Meriva e um Honda Fit, numa bela manhã de quarta-feira. Aparentemente, o intervalo entre os arrastões também está diminuindo. No sábado passado (23), dois automóveis foram levados em uma ação na Linha Vermelha em plena luz do dia. Na ocasião, um dos bandidos não se deteve nem mesmo diante de um bebê de pouco mais de 1 ano e arrancou o cordão e a pulseira de ouro que usava, ferindo o pescoço e o pulso da criança. Na última terça-feira (26), foi a vez de a empresária Marlene Mattos ter sua picape Toyota Hilux roubada em Vargem Grande.

Curiosamente, a onda de ataques aos motoristas ocorre em um momento em que as estatísticas de segurança começam a melhorar. Durante o último ano, o número de homicídios na cidade caiu 20%, enquanto os roubos de veículos diminuíram 19% e os assaltos a transeuntes, 8%. Muito desse avanço se deve à eficaz política de ocupação e pacificação de favelas empreendida pelo governo do estado desde dezembro de 2008. Especialistas são unânimes em vincular a súbita eclosão dos arrastões justamente às ocupações de morros pela polícia e à implantação das UPPs. A última ocupação realizada pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope) foi carregada de valor simbólico e se deu no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, onde um helicóptero da polícia foi derrubado no ano passado por traficantes armados de bazuca. Para alguns estudiosos do setor, a presença ostensiva de policiais em áreas antes dominadas pelos traficantes acabou levando-os a praticar outro tipo de crime. O assalto aos automóveis seria, assim, um modo de compensar as perdas. Outros analistas, no entanto, acreditam que o movimento é uma forma exacerbada de intimidação articulada pelos chefões. “Esse tipo de arrastão é um fenômeno recente, que demanda uma execução complexa e tem baixa lucratividade para os bandidos. Mas uma enorme repercussão”, diz o consultor de segurança pública Rodrigo Pimentel, ex-capitão do Bope e corroteirista dos filmes Tropa de Elite 1 e 2. “Isso é uma reação deliberada contra a pacificação. É uma provocação para suscitar o medo.”

Se for uma estratégia, tem sido bem-sucedida. De fato, as pessoas estão apavoradas. No último dia 21, a Linha Vermelha se transformou em um cenário de caos por volta das 18 horas. Surpreendidos com uma súbita paralisação no trânsito, os motoristas começaram a voltar pela contramão na via expressa, temendo se tratar de um ataque. Detalhe: era apenas um engarrafamento, desses que acontecem diariamente por ali. Sentindo-se desprotegido, o carioca tem procurado resolver o problema sozinho. Nos últimos dois meses, as revendedoras especializadas calculam que as encomendas de carros blindados tenham crescido 40%. Atualmente, circulam pela cidade 12 000 automóveis de estrutura reforçada, resistentes a tiros de revólveres, pistolas e submetralhadoras, com exceção de AR-15 e fuzis em geral. Na segunda-feira passada (25), uma cena curiosa chamava a atenção dos motoristas que iam da Zona Sul para o Centro. Promovida por uma concessionária, uma caravana de veículos anunciava um leilão de usados. O último deles carregava os seguintes dizeres: “Proteja-se dos arrastões. Compre um blindado”. Quem não pode desembolsar cerca de 50 000 reais por um modelo, ou ainda não teve tempo de fazê-lo, tem alterado sua rotina para diminuir os riscos. “Deixei de fazer reservas para os voos que chegam ao Galeão à noite, tanto para mim quanto para meus clientes, para não termos de passar pela Linha Vermelha ou pela Amarela no escuro”, diz a empresária Márcia Marbá, agente das atrizes Grazi Massafera e Priscila Fantin.

Embora não seja tão simples na prática quanto pareça, a solução óbvia é aumentar o policiamento ostensivo em vias expressas e túneis. A experiência já deu certo em grandes eventos internacionais realizados na cidade, como a conferência Rio-92 e os Jogos Pan-Americanos de 2007. O complicado é fechar a conta com o efetivo atual. No último ano, os soldados e oficiais recém-formados pela Polícia Militar foram, em sua grande maioria, deslocados para o policiamento comunitário nas favelas ocupadas. Os próximos 1 300 homens a deixar a academia terão o mesmo destino: trabalhar nas futuras UPPs. Para piorar, a corporação perde, em média, 1 500 membros anualmente, devido a aposentadoria, morte, invalidez ou afastamento. A equação, claro, fica desfavorável. Na Rua Maria Eugênia, no Humaitá, onde ocorreu um arrastão em 18 de outubro, moradores contam que a viatura que fazia a segurança da região havia desaparecido de lá nos últimos tempos. Voltou tarde demais, logo após o assalto, quando quatro bandidos saquearam os pertences de três carros. “Em algum momento, o processo de pacificação dos morros terá de ser equacionado de forma que mais PMs sejam destacados para atuar no dia a dia da cidade”, lembra Pimentel. “Hoje, a segurança pública convive com o dilema do cobertor curto: cobre um canto para descobrir outro.”

Evidentemente, o avanço das UPPs é prioridade absoluta no combate ao crime, uma política acertadíssima de recuperação de territórios e de resgate da cidadania de uma parcela importante da população. Não se pode retroceder nessa guerra. As ações de intimidação, de fato, são parte desse grande jogo e vão continuar a acontecer até que todos os grandes chefões do tráfico sejam desalojados — ou presos. Mas, ao mesmo tempo em que lida com essa questão de fundo, a Secretaria de Segurança não pode se esquecer das ruas da cidade. Trata-se de uma epidemia (e não de casos isolados) que precisa ser controlada já. Em favor do órgão e do seu secretário, José Mariano Beltrame, diga-se de passagem, um primeiro passo já foi dado. Batalhões da Polícia Militar têm usado homens da Tropa de Choque, normalmente acionados em situações de emergência, para a vigilância no dia a dia. Na quarta-feira 20, uma primeira vitória: duas duplas do grupamento frustraram uma tentativa de arrastão na Rua Professor Álvaro Rodrigues, em Botafogo, e um marginal foi preso na operação. Mas o desafio de eliminar de vez o fantasma do medo que paira pelas avenidas, túneis e vias expressas da cidade ainda está por ser vencido.

Histórias como essas têm se repetido com frequência alarmante nas últimas semanas. Em outubro, foram registrados mais de vinte arrastões, quase um por dia, índice muito acima do normal. Realizados em circunstâncias, locais e horários diferentes, todos esses crimes têm uma característica única: surpreendem o cidadão justamente quando ele se sente protegido, acomodado confortavelmente ao volante, afastado dos perigos da rua e capaz de se livrar de qualquer ameaça com uma simples pisada no acelerador. Na verdade, há poucas situações em que a vítima está tão vulnerável, confinada sob a mira de uma arma em um espaço exíguo, muitas vezes acompanhada de familiares. “É uma situação terrível, de total impotência, que cria um estado de medo insuportável em qualquer lugar por onde se ande”, diz o músico Ivan Lins, vítima de uma emboscada realizada há duas semanas na Estrada Rio-Teresópolis. Na ocasião, três bandidos roubaram o carro em que ele e a mulher, Valéria, viajavam. A mecânica da ação seguiu o modelo do arrastão clássico. A diferença foi que, por não conseguirem parar os veículos que vinham atrás, os assaltantes acabaram fugindo com o automóvel e os pertences do músico. Ele ficou particularmente impressionado com a violência com que trataram sua mulher. “Ela se enroscou no cinto de segurança, e os ladrões gritavam e tentavam arrancá-la dali, puxando-a para fora. Isso tudo sob a mira de armas. Foi um horror.”

Imprevisíveis, os ataques têm acontecido até mesmo em locais com baixos índices de ocorrências — e a qualquer hora do dia. Na pacata Urca, o economista Leonardo Schneider, vice-presidente do Sindicato da Habitação (Secovi-Rio), foi vítima de um assalto quando levava sua filha de 5 anos à casa dos avós. A menina ficou traumatizada ao ver, encolhida no banco de trás do carro, o pai ameaçado com uma pistola na cabeça. Recentemente, outra ação audaciosa: quatro marginais roubaram bolsas, relógios e celulares de seis motoristas na Rua Faro, no Jardim Botânico, pouco antes das 7 da manhã. Fugiram sem maiores problemas. No início de outubro, a Rua Mundo Novo, que liga Laranjeiras a Botafogo, foi bloqueada por quatro criminosos que assaltaram cinco pessoas e levaram um Meriva e um Honda Fit, numa bela manhã de quarta-feira. Aparentemente, o intervalo entre os arrastões também está diminuindo. No sábado passado (23), dois automóveis foram levados em uma ação na Linha Vermelha em plena luz do dia. Na ocasião, um dos bandidos não se deteve nem mesmo diante de um bebê de pouco mais de 1 ano e arrancou o cordão e a pulseira de ouro que usava, ferindo o pescoço e o pulso da criança. Na última terça-feira (26), foi a vez de a empresária Marlene Mattos ter sua picape Toyota Hilux roubada em Vargem Grande.

Curiosamente, a onda de ataques aos motoristas ocorre em um momento em que as estatísticas de segurança começam a melhorar. Durante o último ano, o número de homicídios na cidade caiu 20%, enquanto os roubos de veículos diminuíram 19% e os assaltos a transeuntes, 8%. Muito desse avanço se deve à eficaz política de ocupação e pacificação de favelas empreendida pelo governo do estado desde dezembro de 2008. Especialistas são unânimes em vincular a súbita eclosão dos arrastões justamente às ocupações de morros pela polícia e à implantação das UPPs. A última ocupação realizada pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope) foi carregada de valor simbólico e se deu no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, onde um helicóptero da polícia foi derrubado no ano passado por traficantes armados de bazuca. Para alguns estudiosos do setor, a presença ostensiva de policiais em áreas antes dominadas pelos traficantes acabou levando-os a praticar outro tipo de crime. O assalto aos automóveis seria, assim, um modo de compensar as perdas. Outros analistas, no entanto, acreditam que o movimento é uma forma exacerbada de intimidação articulada pelos chefões. “Esse tipo de arrastão é um fenômeno recente, que demanda uma execução complexa e tem baixa lucratividade para os bandidos. Mas uma enorme repercussão”, diz o consultor de segurança pública Rodrigo Pimentel, ex-capitão do Bope e corroteirista dos filmes Tropa de Elite 1 e 2. “Isso é uma reação deliberada contra a pacificação. É uma provocação para suscitar o medo.”

Se for uma estratégia, tem sido bem-sucedida. De fato, as pessoas estão apavoradas. No último dia 21, a Linha Vermelha se transformou em um cenário de caos por volta das 18 horas. Surpreendidos com uma súbita paralisação no trânsito, os motoristas começaram a voltar pela contramão na via expressa, temendo se tratar de um ataque. Detalhe: era apenas um engarrafamento, desses que acontecem diariamente por ali. Sentindo-se desprotegido, o carioca tem procurado resolver o problema sozinho. Nos últimos dois meses, as revendedoras especializadas calculam que as encomendas de carros blindados tenham crescido 40%. Atualmente, circulam pela cidade 12 000 automóveis de estrutura reforçada, resistentes a tiros de revólveres, pistolas e submetralhadoras, com exceção de AR-15 e fuzis em geral. Na segunda-feira passada (25), uma cena curiosa chamava a atenção dos motoristas que iam da Zona Sul para o Centro. Promovida por uma concessionária, uma caravana de veículos anunciava um leilão de usados. O último deles carregava os seguintes dizeres: “Proteja-se dos arrastões. Compre um blindado”. Quem não pode desembolsar cerca de 50 000 reais por um modelo, ou ainda não teve tempo de fazê-lo, tem alterado sua rotina para diminuir os riscos. “Deixei de fazer reservas para os voos que chegam ao Galeão à noite, tanto para mim quanto para meus clientes, para não termos de passar pela Linha Vermelha ou pela Amarela no escuro”, diz a empresária Márcia Marbá, agente das atrizes Grazi Massafera e Priscila Fantin.

Embora não seja tão simples na prática quanto pareça, a solução óbvia é aumentar o policiamento ostensivo em vias expressas e túneis. A experiência já deu certo em grandes eventos internacionais realizados na cidade, como a conferência Rio-92 e os Jogos Pan-Americanos de 2007. O complicado é fechar a conta com o efetivo atual. No último ano, os soldados e oficiais recém-formados pela Polícia Militar foram, em sua grande maioria, deslocados para o policiamento comunitário nas favelas ocupadas. Os próximos 1 300 homens a deixar a academia terão o mesmo destino: trabalhar nas futuras UPPs. Para piorar, a corporação perde, em média, 1 500 membros anualmente, devido a aposentadoria, morte, invalidez ou afastamento. A equação, claro, fica desfavorável. Na Rua Maria Eugênia, no Humaitá, onde ocorreu um arrastão em 18 de outubro, moradores contam que a viatura que fazia a segurança da região havia desaparecido de lá nos últimos tempos. Voltou tarde demais, logo após o assalto, quando quatro bandidos saquearam os pertences de três carros. “Em algum momento, o processo de pacificação dos morros terá de ser equacionado de forma que mais PMs sejam destacados para atuar no dia a dia da cidade”, lembra Pimentel. “Hoje, a segurança pública convive com o dilema do cobertor curto: cobre um canto para descobrir outro.”

Evidentemente, o avanço das UPPs é prioridade absoluta no combate ao crime, uma política acertadíssima de recuperação de territórios e de resgate da cidadania de uma parcela importante da população. Não se pode retroceder nessa guerra. As ações de intimidação, de fato, são parte desse grande jogo e vão continuar a acontecer até que todos os grandes chefões do tráfico sejam desalojados — ou presos. Mas, ao mesmo tempo em que lida com essa questão de fundo, a Secretaria de Segurança não pode se esquecer das ruas da cidade. Trata-se de uma epidemia (e não de casos isolados) que precisa ser controlada já. Em favor do órgão e do seu secretário, José Mariano Beltrame, diga-se de passagem, um primeiro passo já foi dado. Batalhões da Polícia Militar têm usado homens da Tropa de Choque, normalmente acionados em situações de emergência, para a vigilância no dia a dia. Na quarta-feira 20, uma primeira vitória: duas duplas do grupamento frustraram uma tentativa de arrastão na Rua Professor Álvaro Rodrigues, em Botafogo, e um marginal foi preso na operação. Mas o desafio de eliminar de vez o fantasma do medo que paira pelas avenidas, túneis e vias expressas da cidade ainda está por ser vencido.

Como se proteger

Medidas para escapar de um arrastão ou pelo menos reduzir o risco de consequências mais graves

Aumente sua percepção ao volante. Em vez de prestar atenção apenas no trânsito, esteja alerta também a perigos como movimentações suspeitas e blitze estranhas

Caso perceba o risco a uma distância segura, encoste o carro e ligue para a polícia. Outra solução é observar o que acontece algumas dezenas de metros à frente, de modo que seja possível desviar o caminho e fugir do perigo

Se já estiver perto, reduza a velocidade e prepare-se psicologicamente, evitando ser pego de surpresa. Procure manter a calma. Não dê marcha a ré nem tente se desviar dos assaltantes

Espere a abordagem dos bandidos dentro do carro, com as mãos no volante. Não se antecipe às ordens dos marginais. Qualquer movimento brusco pode ser interpretado por eles como uma ameaça. Não saia do veículo antes que isso seja pedido

Indique ao ladrão tudo o que está fazendo. Caso tenha de se virar para soltar o cinto de segurança ou pegar uma bolsa no banco de trás, avise-o com antecedência. O mesmo procedimento deve ser adotado para retirar uma criança do assento traseiro

Se tiver de sair do carro, não fique parado perto do marginal. Caminhe para a parte de trás do veículo e deixe o espaço livre para a fuga

Depois do assalto, procure, se possível, um espaço público como um bar ou restaurante para se sentir mais amparado e ligue para a polícia

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