sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Subúrbio negro, o filme



Documentário sobre a juventude do subúrbio ferroviário da Península de Itapagipe, em Salvador

A CESE e as redes juvenis do subúrbio, através do Projeto Juventude Cidadã, lançaram em junho deste ano um vídeo contando as lutas anti-racistas e socioambientais enfrentadas pela população negra local do Subúrbio Ferroviário, em Salvador. Após o lançamento e a definição do nome que teve participação e sugestão direta dos jovens da comunidade, foi eleito o nome Subúrbio Negro para intitular o documentário de 27 minutos que narra a história dessas comunidades.

“Este vídeo tem muitos significados. Além de retratar a dura realidade suburbana interpretada por seus jovens e contribuindo para o seu protagonismo, é uma peça importante de divulgação para que busquem novas parcerias”, declara o assessor de projetos da CESE, José Carlos Zanetti.

Atualmente, fazem parte do projeto 4 redes sociais, composto por algumas dezenas de grupos e movimentos sócioculturais que vivem no Subúrbio Ferroviário, dentre eles: o Movimento de Cultura Popular do Subúrbio (MCPS); o Colegiado de Cultura da CAMMPI (moradores de Itapagipe); o Fórum de Entidades do Subúrbio (FES) e a Rede de Protagonistas em Ação de Itapagipe (REPROTAI). O projeto de nome Juventude Cidadã visa fortalecer as redes em suas atividades e contribuir para que desenvolvam institucionalmente capacidades de gestão e incidência política. Esta iniciativa nasceu em 2005, em parceria com a agência holandesa Kerkininactie/ICCO.

Subúrbio Ferroviário
Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) indicam que a juventude brasileira é a maior vítima da violência. A Bahia e sua capital negra, Salvador, não escapam desta lógica perversa, agravada pelo racismo e a intolerância religiosa. Apesar de ser uma capital bela e culturalmente rica, a situação é particularmente grave em seus bairros populares, a exemplo do Subúrbio Ferroviário.

“Os grupos culturais que trabalham com arte-educação e com o diálogo interreligioso oferecem alternativas e esperanças para uma nova existência comprometida com novos formatos de relação gênero e raça, geração de renda e políticas públicas motivadoras de uma cultura de paz”, declara Zanetti.

Fonte: http://www.cese.org.br/index.php?prefixo=det&menu=noticia&id=133

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