sexta-feira, 30 de abril de 2010

Experiências em novos espaços de comunicação para os afrodescendentes foram discutidas no Colegiado da Igualdade


O debate sobre espaço alternativo de comunicação para o povo negro foi discutido em Audiência Pública na Assembléia Legislativa, nesta terça (27). O espaço livre para divulgação de produções de texto, imagem ou audiovisual independente pontuou diversos fatores no entendimento do uso de ferramentas de mídia alternativa. Marcaram presença no evento presidido pela Comissão de Promoção da Igualdade, Paulo Rogério, Diretor do Instituto Mídia Ética, Marcos Rezende, Coordenador do Coletivo de Entidades Negras (CEN), Hebert Florence, Secretário de Comunicação do PT, Fernando Conceição, professor da Escola de Comunicação da Ufba e coordenador da Campanha Afirme-se, André Actis da TV Pelourinho e Mel Adún representando o Tobossis. Após abrir a sessão, o deputado Bira Corôa expôs a estruturação da comunicação como uma construção das grandes elites, sendo afirmada para uma minoria de pele negra. Ele ainda enfatizou a macro política de interiorização, existente nas grandes mídias, dispondo os negros em papeis terciários, como figurantes, sem expressão e sem autonomia. As contribuições deram seguimento ao debate pautando as ações pela cidadania, através de projetos de produções audiovisuais construídos por jovens negros. O projeto da TV pelourinho apresentado por André Actis traz programas televisivos, pesquisados, editados, produzidos e finalizados por estes jovens, muitos deles, vindos da periferia. Existem 200 jovens que estão se especializando em audiovisual, no projeto da TV Pelourinho, com equipamentos de ponta e alta tecnologia. A internet esteve no centro das discussões trazendo uma polêmica que tratava do aproveitamento desta nova mídia poderosa em contrapartida da exclusão, tanto digital como social, que enxerga a plataforma como ferramenta ditada pela elite capitalista. Paulo Rogério do Instituto Mídia Étnica apresentou a sua experiência na comunicação alternativa, com a internet como principal veículo de comunicação, usando como exemplo o portal Correio Nagô. Rogério afirma que a internet é por si só anárquica e descentralizada. Para o Professor Fernando Conceição a internet apresenta alguns questionamentos em relação a sua utilização como nova mídia alternativa. “Nos apropriamos de uma tecnologia onde a produção está relacionada a um centro elitista, o processo se dá a partir de um império visando apenas interesse econômico”, disse Fernando Conceição. O Professor entende que a web traz uma ilusão da democracia como uma fábula do capitalismo e afirma que não estamos presenciando uma aldeia global, onde todos estão conectados. O secretário de comunicação do PT, Hebert Florence, construiu sua fala discutindo o domínio das elites nos meios de comunicação, seguido do Coordenador do CEN que questionou a necessidade de desenvolvimento de atividades de órgãos, que tragam oportunidades aos jovens negros para produção e participação de mídias de comunicação. A representante do Tobossis, Mel Adún declarou que a internet é um meio de comunicação ainda muito vasto e pouco aproveitado e enxerga o veículo como uma ferramenta muito atrativa no auxilio da comunicação. As idéias, polêmicas e experiências de cada representante que estiveram presentes, foram de grande contribuição na construção do debate, expondo pontos da realidade da grande mídia excludente e trazendo um questionamento importante de como transformar ou enfrentar essa estrutura implementada desde o Brasil colônia sendo consolidado nas idéias neo-liberais da contemporaneidade. “O estado foi estruturado para atender os dominantes, desde o imperialismo refletido nos dias de hoje”, disse o deputado Bira Corôa.


Lançamento do Censo Demográfico de 2010

O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão convida para a solenidade de "Lançamento do Censo Demográfico de 2010"

O Censo Demográfico de 2010 será um grande retrato em extensão e profundidade da população brasileira e das suas características sociais e econômicas. Ao mesmo tempo, atualizará a base de informações fundamentais para o planejamento público e privado da próxima década.

A solenidade será realizada no dia 05 de maio de 2010, às 10h30, no Auditório do Térreo deste Ministério, localizado na Esplanada dos Ministérios, Bloco K,, em Brasília-DF.

Solicita-se confirmar presença até 30 de abril de 2010. E-mail: lucia.ferreira@ibge.gov.br

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Uma celebração atual, 100 anos depois



O livro As origens e a comemoração do Dia Internacional das Mulheres, traduzido para o português e publicado pela SOF Sempreviva Organização Feminista e Editora Expressão Popular, recompõe com detalhes a história da criação do Dia Internacional das Mulheres e a definição posterior de um dia unificado para sua comemoração, o dia 8 de março, acontecimentos diretamente vinculados à luta das mulheres socialistas.
Nalu Faria *

Ana Isabel Álvarez González relata a permanente tensão das militantes socialistas para que as organizações e partidos da classe trabalhadora incorporassem as reivindicações das mulheres. Tensão que aponta para a necessidade de organização delas no interior da esquerda e para a construção do movimento de mulheres.

Ao se tornar referência no mundo inteiro, o 8 de Março tem um importante papel na manutenção da identidade de um movimento amplo de mulheres e é um instrumento de mobilização e aglutinação em torno da luta pela igualdade. Em um movimento tão amplo e disperso, a construção de um calendário de lutas pode ter um papel decisivo de mobilização e construção de uma identidade política, assim como a construção de símbolos, de dinâmicas próprias e o compartilhamento de uma história comum.

Um 8 de Março militante é parte do projeto de construção de um movimento de mulheres forte, capaz de atuar em conjunto com outros movimentos sociais, aglutinando as militantes organizadas também nos movimentos e organizações sociais mistos, em torno de uma plataforma que articule a luta pela igualdade entre mulheres e homens com a luta pela transformação das relações de classe e de raça. Em síntese, trata-se de atuar para que uma perspectiva que integre a luta pela igualdade, anticapitalista, antirracista e antipatriarcal seja o eixo estruturador do movimento de mulheres, um movimento feminista e socialista.

Essa disputa não se faz apenas no interior do movimento de mulheres. No campo da esquerda, dos movimentos, partidos e organizações dos trabalhadores ainda prevalecem visões equivocadas do que é o feminismo. Com frequência, o movimento e suas reivindicações são caracterizados como de classe média, intelectualizado, sem relação com o que se avalia serem as necessidades das “mulheres comuns”. Ao mesmo tempo, a opressão das mulheres é vista por uma ótica culturalista, no plano das ideias, sem que se compreendam ou se admitam as contradições materiais concretas das relações sociais de sexo, que são a base efetiva da necessidade da organização própria das mulheres.

A força das ideias feministas, mesmo que não com esse nome – isto é, a força da luta pela igualdade entre mulheres e homens –, construiu-se através de amplas lutas sociais, em consonância com uma proposta de mudança anticapitalista. Lutas em que as mulheres trabalhadoras tiveram e têm um papel fundamental, na maior parte das vezes, tensionadas pela cobrança que contrapõe nossa fidelidade à classe trabalhadora e nossa rebeldia contra a opressão das mulheres. É nosso desafio romper com essa dicotomia.

Ao se completar um século desde que as mulheres socialistas reunidas em Copenhague aprovaram a proposta do Dia Internacional das Mulheres, a recuperação histórica do significado dessa data é uma contribuição importante para a reflexão sobre o que é constitutivo da luta feminista: a afirmação, cada vez mais, da autonomia e soberania das mulheres e de que a igualdade entre os sexos tem que ser parte fundamental de todos os processos de transformação. Esse é o lugar do 8 de Março na longa jornada das mulheres: reafirmar que sem socialismo não há feminismo, e sem feminismo não há socialismo.

* Nalu Faria é coordenadora da SOF - Sempreviva Organização Feminista.

GONZÁLEZ, A. I. A. As origens e a comemoração do Dia Internacional das Mulheres. São Paulo: Editora Expressão Popular e SOF-Sempreviva Organização Feminista, 2010.

sábado, 17 de abril de 2010

Atriz e rapper negro gravam documentário

Brasília - A atriz negra, Sheron Menezes, da Rede Globo, e o rapper e apresentador Big Richard, gravaram na segunda-feira (12/4), em Brasília, nos estúdios da Tv Brasil, a apresentação do documentário "As Américas têm cor: afrodescendentes no século XXI".

Composto de matérias que retratam a realidade da população negra do Brasil, Equador, Panamá e Uruguai, o documentário revela a expectativa dos afrodescendentes em torno do levantamento de dados referentes à raça e etnia nos censos nacionais.

As reportagens foram produzidas nos meses de novembro e dezembro de 2009 - numa parceria entre UNIFEM Brasil e Cone Sul (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher), Grupo de Afrodescendentes nos Censos das Américas e TV Brasil/Canal Integración -, e exibidas ao longo do mês de janeiro de 2010, para as emissoras parceiras da TV Brasil/Canal Integración da Ibero-América e para 14 países da América Latina.

No Brasil, a série foi exibida na TV Brasil, NBr, TV Senado, TV Câmara, Canal Futura, entre outras emissoras. No rol de parceiros, o projeto conta ainda com o apoio das marcas Vide Bula e Camisaria Colombo no figurino utilizado pelos apresentadores no documentário.

A dupla de apresentadores negros aderiu voluntariamente ao projeto de apresentação do documentário por compreender se este um momento decisivo para informar as populações negras das Américas sobre a rodada do censo de 2010-2012 e a importância de afirmação da identidade negra.

Sheron Menezes - é uma das atrizes negras em carreira ascendente na Rede Globo, participa desta edição da Dança dos Famosos do Domingão do Faustão e recentemente atuou na novela Caras e Bocas, com a personagem Milena -, foi sensibilizada a apresentar o documentário por sua mãe, a escritora Vera Linda Menezes.

Em setembro do ano passado, Vera Linda acompanhou o seminário estadual O Negro na Mídia - A Invisibilidade da Cor, realizado em Porto Alegre pelo Núcleo de Jornalistas Afro-brasileiros do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul. "É fundamental levar a informação do censo para a população negra e trazer elementos que facilitem a identificação negra para afirmação da nossa descendência africana", aponta Vera Linda Menezes, autora do livro Princesa Violeta, que trabalha a temática racial no imaginário infantil a partir de personagens negros.

Apresentador do programa Para Todos da TV Brasil, Big Richard é bastante conhecido no cenário cultural e artístico por ser músico, rapper e engajado com a valorização da identidade negra. Foi colaborador da Revista Raça Brasil e apresentou, nos idos do ano 2000, um quadro no programa Fantástico da Rede Globo sobre a periferia e o movimento hip hop.

Um dos rostos negros da TV Brasil, Big Richard tem estabelecido a ponte entre a efervescência cultural negra no Brasil e em países africanos. Recentemente, produziu uma série de reportagens sobre o país africano Guiné Bissau.

Dados de raça e etnia nos censos de 2010

Os censos geram informações primárias que vão derivar em dados estatísticos confiáveis e influenciar, pelo menos por uma década, a análise de indicadores sobre o modo de vida dos afrodescendentes.

Após a finalização do documentário, o material será novamente exibido para a rede de emissoras parceiras da TV Brasil na Ibero-América e nos 14 países americanos. No Brasil, a parceria entre UNIFEM Brasil e Cone Sul e Ministério da Cultura vai distribuir o documentário para os pontos de cultura afro, de gênero e de audiovisual instalados em todos os estados.

A rede de distribuição prevê ainda envio dos DVDs para tevês educativas, culturais, universitárias e comunitárias de todo o Brasil, além de organismos de igualdade racial e de política para as mulheres. O documentário terá legendas em Espanhol e Inglês para ampliar a exibição e o consumo do conteúdo para diferentes públicos.

Histórias Posithivas - Uso de álcool e outras drogas e o tratamento de aids



2ª série de vídeos produzidos pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais para salas de espera.
Este é sobre o uso de drogas e o HIV. Todo usuário de drogas tem direito ao atendimento e tratamento, sem preconceitos.

Fonte: You Tube

I Encontro Estadual das Comunidades Quilombolas da Bahia

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Congresso da ONU debate superlotação nos presídios

Só no Brasil existem 470 mil homens e mulheres em presídios designados para abrigar 299 mil pessoas, uma superpopulação de 57%; representante no Brasil e Cone Sul da Fundação Internacional Penal e Penitenciária diz que a superpopulação leva à corrupção no sistema carcerário.

A superlotação nos presídios da América Latina é um dos temas centrais da agenda do 12º Congresso das Nações Unidas sobre Prevenção ao Crime e Justiça Criminal que acontece em Salvador.

O assunto foi debatido em painel sobre o tratamento dado a prisioneiros no sistema carcerário, que teve a participação do relator especial da ONU sobre Tortura, Manfred Nowak, e do presidente nomeado do Supremo Tribunal Federal brasileiro, STF, ministro Cezar Peluso.

Corrupção

Segundo a ONG Conectas, que tem status consultivo no Conselho de Direitos Humanos da ONU, só no Brasil existem 470 mil homens e mulheres em presídios designados para abrigar 299 mil pessoas, uma superpopulação de 57%.

O representante no Brasil e Cone Sul da Fundação Internacional Penal e Penitenciária, Edmundo Oliveira, disse à Rádio ONU, de Salvador, que o excesso de presos nas celas está relacionado a outro problema: a corrupção dentro das penitenciárias.

"Os presos na América Latina hoje usam celular das prisões. E porque isso acontece? Entra celular na prisão porque tem corrupção. Outro ponto fundamental é a falta de higiene. Não há sistema de saúde no sistema penitenciário", afirmou.

Chip

Edmundo Oliveira propõe a criação de pequenas penitenciárias regionais nos municípios do interior brasileiro como solução para a superpopulação carcerária.

Ele também defende a aplicação de penas alternativas, como o trabalho comunitário, como forma de aliviar o problema. Oliveira cita ainda a importância do monitoramento eletrônico e diz que um sistema de chip implementado no braço dos presos está sendo testado na Europa.

Como estudantes interpretam a discriminação em universidades do Rio

Por Carolina Octaviano
15/04/2010



Um grupo de pesquisadores do Programa de Pós-graduação em Epidemiologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e do Instituto de Medicina Social (IMS) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), por meio de um estudo qualitativo, buscou compreender como os diferentes processos da discriminação ocorrem entre estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da própria Uerj. A pesquisa faz parte do doutoramento de João Luiz Bastos na UFPel. O doutor em epidemiologia Eduardo Faerstein, co-orientador de Bastos e membro do IMS da Uerj, sugeriu que a pesquisa fosse feita no Rio.

“Ele me convidou para fazer o estudo na cidade, levando em consideração o fato de que a instituição onde atua tem alunado com perfil bastante diversificado do ponto de vista socioeconômico (renda, escolaridade, origem social) e demográfico (cor, sexo, idade). Achamos que esse perfil diversificado seria rico e interessante como contexto no qual a pesquisa seria conduzida”, comenta.

O estudo foi iniciado em 2008 e divulgado na edição de fevereiro de 2010 da Revista de Saúde Pública. A pesquisa envolveu cinco grupos de 43 alunos de ambos os sexos e autoclassificados nas categorias de cor/raça branca, parda e preta. A Uerj e a UFRJ foram escolhidas porque recebem alunos de realidades econômicas e sociais distintas e por possuírem um esquema de ingresso diferenciado, sendo que a instituição estadual reserva um número determinado de vagas para estudantes de baixa renda e classificados como pardos ou negros. Tendo em vista que a relação de candidatos por vaga de cada curso poderia influenciar de alguma maneira na discriminação e no preconceito, foram selecionados universitários de diferentes cursos: ciências sociais, educação física e medicina.

Durante os encontros com os cinco grupos, os pesquisadores utilizaram um roteiro que abrangia os termos preconceito e discriminação e que questionava os participantes acerca de suas experiências discriminatórias, estimulando os entrevistados a pensarem e discutirem sobre os conceitos e as ações. Os pesquisadores adotaram o método de interpretação de sentidos, em que se busca a compreensão do contexto, da razão e da lógica das afirmações feitas pelos entrevistados. Além disso, foram analisados também os fatores que afetam a percepção da discriminação e os cenários e motivos das experiências discriminatórias.

De acordo com Bastos, quando estimulados a pensar sobre os termos “discriminação” e “preconceito”, os estudantes apresentaram definições bastante rigorosas desses conceitos. Para eles, “preconceito estaria mais ligado a uma ideia pré-concebida em relação a algo ou alguém, podendo ser uma ideia tanto positiva quanto negativa - no sentido de depreciar ou vangloriar. Por sua vez, discriminação se associaria mais com comportamentos observáveis negativos, dirigidos a alguém e frutos de preconceitos previamente existentes”. Bastos lembra ainda que, à medida que as discussões dos grupos aumentavam, as diferenças entre esses dois termos ficava menos nítida.

A partir desse estudo, Bastos diz ainda que as situações de discriminação tornam-se mais difíceis de serem enxergadas por conta da intimidade, do tom de voz utilizado entre o discriminado e discriminador ou se a discriminação acontece de forma velada, por meio de piadas ou brincadeiras. “Tudo isso revela que a interpretação de um comportamento como discriminatório é dada por uma série de condições muito específicas e passageiras das relações que os indivíduos estabelecem entre si, sob a influência de experiências e relações passadas”. Logo, é possível concluir que a interpretação de um tratamento como discriminatório é bastante complexa, tendo que levar em conta a faixa etária dos participantes, os contextos de vida e níveis sociais e os tipos de relações interpessoais que estabelecem. Outra conclusão relevante da pesquisa está no fato dos participantes também se reconhecerem como perpetuadores de ações discriminatórias, agindo também, de certo modo, como discriminadores.

Na opinião do pesquisador, a principal contribuição do estudo está na percepção dos jovens como sendo discriminados em situações corriqueiras de suas vidas e nos mais diferentes tipos de relações, como com colegas de faculdade, familiares, outros tipos de profissionais, entre outras. “Outro aspecto digno de nota foram os relatos de que os jovens perceberam-se discriminados por mais de um motivo, simultaneamente”, explica. Bastos explica que a motivação para esse estudo veio de suas experiências pessoais, vivenciadas na infância. “Fui criado em conjunto com dois primos adotivos negros, em uma região no Sul do Brasil e presenciei algumas experiências de discriminação pelas quais eles passaram e que foram muito marcantes para mim”, finaliza.

Fonte: Com Ciência


Série Recordar é viver: James Brown no Rio





data: 18/04/1988

Local: Rio de Janeiro

Show de James Brown no Maracanãzinho em 1988, gravado para o programa Radial Filó de Dom Filó na extinta TV Rio.
James Brown foi um cantor, compositor e produtor musical norte-americano reconhecido como uma das figuras mais influentes do século XX na música.Como um prolífico cantor, compositor, dançarino e bandleader, Brown foi uma força fundamental na indústria da música. Deixou sua marca em diversos artistas ao redor do mundo.
Fonte: Cultne

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Reunião entre Deputado, Secretário Nacional de Justiça e líderes religiosos debateram pontos para o combate ao crime contra terreiros


O Deputado Bira Corôa esteve no 12º Congresso da ONU sobre Prevenção ao Crime e Justiça Criminal no Centro de Convenções. Em reunião com o Secretário Nacional de Justiça Romeu Tuma Jr e líderes religiosos de matriz africana, o deputado abriu discussão sobre a violência de traficantes contra centros de candomblé, a exemplo do caso ocorrido na localidade de fazenda coutos, onde um religioso foi morto e 43 famílias expulsas.

Foi solicitado do Secretário Nacional de Justiça estratégias para a solução da situação e um apoio para acomodação adequada para as famílias que tiveram que deixar seus lares. Segundo o Deputado, os centros reservados para prática da religião são pontos estratégicos para o tráfico de drogas, que funcionam como um quartel general. Outro fato apontado foi à questão dos trabalhos de resgate de jovens dependentes químicos, como grande ameaça ao narcotráfico.

Ainda de acordo com Bira Corôa, existem terreiros centenários na Bahia e se não tomarmos conhecimento do que está acontecendo e não procurarmos medidas para solução da violência nestes locais, os traficantes terão domínio dos grandes centros cerceando o direito a vida e a manifestação religiosa.

Diversas denúncias já foram encaminhadas ao Ministério Público, inclusive a de intolerância religiosa, de acordo com o advogado Sérgio São Bernardo. Romeu Tuma Jr. mostrou interesse na busca de soluções dizendo que o objetivo maior neste caso, é a reintegração das pessoas para as suas localidades e a prisão imediata dos criminosos, também declarou que é necessário que exista uma capacitação policial com conhecimento em direitos humanos, igualdade racial e combate a intolerância, para que este possa agir de acordo com a situação adotando as melhores medidas.

Ao fim da reunião o Secretário Romeu Tuma recebeu de uma das líderes religiosas uma conta de oxóssi, seguido de cântico do referido orixá, uma conta de Oxossi. Após receber o presente o secretário declarou sentir-se então mais protegido.

Diga que é filho de Oxalá

Publicado em A Tarde 15/04/2010

Jaime Sodré
Professor universitário, mestre em História da Arte, doutorando em História Social
sodre@atarde.com.br

O não e o sim têm as suas razões históricas.

Não se trata de uma simples concordância ou uma rejeição ao sabor da vontade pessoal ou coletiva, desprovida de conteúdos significativos, mas das ações de forças poderosas, construtoras dos fatos, como resultado das relações e tensões densas ou harmônicas dos atores sociais. Assim, o nosso imperador mandou “dizer ao povo que fico”, num episódio de afirmação, ou seja, o sim, que entrou para a história como o Dia do Fico. Mas Pedro, o outro, no episódio bíblico negou Cristo, não só uma vez, e sim nas reiteradas “três vezes”. Negar é dizer não.

Motivações não lhe faltariam? Não cabe aqui julgá-lo.

Nos episódios revolucionários, em defesa dos seus pescoços, provavelmente silenciando ideias verdadeiramente nobres, inconfidentes baianos ou mineiros disseram não, mas a Coroa disse sim à execução de alguns dos nossos heróis. Maria Quitéria negou a sua condição feminina, transitória em farda masculina, no desejo de servir ao imperador. Os tentáculos da opressão operam milagres nefastos, cruéis, e muitos, sobre este espectro do ódio, da dor e da perseguição, na tortura, enfim, disseram não ou talvez sim? Caetano cantou “é proibido proibir” dizendo que a “mãe da virgem diz que não”.

Mas o que pode soar como uma inoportuna “lenga-lenga” justifica-se para abordar o que segue. De há muito o corpo religioso do segmento de matriz africana escondia-se em um “não”, e para um exercício razoável dos rituais sagrados do candomblé, buscava-se o “sim”, a possível realização, ocultando-se no “sincretismo”, um disfarce em tempos opressores.

Mais tarde, embora o Estado dissesse não, em uma ação de perseguição inolvidável, invadindo templos, o “sim”, ou seja, o exercício dos rituais litúrgicos só se fazia mediante autorização policial. A campanha depreciativa, sistemática, contra o candomblé, impondo-lhe proximidade com a barbárie e a feitiçaria, fizera muitos negarem sua vinculação religiosa de base africana, a sua filiação legítima.

Presenciei, em tempos de outrora, veneráveis personalidades do povo-de-santo não exibindo as suas contas sacrossantas por temer censura ou embaraços. Não seria incomum neste contexto histórico que muitos se afirmassem católicos. Mas, afinal, o dia da assunção plena, dizendo “alto e bom som” a sua verdadeira convicção religiosa, chegara.

Reunidos no Teatro Gláucio Gil, coordenada pelo Coletivo de Entidades Negras (CEN) e pela Superintendência de Direitos Humanos Coletivos e Difusos (Superdir), foi lançada a campanha “Quem é de Axé diz que é!” Razões históricas amparam esta iniciativa, mas, muito além do lançamento desta campanha, fora assinado um convênio entre a Superdir e a Secretaria de Promoção de Políticas da Igualdade Racial (Seppir) que objetiva a criação do Centro de Referência de Enfrentamento à Intolerância Religiosa e a Promoção dos Direitos Humanos e do termo de compromisso para catalogação das peças religiosas de matriz africana que foram aprisionadas entre os anos 30 e 40, principalmente.

O lançamento da campanha foi comemorado com alegria, um grupo de ialorixás e babalorixás presentes vibrou em cortejo.

Creio que para Marcos Rezende, coordenador geral do CEN, e demais nobres fiéis realizadores e colaboradores, o momento é de grande e ampla divulgação, por isso, sirvo-me deste espaço para dar “a boa nova”.

Chegou o momento de o “sim” vencer o “não”, o momento de assumir, sem receio, o que a lei e a fé nos permitem. Deste modo, quando o rapaz ou a moça do IBGE bater na sua porta, receba-o bem, com educação; dê-lhe água fresquinha, pois a sua tarefa é árdua; sirva-lhe um cafezinho, feito na hora; quem sabe, biscoitos, banana frita ou acarajé e abará.

Mande-o sentar, e ao ser perguntado sobre a sua religião, não tema, diga e repita, para que ouça bem e com clareza: “Meu nego, eu sou filho de Oxalá”. “Minha filha, eu sou do candomblé, sou do Axé, e você? Anote aí. Que ele mesmo te proteja e te livre das horas más. Vá na paz de Oxalá. Que ele mesmo abençoe a você e todos os seus, lembrança, e apareça! Mas aproveite também para participar, caso o seu tempo permita, dos grupos de gestão do Censo. Há inclusive, a possibilidade de responder no próprio site do IBGE”.
Quando o IBGE perguntar sobre sua religião, diga com clareza: “Eu sou do candomblé, sou do Axé”

terça-feira, 13 de abril de 2010

Histórias Posithivas - Brincar e crescer com HIV



2ª série de vídeos produzidos pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais para salas de espera.
Este é sobre revelação do diagnóstico na infância e suas implicações. Como e quando contar? O vídeo mostra também que crianças vivendo com HIV podem ter uma vida normal.

Fonte: You Tube

Fórum Ubiratan Angelo de Segurança Cidadã

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Pará ganha mapeamento das comunidades de terreiro

O mapeamento das comunidades tradicionais de terreiro localizadas em Belém e região metropolitana da capital paraense, será lançado nesta terça-feira (13/4), às 14h, no no Museu do Estado do Pará, localizado na Praça D.Pedro II, s/n, no Palácio Lauro Sodré, Cidade Velha.


Entre outras autoridades, estará presente ao evento o subsecretário de Políticas para Comunidades Tradicionais de Terreiro da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), Alexandro Reis.


Realizado com o objetivo de identificar, reconhecer e apresentar dados para a formulação de políticas públicas voltadas à melhoria da qualidade de vida dos adeptos das religiões de matriz africana, o mapeamento integra as ações do Programa Terreiros do Brasil, desenvolvido pela SEPPIR.


A iniciativa é resultado de parceria com a Secretaria de Segurança Alimentar e Nutricional (SESAN) do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Os mapeamentos já estão sendo realizados nas regiões do Recôncavo Baiano e sul da Bahia, no Rio de Janeiro e no Recife, e devem abranger ainda as regiões metropolitanas de Porto Alegre e Belo Horizonte.


Comunicação Social da SEPPIR / PR

Consciência negra, modo de usar.



Quando te jogarem na cara a afirmação de que a África também teve escravidão, ensine a eles a diferença entre “servidão” e “cativeiro”. Mostre que a escravidão tradicional africana tinha as mesmas características da instituição em outras partes do mundo, principalmente numa época em que essa era a forma usual de exploração da força de trabalho. Lembre que, no escravismo tradicional africano, que separava os mais poderosos dos que nasciam sem poder, o bom escravo podia casar na família do seu senhor, e até tornar-se herdeiro. E assim, se, por exemplo, no século XVII, Zumbi dos Palmares teve escravos, como parece certo, foi exatamente dentro desse contexto histórico e social.

Diga, mais, a eles que, na África, foram primeiro levantinos e, depois, europeus que transformaram a escravidão em um negócio de altas proporções. Chegando, os europeus, ao ponto de fomentarem guerras para, com isso, fazerem mais cativos e lucrarem com a venda de armas e seres humanos.

Diga, ainda, na cara deles que, embora africanos também tenham vendido africanos como escravos, a África não ganhou nada com o escravismo, muito pelo contrário. Mas a Europa, esta sim, deu o seu grande salto, assumindo o protagonismo mundial, graças ao capital que acumulou coma escravidão africana. Da mesma que forma que a Ásia Menor, com o tráfico pelo Oceano
Índico, desde tempos remotos.

Quando te enervarem dizendo que “movimento negro” é imitação de americano, esclareça que já em 1833, no Rio, o negro Francisco de Paula Brito (cujo bicentenário estamos comemorando) liderava a publicação de um jornal chamado O Homem de Cor, veiculando, mesmo com as limitações de sua época, reivindicações do povo negro. Que daí, em diante, a mobilização dos negros em busca de seus direitos, nunca deixou de existir. E isto, na publicação de jornais e revistas, na criação de clubes e associações, nas irmandades católicas, nas casas de candomblé... Etc.etc.etc.

Aí, pergunte a eles se já ouviram falar no clube Floresta Aurora, fundado em 1872 em Porto Alegre e ativo até hoje; se têm idéia do que foi a Frente Negra Brasileira, a partir de 1931, e o Teatro Experimental do Negro, de 1944. Mostre a eles que movimento negro não é um modismo brasileiro. Que a insatisfação contra a exclusão é geral. Desde a fundação do “Partido Independiente de Color”, em Cuba, 1908, passando pelo movimento “Nuestra Tercera Raíz” dos afro-mexicanos, em 1991; pela eleição do afro-venezuelano Aristúbolo Isturiz como prefeito de Caracas, em 1993; pelo esforço de se incluírem conteúdos afro-originados no currículo escolar oficial colombiano no final dos 1990; e chegando à atual mobilização dos afrodescendentes nas
províncias argentinas de Corrientes, Entre Rios e Missiones, para só ficar nesses exemplos.

Quando, de dedo em riste, te jogarem na cara que os negros do Brasil não são africanos e, sim, brasileiros; e que muitos brasileiros pretos (como a atleta Fulana de Tal, a atriz Beltrana, e o sambista Sicraninho da Escola Tal) têm em seu DNA mais genes europeus do que africanos, concorde. Mas diga a eles que a Biologia não é uma ciência humana; e, assim, ela não explica o
porquê de os afrobrasileiros notórios serem quase que invariavelmente, e apenas, profissionais da área esportiva e do entretenimento. E depois lembre que a Constituição Brasileira protege os bens imateriais portadores de referência à identidade, à ação e à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira e suas respectivas formas de expressão. E que a
Consciência Negra é um desses bens intangíveis.

Consciência Negra – repita bem alto pra eles, parafraseando Leopold Senghor – não é racismo ou complexo de inferioridade e, sim, um anseio legitimo de expansão e crescimento. Não é separatismo, segregacionismo, ressentimento, ódio ou desprezo pelos outros grupos que constituem a Nação brasileira.

Consciência Negra somos nós, em nossa real dimensão de seres humanos, sabendo claramente o que somos, de onde viemos e para onde vamos, interagindo, de igual pra igual, com todos os outros seres humanos, em busca de um futuro de força, paz, estabilidade e desenvolvimento.

*Nei Lopes - é um compositor, cantor e escritor brasileiro. Notabilizou-se como sambista, principalmente pela parceria com Wilson Moreira. Sambista, compositor popular e, hoje, cada vez mais escritor, Nei vem, desde pelo menos os anos 80, marcando decisivamente seu espaço, às vezes com guinadas surpreendentes. Ligado às escolas de samba Acadêmicos do Salgueiro (como compositor) e Vila Isabel (como dirigente), hoje mantém com elas ligações puramente afetivas. Compositor profissional desde 1972, vem, desde os anos 90 esforçando-se pelo rompimento das fronteiras discriminatórias que separam o samba da chamada MPB, em parcerias com músicos como Guinga, Zé Renato e Fátima Guedes.

http://www.neilopes.blogger.com.br/

Congresso da ONU sobre justiça criminal em Salvador


Evento reúne mais de 3 mil participantes de 120 países e terá painéis de discussão, oficinas específicas e reuniões promovidas por organizações não governamentais; congresso acontece entre 12 e 19 de abril na Bahia.

Romeu Tuma Jr.

Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.

Começa nesta segunda-feira em Salvador, na Bahia, o 12º Congresso das Nações Unidas sobre Prevenção ao Crime e Justiça Criminal, que deve reunir mais de 3 mil participantes de 120 países.

O evento, realizado pela ONU a cada cinco anos, foi organizado pelo Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime, Unodc, em parceira com o Ministério da Justiça do Brasil.

Tema

Sob o tema 'Estratégias Globais para Desafios Globais: a Prevenção do Crime e o Desenvolvimento dos Sistemas de Justiça Criminal em um Mundo em Transformação', o congresso terá painéis de discussão, oficinas específicas e reuniões promovidas por organizações não governamentais.

Um dos objetivos é debater a necessidade de sociedades seguras e justas como pré-requisito para o desenvolvimento e implementação das Metas do Milênio, como disse à Rádio ONU, de Salvador, o Secretário Nacional de Justiça do Brasil, Romeu Tuma Junior.

"E que a gente busque novos caminhos para facilitar uma cooperação internacional especialmente no sentido de se derrubar as barreiras físicas e impedir que essas barreiras possam servir de trincheira para a impunidade", afirmou.

Ministros

A agenda inclui ainda discussões sobre a infância, juventude e crime, terrorismo, prevenção da criminalidade, tráfico de migrantes e de pessoas, lavagem de dinheiro, crime cibernético, cooperação internacional e violência contra migrantes e famílias.

Um segmento de alto nível com presença esperada de 25 ministros de Estado será realizado nos últimos três dias. O evento acontece entre 12 e 19 de abril

Uma declaração final, resultante da agenda principal, será submetida à Comissão das Nações Unidas sobre Prevenção do Crime e Justiça Criminal, em sessão que acontece em Viena, na Áustria, em maio.

CEN Brasil convida: I Festival de Acarajé e Abará!


domingo, 11 de abril de 2010

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A ABGLTT, convida TODO cidadão de bem a participar da marcha contra a homofobia

A ABGLTT, convida TODO cidadão de bem a participar da marcha contra a homofobia, para assim, contribuir para a construção de uma sociedade JUSTA FRATERNA E IGUALITÁRIA.


Manifesto
1ª Marcha Nacional contra a Homofobia - 1º Grito Nacional pela Cidadania LGBT e Contra a Homofobia
A Direção da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais -ABGLT, reunida em 02 de março de 2010, resolveu convocar todas as pessoas ativistas de suas 237 organizações afiliadas, assim como organizações e pessoas aliadas, para a I Marcha Nacional contra a Homofobia, vinda de todas as 27 unidades da federação, tendo como destino a cidade de Brasília. No dia 19 de maio de 2010, será realizado o 1º Grito Nacional pela Cidadania LGBT e Contra a Homofobia, com concentração às 9 Horas, no gramado da Esplanada dos Ministérios, em frente à Catedral Metropolitana de Brasília.
Em 17 de maio é comemorado em todo o mundo o Dia Mundial contra a Homofobia (ódio, agressão, violência contra Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais ? LGBT). A data é uma vitória do Movimento que conseguiu retirar a homossexualidade da classificação internacional de doenças da Organização Mundial de Saúde, em 17 de maio de 1990.
No Brasil, todos os dias, 20 milhões de brasileiras e brasileiros assumidamente lésbicas, gays, bissexuais, travestis ou transexuais -LGBT têm violados os seus direitos humanos, civis , econômicos, sociais e políticos. ?Religiosos? fundamentalistas, utilizam-se dos Meios de Comunicação públicos, das Câmaras Municipais, Assembleias Legislativas, Câmara Federal e Senado para pregar o ódio aos cidadãos e cidadãs LGBT e impedir que o artigo 5º da Constituição federal (?todos são iguais perante a lei") seja estendido aos milhões de LGBT do Brasil. Sem nenhum respeito ao Estado Laico, os fundamentalistas religiosos utilizam-se de recursos e espaços públicos (escolas, unidades de saúde, secretarias de governo, praças e avenidas públicas, auditórios do legislativo, executivo e judiciário) para humilhar, atacar, e pregar todo seu ódio contra cidadãos e cidadãs LGBT.
O resultado desse ataque dos Fundamentalistas religiosos tem sido:
· O assassinato de um LGBT a cada dois dias no Brasil (dados do Grupo Gay da Bahia - GGB) por conta de sua orientação sexual (Bi ou Homossexual) ou identidade de gênero (Travestis ou Transexuais) ;
· O Congresso Nacional não aprova nenhuma lei que garanta a igualdade de direitos entre cidadãos(ãs) Heterossexuais e Homossexuais no Brasil;
· O Supremo Tribunal Federal não julga as Arguições de Descumprimento de Preceitos Fundamentais e Ações Diretas de Inconstitucionalida de que favoreçam a igualdade de direitos de pessoas LGBT no Brasil;
· O Executivo Federal não implementa na sua totalidade o Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT;
· Centenas de adolescentes e jovens LGBT são expulsos diariamente de suas casas;
· Milhares de LGBT são demitidos ou perseguidos no trabalho por discriminação sexual;
· Travestis, Transexuais, Gays e Lésbicas abandonam as escolas por falta de uma política de respeito à diversidade sexual nas escolas brasileiras;
· Os orçamentos da união, estados e municípios, nada ou pouco contemplam recursos para ações e políticas públicas LGBT;
· O Ministério da Saúde, Secretarias Estaduais e Municipais precisam pactuar e colocar em prática a Política Integral da Saúde LGBT;
· As Secretarias de Justiça, Segurança Pública, Direitos Humanos e Guardas-Municipais não possuem uma política permanente de respeito ao público vulnerável LGBT, agredindo nossa comunidade, não apurando os crimes de homicídios e latrocínios contra LGBT e nem prendendo seguranças particulares que espancam e expulsam LGBT de festas, shoppings, e comércio em geral.

A 1ª Marcha Nacional LGBT exige das autoridades Públicas Brasileiras:

Garantia do Estado Laico (Estado em que não há nenhuma religião oficial, as manifestações religiosas são respeitadas, mas não devem interferir nas decisões governamentais)
Combate ao Fundamentalismo Religioso.
Executivo: Cumprimento do Plano Nacional LGBT na sua totalidade, especialmente nas ações de Educação, Saúde, Segurança e Direitos Humanos, além de orçamentos e metas definidas para as ações.
Legislativo: Aprovação imediata do PLC 122/2006 (Combate a toda discriminação, incluindo a homofobia).
Judiciário : Decisão Favorável sobre União Estável entre casais homoafetivos, bem como a mudança de nome de pessoas transexuais.

Viva
a 1ª Marcha Nacional LGBT contra a Homofobia no Brasil
o 1º Grito Nacional pela Cidadania LGBT e Contra a Homofobia
Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais - ABGLT

Histórias Posithivas: Amor, Sexo e HIV



2ª série de vídeos produzidos pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais para salas de espera.
Este é sobre relacionamento. Quem vive com HIV e aids pode e deve se relacionar, beijar, abraçar, namorar e fazer sexo, com camisinha, como todo. O vídeo mostra também como é o relacionamento entre casais soroconcordantes (os dois tem o vírus HIV) e sorodiscordantes (um tem o vírus e o outro não).
Fonte: You Tube

Série Recordar é viver: Alaafin Aiyê na avenida



data: 22/02/1988
Local: Centro - Rio de Janeiro
Desfile do Bloco Afro-brasileiro Allafin Aiyê no centro do Rio de Janeiro em 1988, no ano do Centenário da Abolição. Alaafin Aiyê siginifica em yourubá "Caminhos abertos para o mundo". Afilhado do bloco Ilê Aiyê de Salvador, o grupo foi formado no Renascença Clube por um grupo de apaixonados pela cultura negra, entre eles Dom Filó, Raimundo Santa Rosa, Beth Carvalho, os irmãos Cesar e o saudoso Carlinhos Xavier, Adilson Gato, Jupi, Altair, Marcelinho Moreira, Cavalo, Justo de Carvalho Marçalzinho, Baiano, Magrácia, Eduardo, Sebastião Soares, Esguleba, Pirulito, Roxo, Marcia, Sueli, e muitos outros membros deste bloco afro que marcou presença no cenário afro carioca.
Fonte: Cultne

Senhora Majestade Dona Ivone Lara que, ao completar 89 anos, lança o seu primeiro DVD



Ivone lara foi a primeira mulher a assinar seu nome na coautoria de um samba-enredo carioca. Aconteceu em 1965, quando a Império Serrano desfilou Os Cinco Bailes da História do Rio, composição dividida por ela com dois homens, Silas de Oliveira e Bacalhau. Naquele ano, quem ganhou foi a Salgueiro, mas já na estreia a compositora Ivone Lara chegou a vice-campeã.

Hoje conhecida pelo Brasil como Dona Ivone Lara, ela completa 89 anos em 13 de abril, e ao longo das últimas décadas não viu essa situação se modificar muito, ao menos não no ambiente das escolas de samba. Da segunda colocação, nunca passou. Outra autora que se aventurou nessas competições, Leci Brandão, por seis vezes emplacou sambas finalistas nos concursos da Mangueira, mas nenhum deles chegou à avenida ou ao sambódromo.

Dona Ivone deprecia o próprio talento ao explicar como conseguiu furar o bloqueio masculino em 1965. “Meus primos eram diretores de harmonia, faziam parte das diretorias, eram maiorais na escola de samba. Eu quebrei esse tabu sendo parente deles”, explica, numa manhã paulistana, após um fim de semana de shows na cidade. Não diz que antes disso um primo criado como irmão, o futuro Mestre Fuleiro, mostrou sambas dela como sendo dele, supostamente para driblar a não-aceitação de uma compositora mulher.

Ivone tinha 43 anos quando contou “em sonho” Os Cinco Bailes da História do Rio. Alegremente sorria/ algo acontecia/ era o fim da monarquia, diziam os versos finais, sob a obrigação, estendida a todas as escolas, de se debruçar sobre temas históricos da pátria brasileira. A demora não é particularidade dela. À época, a empregada doméstica Clementina de Jesus era revelada como cantora, já sexagenária, e Cartola, autor de canções gravadas por Carmen Miranda nos anos 1930, resgatado do trabalho como flanelinha para o samba.

O pai de Ivone, João da Silva Lara, ajudante de caminhoneiro, morreu quando ela era muito pequena. “Nasci em Botafogo, num lugar bonito, uma avenida. Meu pai faleceu, fui morar num lugar completamente diferente. O conforto já não era igual”, conta. A mãe, Emerentina Bento da Silva, foi empregada doméstica. “Ela trabalhava em casa de família e tinha necessidade de me levar com ela. A família era rica, mas não tão rica para ter mais de uma empregada. Embora com pouca idade, eu era bem serviçal. Ia comprar jornal, fazia trabalhos miúdos.”

Foi para um internato, onde estudou canto orfeônico com Lucília Villa-Lobos, esposa de Heitor Villa-Lobos. E trabalhou. “Eu criança, com 11 anos, tive de procurar emprego. Fui ser auxiliar de copeira, lavava muita louça, trabalhava em pensão. Já mocinha, lendo jornal, vi que as matrículas estavam abertas na escola técnica de enfermagem.” Tornou-se enfermeira, trabalhou em hospital, estudou serviço social. Deve ter salvado algumas vidas, não, Dona Ivone? “Muitas”, responde. “Trabalhei em berçário, e ali a gente aprende muito. Criança pequenininha dá muito trabalho, e corre muito risco também. Sem querer a gente, às vezes, tem gestos que salvam uma criança com coqueluche, à noite, passando mal. Sem querer, não, que a gente vai para salvar das crises.”

Mais tarde, cuidou de adultos. Aposentou-se após 40 anos de profissão, 32 deles no Serviço Nacional de Doentes Mentais, fase em que trabalhou com a psiquiatra Nise da Silveira. “Me habituei, era a coisa mais natural lidar com eles, mesmo em período de agitação. Para mim era a mesma coisa que não houvesse nada de mais. Ficavam internados seis meses, um ano. Às vezes a família abandonava um e ele passava a ter a residência dele em hospital psiquiátrico.”

Ainda jovem, Ivone compôs a primeira melodia que sobreviveria à passagem do tempo (e seria registrada em disco por Alcione, em 1976), chamada Tiê. Falava de um pássaro que ganhara de presente. “Era a minha boneca. É preto e vermelho, um pássaro muito bonito, com um canto muito bonito.” Representava pra mim carinho, amor e paixão/ lembrar do tiê despertou meu coração, dizia a letra. Em 1947, casou-se com Oscar Costa, filho do presidente da escola de samba Prazer da Serrinha, para a qual compôs o samba Nasci para Sofrer. A Império Serrano surgiria naquele ano como dissidência da escola comandada a mão de ferro por seu sogro, Alfredo Costa. Ivone foi fundadora da nova escola, ao lado de Silas de Oliveira e Mano Décio da Viola.

Enquanto Ivone se firmava como integrante garbosa da ala das baianas da Império, a escola vivia momentos de glória com sambas-enredos como Aquarela Brasileira (1964), de Silas, Heróis da Liberdade, dele e de Mano Décio (que em pleno 1969 gritava os versos: passava noite, vinha dia/ o sangue do negro corria dia a dia/ de lamento em lamento, de agonia em agonia/ ele pedia o fim da tirania) ou o alegre Bumbum Paticumbum Prugurundum (1982), de Aluísio Machado e Beto Sem Braço. Nestes anos 2000, a escola tem amargado rebaixamentos. “Fico triste, sou Império até hoje.”

Dona Ivone mostra-se arisca ao falar sobre discriminação racial: “Não me preocupo com isso, não. Porque tem uma coisa. Até a presente data, graças a Deus, sempre fui bem recebida em qualquer ambiente”. Isso não a impediu de cantar Sorriso Negro, gravado por ela em 1981 em duo com o sambista impuro Jorge Ben, ou Lamento do Negro (1982). Um sorriso negro, um abraço negro/ traz felicidade/ negro sem emprego/ fica sem sossego/ negro é a raiz da liberdade, manifesta-se a primeira. O negro veio de Angola/ fazendo sua oração/ na promessa da riqueza/ só ganhou a escravidão/ canto do negro é o lamento/ na senzala do senhor, aprofunda a segunda.

Se em 1965 Ivone foi notada pelo mundo do samba, demorariam ainda mais 13 anos para que pudesse lançar seu primeiro disco individual. Tinha 57 anos quando saiu Samba Minha Verdade, Samba Minha Raiz (EMI-Odeon), creditado não a Ivone, mas a Dona Ivone, e até hoje não reeditado em CD. Naquele mesmo 1978, contou com duas madrinhas midiáticas de peso, Maria Bethânia e Gal Costa. Antes mesmo que Dona Ivone o fizesse, elas gravaram Sonho Meu, no álbum Álibi, de Bethânia. Dulcíssimo, o samba é um de seus grandes marcos, sob letra não tão doce do parceiro preferencial, Delcio Carvalho. Vai matar esta saudade, sonho meu,/ com a sua liberdade, sonho meu (...) a madrugada fria/ só me traz melancolia sonho meu, dizem os versos insones que seriam registrados pela autora em 1979, em dueto com Clementina de Jesus.

Bethânia repetiu a reverência (e o sucesso) em 1980, cantando Alguém Me Avisou em trio com Caetano Veloso e Gilberto Gil. Por intermédio das vozes dos rebeldes da Bahia, a letra de Dona Ivone afrontava mansamente a resistência sempre calada a tudo que ela representava (e representa): foram me chamar/ eu estou aqui, o que é que há?/ (...) eu vim de lá, eu vim de lá pequenininho/ alguém me avisou pra pisar nesse chão devagarinho/ (...) sempre fui obediente, mas não pude resistir/ foi numa roda de samba que juntei-me aos bambas pra me divertir.

Dona Ivone lançou poucos discos, mas apresentou sambas de grande qualidade, vários deles revelados por outros intérpretes. As mágoas amorosas (além de outras mais, provavelmente) conduziram canções como Alvorecer (lançada por Clara Nunes, em 1974), Amor sem Esperança (Beth Carvalho, 1975), Acreditar (Roberto Ribeiro, 1976), Resignação (Cristina Buarque, 1976), Tendência (1981), Mas Quem Disse Que Eu Te Esqueço? (Nana Caymmi, 1981, e Paulinho da Viola, 1983), Enredo do Meu Samba (Grupo Fundo de Quintal, 1983, e Sandra de Sá, 1984). Ainda em 1982, Dona Ivone amenizou as dores de Nasci para Sofrer em uma das mais suaves e ternas gravações que o samba conhece, batizada de Nasci para Sonhar e Cantar: o que trago dentro de mim preciso revelar/ eu solto o mundo de tristeza que a vida me dá/ me exponho a tanta emoção/ nasci pra sonhar e cantar, canta, quase num sussurro.

Dona Ivone tem revisitado tais canções, as mais e as menos alegres. Por estes dias de 2010, está lançando um DVD (o primeiro de sua história) com participações de Caetano, Gil, Beth Carvalho, Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz e Jorge Aragão. Outro CD, gravado com Delcio Carvalho, apresenta composições inéditas da dupla. No fim de semana que passou, ela dividiu o palco do Teatro Fecap com o grupo paulista Samba Esporte Fino. Fêmur fraturado e voz frágil, cantou a ponto de não querer parar, mesmo com as cortinas se fechando à sua revelia. “Trabalho até hoje por esporte, porque gosto”, explicaria depois, admitindo que a empreitada lhe custa esforço (“a gente sempre se cansa, né, porque só a tensão que a gente fica...”) e que cantar, é, sim, um trabalho: “É trabalho, tanto que fazem cachê. Mas eu sempre aproveito...”

No palco, cantou os maiores sucessos, privilegiando os de autoria própria. Não apareceu, por exemplo, um samba de terreiro que ela aprendeu na Serrinha, de Carlinhos Bem-Te-Vi. Serra dos meus sonhos dourados, onde nós fomos criados/ lá eu hei de morrer/ não desfazendo de ninguém/ Serrinha custa, mas vem, afirma a letra do compositor-passarinho que diz tudo e mais um pouco sobre o jeito de ser da cantora-compositora-sonhadora. (Dona) Ivone Lara custa, mas vem.

Um grupo em São Paulo ajuda familiares a lidar com a homossexualidade de jovens e adolescentes

Mais de 80 jovens entre 13 e 24 anos ocupam- a sala na rua Major Sertório, no centro de São Paulo. Sentados em cadeiras, sofás ou em almofadas no chão, conversam, namoram, esclarecem dúvidas e falam sobre as dificuldades e os prazeres típicos desta fase da vida. No fim, participam de uma confraternização com lanche e música. O que os une nesta tarde de domingo não é política ou religião, mas a orientação sexual: eles são LGBTs (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) ou querem conhecer pessoas que sejam, por conta de dúvidas quanto à própria sexualidade.

Uma adolescente loira e outro jovem fazem perguntas e comentários bem-humorados para os novatos. É uma maneira de descontrair o ambiente. A garota, que aqui será chamada de Cris, serve de exemplo de alguma das situações que levaram o Grupo de Pais de Homossexuais (GPH) a formar uma turma de jovens e adolescentes em situação semelhante. Edith Modesto, criadora do grupo em 1997 e sua presidente, observa os participantes.

Cris está com 16 anos e é uma transexual, ou seja, sabe que é uma garota por mais que seu corpo insista em tentar lhe convencer do contrário. Quem a vê, conhece o seu quarto ou a acompanha em sites de relacionamento percebe que a natureza é capaz de se enganar. E por conta desta diferença entre seu corpo e seus sentimentos está impedida de estudar. A família chegou a procurar cerca de uma dezena de escolas, entre elas algumas ditas "inclusivas", mas nenhuma quis matricular a garota. Cris conta que chegou a ter infecção urinária quando estava no ensino fundamental. Como a escola exigia que frequentasse o banheiro masculi-no, a adolescente evitava usá-lo.

A menina mora com a mãe e a avó, que, a pedido, não são identificadas neste texto. O irmão mais velho a evita. O pai tem uma relação dúbia com a garota; chegou a dar um aplique capilar para a filha, quando ela tinha os cabelos curtos, mas depois queria que tirasse. Apesar de se esforçarem para compreender a situação de Cris, a mãe e a avó também têm dificuldades. É comum escutar, principalmente por parte da avó, "meu neto" e "o" Cris. E até o resto da família costuma evitá-las.

A mãe de Cris ainda não sabia que a garota era transexual quando decidiu procurar o GPH. Preocupada com o filho de modos afeminados e que havia dito, aos 11 anos, não gostar de meninas, ela decidiu procurar Edith Modesto após assisti-la em um programa de tevê. Depois de conhecer o grupo, convenceu a filha a ingressar. "No começo não queria participar de um grupo com homossexuais, mas depois percebi que, apesar das diferenças, o convívio com eles era importante para mim", admite a adolescente.

Inicialmente, o GPH não tinha a intenção de virar uma entidade. A fundadora foi estimulada após descobrir que o caçula de seus sete filhos era homossexual. Professora aposentada da Universidade de São Paulo e autora de livros infanto-juvenis, sentiu necessidade de entender o que era a homossexualidade para poder aceitar a orientação de seu filho. Pela internet, formou uma rede de amigos gays em salas de discussão. Fazia perguntas e ao mesmo tempo passou a dar atenção aos desabafos dos jovens. Segundo ela, os relatos eram muitas vezes sobre as dificuldades de relacionamento com os pais, o preconceito em ambientes como a escola e a dificuldade em se aceitarem como são.

Yuri, um dos jovens que tinha Edith como amiga virtual, disse que a sua mãe não via problemas em sua homossexualidade. Desconfiada, a pesquisadora pediu o telefone de Clarice Cruz Pires. Dias depois, convidou outra amiga que tem um filho homossexual e Clarice para um almoço em sua casa. Da repetição desses bate-papos surgiu o GPH. Agora, cada encontro reúne de 10 a 30 participantes, na proporção de quatro mães para cada pai, no último domingo de cada mês, na casa de Edith.

O grupo cresceu depois de a pesquisadora começar a escrever livros sobre homossexualidade e a relação entre pais e filhos. Atualmente, mais de 200 mensagens com pedidos de ajuda ou orientação chegam a ela todos os dias. Já ouviu relatos de pessoas que tentaram o suicídio ao descobrirem a sexualidade dos filhos e de jovens que quiseram acabar com a própria vida por não serem aceitos. Conversou com pais que agrediram os filhos quando souberam ou que quiseram matar o namorado do filho ou a namorada da filha. Reconstruir estes relacionamentos familiares é um ponto central do trabalho.

Neusa Dutra já sabia que o filho Francisco era homossexual quando leu um texto de Edith Modesto em uma revista. "Fiquei chocada de ver uma mãe falar sobre isso com naturalidade. Eu sabia do Chico, havia contado para algumas pessoas mais próximas, mas sempre com um ar de lamento", relembra. Sua postura mudou após iniciar a participação no GPH. Neusa, assim como Clarice, continua no grupo para ajudar outras mães.

Passados dez anos da fundação do grupo, Edith percebeu a necessidade de voltar a falar com os jovens. Eles se reúnem no primeiro domingo de cada mês, na rua Major Sertório, para conversar e no terceiro, na rua Frei Caneca, para ver filmes.

Há jovens que ainda não contaram para seus pais sobre sua sexualidade e procuram liberdade, carinho e aceitação dentro do grupo. "Estou lá como a mãe compreensiva", explica a presidente da entidade. Mas há também quem procure uma entidade de defesa dos direitos de jovens LGBTs. É o caso da transexual Paty, de 16 anos. Cansada das humilhações, havia abandonado a escola. Cabelos longos e bem tratados, maquiada, com as unhas pintadas e um corpo cada vez mais feminino por conta dos hormônios que toma há um ano e meio, ela era alvo de zombaria na sala de aula quando era chamada pelo seu nome de registro, masculino. A presidente do GPH demorou mais de seis meses para convencer a direção da escola a colocar o nome social de Paty na lista de chamada. Conseguiu e agora a garota está de volta às aulas. •

sábado, 10 de abril de 2010

Inscrições abertas para o curso gratuito de Comunicação e Política

O curso é ministrado pelo jornalista e professor da UFBA Fernando Conceição e irá beneficiar 40 jovens de Salvador e região Metropolitana

Lideranças comunitárias da capital baiana terão até o dia 12 de abril a oportunidade para concorrer a uma das 40 vagas do curso de Comunicação Política e Políticas da Comunicação deste primeiro semestre de 2010. O curso, oferecido pela Ong Omi-Dùdú - Resgate e Preservação da Cultura Afro-Brasileira em parceria com o Grupo de Pesquisa Permanecer Milton Santos, destina-se a agentes dos movimentos sociais de Salvador e Região Metropolitana. Os candidatos devem ter concluído, no mínimo, o ensino médio.

As inscrições acontecem na sede do Omi-Dùdú, localizada na Rua Monte Conselho, 121, no bairro do Rio Vermelho, das 9h30 às 17h. No ato da inscrição, os candidatos devem apresentar carta de encaminhamento da organização a que pertence , uma foto 3x4, e fotocópias de RG, CPF e do Histórico Escolar. Há 10 vagas destinadas a candidatos avulsos que sejam ativistas sociais e não possuam nenhuma filiação institucional.

O resultado da seleção será divulgado em 15 de abril. As aulas começam dia 20 de abril e prosseguem até 20 de julho, sempre às terças e quintas-feiras, das 18h30 às 20h30, em local a ser posteriormente divulgado. Ao final do curso, os alunos irão apresentar como frutos do processo de aprendizagem jornais murais e programas de rádio.

Para maiores informações: www.nucleoomidudu.org.br/
Assessoria de Comunicação/ tel. 3334-5982/3334-2948

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Evento: As três rodas da resistência negra

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quinta-feira, 8 de abril de 2010

Terreiros de Recife e região metropolitana serão mapeados

O mapeamento dos terreiros localizados em Recife (PE) e região metropolitana será lançado nesta sexta-feira (9), às 15h, na capital pernambucana. O evento, que contará com a presença do subsecretário de Políticas para Comunidades Tradicionais de Terreiro da SEPPIR, Alexandro Reis, será no Centro Cultural Rossini Alves Couto, no Ministério Público do Estado (Av. Visconde de Suassuna, 99, Boa Vista).

O mapeamento será realizado pela SEPPIR e Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), em parceria com a Fundação Cultural Palmares e a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e a Cultura (UNESCO). A execução fica por conta da Associação Filme de Quintal, ganhadora da licitação realizada no ano passado.

A iniciativa integra o Projeto Terreiros do Brasil, desenvolvido pela SEPPIR com o objetivo de articular políticas públicas para o fortalecimento institucional e melhoria da qualidade de vida das comunidades tradicionais de terreiro do país. Dentro do Projeto, também serão realizados mapeamentos em Belo Horizonte (MG), Belém (PA) e Porto Alegre (RS).

A expectativa é mapear, no mínimo, 6 mil comunidades de terreiro nas quatro capitais e regiões metropolitanas. Iniciativas similares trabalham a identificação de terreiros em Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ) e Distrito Federal.


Comunicação Social da SEPPIR /PR

terça-feira, 6 de abril de 2010

Os perigos de uma crítica maniqueísta

POR QUAL motivo o STF promoveria uma audiência pública antes de votar matéria de sua competência, como se seus ministros não tivessem já opinião construída sobre a constitucionalidade ou a inconstitucionalidade das cotas "raciais"? Penso que o Supremo teria partido do suposto de que as leis sozinhas não resolvem todos os problemas de uma sociedade e que era preciso reunir opiniões e pontos de vista provindos de diferentes setores.

É no âmbito dessa audiência pública que se coloca o pronunciamento do senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Os argumentos que defendeu provocaram reações, interpretações e comentários críticos que o geógrafo Demétrio Magnoli, em artigo neste espaço ("O jornalismo delinquente", 9/3), qualificou como delinquência, amnésia ideológica, falsificação da história, manipulação, ignorância etc.

Conhece-se a facilidade sem limites que o geógrafo Demétrio Magnoli tem para atribuir palavras de sua conveniência a seus adversários. Mas o que disse exatamente o senador? Em seu pronunciamento, deixou claramente explícita sua posição contrária às cotas "raciais". Afirmou que não aconteceram sequestros e capturas de escravos porque foram os próprios africanos que o fizeram. Eles forneciam escravos não apenas aos mercados ocidentais e americanos, mas bem antes ao mundo árabe.

O senador disse ainda que os donos de escravos não eram somente brancos ou ocidentais, mas também africanos ou negros. Acrescentou à sua peça acusatória que os abusos sexuais cometidos contra as mulheres negras durante o regime escravista eram algo consentido. Ademais, criticou a categoria censitária que soma negros e mestiços numa única classificação e aproveitou para alfinetar os efeitos manipuladores das pesquisas quantitativas do IBGE e do Ipea. Chegou até a negar a existência no Brasil do racismo estrutural, reiterando a posição já antiga do racismo socioeconômico embutido no mito de democracia racial.

Na minha interpretação, o senador deixou claro que o Estado brasileiro não teria nenhuma obrigação de compensar os afrodescendentes por meio de políticas de ação afirmativa pelos crimes cuja responsabilidade cabe em parte aos próprios africanos que venderam seus "irmãos" mundo afora. Não surpreende que o senador tenha uma posição contrária.

No entanto, o conteúdo de seus argumentos, pela posição que ocupa, causou estranhamento e mal-estar político. Afirmar publicamente que a violência sexual contra a mulher negra durante o regime escravista era consentida é ignorar o contexto de assimetria e de subalternidade em que esses abusos eram cometidos. Afirmar que não aconteceram sequestros e capturas durante o tráfico negreiro é chocante para quem conhece um pouco dessa história. Todos os presentes à audiência pública, pelo menos os do campo oposto, ficaram horrorizados com as palavras do senador.

Os termos "negro", "africano", "europeu" e "branco" remetem ao mesmo contexto, pois os traficantes africanos ou reinos africanos eram negros, e os traficantes europeus eram brancos. Não vejo nenhuma manipulação ao trocar um termo por outro, a não ser na visão deturpada de alguns.

Os fatos históricos não são de todo incorretos, mas o que importa é a condenação moral da escravidão, externa ou interna, independentemente da origem geográfica ou "racial" do traficante. Ninguém inocentaria a Alemanha nazista pelo fato de o Holocausto ter contado com colaboradores europeus e traidores judeus.

Seria bom reafirmar que nenhum historiador negaria a participação de alguns reinos africanos no tráfico negreiro. Mas isto é certo: nenhum navio negreiro era propriedade dos africanos e nenhum traficante africano atravessou mares e oceanos para vender seus "irmãos" no exterior. Ao dizer isso em outros termos, o professor Luiz Felipe de Alencastro não está tendo nenhuma amnésia ideológica, como o sugere o geógrafo Demétrio Magnoli.

A demanda social das políticas de ação afirmativa não se fundamenta nesse passado escravista evocado pelo senador. Não se baseia na lógica da reparação coletiva em comparação com à que foi concedida ao Estado de Israel e aos israelitas vítimas das vexações nazistas.

Ela se fundamenta, do meu ponto de vista, sobretudo na situação estrutural das relações entre brancos e afrodescendentes que, segundo estatísticas de IBGE e Ipea, apresenta um tão profundo abismo acumulado em matéria de educação que jamais poderá ser reduzido apenas pelas políticas macrossociais ou universalistas.

KABENGELE MUNANGA, antropólogo, é professor titular da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. É autor, entre outras obras, de "Origens Africanas do Brasil Contemporâneo: Histórias, Línguas, Culturas e Civilizações" e "Rediscutindo a Mestiçagem no Brasil. Identidade Nacional versus Identidade Negra".
Fonte: MNDH

Série Recordar é viver: Lazzo Matumbi no Senegal



Data: 01/01/1986
Local: Senegal - Dakar

Cobertura da Cor da Pele no show do cantor brasileiro lazzo Matumbi na cidade de Dakar, no Senegal em 1986 durante as comemorações do Memorial Gorré-Almadies na Ilha de Goreé, entreposto de escravos localizado a frente de Dakar. Local de sairam a maioria dos escravos para o nosso continente.

Ilha de Gorée é um resort turístico na costa do Senegal. A ilha é símbolo do terror que a Europa promoveu no continente africano. Por isso, aquele local amaldiçoado foi considerado patrimônio mundial pela UNESCO. Considerada a Ilha Infernal do Não Retorno, a Ilha de Gorée é um aterro de 900 metros formado artificialmente pelas potências europeias na costa do Senegal para servir como porto do terror (de escravos). Esse tipo de porto sempre era muito difícil de se instalar no continente, por que frequêntemente eles eram invadidos por canibais.

A Ilha de Gorée então durante anos a fio desenvolveu seu papel muito bem de garantir passagem grátis de viajem de negros para a América. Essas pessoas que eram sorteadas eram denominadas de escravos. A ilha durante os séculos XV e XIX foi muito movimentada, muito tiro, muito canhão, sempre estava acontecendo alguma batalha.

Como todo raro lugar que é bom na África, a Ilha de Gorée foi região de disputa entre as potências da Europa. Todo mundo queria aquela força de trabalho fácil em detrimento da humanidade e ainda tinham a coragem de fazer mais barbárie guerreando no local.

A Ilha de Gorée é diretamente ligada a história do Haiti, a colonização da ilha do carribe foi feita com toda a população da Ilha de Gorée, mas esse malote de escravos tinha o primo do Zumbi dos Palmares entre eles. Ao chegarem no Haiti, todos os escravos se rebelaram e conquistaram a ilha para si. Hoje o Haiti tem guerra declarada a Gorée por vingança.

Com o fim da escravidão, a ilha foi abandonada para governo de Senegal. Hoje só há os sombrios calabouços e mansões luxuosas fazendo história e alguns hotéis com turistas mórbidos.

Atualmente Gorée ganha dinheiro explorando o turismo de pessoas mórbidas que querem ver como os escravos eram torturados antigamente. A principal fonte de renda porém , ainda é a exportação de escravos, principalmente para o Brasil, o maior comprador desse tipo de gente para ir cortar cana.

Aberto edital para projetos na área de saúde

Estão abertas até 30 de abril as inscrições para estudantes e professores de instituições de ensino superior interessadas em participar do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET Saúde). O principal objetivo é fomentar a integração do ensino com o serviço de saúde e com a comunidade.


A estratégia é capacitar os profissionais que desempenham atividades na área da Atenção Básica em Saúde, contribuindo para a formação de recursos humanos com perfil adequado às necessidades e às políticas de saúde do País e sensibilizado para o adequado enfrentamento das diferentes realidades de vida da população brasileira.


As propostas selecionadas deverão contemplar conceitos como interdisciplinaridade e atuação coletiva, envolver ações conjuntas por bolsistas de diferentes cursos e estágios na graduação e que possuam objetos de trabalho em comum, além do contato sistemático com a comunidade e a troca de experiências.


Iniciativa dos ministérios da Educação e da Saúde, nesta primeira fase serão aprovados 58 projetos de no máximo R$ 66 mil para cada um. Os projetos deverão ser assinados conjuntamente entre a Instituição de Ensino Superior e a secretaria de saúde local. Para mais informações, basta acessar aqui o edital nº 7, publicado no Diário Oficial de 5 de março, seção 3, Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde.


Comunicação Social da SEPPIR /PR

No censo de 2010 afirme sua identidade religiosa, afinal, quem é de axé diz que é!

Clique na imagem para ampliar

Divulgue essa ação!

sábado, 3 de abril de 2010

Fórum dos Terreiros de Candomblé


O Iphan/RJ promoverá nos dia 5 e 6 de abril, no auditório de sua sede, o I Fórum dos Terreiros do Candomblé – RJ. Na ocasião, serão apresentados os trabalhos até então realizados de mapeamento de 32 desses espaços religiosos no estado, bem como as medidas a serem adotadas para a sua preservação.

Serão discutidas questões como o tombamento, a salvaguarda e o registro dessas práticas culturais imateriais diretamente com as comunidades envolvidas; e do encontro resultará uma proposta comum de preservação. Desses terreiros inventariados pelo projeto, dois já contam com processo de tombamento tramitando no Iphan e outros dois entraram como pedidos recentemente. Durante o encontro, será lançado um cd-rom contendo o histórico dessas casas e depoimentos de pesquisadores especializados na temática.

Durante o encontro, será lançado o CD-ROM Mapeamento dos Terreiros de Candomblé do Estado do Rio de Janeiro, contendo o histórico dessas casas e depoimentos de pesquisadores especializados na temática.

Serviço
I Fórum dos Terreiros de Candomblé – RJ
Data: 5 e 6 de abril
Hora: de 9h às 17h30
Local: sede da Superintendência do Iphan no Rio de Janeiro
Endereço: Avenida Rio Branco, 46, no Centro – Rio de Janeiro

Mais informações:
Assessoria de Imprensa Iphan/RJ
Telefones: (21) 2233-6334
Chico Cereto e Luana Lobato.
Fonte: Ascom – Iphan/RJ


Fonte: http://ocandomble.wordpress.com/

Iº Simpósio Nacional de Saúde da População Negra e HIV/Aids


Fonte: Recebido por e-mail.

No Censo 2010, questionário até pela internet

Publicado em Fevereiro de 2010.

Na inauguração da versão informatizada do Censo Demográfico do Brasil, os brasileiros poderão preencher o questionário do IBGE pela internet. A novidade no Censo 2010, porém, não será um procedimento padrão, mas usado apenas se houver dificuldades para a realização da tradicional entrevista pelos recenseadores.

Nesse caso, o entrevistado receberá uma senha eletrônica, chamada de eticket, com validade de dez dias, a partir da qual terá acesso ao questionário no site do Censo 2010.

Caso não responda no prazo, a senha vai expirar e o recenseador voltará a procurá-lo.

Ontem, o IBGE revelou novos detalhes sobre a pesquisa, que visitará aproximadamente 58 milhões de domicílios a partir de agosto, nos 5.565 municípios do país, para conhecer os mais de 190 milhões de brasileiros. A pesquisa está orçada em R$ 1,6 bilhão. Pelo menos 70% desse valor serão gastos com os 230 mil trabalhadores envolvidos no processo.

A expectativa é que a coleta seja encerrada até outubro e os primeiros resultados divulgados em dezembro deste ano, graças à informatização da pesquisa.

— Antes, só na digitação nós levávamos seis meses — diz a coordenadora do Censo 2010, Maria Vilma Sales Garcia.

IBGE vai enviar carta com foto de recenseadores Os primeiros dados a serem divulgados dizem respeito à demografia do país, como a distribuição da população entre homens e mulheres e a quantidade de pessoas que moram em áreas urbanas ou rurais, por município.

Para driblar as dificuldades no acesso aos condomínios de classes média e alta, comuns durante o censo, o IBGE vai enviar cartas de apresentação com as fotos dos recenseadores.

Caso a dúvida persista, os entrevistados poderão conferir a carteira de identidade e o crachá de identificação do pesquisador, além de ligar para o telefone 0800 721 81 81 para confirmar as informações.

O censo é realizado de dez em dez anos — sua última edição foi em 2000. Não houve porém um Censo 1990, devido à crise econômica que se abateu no país após o Plano Collor 2. A pesquisa só foi feita no ano seguinte

Fonte: http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2010/2/27/no-censo-2010-questionario-ate-pela-internet/

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Campanha pela Não Violência Contra a Mulher



Fonte: You Tube

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Fórum Nacional de Juventude Negra lança edital de apoio para ações da juventude negra

O Fórum Nacional de Juventude Negra lança neste dia 21 de março, Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, o Fundo de Apoio para Pequenos Projetos às Organizações Juvenis Negras "Manuel Faustino dos Santos Lira".

A iniciativa é parte de um conjunto de ações que compõe a Campanha Nacional contra o Extermínio da Juventude Negra e visa capilarizar suas ações através de apoio financeiro às organizações juvenis negras para que possam realizar atividades relacionadas aos temas da Campanha.

O Fundo objetiva apoiar pontualmente o desenvolvimento de atividades de organizações e grupos de juventude negra do Brasil, que tenham como diretriz o combate à violência contra a juventude negra, visando potencializar o debate sobre o tema e ampliar os espaços de disseminação das perspectivas da juventude negra frente a essa realidade.

O nome do Fundo é uma homenagem ao jovem negro soteropolitano Manuel Faustino dos Santos Lira, um dos heróis da Revolta dos Búzios no século XVIII, que foi executado aos 18 anos de idade, em 08 de novembro de 1799, condenado à morte por enforcamento, por integrar o grupo dos líderes da Revolução.

A Campanha Nacional contra o Extermínio da Juventude Negra se destina a propiciar um diálogo junto à sociedade sobre os efeitos históricos do racismo na qualidade de vida da juventude negra brasileira e a negação dos direitos humanos essenciais a essa juventude, culminando muitas vezes na morte programada de milhares de jovens negros e negras por todas as regiões do país, enfatizando nesse cenário as discussões sobre violência de gênero, intolerância religiosa e demais formas de discriminações correlatas.

A Campanha é uma realização do Fórum Nacional de Juventude Negra, em parceria com o Instituto Cultural Steve Biko e a ONG Enda Brasil, com apoio da Fundação Kellog.

Mais informações: www.fonajune.com.br




Carla Akotirene
(71)8108-6339/ 8622-5614

Coordenadora Nacional do Fórum de Juventude Negra
Articulação Nacional de Negras Jovens Feministas
Pesquisadora do Programa de Redução da Violência Letal contra Adolescentes e Jovens

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