segunda-feira, 31 de maio de 2010

TAM ganha o Camélia da Liberdade

Rio - A TAM, a maior companhia áerea do Brasil e da América do Sul e uma das 20 maiores do mundo, é uma das premiadas com o Prêmio Camélia da Liberdade, que será entregue nesta segunda-feira (31/05), no Rio, à 15 empresas e personalidades que se destacaram pela defesa da igualdade racial no Brasil. A TAM reserva 10% de vagas para afrodescendentes nos seus quadros.

O Prêmio é promovido pelo Centro de Articulação de Populações Marginalizadas, uma organização governamental que tem 21 anos, sem fins lucrativos, nem vinculação partidária ou religiosa, dirigida pelo líder religioso Ivanir dos Santos.

A solenidade de entrega, com apresentação do ator e humorista Sérgio Lorosa e Valquíria Ribeiro, e o show com presenças confirmadas de Sandra de Sá, Grupo Fundo de Quintal e Tereza Cristina, terão início a partir das 20h no Espaço Viva Rio, no Aterro do Flamengo.

Afropress recebe Menção Honrosa

Na festa de entrega do Prêmio também já confirmaram presença o ator da Rede Globo, Milton Gonçalves, Padre Gegê, delegado Henrique Pessoa, do Núcleo de Combate à Intolerância, e personalidades premiadas. Este ano, o Prêmio reverencia os 100 anos da Revolta da Chibata, em homenagem ao marinheiro João Cândido.

A Afropress - Agência Afroétnica de Notícias - é um dos veículos que receberá a Menção Honrosa Camélia da Liberdade, pelo trabalho de jornalismo que desenvolve há cinco anos, focado na temática étnico-racial brasileira. A Menção Honrosa foi criada nesta edição para homenagear veículos de comunicação dedicados a dar visibilidade a temática étnico-racial e também será entregue ao Jornal Irohin e ao Informativo Memorial Lélia Gonzalez.

Entenda as indicações e premiação

As categorias Universidade e Imprensa possuem seis indicações cada. Apenas três de cada categoria recebem o Prêmio. A categoria Personalidade é consenso do Conselho Camélia da Liberdade. A categoria Empresa, mesmo com quatro indicações, teve apenas a TAM como destaque. A empresa foi a única indicada a cumprir os critérios do Prêmio Camélia.

Inovação:

Nesta edição, o Prêmio Camélia vai conceder Menção Honrosa Camélia da Liberdade a três veículos de comunicação web (site, portal e informativo). São eles: Afropress - Agência Afroétnica de Notícias (portal); Jornal Irohin (site) e Memorial Lélia Gonzalez (Informativo).

Os critérios de seleção e premiação obedecem às seguintes regras:

Empresas - Que atendam as determinações da Convenção Nº 111 da Organização Internacional do Trabalho e/ou tenham se destacado por iniciativas consolidadas, ou experimentais, que promovam as Ações Afirmativas por meio de programas de integração, capacitação para o trabalho e/ou promoção funcional de trabalhadores afro-brasileiros.

Personalidades - Por iniciativas consolidadas nos campos sociais, políticos, culturais ou de manutenção, promoção e/ou defesa do patrimônio material e imaterial da cultura afrobrasileira.

Universidades - Por iniciativas consolidadas ou experimentais, de Ações Afirmativas nas áreas de educação propedêutica, educação para o trabalho ou formação profissional e ensino universitário, notadamente ao que se refere à defesa e implemento das políticas de cotas e à implementação e consolidação da Lei 10.639/03.

Veículos de comunicação - Na veiculação de informações promovendo as Ações Afirmativas, e/ou que destaquem a participação de atores, músicos, demais artistas e religiosos afro-brasileiros e/ou profissionais afro-brasileiros, ou que de forma sistêmica, tenham se comprometido com a promoção das Ações Afirmativas nos veículos em que trabalham, ou prestam serviços. Esta categoria foi lançada na edição 2008 do Prêmio.
Fonte: Afropress

domingo, 30 de maio de 2010

Conasp inicia mobilização nacional sobre Processo Eleitoral

O Conselho Nacional de Segurança Pública – CONASP, iniciou a mobilização sobre seu processo eleitoral, para o biênio 2010/2012, na capital de João Pessoa-Paraíba, considerada a Capital da Paz, no dia 24 de maio de 2010.

A Sessão Pública foi realizada no Auditório da Procuradoria Geral de Justiça do Estado da Paraíba, que contou com o apoio incondicional do Procurador Geral de Justiça, Dr. Oswaldo Trigueiro Filho e do Presidente da Associação dos Promotores Públicos, Dr. Arlindo Correia.

Participaram como expositores, os conselheiros Almir Laureano (Grande Oriente do Brasil) e Agadeilton Meneses (Associação Brasileira dos Peritos Federais) representando o Conasp.

Diversas entidades de trabalhadores em segurança pública e da sociedade civil fizeram-se presentes. Houve o consenso que esse era mais um passo importante para a consolidação do que se foi debatido e aprovado na 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública, realizada em agosto de 2009.

Estiveram presentes:

Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social

Associação dos Promotores Públicos da Paraíba

Grande Oriente do Brasil

Sindicato e Associação dos Delegado da Polícia Civil da Paraíba

Secretaria Especial de Políticas Sobre Drogas

Movpaz

Conselho Comunitário de Mangabeira

Guarda Municipal

Universidade Federal da Paraíba

Associação de Praças - ASPRA-PB

Associação Cultural Brasil/Japão - PB

Movimento de Cidadania e Segurança

Corpo do Bombeiro do Estado da Paraíba

Conselho Comunitário João Pessoa

Educador Municipal - Conseg João Pessoa

SECAP

Comissão Estadual de Direitos Humanos

Associação Brasileira de Criminalística

Rede Nacional Negros/LGBT





A mobilização continuará conforme roteiro proposto pelo GT - Articulação Instritucional do Conasp, que vai a diversos estados da nossa nação, conforme agenda abaixo:

24 de maio: João Pessoa-PB

26 de maio: São Luís-MA

28 de maio: Natal-RN

31 de maio: Maceió-AL

01 de junho: Vitória-ES

01 de junho: Macapá-AP

02 de junho: Belém-PA

02 de junho: Recife-PE

02 de junho: Rio de Janeiro-RJ

02 de junho: Goiânia-GO

07 de junho: Porto Alegre-RS

07 de junho: Florianópolis-SC

07 de junho: Boa Vista-RR

08 de junho: Curitiba-PR

09 de junho: Salvador-BA



O cronograma poderá sofrer modificação.

Fonte: CONASP

sábado, 29 de maio de 2010

Celebrado Odum Adotá de abás


Homenagem pelos 50 anos de iniciação religiosa e preservação da cultura



“Um momento de respeito à nossa ancestralidade”. Assim o assessor especial da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República, Carlos Alves Moura, traduziu a sessão especial promovida pela Câmara Municipal, na quarta-feira (26) à noite, com o tema “Odum Adotá: 50 anos de luta e resistência da mulher negra em defesa do patrimônio histórico e cultural do Ilê Axé Oxumaré”. O evento celebrou os 50 anos de iniciação religiosa no candomblé de seis abás do terreiro.

As abás, ou egbomis, como ressaltou Moura, resgatam a tradição, a fé e a ancestralidade, preservando as origens africanas. “A partir das experiências, das lições delas, é que nós levamos mensagens de amor, de mediação de conflitos, de solidariedade, de fraternidade”, reverenciou.

No evento, convocado e presidido pelo vereador Henrique Carballal (PT), que lotou o auditório do Centro Cultural da Câmara, foram homenageadas Mãe Cotinha de Oxalá, Ya Edelzuíta de Omolú e as egbomis Elza de Oxossi, Ana de Ogum, Valquíria de Oxum e Bete de Oxalá. Carballal se disse emocionado por ter a oportunidade de celebrar o Odum Adotá dessas mulheres, que garantem a preservação da história de lutas e conquistas da religião de matriz africana.



Exemplo para os jovens



A sessão foi aberta pelo historiador Marcos Rezende, ogan do Ilê Axé Oxumaré, que falou sobre a importância de celebrar o Odum Adotá. “Elas (as egbomis) são exemplos para todos nós, jovens do candomblé”, frisou, explicando que a história de lutas do terreiro foi iniciada em 1875. A partir de 1988, passou a funcionar também a Associação Cultural e Religiosa São Salvador – Terreiro de Candomblé Ilê Axé Oxumaré, responsável pela realização de projetos sociais voltados para as comunidades da Vasco da Gama e Federação.

A mesa da sessão foi composta com as presenças, ainda, de Rosemberg Pinto, assessor especial da Petrobras; juíza Luislinda Valois; Almiro Sena, promotor do Ministério Público; Ailton Ferreira, secretário municipal da Reparação, que representou o prefeito João Henrique; Marlene Coelho, do Fórum de Religiões de Matriz Africana; Fabíola Mansur, vice-presidente do Instituto Sócrates Guanaes; Babá PC de Oxumaré, da Associação Cultural do Ilê Axé Oxumaré; e o deputado federal Emiliano José (PT). A Orquestra AfroSinfônica, regida pelo maestro Ubiratan Marques, se apresentou no coquetel que encerrou o evento.

http://www.cms.ba.gov.br/noticias.asp?refnot=1697

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Hédio pode se tornar desembargador

S. Paulo - O advogado, jurista, ex-secretário de Justiça de S. Paulo e uma das mais destacadas lideranças do Movimento Negro brasileiro, Hédio Silva Jr., é um dos nomes que compõem a lista para as quatro vagas de desembargador do Tribunal de Justiça de S. Paulo.

Hédio foi indicado pelos conselheiros em audiências públicas que aconteceram no último domingo (23/05)no Hotel Braston, centro de S. Paulo, para a escolha dos candidatos que preencherão o quinto constitucional da advocacia.

Além dele, foram escolhidos mais 23 advogados, seis dos quais mulheres. Entre os nomes está a da professora Eunice de Jesus Prudente, que ocupou a Secretaria de Justiça, por indicação de Hédio, quando este se afastou para ser candidato nas eleições de 2006.

A Constituição Federal determina que um quinto das vagas dos tribunais deve ser composto por membros da Advocacia e do Ministério Público, indicados em lista sêxtupla pelos órgãos de representação de cada classe.

Uma vez recebidas as indicações, o Tribunal formará lista tríplice, enviando-a ao governador do Estado que nomeará um integrante de cada lista.

Audiências

Ao anunciar, nesta sexta (28/05), os nomes da lista, o presidente da Seccional da OAB/SP, Luis Flávio Borges D’Urso destacou a importância da escolha: “O longo e detalhado trabalho de arguição dos conselheiros foi fundamental para conhecer o preparo, o conhecimento jurídico e a experiência dos candidatos e tenho a certeza de que os escolhidos, ou seja, os mais votados pelo Conselho Seccional para integrar as listas sêxtuplas, representarão condignamente a advocacia", afirmou.

Veja os nomes que compõem as listas sêxtuplas

1ª Lista
1. Adem Bafti
2. Antônio Riccitelli
3. Caio Luís de Paula e Silva
4. Marco Antônio Benassi
5. Mauro Abalen de Sant'Ana
6. Miguel Ângelo Brandi Junior

2ª Lista
1. Alberto Gosson Jorge Junior
2. Heitor Estanislau do Amaral
3. Hédio Silva Junior
4. Leo Marcos Bariani
5. Patrícia Rosset
6. Roseli Katsue Sakaguti

3ª Lista
1. César Eduardo Temer Zalaf
2. Ênio Moraes da Silva
3. Eunice Aparecida de Jesus Prudente
4. Maria Helena Cervenka Bueno de Assis
5. Martha Ochsenhofer
6. Sandra Maria Galhardo Esteves

4ª Lista
1. Hugo Crepaldi Neto
2. José Carlos Costa Netto
3. Luiz Fernando Lobão Moraes
4. Luiz Guilherme da Costa Wagner Junior
5. Pedro de Alcântara da Silva Leme Filho
6. Ricardo Nicolau

Fonte: Afropress

Acontece em Salvador o II Encontro Afro Latino


Programação

25 de Maio de 2010
I Concerto Afro-Latino
Elza Soares, com participação de Mariene de Castro e Riachão
Horário: 21h30
Local: Teatro Castro Alves
Endereço: Praça Dois de Julho, s/n, Campo Grande – Salvador / Bahia

26 de Maio de 2010

II Concerto Afro-Latino
Papá Roncón (Equador), Bahia Trio (Colômbia) e Dúo Así Son (Cuba)
Horário: 21h
Local: Teatro Castro Alves
Endereço: Praça Dois de Julho, s/n, Campo Grande – Salvador / Bahia

27 de Maio de 2010

ATIVIDADE: CERIMÔNIA DE ABERTURA
Horário: 9h – 10h
Local: Auditório do Othon Palace Hotel (200 pessoas)
Endereço: Av. Oceânica, 2294 – Ondina, Salvador/BA

Participantes:
Ministro da Cultura – Juca Ferreira
Demais Ministros Presentes
Presidente FCP – Zulu Araujo
Organismos Internacionais

ATIVIDADE: Oficina Musical com Papá Roncón (Equador)
Horário: 9h às 12h
Local: Teatro Castro Alves
Endereço: Praça Dois de Julho, s/n, Campo Grande, Salvador / Bahia

ATIVIDADE: CONFERÊNCIA: POLÍTICAS PÚBLICAS PARA AS POPULAÇÕES AFRO-LATINAS E DO CARIBE
Horário: 10h – 12h
Local: Auditório do Othon Palace Hotel (200 pessoas)
Endereço: Av. Oceânica, 2294 – Ondina, Salvador/BA


Participantes:
Ministra Paula Moreno Zapata (Colombia)

Almoço
Horário: 12h – 14h



ATIVIDADE: MESA 1 – A FORÇA DA DIÁSPORA AFRICANA
Horário: 14h – 15h
Debate: 15h – 15h40
Local: Auditório do Othon Palace Hotel (200 pessoas)
Endereço: Av. Oceânica, 2294 – Ondina, Salvador/BA


Participantes:
Madiagne Diallo – Pontifícia Universidade Católica (PUC/RJ)
José Sanches Chala Cruz – Equador (a confirmar)
Sidney Bartley – Ministério da Cultura da Jamaica
Sérgio Peñaloza Perez – Agência Espanhola de Coperação Internacional Para o Desenvolvimento (México) (a confirmar)
Mediador: Carlos Alberto Santos – Universidade Católica de Brasília (UCB/DF)

ATIVIDADE: Oficina Musical com Bahia Trio (Colômbia)
Dia 14h às 18h
Local: Othon Palace Hotel
Endereço: Av. Oceânica, 2294 – Ondina, Salvador / Bahia

Intervalo
Horário: 15h – 15h40



ATIVIDADE: MESA 2 – AS EXPRESSÕES CULTURAIS NA FORMAÇÃO DA IDENTIDADES
Horário: 16h – 17h
Debate: 17h – 17h30
Local: Auditório do Othon Palace Hotel (200 pessoas)
Endereço: Av. Oceânica, 2294 – Ondina, Salvador/BA

Participantes:
Florentina Souza – Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Jéferson R. Rezende (Jéferson D) – Cineasta
Marcia Sant’Anna – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN)
Moisés Medrano – Ministério da Cultura da Colômbia
Indira Cedeño – Embaixada Panamá no Brasil
Mediadora: Mércia Queiroz – Coordenadora Geral Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra (CNIRC-FCP)


ATIVIDADE: MESA 3 – PRODUÇÃO MIDIÁTICA NA AMÉRICA LATINA – IMAGEM AFRO
Horário: 17h30 – 18h30
Local: Auditório do Othon Palace Hotel (200 pessoas)
Endereço: Av. Oceânica, 2294 – Ondina, Salvador/BA

Participantes:
Walter Firmo – Fotógrafo
Márcio Vasconcelos – Fotógrafo
Renzo Devia – Diretor e Produtor Filme “Afrolatinos” da Colômbia
Raquel Gerbe – Diretora do Documentário Ori
Mediador: Elisio Lopes – Diretor do Departamento de Fomento e Promoção da Cultura Afro-Brasileira (DEP-FCP)

28 de Maio de 2010

ATIVIDADE: MESA 4 - BASE DE DADOS, MÍDIA DIGITAL E POLÍTICAS PÚBLICAS
Horário: 9h – 10h30
Debate: 10h45 – 12h
Local: Auditório do Othon Palace Hotel (200 pessoas)
Endereço: Av. Oceânica, 2294 – Ondina, Salvador/BA


Participantes:
José Márcio Barros -
Observatório da Diversidade Cultural
Marta Macedo Kerr Pinheiro – Rede Franco-brasileira de Pesquisadores em Mediações e Usos Sociais de Saberes e Informação – MUSSI
Mércia Queiroz FCP – Observatório Afro-Latino
Eduardo Torres Cuevas – Sistema de Bibliotecas de Cuba
Mediadora: Carolina Petitinga – Coordenadora de Estudos e Pesquisas (CNIRC-FCP/MinC)
Debatedor: Luciano Damasceno – Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SeCULT)

ATIVIDADE: Oficina Musical com Papá Roncón (Equador)
Horário: 9h às 12h
Local: Teatro Castro Alves
Endereço: Praça Dois de Julho, s/n, Campo Grande, Salvador / Bahia

Intervalo
Horário: 10h – 10h45



ATIVIDADE: GT 1 – CULTURA, COMUNICAÇÃO E TECNOLOGIAS COMO FERRAMENTAS DE INTEGRAÇÃO
Horário: 9h – 12h
Local: Sala 2 - Othon Palace Hotel (100 pessoas)
Endereço: Av. Oceânica, 2294 – Ondina, Salvador/BA

Participantes:
Ailton Benedito – Membro do Conselho Editorial da Revista Comunicação & Política do CEBELA – Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americano
Ricardo Freitas – Universidade Estadual de Santa Cruz/BA
Rosane Borges – Universidade Estadual de Londrina
Henrique Cunha Jr – Universidade Federal do Ceará
Antonio Pompeo – A Cor da Cultura
Madiagne Diallo – Pontíficia Universidade Católica do Rio de Janeiro
Nelson Inocêncio – Universidade de Brasília – UNB
Coordenadora: Eliane Borges – Chefe de Gabinete (FCP)
Relatora: Luciana Mota – Fundação Cultural Palmares/Representação Bahia


ATIVIDADE: GT 2 – CULTURA E EDUCAÇÃO NA INTEGRAÇÃO DOS POVOS AFRODESCENDENTES I
Horário: 9h – 12h
Local: Sala 3 – Othon Palace Hotel (100 pessoas)
Endereço: Av. Oceânica, 2294 – Ondina, Salvador/BA

Participantes:
Makota Valdina Pinto – Conselheira do Conselho Curador da Fundação Cultural Palmares (FCP)
Cláudia Miranda – Universiade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ)
Roberto Borges – Centro Tecnológico do Rio de Janeiro
Irineia Lina Cesário – Secretaria de Educação do Estado Mato Grosso do Sul
Paulino de Jesus Cardoso – Universidade Estadual de Santa Catarina
Zélia Amador de Deus – Universidade Federal do Amazonas
Coordenadora: Maria Aparecida Chagas – Coordenadora-Geral de Gestão Estratégica (CGE-FCP)
Relatora: Ana Cláudia Alves Medeiro – Coordenadora de Modernização (CGE-FCP)

Almoço
Horário: 12h – 14h



ATIVIDADE: GT 3 – COMUNIDADES TRADICIONAIS E MAPEAMENTOS DAS MANIFESTAÇÕES ARTÍSTICAS
Horário: 14h – 18h
Local: Sala 1 – Othon Palace Hotel (200 pessoas)
Endereço: Av. Oceânica, 2294 – Ondina, Salvador/BA�


Participantes:
Eliane Cantarino O’Dwyer – Universidade Federal Fluminense
Ubiratan Castro de Araujo – Fundação Pedro Calmon
Paulo Roberto Bahiense – Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro
Sandro José da Silva – Universidade Federal do Espírito Santo
Thais Garone - MDA
Carlos Eugênio Líbano Soares – Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Juliana Barreto Farias – Doutoranda Universidade Federal de São Paulo (USP)
Coordenadores: Mauricio Reis-Diretor do Dep. de Proteção ao Patrimônio Afro-Brasileiro (DPA-FCP) e Mariana Fernandes (DPA-FCP)
Relatores: Vilma (PGG/FCP); Mestre Cláudio (FCP/Alagoas) e Paulo Santos (IBGE)


ATIVIDADE: GT 4 – POLÍTICAS DE AÇÕES AFIRMATIVAS PARA A AMÉRICA LATINA E CARIBE – RELATO DE EXPERIÊNCIAS
Horário: 14h – 18h
Local: Sala 2 – Othon Palace Hotel (100 pessoas)
Endereço: Av. Oceânica, 2294 – Ondina, Salvador/BA

Participantes:
Petronilha Beatriz Gonçalves – Universidade Federal de São Carlos
Jacques D´adesky – Universidade Candido Mendes/RJ
Raimunda Luzia de Barros – Secretaria da Igualdade Racial (MS)
Carlos Alberto Medeiro – CEPIR/RJ
Carlos Benedito Rodrigues da Silva – Universidade Federal do Maranhão
Sergio Peñaloza Perez – Associação Civil México Negro – México
Deborah Santos – Associação Brasileira de Pesquisadores(as) Negros(as) – ABPN
Coordenadora: Dora Lúcia de Lima Bertúlio – Procuradora da Fundação Cultural Palmares
Relatores: Marilu Lima de Oliveira – Programa Antonieta de Barros – Assembléia Legislativa Santa Catarina


ATIVIDADE: GT 5 – CULTURA E EDUCAÇÃO NA INTEGRAÇÃO DOS POVOS AFRODESCENDENTES II
Horário: 14h – 18h
Local: Sala 3 – Othon Palace Hotel (100 pessoas)
Endereço: Av. Oceânica, 2294 – Ondina, Salvador/BA


Participantes:
Ruth Pinheiro – Centro de Apoio ao Desenvolvimento (CADON)
Julio Romário – Conselho de Defesa dos Direitos do Negro do Distrito Federal
Oswaldo Felix Bilbao Lobaton – (Centro de Desenvolvimento Étnico – Peru)
Silvio Humberto - Instituto Steve Biko
Coordenadora: Azoilda Loretto da Trindade – Universidade Estadual do Rio de Janeiro e Universidade Estácio de Sá
Relator: Benedito Sérgio – Fundação Cultural Palmares /Representação RJ

ATIVIDADE: Oficina Musical com Bahia Trio (Colômbia)
Dia 14h às 18h
Local: Othon Palace Hotel
Endereço: Av. Oceânica, 2294 – Ondina, Salvador / Bahia

Concerto Popular Afrolatino
Carlinhos Brown e convidados
Horário: 20h
Local: Área verde do Othon
Endereço: Av. Oceânica, 2294 – Ondina, Salvador / Bahia


Fonte: http://www.encontroafrolatino.com/

I Encontro Nacional de Turismo em Comunidades Quilombolas

De 7 a 10 de junho, o município de Registro na região do Vale do Ribeira, em São Paulo, receberá o I Encontro Nacional de Turismo em Comunidades Quilombolas http://blog.mma.gov.br/turismoquilombola.
O evento é fruto de uma parceria entre os Ministérios do Meio Ambiente, Desenvolvimento Agrário, Educação, Cultura e Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, através da Fundação Cultural Palmares, e do Instituto Socioambiental, com o apoio do Sebrae-SP, Instituto de Terras do Estado de São Paulo e da Prefeitura de Registro.

O objetivo do Encontro é estimular o debate e a construção de propostas de aprimoramento do turismo sustentável, pautado num movimento de valorização e fortalecimento da cultura quilombola, de seus produtos específicos, no sentido de divulgar, preservar e conservar o seu patrimônio. Trata-se de uma oportunidade ímpar para que as comunidades quilombolas troquem experiências e se preparem para o desenvolvimento do turismo.

Este I Encontro propiciará um intercâmbio de idéias e experiências entre as comunidades quilombolas, tanto as que já desenvolvem atividades turísticas, como as que possuem potencial para isso, além de possibilitar a construção de políticas que possam apoiar o desenvolvimento do turismo nestas comunidades. A programação inclui visita aos quilombos de Ivaporunduva e André Lopes.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Dia da África será comemorado nesta quinta-feira (27) na Assembleia Legislativa


Desde 2007, o Deputado Estadual Bira Corôa (PT/BA) realiza atividades alusivas ao Dia da África com representações de países africanos, para dialogar com a comunidade baiana. Este ano além do circuito de palestras, seminários e exposições que marcam as comemorações do Dia da África, será realizada uma Sessão Especial na Assembléia Legislativa do Estado da Bahia (ALBA), no dia 27 de maio no Plenário da Assembleia, às 9:30h, trazendo como tema os Avanços e Desafios das Políticas Afirmativas e Cotas.

No dia 28/05 a Câmara de Vereadores de Camaçari sediará outra sessão especial sobre o Dia da África com o tema “África, nossa mãe minha raiz”, às 9:30h. O Mandato da Igualdade promoveu também, palestras sobre o tema, em colégios estaduais de Salvador e Camaçari, de 17 a 22 de maio, além de Seminário na Faculdade São Salvador. Estão acontecendo ainda Exposições em Camaçari (Cidade do Saber) e Cachoeira-BA (UFRB), sobre as culturas do Benin e de Angola, respectivamente, desde o dia 21 até o dia 29 de maio.


Porque o Dia da África é lembrado em todo o planeta? Em 25 de Maio de 1963, 32 chefes de estado africanos reuniram-se em Adis Abeba (Etiópia) contra a subordinação que o continente africano sofria há séculos - esse processo recebeu várias denominações como: colonialismo, neocolonialismo ou partilha da África; as comunidades africanas padeciam com apropriação forçada (por povos que se consideravam superiores) das suas riquezas humanas e naturais.


Nessa reunião, em Adis Abeba, os líderes criaram a Organização da Unidade Africana (OUA) que hoje é conhecida como União Africana. A ONU (Organização das Nações Unidas), vendo a importância desse encontro, instituiu em 1972 o dia 25 de Maio como Dia da Libertação de África. A data simboliza a luta e combate dos povos do continente africano pela sua independência e emancipação.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Mulheres negras são as principais vítimas de violência no Rio

DA AGÊNCIA BRASIL


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A mulheres negras têm mais chance de serem alvo de violência no Rio de Janeiro, segundo constata pesquisa divulgada pelo ISP (Instituto de Segurança Pública), na semana passada, baseada em dados coletados em 2009.

O Dossiê Mulher 2010 mostra que as mulheres pretas e pardas (negras, na categoria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) são a maioria entre as vítimas de homicídio doloso --aquele em que há intenção de matar-- (55,2%), tentativa de homicídio (51%), lesão corporal (52,1%), além de estupro e atentado violento ao pudor (54%). As brancas só eram maioria nos crimes de ameaça (50,2%).

De acordo com a coordenadora da organização não-governamental Crioula, Lúcia Xavier, embora o racismo não esteja evidente nos casos de violência contra a mulher negra, está por trás de processos de vulnerabilização dessas mulheres, que as deixam mais expostas a situações de violência. Para ela, a sociedade desqualifica as mulheres negras.

"O racismo permite que a sociedade entenda que essas mulheres [negras] podem ser violentadas", afirmou Lúcia. "Está aí a representação delas como lascivas, quentes, sem moral do ponto de vista da sua experiência sexual. Logo, acabam mais vulneráveis para essa violência".

Em todos os crimes listados no dossiê, também chama a atenção o percentual de vítimas que conheciam os agressores. Nos casos de lesão corporal, 74% das mulheres tiveram contato com os acusados, entre os quais 51,9% eram companheiros ou ex-companheiros. Pai ou padrasto, parentes e conhecidos somaram 22,1% dos agressores.

Nas ocorrência de tentativa de homicídio, a pesquisa constatou que em 45,8% dos casos as vítimas também conheciam os agressores, assim como em 38,8% dos casos de estupro e atentado violentado ao pudor, dos quais 58,4% do total de vítimas tinha até e 17 anos.

"As pessoas que se relacionam intimamente também reproduzem essa violência simbólica do racismo", destacou a coordenadora da Crioula.

Uma das pesquisadoras responsáveis pelo estudo do ISP, a capitã da Polícia Militar Cláudia Moares, não faz a mesma avaliação de Lúcia Xavier. Para a militar, a pesquisa não traz elementos suficientes para relacionar a violência contra as mulheres negras ao racismo.

Cláudia destaca também que as mulheres brancas, em termos percentuais, sofrem quase a mesma violência que as mulheres pardas. "Essa violência, do tipo doméstica, é democrática, afeta todo os níveis e classes sociais", afirmou. A pesquisadora também questionou o critério de auto-declaração racial, definido pela própria vítima.

"A pesquisa não traz elementos para afirmar que a questão de raça é um fator motivador da violência. Encontramos maior distribuição [entre pretas e pardas], até porque essa cor é auto-declarada, não é estabelecida pela pessoa que fez o registro", explicou Claudia.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Sem preconceito nem ódio

Demétrio Magnoli, analisando um artigo inédito meu, pergunta o que penso do que ele chama "ensino do ódio", que consistiria em criar artificiosamente divisões raciais no Brasil, opondo, num país miscigenado, supostos descendentes puros de brancos a outros puros descendentes de escravos (13/5, A2).


Considero justo beneficiar grupos historicamente discriminados com uma ação afirmativa que reverta a tendência a continuar a discriminação. Isso vale para as mulheres, os negros, os indígenas, os pobres, para citar só algumas categorias. A ação afirmativa, nos EUA, é procedimento mais complexo do que a mera quantificação de beneficiários ? que chamamos de "cotas" ? e mudou profundamente aquele país. Vejam-se as séries de TV, sempre com negros em posição de destaque, mais que no Brasil. Veja-se o presidente dos EUA.

Apoio, por isso, a política compensatória. Se deixarmos as coisas meramente seguirem seu curso, o preconceito continuará. Mas há cuidados a tomar. Primeiro, uma política de cotas deve ter prazo de validade. Isso porque seu cerne é compensatório. É mais do que um paliativo, mas não muito. Se dermos aos afrodescendentes um bônus de dez pontos num vestibular, ajudaremos os que estão a um passo de passar na prova ? não aqueles, muito mais numerosos, que discriminados estão e assim continuarão. Tornaremos mais multicores as salas de aula, acostumaremos brancos e negros a conviver, teremos mais negros na direção da política e da economia. Isso é bom. Mas não resolveremos a discriminação como um todo.

Por isso sustentei, quando estava na Capes e participei de algumas reuniões no Ministério da Educação sobre a reforma universitária, em 2004, que as cotas não deviam durar mais que dez anos. E também que a nota de corte para os cotistas não fosse muito inferior à dos não-cotistas. Numa certa universidade, tinham entrado cotistas com um quarto da nota dos últimos não-cotistas. Esse caso é injusto, eticamente, e um desastre em termos educacionais.

Não concordo com Demétrio nem com nossa amiga comum Yvonne Maggie, autora com ele e outros do livro Divisões Perigosas, que a diferença entre brancos e negros no Brasil seja de todo artificiosa. Quem me convenceu disso foi Elio Gaspari, num artigo neste jornal há talvez dez anos, em que ele dizia que nunca, para discriminar negativamente os negros, houve grande dificuldade no País. Qualquer porteiro sabe quem ele deve mandar subir pelo elevador de serviço. A dificuldade de saber quem é negro, quem é branco começou quando se cogitou de discriminar a favor ? afirmava ele. É por isso que me parecem legítimas as ações afirmativas. Mas só com prazo máximo no tempo e distância justificada nas notas de corte, em torno de 10%, penso eu.

Por que as limitações? Por duas razões. A primeira é que, se é legítimo discriminar afirmativamente quem antes o foi negativamente, caso essa política se perpetue, forçará a criação de grupos ditos raciais, antagônicos entre si ? ou seja, se essas políticas forem radicais, Demétrio e Yvonne acabarão tendo razão e se construirão identidades artificiais, divisões, sim, "perigosas" num país que, afinal, é bastante miscigenado.

A segunda é que, curiosamente ao contrário do que Demétrio parece me atribuir, sou frontalmente contra qualquer exacerbação de identidades. O que acho mais positivo em nosso tempo é termos a liberdade, cada um de nós, de assumir identidades contraditórias e até mesmo provisórias. Antigamente, alguém da classe média paulista, com chance de educação superior, estudaria Direito, Medicina ou Engenharia, casar-se-ia e teria filhos, seria católico e apoiaria, digamos, o Partido Republicano Paulista. Hoje, uma pessoa nessa condição pode fazer cursos bem diferentes, ter filhos ou não, ser heterossexual ou homossexual, pertencer ao partido e à religião que quiser, até ser ateu... Isso é admirável. Nunca tivemos tanta liberdade. Ela traz riscos, porque deixa as pessoas inseguras. Viver na contradição é difícil, mas é mais verdadeiro do que se tornar, cada pessoa, um parque temático. Permite uma realização pessoal maior. Uma das iniciativas que tentei nessa direção foi um projeto de graduação interdisciplinar em Humanidades proposto na USP, que não foi aprovado na universidade, mas tem inspirado projetos de bacharelado interdisciplinar bem-sucedidos em outros Estados. Era um curso que contestava justamente a ideia de identidade.

Por isso mesmo, embora eu aprove o espírito e mesmo a letra de várias medidas preconizadas no Estatuto da Igualdade Racial ? na verdade, um projeto que em 70 artigos mencionava a palavra "negro" ou "negra" 79 vezes, subestimando assim outras etnias ?, não acho conveniente uma lei específica que repete o que já está em outras ou exige políticas direcionadas só para uma parte da população, preconizando, por exemplo, "a redução de mortes violentas entre jovens negros". Por que não a redução de mortes violentas entre todos os jovens? Perdemos todos quando se perde o sentido universal que devem ter, como regra, as políticas sociais. Por outras razões, sou um pouco cético quando o estatuto manda ensinar História Africana: nosso ensino básico é tão deficiente que seria melhor reforçar o conhecimento das duas linguagens básicas, o Português e a Matemática, como plataforma para estudar as demais ciências, antes de impor novos conteúdos a professores e alunos.

Finalmente: o meu texto que Demétrio Magnoli analisou não foi publicado. Apresentei-o num colóquio entre pesquisadores brasileiros e britânicos das ciências humanas, fruto de acordo que assinei, em nome da Capes, com a British Academy, que é a equivalente da Royal Society para as ciências humanas e sociais. Os papers deveriam ter sido editados em português e inglês, internacionalizando mais a pesquisa brasileira em humanas e abrindo uma rotina de encontros nossos com os britânicos. Infelizmente, o acordo não teve continuidade. Fico contente que pelo menos um dos artigos então apresentados tenha saído da gaveta, graças à crítica de Magnoli.


PROFESSOR TITULAR DE ÉTICA E FILOSOFIA POLÍTICA DA USP

Fonte: Estadão



segunda-feira, 24 de maio de 2010

Inscrições aberta para Capoeira de Saia

Atenção mulheres que praticam capoeira: estão abertas as inscrições para o programa Capoeira de Saia 2010

A iniciativa é voltada pra a capacitação de mulheres praticantes de capoeira e de áreas relacionadas. A ideia é auxiliá-las a ministrar palestras em festivais, participar de excursões e de cursos de extensão.

As aulas são ministradas por mestres e vão acontecer no período de 26 a 30 de maio no Forte de Santo Antônio Além do Carmo, localizado no bairro de Santo Antônio Além do Carmo e conhecido como o Forte da Capoeira.

Segundo a organização do programa, a palestra de abertura no dia 26, às 19h30, será feita por Mãe Stella de Oxóssi, ialorixá do Ilê Axé Opô Afonjá.

No dia 29, a partir das 16 horas, tem a aula aberta no Farol da Barra. A expectativa dos organizadores é reunir mais de mil participantes.

Para saber mais sobre o programa, clique aqui

CEN Brasil indica: Lendas Africas por Iray Galrão



O livro Lendas Africanas, de autoria da profª Iray Galrão, é destinado ao público infanto juvenil, mas com toda certeza pode e deve ser lido por todos aqueles que gostam de ler e de contar histórias.

São belíssimos mitos de origem yorubá que certamente encantarão a todos, não só pelo conteúdo fantástico das suas narrativas, mas também pela leveza com que estão escritos. Estas histórias nos remetem á sabedoria dos nossos antepassados,onde encontramos de forma muito evidente as raízes das nossas próprias histórias.

O preço é 15,00 e pode ser adquirido com a mesma através do telefone 71 88925728.

domingo, 23 de maio de 2010

sábado, 22 de maio de 2010

A Cor do Poder: Negros/as são maioria no país, mas tem presença insignificante no Congresso Nacional

No Brasil, é evidente o perfil padrão dos tomadores de decisão: homem, branco, com curso superior completo. Como mostra o relatório da desigualdade racial no Brasil 2007-2008, embora a representação negra tenha tido algum avanço ela é irrisória. No mandato para o período 2007-2010, na Câmara dos Deputados, a baixa presença de pretos e pardos e também das mulheres neste importante espaço de decisão relega a segundo plano temas importantes como o combate ao racismo, o enfrentamento das desigualdades e discriminações tanto de raça quanto de gênero, que irão compor uma agenda marginal. O INESC entrevistou três parlamentares negros/as no Congresso Nacional e procuramos saber em que medida a baixa representatividade de negros/as no Parlamento dificulta a aprovação de Leis de promoção da igualdade racial e de uma legislação de combate ao racismo e a discriminação. Confira a matéria!



Fonte: INESC

quinta-feira, 20 de maio de 2010

((CESE CONVIDA)) - IDENTIDADE NEGRA: Direitos Humanos e Fortalecimento das Organizações Populares


Promotor fala sobre racismo contra a mãe


Com os olhos marejados e a voz embaçada o promotor Fausto Valois falou a equipe do Portal Infonet sobre o racismo sofrido pela mãe, a Juíza Luislinda Valois Santos. Filho único e pai de dois filhos, o promotor relata que um site nacional de grande audiência divulgou uma foto em que a juíza é identificada como camareira.
Na imagem a mãe do promotor está ao lado da atriz Natália do Valle. A história da juíza foi retratada pela novela Viver a Vida. De acordo com o promotor, a mãe foi uma das homenageadas pelo elenco da novela. A história de vida da juíza Luislinda, que chegou a catar mariscos para o sustento da família, emocionou o país.
O promotor lembra que o fato do site ter retratado a mãe dele como camareira, mostra o estereótipo destinado aos negros. “Não é nada contra as camareiras, tenho respeito e reconheço a importância de todas as profissões, mas o site não tomou o cuidado de checar a informação. Essa foi uma forma indelicada e grosseira de tratar a minha mãe que estava sendo homenageada pela sua história de vida”, lamenta o promotor, ressaltando que a matéria feita pelo site foi reproduzida com o mesmo erro por outros veículos.
Fausto Valois afirma que mesmo após ter entrado em contato com o site para corrigir a informação, os responsáveis não entraram em contato com a mãe. “O site colocou apenas uma correção, no entanto, o dano e o machucado já tinham sido causados. Vamos tomar todas as medidas judiciais cabíveis. A minha mãe é uma mulher muito forte, mas tive que pedir para que um cardiologista verificasse a saúde dela porque fiquei muito preocupado”, relata.
“Volto a dizer, o problema não é com a profissão de camareira, mas mostra a visão preconceituosa de que os negros não podem exercer outras funções”, conclui.
Desagravo
O promotor já enviou carta para a Secretaria da Promoção da Igualdade Racial e para a Secretaria dos Direitos Humanos, em Brasília. O caso teve grande repercussão em Salvador, aonde Luislinda atua como juíza. Varias entidades de combate ao racismo também enviaram nota de desagravo para vários veículos da imprensa.
História
A história de superação de Luislinda é comovente. A criança que teve que vencer desde cedo as barreiras do preconceito chegou a catar mariscos com os irmãos. O fato marcante foi quando aos 9 anos a juíza levou para a sala de aula um conjunto de réguas de madeira ao invés das de plástico, que eram mais usadas e também mais caras. O professor não gostou e disse que era melhor que ela fosse fazer feijoada na casa de brancos já que era pobre e não tinha condições nem para comprar o material. Luislinda saiu chorando, mas voltou dizendo que um dia seria juíza e retornaria para prendê-lo.
Forte e determinada, Luislinda é a primeira juíza negra do Brasil e foi a primeira no mundo a julgar um processo que teve por motivação um ato de discriminação racial.

Campanha pela integralidade e implementação do PNDH-3

Esta é uma campanha nacional formada por organizações sociais, movimentos populares, sindicatos, redes e entidades da sociedade civil brasileira historicamente comprometidas com a promoção dos direitos humanos que decidiram se organizar para mobilizar a sociedade brasileira na defesa da integralidade e implementação do PNDH-3.
Entendemos que o PNDH-3 é resultado de um amplo processo participativo, que articula múltiplas agendas, diretrizes, objetivos estratégicos e ações programáticas que expressam o conjunto dos direitos humanos. E traduz os preceitos consagrados na Constituição Federal de 1988, comprometendo os agentes públicos e as instituições do Estado com a efetivação de ações para garantir esses direitos.
Ao carregar uma concepção contemporânea de direitos humanos, que se opõe aos conservadorismos e às compreensões restritas, ainda fortemente presentes na sociedade brasileira, o PNDH-3 abre espaço para sujeitos populares e sua inclusão nos processos de luta e de reconhecimento dos direitos humanos.
Desde que foi lançado, em dezembro de 2009, no entanto, o PNDH-3 vem sofrendo duros ataques de setores conservadores de nossa sociedade – sobretudo da igreja, dos donos da mídia, de setores antidemocráticos do Exército e de latifundiários. Esses segmentos não reconhecem o processo de construção participativa que resultou no Programa Nacional de Direitos Humanos e pressionaram o governo federal por mudanças em sua redação. Infelizmente, o governo cedeu às pressões destes segmentos e recuou em algumas ações e diretrizes do PNDH-3.
Esta campanha nacional se soma então a uma série de iniciativa estaduais já em curso e tem o objetivo de mobilizar a sociedade brasileira em defesa da integralidade do Programa Nacional de Direitos Humanos 3, conforme publicado no decreto 7037, de 21 de dezembro de 2009, e da implementação de suas diretrizes e ações.
Como instrumento de política pública, o PNDH-3 induz processos que deverão se traduzir em previsões orçamentárias, em indicadores de monitoramento e, acima de tudo, em dinâmicas permanentes de participação e de controle social público com ampla participação da sociedade civil.
Integram a Campanha Nacional pela integralidade e implementação do PNDH-3
ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais
ABONG – Associação Brasileira de Ongs
AMB – Articulação de Mulheres Brasileiras
Católicas pelo Direito de Decidir
CEN – Coletivo de Entidades Negras
CFEMEA – Centro Feminista de Estudos e Assessoria
Comunidade Bahá’í do Brasil
Fala Preta – Organização de Mulheres Negras
INESC
Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social
Justiça Global
LBL – Liga Brasileira de Lésbicas
MNDH – Movimento Nacional de Direitos Humanos
PAD – Processo de Articulação e Diálogo entre Agências Ecumênicas Européias e Parceiros Brasileiros
Plataforma Dhesca Brasil
Relatoria Nacional para o Direito Humano à Terra, Território e Alimentação da Plataforma Dhesca Brasil
Rede Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos
Terra de Direitos

Leia a íntegra do Programa Nacional de Direitos Humanos 3

quarta-feira, 19 de maio de 2010

EUA e Brasil querem parceria para promover igualdade racial

Representantes de governos e da sociedade civil do Brasil e dos Estados Unidos participam esta semana da Reunião para Implementação do Plano de Ação Conjunta para Eliminação da Discriminação Etnorracial e Promoção da Igualdade, em Atlanta, nos Estados Unidos (EUA). O plano bilateral foi lançado há dois anos e passa agora por uma fase de avaliação.

Os encontros preparatórios já começaram em Washington e revelam a intenção do governo americano de ampliar a parceria com o Brasil. Os EUA também pretendem estabelecer planos de ação com a Colômbia e a Venezuela, países que, como o Brasil, têm uma população afrodescendente significativa.

"Temos muito a aprender uns com os outros. Assim como o Brasil, não chegamos aonde queremos na promoção da igualdade racial. Precisamos aumentar a interlocução da sociedade civil dos nossos países. É ouvindo a população que poderemos definir as ações prioritárias", diz o chefe do Escritório para o Brasil e Hemisfério Sul do Departamento de Estado dos EUA, Milton Drucker.

Para ele, o tema do encontro desta semana deveria ser um "convite para agir", disposição que reflete a insatisfação já manifestada por representantes da sociedade civil brasileira quanto ao ritmo de implementação das ações conjuntas.

O plano bilateral prioriza áreas como a educação, saúde e justiça ecológica. O Departamento de Estado, equivalente ao Ministério das Relações Exteriores, calcula em "milhões de dólares" o investimento americano previsto para o intercâmbio de experiências e programas de parceria entre governos, sociedade civil e empresas privadas.

"Os pesquisadores brasileiros, por exemplo, têm avançado muito no estudo da anemia falciforme, que acomete principalmente a população afrodescendente. Já nos Estados Unidos temos trabalhado muito na sensibilização da polícia contra o preconceito e contra a ação baseada na aparência. São experiências que podem ser aproveitadas mutuamente", afirma Milton Drucker.

"Nos Estados Unidos, temos hoje uma economia estagnada. Vocês, por outro lado, estão criando novos empregos. Precisamos sensibilizar as empresas a adotar, no Brasil, os programas de diversidade que desenvolvem aqui. E não porque são boazinhas, mas porque aumentar a diversidade resulta em empresas mais dinâmicas, criativas e que crescem mais", diz.

O chefe do Escritório para o Brasil e Hemisfério Sul do Departamento de Estado dos EUA não acredita na imposição de modelos de políticas públicas, mas ressalta a importância das ações afirmativas para a promoção da igualdade racial.

Drucker evita fazer comentários sobre as cotas nas universidades, pois considera o tema "delicado politicamente". No entanto, o diplomata americano - que já trabalhou duas vezes no Brasil - ressalta que o sistema foi necessário nos EUA, mesmo após o fim da segregação racial legalmente constituída.

Segundo ele, nos últimos anos, o número de instituições de ensino americanas que adotam esse sistema diminuiu porque a entrada de estudantes negros nas universidades atingiu patamares considerados satisfatórios. "O problema de acesso ao ensino superior no Brasil deve ser resolvido como os brasileiros acharem melhor. Seja com cotas, ações afirmativas ou universidades para negros, modelos que foram adotados aqui em variados momentos", afirma.

Colóquio Internacional Aimé Césaire

Aimé Césaire, Sarah Maldoror e Carlos Moore em Colóquio Internacional:
Rio, Belo Horizonte, Porto Alegre e Salvador


Africanidades e Pensamento Negro:


repensando o conceito de Négritude, segundo Aimé Césaire, no contexto brasileiro do ensino de História da África e das Culturas Africanas e da Diáspora Negra.



Fonte: http://www.geledes.org.br/noticias/coloquio-internacional-aime-cesaire.html

Para saber mais, acesse http://semanadaafrica.blogspot.com/

Inauguração em Salvador!


terça-feira, 18 de maio de 2010

Na videoteca do CEN: Tempo Rei (parte XI, XII)

Racismo seria razão para morte de ator brasileiro na Rússia

Um ator negro de origem brasileira que atuou em filmes soviéticos populares morreu em São Petersburgo (noroeste da Rússia) depois de ter sido espancado, anunciou nesta segunda-feira a polícia local, que suspeita de uma agressão com motivação racista.

"Tito Romário, de 59 anos, morreu em 11 de maio no hospital Alexandrovskaia depois de ter sido espancado por um russo de 43 anos em uma rua da cidade por causa de uma discussão. O suspeito foi preso", afirmou a policia russa em nota.

Segundo uma fonte da polícia, citada pelos meios de comunicação locais, a agressão teria sido desferida por ódio racial. Romário interpretou vários papeis menores em filmes soviéticos muito populares. O ator teve de enfrentar muitas dificuldades relacionadas com o racismo, segundo assinalou o jornal Novaia Gazeta, citando um de seus amigos.

Os crimes por preconceito, principalmente contra imigrantes das ex-repúblicas soviéticas ou países africanos, registraram um aumento na Rússia desde a queda da União Soviética, em 1991.
Fonte: Terra

Sessão Especial: Dia de África 2010

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segunda-feira, 17 de maio de 2010

Lançamento da Campanha no Rio Grande do Sul: Quem é de Axé diz que é!

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domingo, 16 de maio de 2010

Festa popular de Santo Amaro reúne pesquisadores da cultura negra

Festa popular de Santo Amaro reúne pesquisadores da cultura negra

O Seminário 'Bembé do Mercado e as celebrações da liberdade' reuniu nesta sexta-feira (14) em Santo Amaro, no Teatro Dona Canô, o presidente da Fundação Cultural Palmares, Zulu Araújo, o secretário municipal de Cultura Rodrigo Veloso, o professor Lázaro Cunha, educador do Instituto Steve Biko, o educador do Coletivo de Entidades Negras Ademar Cirne, e o professor doutor Walter Fraga Jr, superintendente de Cultura da Universidade Federal do Recôncavo, mediador da discussão sobre o tema 'Joaquim Nabuco e os abolicionistas baianos'.
Uma das questões abordadas foi a escassa literatura na historiografia oficial sobre o 13 de maio. 'A história do negro é contada pela versão dos colonizadores', afirmou o professor Ademar, que ressaltou as formas de resistência do negro à condição imposta pelas elites coloniais: a prática do aborto para não gerar mais escravos, a resistência em aprender a língua portuguesa, as revoltas urbanas e os movimentos individuais e coletivos de um modo geral.

No terceiro dia de evento, a programação terminou com três lançamentos no Largo do Mercado: a exposição fotográfica 120 anos do Bembé, de Edgar de Souza; o livro Bembé do Mercado - 13 de maio em Santo Amaro, de Luzia Moraes; e o CD Pèrègùn e outras fabulações da minha terra (contos cantados em Ioruba), de Félix Ayoh́ OMIDIRE. O Bembé do Mercado, tradição existente há 121 anos, reafirma a religiosidade afrodescendente e a liberdade de expressão desta cultura através de programações pautadas por debates e manifestações culturais.

Na videoteca do CEN: Tempo Rei (parte IX, X)

Cinco anos da campanha Reaja

Por Hamilton Borges Walê


A Reaja Continua Lutando Contra o Racismo e Pela Vida

Os Assassinos Seguem Impunes com seus Capachos Amaciando seu Tombo Certo

Nos anos 70, sob o rigor fascista de uma ditadura, instituímos um método de luta contra o racismo no país que demoliu definitivamente um modo de nos olhar em viés. Afirmamos nossa negrura, nossa pretidão, nossas instituições políticas religiosas , erigimos nossos heróis, impomos nossa história e definitivamente chamamos o país a revisar sua noção de identidade. Não pedimos nada, exigimos, com o pescoço em riste o que era nosso por direito histórico. Levantamos!

“Chega de tudo pela Metade basta de tudo pelo meio

Agora ou vai ou racha , queremos tudo e inteiro”(Abdias do Nascimento)

A Democracia Racial como exemplo de convivência pacífica entre os vários povos que construíram o país desabou sob os pés da nação. Nós fomos a dinamite desse evento definitivo para nossa democracia falha, incompleta e moribunda:

“ Somos os Coveiros da Democracia Racial” (Hamilton Borges Walê)

Dissemos que queríamos um novo modelo de nação, um outro país, sem subordinação de um seguimento racial sobre outro, para fora do capitalismo, com respeito as civilizações que aqui chegaram. Apontamos uma nova ética, uma estética política desfilando de cabelo duro, contra as instituições hegemônicas que nos ignoram como sujeitos políticos.Vencemos os anos 70.

“Reaja a Violência Racial” (Palavra de ordem do Movimento Negro Unificado)

A escola em que fui formado acredita que o combate ao racismo e ao neo-colonialismo é a única opção que temos contra o que nos destrói. Fora disso não nos resta nada. O racismo estrutura todas as relações no Estado Brasileiro. Não somos sócios desse pacto branco assinado com nosso sangue nos canaviais e nas lavouras , nas minas de ouro e diamantes , nos pastos de boi , nas grandes roças do latifúndio de café e uva.

Chegamos aqui acorrentados e acorrentadas como prisioneiros de uma guerra que não teve fim e da qual nossas vidas eram o combustível.

O contrato republicano de disputar por dentro das instituições é tão utopia quanto nosso desejo de criar alternativas de poder negro/indígena /feminino. Sonhemos o nosso próprio sonho construído sobre nossos próprios referenciais

A Campanha Reaja ou Será Morta , Reaja ou Será Morto nasceu no dia 12 de Maio de 2005 , ocupando por mais de 08 horas, madrugada a fora, a porta da Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia. Rompemos o silêncio sobre as mortes de pretos e pretas na Bahia.Politizamos nossas mortes!Internacionalizamos nosso martírio coletivo.Instituímos um método radical de defender a vida. Desafiamos os poderosos do palácio de Ondina em duas gestões semelhantes de segurança pública baseadas em nossa eliminação. Pautamos o debate por todo o Brasil.

Sem concessão , sem prêmios , sem comendas,sem massagens e sendo criminalizados operamos o regaste de luta contra o racismo em oposição a prática encabulada de promover uma igualdade impossível num regime desigual.

Às mães que perderam seus filhos pela lógica racista de segurança nos últimos cinco anos - afirmamos que continuamos atentos e atentas e que nossa voz não se cala diante do terror - contem conosco.

Aos Prisioneiros e prisioneiros, muitos militantes dessa campanha do contra, nosso compromisso de não permitir que suas vidas sejam estudadas como ratos de laboratórios na manipulação pseudo-científica de sua desgraça e/ou nos projetos inócuos que geram lucro e crédito universitário e nada mais. Afirmamos que continuaremos firmes na luta pela abolição das penas, pela demolição das cadeias, pelo enfrentamento a esse modelo de justiça criminal seletivo que lucra com nossa desgraça

Estamos no século XXI sob o rigor fascista de uma ditadura racista que nos elimina em massa, se dizendo democrática de direito, estamos combatendo o genocídio, o racismo e a traição entre alguns dos nossos

Somos isso!

Campanha Reaja ou será Morta , reaja ou será Morto

Simplesmente uma Campanha

sábado, 15 de maio de 2010

A favor de cotas no mestrado

Com representantes do movimento negro, Dilma defende ampliação da reserva de vagas

Lúcio Vaz

A pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, aprovou ontem a proposta de criação de bolsas de pós-graduação para negros. O apoio foi manifestado no Encontro Nacional de Negras e Negros do PT, no Centro de Convenções Brasil 21, na presença do ministro da Promoção da Igualdade Racial, Eloi Ferreira de Araújo, que anunciou anteontem a criação de 250 bolsas para afrodescendentes. A ex-ministra falava das conquistas para os negros no governo Luiz Inácio Lula da Silva quando foi interrompida por uma militante, que gritou: “Cota para mestrado!” Dilma respondeu prontamente: “Isso, cota para mestrado”. Outro militante acrescentou: “Cota para doutorado!” Ela voltou a repetir a palavra de ordem.

A pré-candidata entrou no auditório cercada por integrantes do grupo de candomblé Axé Opó Afonja. Recebeu presentes, assistiu a danças típicas e a uma rápida apresentação do cantor de Rap Gog. No refrão de uma de suas músicas, uma cantora negra dizia: “A carne mais barata do mercado é a negra, a carne mais marcada pelo Estado é a negra”.

Dilma afirmou que a criação da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) assegurou várias conquistas no governo Lula. E fez um chamamento aos militantes: “O que nos une é o compromisso de que isso vai continuar. Vamos fazer políticas afirmativas e de cotas, queiram eles ou não! Temos que assumir o compromisso com a eliminação da miséria nesta década”, reforçou. Ela lembrou as críticas ao Prouni, programa que concede bolsas para estudantes carentes, negros e indígenas: “Diziam que o Prouni iria nivelar por baixo o ensino, porque atenderia pobres e negros. Erraram! Quem tem se saído melhor são os negros e os pobres”.

Acrescentou, então, que agora serão necessárias novas conquistas: “Temos que ter compromisso com a saúde negra. Temos que ter negros no Itamaraty. É compromisso do governo Lula. O Brasil estava de costas para a África. Hoje, o presidente foi a todos os países africanos. Reconheceu a dívida com os países negros e com nossos negros”. Ela defendeu também a aprovação de um estatuto da igualdade racial. Afirmou que as conquistas não podem ser “uma política de governo, têm que ser uma política de Estado”. No fim, disse que queria assumir “o mesmo compromisso que o presidente Lula assumiu com vocês em 2002 e 2006, quando foi candidato. Contem comigo, porque eu conto com vocês!”

Fonte: http://www.irohin.org.br/onl/clip.php?sec=clip&id=8054

Estudo: 3 em cada 4 vítimas de escravidão são negras

Um estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro aponta que os negros ainda são vítimas de escravidão, 122 anos após a Lei Áurea. De acordo com levantamento feito a partir do cadastro de trabalhadores inscritos no Bolsa Família após serem libertados de condições análogas à escravidão, 3 em cada 4 vítimas do trabalho escravo são pretos ou pardos. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

É a primeira vez que o economista Marcelo Paixão, autor do estudo, consegue investigar a cor ou raça das vítimas da escravidão, graças à inclusão do grupo no Bolsa Família. As pessoas que se declararam pretas e pardas - que Paixão soma em seu estudo, classificando como negras - representavam 73% desse grupo, apesar de serem 51% da população total do Brasil. Para o pesquisador, ainda que hoje a cor não seja o único fator a determinar que um trabalhador esteja numa condição análoga à escravidão, o estudo indica que ser preto ou pardo eleva consideravelmente a probabilidade.

Redação Terra

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Convite: O dia 14

Governo federal anuncia criação de bolsas de pós-graduação para negros

Secretaria criou 250 bolsas e aumentou para 800 bolsas do Programa de Iniciação Científica

Agência Brasil
BRASÍLIA - No dia em que se comemora os 122 anos da Lei Áurea, o ministro da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Eloi Ferreira, anunciou nesta quinta-feira, 13, a criação de 250 bolsas de pós-graduação para alunos negros ou pardos e um aumento de 200 bolsas do Programa de Iniciação Científica (Pibic), que passarão de 600 para 800 em 2010.

O ministro destacou que, apesar de o sistema de cotas não ser obrigatório no Brasil, 91 universidades públicas do país adotam a reserva de vagas no vestibular para alunos negros.

Ele também anunciou o lançamento de um selo para identificar as instituições de ensino que promovem a Lei nº 10.639, de 2003. O texto tornou obrigatória a inclusão da história do povo negro e suas contribuições culturais, econômicas e sociais para o país no currículo de ensino infantil, fundamental e médio. A entrega dos selos ocorrerá em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra.

Para Eloi Ferreira, as ações divulgadas hoje ajudam a corrigir injustiças e distorções históricas. "A promulgação da Lei Áurea não foi acompanhada de uma inclusão educacional, habitacional e isso faz com que até hoje o negro continue na base da pirâmide social", afirmou.

O ministro defendeu também a criação do Estatuto de Igualdade Racial, que já foi aprovado pela Câmara e aguarda votação no Senado. "Essa lei será como um segundo artigo da Lei Áurea. Ela garante o respeito às religiões de matriz africana e garante a possibilidade de acesso à terra aos remanescentes quilombolas", destacou.

Fonte: Estadão

Show Simples Rap’ortagem em Cena

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Reestréia: Sete Ventos

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quarta-feira, 12 de maio de 2010

Na videoteca do CEN: Tempo Rei (Parte VI, VII, VIII)







Fonte: You Tube

terça-feira, 11 de maio de 2010

Abril demite editor que denunciou racismo da Veja no Twitter

Uma crítica à revista Veja, feita no Twitter, provocou a demissão, nesta terça-feira (11), do repórter fotográfico Felipe Milanez, editor-assistente da revista National Geographic Brasil. As duas publicações são da editadas pela Abril.

“A decisão me foi comunicada pelo redator-chefe Matthew Shirts. Ela veio lá de cima e ainda estou zonzo ainda porque não imaginava que minha opinião fosse resultar nisso”, declarou Milanez ao Blog do Altino Machado.

O editor-assistente fez acusações contundentes à Veja devido à preconceituosa matéria "A farsa da nação indígena", que deturpava o sentido da delimitação de reservas indígenas e quilombos no país. “Veja vomita mais ranso racista x indios, agora na Bolivia. Como pode ser tão escrota depois desse seculo de holocausto?", registrou Milanez no Twitter.

Em mensagem no mesmo dia, Milanez afirmou que o "racismo" da publicação fez com que se manifestasse. "Eu costumava ignorar a idiota Veja. Mas esse racismo recente tem me feito sentir mal. É como verem um filme da Guerra torcendo pros nazistas".

Também no microblog, o jornalista informou sua demissão: "To destruido, muito chateado. Acabo de ser demitido por causa dessa infeliz conta de Twitter. Sonhos e projetos desmancharam no ar virtual."

Em entrevista ao Portal Imprensa, Milanez declarou que fez observações contundentes sobre a publicação, mas foi surpreendido pela demissão. "Fui bem duro, fiz comentários duros, mas como pessoa; não como jornalista. Fiquei pessoalmente ofendido. Mas estou chateado por ter saído assim. Algumas frases no Twitter acabaram com uma porrada de projetos", lamentou o ex-editor.

O redator-chefe da National, Matthew Shirts, confirmou ao Portal Imprensa que os comentários no Twitter resultaram na demissão de Milanez. "Foi demitido por comentário do Twitter com críticas pesadas à revista. A Editora Abril paga o salário dele e tomou a decisão", disse. Ao ser questionado se concordava com a demissão do jornalista, Shirts declarou que "fez o que tinha que fazer exercendo a função".

Bastante conhecedor da Amazônia, especialmente das tribos indígenas, Milanez estava com viagem marcada para o Amazonas na quinta-feira (13). Ele iria percorrer durante 15 dias a BR-319, que liga Manaus (AM) a Porto Vellho (RO), acompanhando uma equipe da Embratel que dá suporte às torres de telefonia.

Milanez também havia se manifestado no Twitter a respeito da nota do antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, citado por Veja na reportagem, mas que nega ter dado entrevista para a revista. “Eduardo Viveiros de Castro achou um bom adjetivo pra definir a matéria da Veja: ‘repugnante’”, escreveu Milanez. “Veja é abusada. Assim E. Viveiros de Castro corre o risco de nunca mais ser citado na revista(!), como JonLee Anderson.”

Além de ter reproduzido tweets em que o antropólogo acusa Veja de “fabricar” declaração, Milanez também chegou a citar os microblogs dos repórteres Leonardo Coutinho, Igor Paulin e Júlia de Medeiros, autores da reportagem, como exemplos de “anti-indígenas” para quem quisesse segui-los. “Não sei ainda o que vou fazer da vida. Não estou arrependido porque nunca imaginei que minha opinião pudesse causar uma reação tão drástica. Talvez eu tenha sido ingênuo, mas quem defende índio tem que estar com a cabeça preparada para levar paulada”, concluiu Milanez.

Da Redação, com agências

Série Recordar é viver: Frente Negra Brasileira









data: 12/05/1985

Local: São Paulo

Video editado por Ras Adauto e Zózimo Bulbul, tendo como condutores os militantes Amauri Pereira e Yedo Ferreira que entrevistaram em 1985 na sede campestre do Clube Aristocrata em São Paulo , os militantes do movimento negro dos anos 30 e dos anos 70. Lá estavam os fundadores Aristides Barbosa e José Correia Leite que foram alguns dos personagens que criaram a Frente Negra Brasileira na década de 30, a partir da cidade de São Paulo.

Frente Negra Brasileira

Em 16 de setembro de 1931, nascia em São Paulo uma das maiores entidades negras do século XX: a Frente Negra Brasileira. Vinha na esteira de diversas entidades que se formaram no início do século passado. Sua missão era a de integrar o povo afro-descendente à sociedade. Autodenominada "órgão político e social da raça", a Frente atingiu dimensões inusitadas, chegando, inclusive, a tornar-se partido político. Se pensarmos na situação social da época, em que o desemprego entre os homens era alto (as mulheres negras eram o pilar das famílias, pois o emprego de doméstica lhes dava algum salário), em que as condições de educação eram precárias, a Frente realizou feitos espantosos.

O decreto de 1937 assinado por Getúlio Vargas, que colocava na ilegalidade todos os partidos políticos, acabou ocasionando sua extinção.

Presidida por Arlindo Veiga dos Santos e depois por Justiniano Costa, a Frente abrigou diversas tendências, e daí nasceram vários conflitos. José Correia Leite, por exemplo, embora tivesse participado de sua fundação, foi dissidente logo no início.

O fato é que a Frente proporcionou à população desassistida e marginalizada não só assistência social, mas um meio de organização, educação (fundou uma escola) e combate ao preconceito. Teve inúmeras contradições.

Abaixo seguem dois trechos de depoimentos incluídos no livro "Frente Negra Brasileira", organizado pelo Quilombhoje. O primeiro é do saudoso Aristides Barbosa e o outro é de Marcello Orlando Ribeiro:

"A Frente Negra era única e respeitada por todos, assim é que em 1937 tinha candidato próprio. Naquela época, se não me engano, era o Raul Joviano do Amaral, bem jovem.

A Frente ia lançar candidato, nenhuma outra entidade de São Paulo quis lançar candidato. Você vê que era tal a consciência daquela época, daquele processo, que você chegava pro Cultura (clube da época) e perguntava: "Por que você não vai lançar candidato?". A resposta era: "Não vou lançar porque a Frente Negra vai lançar".

A entidade mais oponente, mais adversária da Frente era a Legião Negra, porque as duas se posicionaram em campos opostos na Revolução de 32, quando o governo de São Paulo queria que a Frente fizesse um batalhão para lutar por São Paulo. A Frente se recusou. A Legião Negra foi uma dissidência da Frente que formou o batalhão para lutar. A filosofia da Frente era a seguinte: ‘olha, nossos irmãos estão tão dispersos pelo Brasil e, de repente, nós vamos entrar nessa briga São Paulo versus Minas, estamos nós aqui do lado rico matando nossos irmãos que estão em Minas‘. Aí houve uma dissidência lá, acabaram fazendo a Legião Negra.

As duas entidades eram ideologicamente rivais, mas mesmo assim, na época da efervescência de se lançar candidatos, a Legião se recusou a lançar um candidato, que seria o tenente Arlindo, porque a Frente Negra ia lançar o seu.

Então havia essa coisa, havia essa consciência política".

Aristides Barbosa



"Eu ia todos os dias à Frente porque ali foi o ponto culminante da sociedade negra em São Paulo. Nós tínhamos pingue-pongue, dominó, teatro. Eu trabalhava e estudava. Eu ia na sede mais aos sábados e domingos. Nós, moças e rapazes, nos reuníamos mesmo quando não havia baile. Era um ponto de encontro, tinha um rapaz que tocava violão e cantava. Era um lazer de final de semana, mas havia moças e rapazes que iam para ser alfabetizados. Eu freqüentava a parte de teatro e ali era um local ideal, estritamente familiar. (...)

O objetivo era que o negro progredisse, conquistasse um lugar na sociedade".

Marcello Orlando Ribeiro

Hoje, 79 anos depois, podemos concluir que ainda há muito a aprender com aqueles que nos antecederam.

Fonte: Cultne

Exposição "O Brasil Africano" - Diáspora - Quilombos - Território - População

Fonte: You Tube

Inscrições abertas para o programa da Atlas Service Corps

Atlas Corps convida jovens líderes de várias partes do mundo, atuantes no setor social, para fazer parte do nosso competitivo programa de bolsas de estudo de alto nível. As inscrições para o período de 2010-2011 já estão abertas e estamos buscando líderes da América Latina, Índia e Sudeste Asiático. O programa cobre um auxílio para despesas mensais básicas, seguro médico, passagens de ida e volta e sessões de treinamento, além de oferecer um prêmio pela conclusão satisfatória do programa. Os requisitos básicos para participar do processo de seleção são os seguintes: Ter 3 ou mais anos de experiência no setor social de seu país de origem, ter diploma universitário, falar inglês fluentemente e comprometer- se a regressar à seu país de origem para trabalhar no setor social por pelo menos um ano.
Os participantes do programa trabalharão em conceituadas organizações, tais como: Ashoka, Asian American LEAD, CentroNía, Grameen Foundation, e Population Action International (EUA) e Oxfam GB ou Global Humanitaria (na Colombia). Além de trabalhar em tempo integral em suas respectivas organizações, os candidatos terão direito ainda a participar em um programa de capacitação em Gerência e Cooperação para o Desenvolvimento e de fazer parte de um seleto grupo mundial de líderes sociais, com os quais poderão trocar informações, conhecimento e experiências.
A data de encerramento das inscrições é dia 15 de Maio de 2010. Para maiores informações a respeito do programa e dos requisitos para fazer parte desta grande oportunidade visite o site: http://www.atlascorps.org/apply.html ou assista ao vídeo sobre o processo de seleção na página do YouTube: http://www.youtube.com/watch?v=Mx63RKbqoKY

Bembé do Mercado

Clique na imagem para ampliar

Na videoteca do CEN: Tempo Rei (Parte V)

Fonte: You Tube

segunda-feira, 10 de maio de 2010

A Cor do Poder: Negros/as são maioria no país, mas tem presença insignificante no Congresso Nacional

No Brasil, é evidente o perfil padrão dos tomadores de decisão: homem, branco, com curso superior completo. Como mostra o relatório da desigualdade racial no Brasil 2007-2008, embora a representação negra tenha tido algum avanço ela é irrisória. No mandato para o período 2007-2010, na Câmara dos Deputados, a baixa presença de pretos e pardos e também das mulheres neste importante espaço de decisão relega a segundo plano temas importantes como o combate ao racismo, o enfrentamento das desigualdades e discriminações tanto de raça quanto de gênero, que irão compor uma agenda marginal. O INESC entrevistou três parlamentares negros/as no Congresso Nacional e procuramos saber em que medida a baixa representatividade de negros/as no Parlamento dificulta a aprovação de Leis de promoção da igualdade racial e de uma legislação de combate ao racismo e a discriminação. Confira a matéria!




Fonte: INESC

Mostra de Cinema da África e da Diáspora


Fonte: Recebido por e-mail.

Reunião sobre Segurança Pública – Reafirmando os compromissos e resoluções da 1ª CONSEG


Data: 12 de maio de 2010 (Quarta-feira)
Local: Assembléia Legislativa do estado da Bahia, Sala das Comissões Herculano de Menezes
Horário: 14: 00


Pauta:

1. Discussão do Conselho Estadual de Segurança Publica

2. Como participar do processo eleitoral do CONASP

3. Criação de uma comissão para discutir sobre o Conselho Estadual de Segurança Pública

4. O que ocorrer


Contatos:
Sargento Abisolon – (71) 8875-9628
Sandra Munoz – (71) 8891-9130/ (71) 9233-6310
Marcos Rezende – (71) 8868-4598



Na viodeoteca do CEN: Tempo Rei (Parte I, II ,III e IV)









Fonte: You Tube

Quem é de Axé diz que é!








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Pierre Verger: Mensageiro entre dois mundos

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