quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Mãe Hildelice é a nova ialorixá do Jitolu


Mãe Hildelice Benta dos Santos é a nova ialorixá do Terreiro Ilê Axé Jitolu. Ela sucede sua mãe biológica, Hilda Jitolu, falecida no ano passado.

A escolha foi feita por meio do jogo de búzios realizado pelo babalorixá Flaviano de Nanã.

Mãe Hildelice, filha de Oxalá, tem agora a missão de comandar não só o Jitolu como também a de ser a líder espiritual do bloco afro Ilê Aiyê, como fazia Mãe Hilda.

No próximo Carnaval será ela que estará à frente do ritual que abre os caminhos do bloco para o seu primeiro desfile no sábado.

Fonte: Mundo Afro

Movimento negro, artistas e religiosos realizam Caminhada pela Igualdade (30/09)


Nesta quinta-feira, 30/09, acontece, em Salvador, a Caminhada pela Igualdade que reunirá entidades do movimento negro e ativistas sociais para marcar os 212 anos da Revolta dos Búzios na Bahia. O evento conta com a participação de grupos como Olodum, Malê Debalê, Os Negões, Muzenza, Cortejo Afro, Okambi, o Afoxé Filhos do Congo, Ilê Aiyê, Unegro, Coletivo de Entidades Negras (CEN) Movimento Negro Unificado (MNU), a Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN), dentre outros. A concentração acontece no Campo Grande. a partir das 16h.

A Caminhada será aberta por religiosos de matriz africana e contará com a presença, além de entidades da militância do movimento negro, de representantes políticos, com apresentações artísticas que reinvidicam igualdade de direitos e o fim das desigualdades decorrentes dos 300 anos de escravidão no Brasil.

As principais bandeiras da caminhada são: liberdade religiosa, cultura de paz, financiamento público e privado da cultura afro-brasileira, implementação na educação das leis 10.639 e 11.645 que inclui nos currículos escolares o ensino de história e cultura afro-brasileira e indígena, ações afirmativas na saúde, saneamento básico, emprego e renda,moradia e educação.

Segundo os organizadores da atividade a Revolta dos Búzios, que aconteceu em 1798, é fonte de inspriração da luta negra atual. “Apesar de ser uma história passada e vivida na Bahia, ela é assunto nacional. A Revolta dos Búzios é a base dos direitos humanos no Brasil. Foi a primeira vez que se escreveu um documento que se falava de oportunidades iguais no país”, explica o presidente do Bloco Afro Olodum, João Jorge Santos Rodrigues.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Lançada cartilha contra a intolerância religiosa no Maranhão


O Fórum de Religiões de Matriz Africana (Ferma), o Coletivo de Entidades Negras do Maranhão (CEN/MA) e a Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Cidadania (Sedihc) realizaram o lançamento da Cartilha Contra Intolerância Religiosa, na manhã de ontem, na sede da Sedihc. A solenidade contou com a participação de vários representantes de religiões de matriz africana e da sociedade civil.

Amparados pelo artigo XVIII da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que diz que “Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião”, o Ferma produziu a cartilha para dar visibilidade aos direitos e mecanismos de reação da população de religiões de matriz africana.

Ao participar do evento, o secretário de Direitos Humanos e Cidadania, Sérgio Tamer, destacou que a Constituição Federal assevera que “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”.

“A liberdade de culto é imprescindível para a democracia. O Estado tem que ser espaço para todos, tem de garantir a liberdade religiosa. Temos que valorizar as religiões afro-brasileiras, pois elas fazem parte da identidade nacional”, ressaltou Tamer.

O secretário enfatizou também o papel fundamental que a Cartilha Contra Intolerância Religiosa terá no combate a todo tipo de discriminação contra essas religiões. “Essa cartilha é muito bem vinda contra a prática discriminatória. A Sedihc não podia deixar de apoiar essa causa”, comentou.

Título - Na ocasião, o coordenador Executivo da Ferma, o professor Neto de Azile, outorgou ao secretário Sérgio Tamer e à secretária de Igualdade Racial, Claudeth Ribeiro, o título de “Protetor de Tambor de Mina e de Religiões de Matriz Africana”. “Temos o orgulho e agradecemos a sensibilidade da Sedihc, que mostrou que defende os direitos do povo de matriz africana”, ressaltou Neto de Azile.

O evento contou com uma apresentação da secretária-adjunta Extraordinária de Igualdade Racial, Benigna Regina, sobre “A Igualdade Racial e as Comunidades Tradicionais”. Em sua explanação, ela enfatizou que somente abordando a questão é que se tem um conhecimento melhor sobre ele. “A cartilha será um instrumento de capacitação das pessoas contra a intolerância religiosa e de informações sobre os direitos do povo de terreiro”, completou.

Neto de Azile fez uma exposição para explicar de que forma as entidades que trabalham na defesa das religiões afro-brasileiras e na igualdade racial vem atuando para garantir os seus direitos. Ele destacou o projeto “Caravana do Axé”, iniciativa que produziu a Cartilha Contra Intolerância Religiosa.

Mais

Nesse projeto estão previstas oficinas sobre Cultura Negra, Direitos Fundamentais, Formação Política, Elaboração de Projetos, além de assessoria para registros dos terreiros no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e mobilização para criação do Dia Municipal do Tambor de Mina e das Religiões de Matriz Africana.

Fonte: O Estado do Maranhão (Assinatura)

Bira Corôa quer políticas contra discriminação na Bahia


Por: Redação - Fonte: Afropress

Salvador - O presidente das Comissões de Educação e da Comissão Especial de Promoção da Igualdade Racial, e atual deputado estadual Bira Corôa, do PT da Bahia (13.613), afirma que quer se reeleger para dar continuidade as bandeiras de luta pela igualdade racial e contra a intolerância religiosa.

“Nosso objetivo é traçar políticas públicas para o combate a discriminação racial, a intolerância religiosa pela afirmação do povo negro, da nossa cultura e da prática das religiões de matriz africana com ações reparadoras para as nossas comunidades tradicionais.”, afirma.

Biólogo, professor e filho de ferroviário, Bira Corôa foi um dos parlamentares baianos que pediu a retirada do projeto do Estatuto da Igualdade Racial, por discordar do acordo que permitiu a sua tramitação e aprovação pelo Senado.

“Temos duras críticas ao Estatuto nacional, no tocante do que foi retirado do projeto. Posicionamo-nos, inclusive, com uma carta aberta ao presidente Lula, pedindo para que não sancionasse o projeto, porque da forma que foi “acordado” dentro do Congresso Nacional não atende a questões que, para nós, são de suma importância, como a questão das cotas raciais e das terras dos quilombolas”, acrescenta.

O Estatuto acabou sancionado pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, se tornou a Lei 12.288, que entre em vigor no mês que vem – 90 dias após a publicação no Diário Oficial, no dia 21 de julho.

Confira, na íntegra, mais uma entrevista da série e que faz parte do esforço de Afropress para estimular o voto em candidatos negros e antirracistas a deputados estaduais, federais e senadores, em todo o Brasil nas eleições de 3 outubro. O espaço é aberto a todos candidatos comprometidos com esta agenda, independente de partidos, às 5ªs feiras e aos domingos.

Afropress - Por que é candidato a Deputado Estadual e quais são suas principais propostas se eleito?

Bira Corôa – Nossa candidatura é para renovar um mandato que já existe, comprometido com as causas sociais, com as comunidades negras, índigenas, com os povos tradicionais, com as mulheres, com a juventude, com grupos LGBT, com os trabalhadores rurais e com a agricultura familiar.

Essa é a nossa base social, o compromisso com a classe trabalhadora. As nossas propostas estão inseridas nesta continuidade e no avanço das lutas desses segmentos.

Como presidente da Comissão Especial de Promoção da Igualdade em três períodos nessa legislatura, trabalhamos fortemente para ajudar a organizar nosso povo negro. Fizemos diversas audiências, sessões especiais e debates, também criamos um programa chamado “Revelando as comunidades afrodescendentes”, para que o povo negro quilombola, de todo o estado da Bahia, se reconheça como tal e com isso avancemos nas políticas públicas para o nosso povo.

Afropress - Como acompanhou o debate sobre o Estatuto da Igualdade Racial aprovado e qual a sua posição a respeito?

Bira Corôa – Defendemos que haja o Estatuto da Igualdade Racial, trabalhamos para que fosse aprovado no Congresso Nacional e trabalhamos fortemente para que o Estatuto aqui na Bahia seja aprovado e ainda não conseguimos levá-lo à votação.

Temos duras críticas ao Estatuto Nacional, no tocante do que foi retirado do projeto. Posicionamo-nos, inclusive, com uma carta aberta ao presidente Lula, pedindo para que não sancionasse o projeto, porque da forma que foi “acordado” dentro do Congresso Nacional não atende a questões que para nós são de suma importância.

Entre elas a questão das cotas raciais, a questão das terras dos quilombolas, que para nós é imprescindível e não poderia estar fora desse processo. Por isso pedimos ao presidente que não sancionasse e que fosse rediscutido para que esse projeto realmente atenda a nossa comunidade.

Afropress - Qual a sua posição em relação às cotas e ações afirmativas e se considera necessário o aperfeiçoamento do Estatuto aprovado e recém-sancionado pelo Presidente da República?

Bira Corôa – Nossa posição sobre as cotas não a enxerga como benefício e sim como uma política de reparação. Então se é reparação, a palavra diz que é por conta de um dano que já foi causado. Nós temos leis, não apenas postura, mas são leis no Brasil, que são discriminatórias contra o povo negro. As cotas vêm no sentido de reparar isso. Não é nenhum favor para o povo negro, é um dever do Estado em fazer as reparações das perseguições e traumas que o nosso povo sofreu durante esses 510 anos.

Em relação ao Estatuto da Igualdade Racial, já colocamos que ele não atende as expectativas e acreditamos que devemos continuar lutando para que este seja realmente aperfeiçoado, com as nossas bandeiras sendo contempladas. Se não conseguimos nesse exato momento, devemos trabalhar para avançarmos com essas questões que já foram colocadas.

Afropress - Como se posiciona em relação aos assassinatos de jovens negros nas periferias das cidades brasileiras pela Polícia Militar?

Bira Corôa – Os números são provas estatísticas do que acontece no Brasil, a maioria das mortes violentas são de jovens, homens negros, da periferia. São jovens na faixa entre 14 e 25 anos de idade. Então na realidade esses assassinatos são um extermínio dessa população negra. É preciso dar um basta nessa questão do assassinato da juventude negra, com políticas públicas para que esses jovens estejam presentes na vida social, sem essa violência que é colocada, não apenas pela polícia, mas pelos grupos de extermínio espalhados pela Bahia e por todo o Brasil.

Afropress - Fale um pouco de sua trajetória pessoal e política e na importância da eleição de candidatos negros e anti-racistas nestas eleições.

Bira Corôa – A nossa trajetória sempre foi pautada no tripé, da luta contra todo tipo de discriminação, contra a intolerância religiosa, na luta que é casada também com a questão ambiental, que tem haver com as nossas tradições religiosas. E a eleição de candidatos negros, não apenas por ser negros, mas que sejam candidaturas que além de negras sejam anti-racistas.

Por exemplo, na Assembleia Legislativa da Bahia, não enche em uma mão o número de deputados negros que fazem o debate das questões raciais nesta casa. Mesmo sendo a Bahia, o Estado mais negro fora da África, e sofremos com isso, imagine como ficam essas questões em todo Brasil.

Portanto é necessário termos a reeleição dos atuais deputados para mantermos a luta e ampliarmos com novas candidaturas que possam se juntar conosco para que somemos forças com diversos candidatos e candidatas, homens e mulheres negros na luta contra a discriminação racial e contra a intolerância religiosa.

domingo, 26 de setembro de 2010

Lançamento da Campanha Quem é de Axé, diz que é! e Mutirão de Legalização de Terreiros em São Pedro da Aldeia

Dia: 29 de setembro de 2010
Horário: 15 horas


Local: Teatro Municipal Dr.Átila Costa
End: Rua Francisco Santos Silva s/nº, no bairro Nova São Pedro
Cidade: São Pedro da Aldeia - RJ

Programação:
15:00 - Abertura
-Hino Nacional
-Cantiga de Oxalá
-Hino da Umbanda

15:30 - Políticas Públicas para a Religião
-Participação de Gestores Públicos

16:00 - Mutirão de Legalização das Comunidades Tradicionais

16:30 - Liberdade Religiosa
-Participação das Autoridades Religiosas

17:00 - Campanha: “Quem é do Axé diz que é”

17:30 – Confraternização e Encerramento


Informações:
Profª. Valeria Teixeira: (21) 8385-7943 - e-mail: professoravaleriateixeira@hotmail.com
Gustavo: (22) 9222-9994 ou (22) 2625-9401- e-mail: inocenciogustavo@gmail.com

Filho do Rapper Aspri (do grupo RBF) e da jornalista Márcia Guena, é vitima de racismo em salão no Shopping Itaigara

Funcionários do “Salão Fascínio”, localizado no andar térreo do Shopping Itaigara, em Salvador, recusaram-se, no dia 23 de setembro, a cortar o cabelo de uma criança negra, de seis anos, recomendando a mãe que “passasse a máquina”, pois aquele cabelo “não dava para ser cortado,
nem desembaraçado”. A mãe da criança, a jornalista Márcia Guena, acusou os funcionários e a dona do salão de racismo e logo procurou a administração do shopping para formalizar a denúncia. Neste caso configura-se um duplo crime por tratar-se de racismo e de violação ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), por expor uma criança a uma situação vexatória.


Acompanhado da mãe, o menino M.S.G.S.O. entrou no salão por volta das 18:30, do dia 23 de setembro, quando Guena solicitou ao único funcionário homem do salão, para quem foi indicada pela atendente Selma (a qual foi identificada como dona do salão), um corte estilo “black”, mas não muito alto. O funcionário então respondeu que para “aquele cabelo” só dava para “passar a máquina”. A mãe então disse: “eu não solicitei que passem a máquina, mas que cortem o cabelo do meu filho. Eu já indiquei o corte que desejo”. O atendente repetiu: ”só dá pra passar a máquina”. Guena retirou a criança da cadeira e saiu imediatamente do salão para não expor a criança a uma discussão motivada pelo racismo explícito. Mas diante da violência cometida contra a criança, que foi exposta a uma situação vexatória, e a recusa de cortar o cabelo de um negro, a mãe voltou com a finalidade de procurar a gerente e formalizar a denúncia de racismo.

Ao retornar, Guena disse para Selma que a recusa em cortar o cabelo de seu filho configurava-se racismo, um crime inafiançável e que iria formalizar a denúncia junto ao Ministério Público. Selma, identificada como Maria Tavares de Oliveira, contestou dizendo que a mãe estava errada e que seus funcionários disseram que não sabiam cortar o cabelo da criança e que seria muito difícil desembaraçá-lo. Por isso, só poderiam passar a máquina, insistindo na resposta inicial do funcionário.
A mãe retirou-se do local e procurou a administração do Shopping. Guena foi recebida por Alda, que se identificou como administradora, e reconheceu a gravidade do problema, confirmando tratar-se sim de uma situação de racismo. Imediatamente ligou para Selma (Maria Tavares Oliveira) reclamando da forma como foi realizado o atendimento.

Texto enviado pela jornalista Márcia Guena
Contatos: marciaguena@gmail.com

sábado, 25 de setembro de 2010

Nota Pública do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral:Voto Não Tem Preço, Tem Consequência

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), rede composta por 48 organizações da sociedade civil brasileira, responsável pela campanha que culminou com a aprovação da Lei Complementar nº 135/2010 (Lei da Ficha Limpa), a propósito do julgamento do Recurso Extraordinário interposto por Joaquim Roriz, vem a público esclarecer o seguinte:

1. Por conseqüência do disposto no art. 97 da Constituição e na Súmula Vinculante nº 10 do STF, é impossível a inobservância de uma lei, no que se inclui a sua eficácia, sem que a sua inconstitucionalidade seja declarada pela maioria absoluta dos membros do tribunal.

2. A Lei da Ficha Limpa foi editada para ser aplicada imediatamente, tanto que para isso conta com um art. 3º, no qual se institui mecanismo para permitir sua aplicação já a este pleito, autorizando o aditamento dos recursos, a fim de amoldá-los aos termos da lei de iniciativa popular.

3. O Supremo Tribunal Federal ao apreciar o referido recurso, não atingiu a maioria necessária à declaração de inconstitucionalidade. Sendo assim, pela presunção constitucional da validade das leis, a Lei da Ficha Limpa deve ter aplicação já neste pleito.

4. O Movimento deposita a sua confiança no Supremo Tribunal Federal, ciente da sua autoridade de intérprete mais elevado da Constituição, certo de que, na primeira oportunidade, a Corte reconhecerá formalmente a constitucionalidade e a eficácia imediata da Lei da Ficha Limpa.


Fonte: INESC

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Desigualdade cai, mas rendimento dos muito pobres sobe menos

O rendimento médio real do trabalho cresceu 2,2%, chegando a R$ 1.106 por mês. A renda média mensal real por domicílio cresceu 1,5%, alcançando R$ 2.085. O Índice de Gini, que mede o grau de desigualdade de zero (igualdade plena) a um (desigualdade total), melhorou tanto pela renda do trabalho quanto do pela renda domiciliar. O desemprego aumentou, mas o emprego formal, de melhor qualidade, também. E a ocupação subiu, mesmo sem acompanhar o crescimento populacional.

Fonte: Valor Econômico


Chico Santos e Rafael Rosas Do Rio
09/09/2010


A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada anualmente pelo IBGE, mostrou que a crise econômica iniciada em setembro de 2008 teve impacto, mas não foi suficiente para reverter a trajetória favorável da maioria dos indicadores sócio-econômicos brasileiros nos últimos anos. "Na verdade, esta não é uma Pnad tão boa quanto a do [começo do] real, nem como a do real do Lula [presidente Luiz Inácio Lula da Silva], de 2003 a 2008. Não é tão pungente, mas é um dado bastante razoável", destaca o economista Marcelo Néri, especialista em indicadores sociais da Fundação Getulio Vargas.

De 2008 para 2009, a Pnad mostra que o índice de Gini do rendimento do trabalho andou três milésimos a favor da redução da desigualdade, passando de 0,521 para 0,518, ritmo inferior aos dos outros anos. Os dados revelam também que desta vez, diferentemente dos últimos anos, a queda não beneficiou os 10% mais pobres da população que tiveram aumento zero no rendimento do trabalho, que foi de R$ 127 em média nos dois anos. No grupo seguinte, dos 10% a 20% mais pobres, o rendimento só subiu 0,65%. Em 2008, a renda deste dois grupos subiu muito mais - 4,1% e 6,9%.

Já os 10% mais ricos alcançaram uma renda média mensal de R$ 4.702, 1,75% maior do que em 2008 e, no topo da pirâmide, a faixa de 1% de renda mais elevada obteve ganho de 3,3%. Em 2008, esta parcela mais rica da população teve ganhos menores, de 0,3% e 1,1%, respectivamente.

O que sustentou a queda da desigualdade foram as camadas intermediárias de renda, os grupos na faixa entre R$ 459 e R$ 710 de receita média mensal do trabalho (a Pnad divide os grupos de renda de 10% em 10%). Para os analistas Sônia Rocha, do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets), e Jorge Abraão, diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, o fenômeno tem a ver com a política de ganhos reais do salário mínimo.

Quando a conta é feita com base na renda domiciliar, que conta rendimentos de outras fontes que não a do trabalho, como aposentadorias, benefícios sociais (Bolsa Família, por exemplo) e outras fontes, o valor médio alcançado em 2009 foi mais bem distribuído, com crescimento de 1,46% entre os 10% mais pobres e de apenas 0,1% entre os 10% mais ricos.

Sônia, do Iets, avalia que os benefícios como o Bolsa Família são importantes, mas muito pequenos para influenciar de forma significativa nas estatísticas de renda e prefere, mesmo ressalvando ainda não ter estudado os números em detalhes, atribuir a melhora na distribuição da renda familiar -o Índice de Gini sob esse ponto de vista caiu de 0,514 para 0,509- a fatores como o próprio salário mínimo e a aspectos demográficos, como a redução do número de crianças e jovens (a população de 0 a 24 anos baixou em 642 mil pessoas em relação a 2008), liberando mais adultos para trabalhar.

Néri, da FGV, elaborou os dados da Pnad, transformando a renda bruta domiciliar em renda domiciliar per capita, concluindo que, apesar da crise, a renda média do brasileiro subiu no ano passado 2,04%, passando de R$ 618 para R$ 630. Ainda segundo suas contas, houve aumento de 3,15% na renda dos 40% mais pobres e de apenas 1,09% na dos 10% mais ricos, fazendo com que houvesse uma queda da taxa de pobreza do país de 16,02% para 15,32% da população, uma queda de 4,37%.

De acordo com Neri, os números significam que o total de pobres no Brasil ficou 1,02 milhão menor, passando de 29,86 milhões para 28,84 milhões. O economista trabalhou com a linha de pobreza adotada pela FGV que considera pobre quem ganha até R$ 140 por mês. Segundo ele, se a linha adotada for a de meio salário mínimo, o total de pobres foi reduzido em três milhões no ano passado.

O economista destacou o que considera uma discrepância entre os dados da Pnad e os das Contas Nacionais (medem o Produto Interno Bruto-PIB). Pelos dados do PIB, que caiu 0,2% no ano passado, cada brasileiro ficou cerca de 1,5% mais pobre em 2009, enquanto os números da Pnad mostram crescimento da renda.

Mesmo ressalvando que os números da pesquisa social tendem a convergir para os mesmos do PIB ao longo do tempo, Neri ressaltou a tese de um grupo de economistas, entre eles o Prêmio Nobel americano Joseph Stiglitz, de que não se deve olhar apenas para o PIB na hora de medir os avanços de um país ou região.

Para Abraão, do Ipea, os resultados da Pnad foram positivos se considerarmos que eles foram coletados em setembro de 2009, justamente no ponto de saída da crise. Para ele, a alta da taxa de desemprego, de 7,2% para 8,4%, "tem tudo a ver com a crise", bem como a queda de 57,5% para 56,8% no nível de ocupação (população ocupada em relação à população em idade ativa) de um ano para outro.

Apesar da pequena queda na taxa de analfabetismo, de 9,8% para 9,6%, dando sequência a uma redução histórica, Sônia, do Iets destacou que a qualidade da educação segue sendo o calcanhar de aquiles da trajetória sócio-econômica brasileira.

Outro destaque levantado pelos analistas, neste caso negativo, foi o baixo crescimento do saneamento básico. Entre 2008 e 2009 a quantidade de domicílios com rede coletora ou fossa séptica ligada à rede coletora de esgoto pulou de 34,1 milhões para 34,6 milhões. Em números relativos, houve queda no volume de residências com esse serviço - de 59,3% do total em 2008 para 59,1% no ano passado.

Sedihc sediará lançamento de Cartilha Contra Intolerância Religiosa

Com o objetivo de orientar vítimas de intolerância religiosa, o Fórum de Religiões de Matriz Africanas (Ferma), o Coletivo de Entidades Negras do Maranhão (CEN/MA) e a Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Cidadania (Sedihc) realizam o lançamento da Cartilha Contra Intolerância Religiosa. A solenidade será realizada no auditório da Sedihc , localizado na Av. Getúlio Vargas nº 2158, Monte Castelo, nesta segunda-feira, 27, a partir das 8h.

A Cartilha Contra Intolerância Religiosa é resultado de uma atividade que o CEN realizou em julho, e tem o intuito de dar visibilidade aos direitos e mecanismos de reação das populações de religiões de matriz africana. Segundo o coordenador estadual da entidade, Vodunsi Professor Neto de Azile, essa cartilha será trabalhada em todos os terreiros de São Luís.

“Esse lançamento abre as atividades da Caravana do Axé, iniciativa que vai trabalhar a capacitação das pessoas contra a intolerância religiosa, bem como informar ao povo do terreiro como ficar por dentro dos seus direitos”, explicou Azile.

Ele enfatizou também a participação do Estado, por meio da Sedihc, que vem apoiando o movimento afro-religioso. “Essa relação de apoio está estreitando os laços entre o Estado e os movimentos. Nesse caso a Secretaria inova ao abrir um espaço de ajudar através da sua assessoria jurídica. A gente se orgulha desse respeito que estamos recebendo do poder público”, destacou.

O secretário da Sedihc, Sergio Tamer, ressaltou o trabalho do CEN, que irá promover, além do lançamento da cartilha, uma mesa redonda relacionada a liberdade religiosa e a valorização cultural das práticas afro-brasileiras. “A Sedihc mostra que é a casa da diversidade cultural, étnica, política e religiosa, que é o espaço da democracia no seu mais elevado padrão”, conclui Tamer.

Além do Cen, Ferma e Sedihc, a solenidade contará com a participação de vários sacerdotes e sacerdotisas de Terreiros do Maranhão, além da Secretaria Extraordinária de Igualdade Racial do Estado.

A programação do evento terá as palestras “Direitos Fundamentais uma questão de cidadania” do secretário Sergio Tamer, “A Igualdade Racial e as Comunidades Tradicionais” da secretária de Igualdade Racial do Maranhão, Claudeth Ribeiro, e “Quem é de Axé diz que é, Sou da Mina com Orgulho” do Vodunsi Prof. Neto de Azile, além do lançamento das Cartilhas.

Fonte:
http://www.portaldacidadania.com.br/?p=3501


Acordo beneficia famílias quilombolas

Por Joceline Gomes

A Fundação Cultural Palmares (FCP) fechou um acordo de cooperação técnica com diversos órgãos do Governo Federal, beneficiando 35 mil famílias quilombolas. O documento foi assinado na última segunda-feira (20), na sede da organização, pelo presidente da Palmares, Zulu Araújo. A coordenadora da Ação de Distribuição de Alimentos a Grupos Populacionais Vulneráveis Específicos do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Maria Teresa Barbosa Huang, trouxe o documento, e está em contato com outras entidades, a fim de fechar as outras parcerias.

O acordo estabelece uma parceria com ministérios e outros órgãos da administração pública federal para garantir a distribuição gratuita de cestas de alimentos às famílias necessitadas, além de orientações e suporte nutricional. A Fundação será a responsável pela indicação das comunidades quilombolas a serem beneficiadas, informando também as áreas prioritárias, a situação em que se encontram e os responsáveis pelo recebimento dos alimentos em cada uma.

Além dos citados signatários, participaram do ato solene a chefe de gabinete da Fundação, Eliane Borges; a procuradora-chefe da Palmares, Dora Lúcia Bertúlio; e o diretor do Departamento de Proteção do Patrimônio Afro-brasileiro (DPA) da instituição, Maurício Reis. A entrega das cestas garantirá o cumprimento da Ação 2792 do Programa de Acesso à Alimentação do Plano Plurianual, relativo à distribuição de alimentos a grupos populacionais específicos.

PARCEIROS - São os seguintes, os ministérios e órgãos envolvidos na proposta: Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Ministério da Pesca e Aqüicultura (MPA), Secretaria de Políticas da Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), Fundação Nacional do Índio (FUNAI), Fundação Cultural Palmares (FCP) e Fundação Nacional de Saúde (FUNASA).

A Palmares fechou parceria com a Conab e com o Incra para proceder à entrega das cestas, pois a Fundação não possui dotação orçamentária e rubrica para tal ação.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Veja o caminho que Israel e Tom Black percorreram até a final

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Artista cantam Valmir Assunção

Puxadores de voto ajudarão a definir bancadas baianas

O pleito se aproxima e crescem as especulações e apostas sobre os nomes que deverão ser eleitos no dia 3 de outubro. Para a Câmara Federal, os governistas devem eleger a maior bancada, enquanto a oposição (DEM), que disputa a sua primeira eleição estadual sem a presença do ex-senador Antonio Carlos Magalhães, morto em 2007, deve encolher. De acordo com as previsões dos partidos e análises de especialistas, enquanto os governistas devem eleger entre 24 a 25 dos 39 deputados federais da Bahia, a oposição deve eleger apenas de 14 a 15 parlamentares.

Pela coligação governista, que disputa com um chapão formado pelos partidos PT/PP/PDT/PCdoB/PRB/PSB/PHS/PSL, a estimativa é eleger entre 24 a 25 deputados federais.

Quatro nomes despontam como os principais puxadores de votos: João Leão (PP), Rui Costa, Nelson Pelegrino e Valmir Assunção (PT), todos considerados que terão votação superior a 200 mil votos, além de Felix Mendonça Júnior (PDT), que se não atingir essa marca ficará perto. Além destes, os prováveis eleitos são Sergio Carneiro, Waldenor Pereira, Afonso Florence, Amauri Teixeira, Josias Gomes, Geraldo Simões, Zezeu Ribeiro e Luiz Alberto ou Emiliano José (PT), Mário Negromonte, Roberto Brito e Luiz Argolo (PP), Marcos Medrado, Oziel Oliveira e José Carlos Araújo (PDT), Daniel Almeida e Edson Pimenta (PCdoB), Marcio Marinho e Popó (PRB), Domingos Leonelli (PSB) e Uldorico Pinto (PHS).

Pela coligação PMDB/PR/PTB/PSC/PPS/PRP/PSDC/PTC/PTN/PMN, que tem o ex-ministro Geddel Vieira Lima como candidato ao governo, a estimativa é que sejam eleitos entre 7 e 10 deputados federais. Na condição de presidente do PMDB e por ter herdado os votos do irmão Geddel, Lúcio Vieira Lima deve ser o grande puxador de votos da coligação. Pelas projeções para a Câmara Federal, estariam eleitos ainda Marcelo Guimarães Filho, Arthur Maia e Colbert Martins Filho (PMDB), José Rocha, João Bacelar e Mauricio Trindade (PR), Antônio Brito e Jonival Lucas (PTB).

Alguns nomes tradicionais do PMDB, embora tenham chances, podem ter dificuldades para renovar os seus mandatos nesta eleição. Um deles é Severiano Alves. Raimundo Veloso também estaria na zona de risco.

Tucanos projetam eleger três
Segundo o líder da bancada do PSDB na Câmara Federal, João Almeida, o seu partido deverá eleger pelo menos três deputados federais: Jutahy Júnior, Antônio Imbassahy e ele próprio. “Dependerá muito da votação que Imbassahy terá em Salvador, porque eu e Jutahy já sabemos o que temos, por sermos candidatos a deputado federal há muito tempo”, estimou.

“Se ele (Imbassahy) tiver entre 50 a 60 mil votos na capital, emplacamos três”, projetou Almeida, que está no quinto mandato. Questionado sobre a sua reeleição, que já foi considerada difícil em outros momentos, o tucano atribui a boatos. “Na boca dos outros, sempre foi assim. A minha eleição não está nem ruim nem boa, eu estou eleito”, disse, otimista, citando nomes que foram dados como favoritos em eleições anteriores e que caíram após a apuração.

Além de ser guindado à condição de líder do PSDB, que lhe trouxe mais visibilidade, Almeida também ganhou o apoio do ex-prefeito de Guanambi, Nilo Coelho, o que lhe renderá bons votos na região Sudoeste. Nos partidos menores, o PV é o que tem mais condições de eleger representantes para a Câmara Federal. Alem de Edgar Mão Branca, os verdes podem eleger ainda Rose Bassuma, lançada para ocupar o espaço do seu esposo, o deputado Luiz Bassuma, que disputa o governo. Sem Edson Duarte, que disputa o Senado, a depender do voto de legenda, o partido espera eleger ainda Juliano Matos, ex-secretário estadual do Meio Ambiente. (EM).

DEM diminuirá a bancada
Já o Democratas, que na eleição passada elegeu 13 deputados federais baianos, agora, devem reduzir drasticamente a sua bancada. O deputado ACM Neto, que disputa a reeleição, é tido como o grande puxador de votos da legenda.

Após ser o mais votado na Bahia em 2006, agora, por ter disputado a eleição municipal de 2008, Neto aumentou o seu reccal na capital baiana e continua com boa penetração nos grandes centros e pequenos grotões do interior. Pelas projeções, os outros prováveis eleitos são Fábio Souto, Paulo Magalhães, Jorge Khoury e Luiz Carreira. Fernando Torres e José Nunes, que deixaram a Assembleia Legislativa. Cláudio Cajado, que disputa a reeleição, também tem chances.

Vote quantas vezes quiser e ajude TOM Black a se tornar o novo ídolo do país


Nesta terça-feira (21), os finalistas Israel Lucero e Tom Black subiram ao palco na última noite da fase dos Concertos do programa Ídolos 2010.

Os candidatos cantaram músicas inéditas, compostas especialmente para eles, além de uma canção já interpretada durante o reality show.

Como sempre, Marco Camargo, Luiz Calainho e Paula Lima avaliaram as melhores performances.

Nesta semana, os jurados receberam a ajuda de Branco Mello, baixista e vocalista do Titãs.

No entanto, quem decide o futuro dos candidatos é o público através de SMS*.

Mande agora mesmo uma mensagem com o nome TOM para 77014.

Você pode votar quantas vezes quiser! Ajude o seu finalista preferido a vencer o programa e se tornar o novo ídolo do Brasil.
*Custo por votação: R$ 0,31 + impostos para as operadoras Vivo, Vivo Minas, Oi, Tim e Claro

1º Encontro de Negros e Negras Evangélicos do Rio de Janeiro

Por: Ademir Santos

Aconteceu no dia 18 de setembro de 2010 no Estado do Rio de Janeiro o 1º Encontro de Negros e Negras Evangélicos promovido pelo Movimento de Ação e Reflexão Martin Luther King Jr, organização que vem desenvolvendo ações nas igrejas sobre temas diversos. O Coletivo Reverendo Martin Luther King Jr/BA teve a honra de ser convidado para participar deste grandioso evento no qual foram realizadas varias palestras e apresentações, onde observamos a importância do debate e a realização de oficinas sobre nossas questões.

Temas como: Estatuto da Igualdade Racial, A lei 10.639 e suas aplicabilidades, Negros e os partidos políticos, Empreendedorismo e Desenvolvimento de competências, a Religiosidade e Espiritualidade em sala de aula, o Movimento Negro evangélico, e outros foram abordados durante o encontro.

Para além da troca de conhecimento e experiência adquirida, a partir da realização desse encontro, nasceu uma parceria entre o Movimento de Ação e Reflexão Martin Luther King Jr / RJ e o Coletivo Reverendo Martin Luther King Jr / BA para intercâmbios nas ações de relevâncias para as nossas comunidades de Salvador, onde ficou estabelecido que 1º Encontro de Negros e Negras Evangélicos de Salvador e região metropolitana será coordenada pela sociedade civil representada pelas organizações, CRMLK Jr -Coletivo Reverendo Martin Luther King Jr, ANNEB- Aliança de Negras e Negros Evangélicos do Brasil, ANEC- Associação de Negros Evangélicos de Camaçari.

Emoção não faltou durante o encontro, foi gratificante ver quantos/quem somos e como eventos como esse, contribuem, para o fortalecimento dos grupos de negros evangélicos negros que militam na questão étnico-racial nas igrejas.

Aos olhos dos homens, não participaria deste evento, mas com a minha confiança em Deus alcancei mais essa vitória. Agradeço a Deus pelo cumprimento da palavra,ao Pastor João Carlos Araújo, Secretário Executivo do Movimento de Ação e Reflexão Martin Luther King Jr e toda a equipe da Igreja Batista do E a paz de Deus.

Ademir de Oliveira Santos
Coordenação Colegiada do Coletivo Reverendo Martin Luther King Jr. - CMLKJr.
Coordenação do Coletivo de Entidades Negras – CEN
Coordenador da Aliança de Negras e Negros Evangélicos do Brasil – ANNEB/Bahia
Membro do Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra do Estado da Bahia/CDCN
Coordenador do Mundo Sem Guerra e a Não Violência/BA
msn: ademirsantos@hotmail.com
71-9936-5046/9282-3166



Não que eu tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus. Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço:esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão,prossigo para o alvo,para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.Todos,pois que somos perfeitos,tenhamos este sentimento;e,se,porventura,pensais doutro modo,também isto Deus vos esclarecerá.
Todavia,andemos de acordo com o que já alcançamos.(Fp.3.12-16)

"Nós não podemos nos concentrar somente na negatividade da guerra, mas também na positividade da paz"
Martin Luther King Jr.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Veja Tom Black cantando clássico de Michael Jackson

Não perca a última disputa entres os dois finalistas de Ídolos nesta terça-feira (21)





Vamos ajudar a colocar o Tom Black, jovem militante de São Francisco do Conde na final!
Nome: Tom Black
Idade: 24
Cidade Natal: Salvador - BA
Cidade que mora: Salvador - BA


Envie um SMS com o Tom Black para 77014
Cada torpedo tem valor normal de R$ 0,31

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Bira Corôa participa de encontro com religiosos de matriz africana em Paripe

Bira Corôa (13613) esteve reunido com lideranças e representantes religiosos de matriz africana, em Paripe, nesta sexta-feira (17), pela manhã. O candidato à reeleição como deputado estadual discutiu a necessidade de ações que reconheçam e valorizem o povo de santo, suas tradições e culturas enquanto resistência do povo negro.

Também foi pauta de seu discurso o desenvolvimento do Subúrbio Ferroviário de Salvador, com o atual governo Wagner (13), como a construção do Hospital de Paripe. Também pontuou a necessidade de avanços significativos que assegurem os direitos dos baianos com políticas públicas que realmente atendam os cidadãos.

Nessas questões Bira Corôa (13613) afirmou que a eleição de Dilma (13) Presidente, a reeleição de Jaques Wagner (13) como governador, Lídice (400) e Pinheiro (130) para o Senado, Valmir Assunção (1310) como deputado federal e também a sua reeleição como deputado estadual, definem a manutenção das bases do atual governo, para que a Bahia continue seguindo em frente.

domingo, 19 de setembro de 2010

Datafolha: 3 candidatos ao Senado aparecem empatados na BA

Segundo pesquisa realizada nos dias 13 e 14 de setembro e divulgada neste sábado, 18, pelo jornal Folha de S. Paulo, Cesar Borges (PR), com 29%, Lídice da Mata (PSB), com 28%, e Walter Pinheiro (PT), com 27%, estão tecnicamente empatados em primeiro lugar. Na pesquisa anterior, de 9 de setembro, os índices eram 31%, 28% e 26%, respectivamente, já caracterizando o empate técnico. A margem de erro do levantamento é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

José Ronaldo (DEM) oscilou um ponto para cima e agora tem 11%. Edvaldo Brito (PTB) tem seu índice inalterado em 9%, e Joé Carlos Aleluia (DEM), que tinha chegado a 11% na pesquisa anterior, volta a 7%. Entre os eleitores baianos, 15% afirmam votar em branco para uma das vagas, e 10% para as duas. Estão indecisos quanto a um voto 34%, e 24% ainda não decidiriam nenhum dos votos para o Senado.

Se considerados apenas os votos válidos, Borges tem 25%, Lídice, 24%, Walter Pinheiro, 23%, José Ronaldo, 9%, Brito, 7%, e Aleluia, 6%.

Encomendada pela Folha de S. Paulo e pela Rede Globo, a pesquisa foi realizada entre os dias 13 e 14 de setembro, com 1.100 entrevistas em 43 municípios da Bahia e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 10 de setembro de 2010, sob o número 30035/2010.

http://noticias.terra.com.br/eleicoes/2010/noticias/0,,OI4684631-EI15314,00-Datafolha+candidatos+ao+Senado+aparecem+empatados+na+BA.html

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Plenária reúne lideranças do movimento negro no comitê de Valmir


O sentimento de otimismo e unidade marcou a plenária realizada nesta quinta-feira (16) pelos candidatos Bira Corôa, que concorre à reeleição na Assembleia Legislativa e Valmir Assunção, que disputa vaga de deputado federal. Diversas lideranças, majoritariamente do movimento negro de Salvador, reafirmaram apoio às campanhas, acreditando nas candidaturas como projetos políticos de fortalecimento da causa da igualdade racial.
Ex-reitora da UNEB e militante da área, Ivete Sacramento, lembrou que o povo negro ainda é a parcela que mais sofre com a ausência histórica de políticas públicas. “As desigualdades na Bahia estão estampadas na nossa pele”, considerou Ivete.
Representantes de segmentos nacionais também marcaram presença na atividade, destacando a atuação de Valmir em defesa da população afrodescendente. “Valmir é um homem sério, orgulho da raça negra brasileira. Brasília já está aguardando a sua chegada”, afirmou Ivair dos Santos, secretário executivo do Conselho Nacional de Combate à Discriminação (CNCD), órgão ligado à Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República.
Bira Corôa, com quem Valmir faz forte dobradinha política em bairros da capital, ressaltou a parceria em prol do combate às desigualdades na Bahia. Afirmando que o mesmo “sempre enfrentou o latifúndio” com muita coragem e determinação, pela distribuição justa de terras.
Valmir justificou a preferência em abraçar as causas populares. “A sociedade baiana e brasileira não permitia que o povo negro tivesse oportunidade de participar da política. Por isso, não podemos perder a oportunidade de participar deste processo, através de candidaturas como a minha e de Bira Corôa”, disse. Integrante da Comissão Especial da Promoção da Igualdade, Bira tem trabalhado fortemente pela tramitação do Projeto de Lei que institui o Estatuto da Igualdade Racial e Combate à Intolerância Religiosa, uma das propostas que tem marcado a atuação parlamentar de Valmir.

Jardim das Folhas Sagradas tem exibição confimada no Festival do Rio


O filme Jardim das Folhas Sagradas será exibido no Festival de Cinema do Rio, que acontece entre os dias 23 de setembro e 7 de outubro. O primeiro longa-metragem do diretor Pola Ribeiro participa da mostra Panorama.

A notícia foi confirmada pela organização do evento, que divulgou a lista completa dos filmes brasileiros que serão exibidos durante o festival.

Outros dois longas baianos foram selecionados - Trampolim do Forte, de João Rodrigo, na Mostra Competitiva para longas de ficção, e Filhos do João, Admirável Mundo Novo Baiano, de Henrique Dantas, na Mostra Retratos.

A Bahia também será representada pelos curtas Carlos, filme de Ludmila Oliveira e Mariana Dornelas, selecionado para a Mostra Geração, e Ensolarado, curta em 35mm produzido por Sandra Leite e Ricardo Targino, que vai competir na premiere de curtas.

Confira a programação completa aqui

Fonte: http://blog.jardimdasfolhassagradas.com/




quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Carta ao povo de religião de matriz africana

Companheiros e companheiras,
A necessidade de reparar os prejuízos históricos causados aos povos quilombolas e de terreiro, desde que o europeu pôs os pés neste Continente e promoveu uma diáspora dolorosa aos povos africanos, fez do Projeto de Lei 14.692/2005, que deve instituir o Estatuto Estadual da Igualdade Racial e Combate à Intolerância Religiosa, uma grande aposta de nossa trajetória política e um dos mais importantes motes da luta do povo negro na Bahia.
Apesar de muitas discussões sobre o teor do Estatuto, percebemos que os movimentos sociais organizados, principalmente os anti-racistas, mantêm firme o princípio das ações afirmativas contido no projeto.
Ora, é preciso um instrumento legal que obrigue o Estado a enfrentar a desigualdade social e racial num Estado em que mais de 85% da população é negra e onde o racismo e a intolerância religiosa persistem. A aprovação do Estatuto da Igualdade vai implicar, principalmente, no combate ao tipo mais profundo de racismo e intolerância religiosa, que é o institucional.
Ainda vivemos o resquício desse preconceito encarnado pelo próprio Estado. Basta lembrar a severa criminalização e perseguição policial nas três primeiras décadas do século XX contra os terreiros de candomblé. Segundo estudiosos da história do Povo de Santo na Bahia, essa foi uma determinação institucional declarada de eliminar da cultura baiana qualquer marca ou manifestação de africanidade. E ainda hoje assistimos às tristes estatísticas que mostram que a pobreza tem cor, que o analfabetismo tem cor, que, dentro dos hospitais públicos, o maior índice de morte materna tem cor, que a fome tem cor, que a ocorrência das doenças evitáveis tem cor, que as vítimas do tráfico têm cor.
Por isso, nós, oriundos dos povos oprimidos durante toda a formação na nação brasileira, devemos lutar para ocupar os espaços institucionais, os espaços de poder.
É assim que, em pouco tempo, estamos conseguindo avanços que serão uma nova página na história do Brasil e da Bahia. Um exemplo disso foi o que o governo Lula fez. Ele foi o primeiro a reconhecer oficialmente esses segmentos e a instituir uma Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais.
Claro que há ainda um longo caminho até o reconhecimento social pleno dessas comunidades e de seus direitos. Basta citar os conflitos de terra, que restringem, cada vez mais, as propriedades dos segmentos tradicionais, assim como a participação deles nos péssimos indicadores da segurança alimentar e educação.
Por isso, na luta diária para reverter esse quadro tão triste, hoje tenho o orgulho de dizer que, em dois anos e meio, a Bahia foi o Estado que mais combateu pobreza no País: 5,2 pontos percentuais, mais do que nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte (4,0), Recife (3,7), Porto Alegre (1,8), São Paulo (1,0) e Rio de Janeiro (0,4). Isso, com certeza, reflete na vida dos povos e comunidades tradicionais da Bahia.
Fomos o primeiro Estado a criar uma política pública específica voltada para esses grupos da sociedade que mais sofreram com a história de exclusão e extermínio. Hoje, temos um plano de desenvolvimento sustentável voltado para esses segmentos, construído por eles mesmos!
Garantir os direitos dos que verdadeiramente forjaram com dor e suor a nação brasileira é o sentido do nosso projeto político. Isso faz parte da marca de nossas ações, seja na instância do movimento social, do Legislativo ou do Executivo.
Por isso, não foi à toa que, quando assumimos a Secretaria do Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (Sedes), no governo Wagner, fizemos questão de dirigir a convocação, pela primeira vez na história da Bahia, de todos os setores do governo para que ouvissem as lideranças quilombolas e dos povos de terreiro, assim como as indígenas, de extrativistas, pescadores artesanais, comunidades de fundo e fecho de pasto e ciganos, sobre suas necessidades e projetos políticos. Através de diversos seminários e conferências realizadas pela Sedes, esses próprios segmentos construíram e aprovarem o Plano Estadual de Desenvolvimento Sustentável de Povos de Comunidades Tradicionais.
Por conta dessas ações, a Bahia foi o primeiro Estado do País a ter uma política pública específica voltada para esses segmentos. A aprovação do plano foi um passo importante para que a invisibilidade e a intolerância contra esses povos e comunidades não façam mais parte da história do governo da Bahia. E está dando certo porque estamos organizados, porque queremos uma história diferente.

Valmir Assunção, deputado estadual pelo PT e candidato a uma vaga na Câmara Federal.

Pesquisa mostra que intolerância religiosa ainda está presente em escolas brasileiras

Heliana Frazão

Profissionais “despreparados” para lidar com religiões diferentes. Invasão de terreiros. Ofensas. Crianças isoladas por colegas e professores. Esses são alguns dos problemas encontrados por uma pesquisadora que visitou escolas de vários Estados do país e constatou que a intolerância religiosa em estabelecimentos de ensino é um problema grave e ainda invisível para as autoridades e a sociedade.
A pesquisadora Denise Carreira revela ter percebido certo “despreparo” dos profissionais de educação para lidar com o problema. Ela identificou que a principal fonte de discriminação são as religiões neopentecostais, que, segundo Denise, historicamente usam métodos de “demonização” para com algumas seitas.

Denise afirma ter observado em suas viagens casos de crianças, famílias e professores adeptos de religiões de matriz africana, como candomblé e umbanda, discriminados e hostilizados no seu cotidiano. Algumas crianças chegam a ser transferidas ou até mesmo abandonam a escola em razão da discriminação.

“Existem ocorrências de violência física (socos e até apedrejamento) contra estudantes; demissão ou afastamento de profissionais de educação adeptos de religiões de matriz africana ou que abordaram conteúdos dessas religiões em classe; proibição de uso de livros e do ensino da capoeira em espaço escolar; desigualdade no acesso a dependências escolares por parte de lideranças religiosas; omissão diante da discriminação ou abuso de atribuições por parte de professores e diretores etc”, diz.

“São muitos casos e isso é, também, uma violência para com os direitos humanos, embora constitua uma agenda invisível na política educacional no Brasil”, afirma. As denúncias, sustenta Denise, mostram que as atitudes discriminatórias vêm aumentando em decorrência do crescimento de determinados grupos neopentecostais, principalmente nas periferias das cidades, e do poder que eles têm midiático.

O relatório, que será divulgado no dia 19, no Rio de Janeiro, e encaminhado a organismos internacionais, incluindo a Organização das Nações Unidas (ONU), traz recomendações para a resolução do problema. Uma das ferramentas para fazer frente ao problema, de acordo com relatora, é a implementação da lei federal 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino da história e da cultura africana e afro-brasileira em toda a educação básica.

Experiência própria
Jandira Santana Mawusi, estudante do curso de pedagogia na Uneb (Universidade Estadual da Bahia), e coordenadora de um curso pré-vestibular em uma escola municipal no bairro do Engenho Velho da Federação, em Salvador, conhece esse tipo de discriminação por experiência própria. “Desde que falei que sou de candomblé, os meus colegas de sala de aula mudaram comigo. Tenho dificuldade para me integrar aos grupos de estudo, e eles me olham como se fosse uma pessoa diferente, capaz de lhes fazer algum mal”, afirma.

Segundo ela, na escola onde leciona, diariamente, o diretor convida a todos para rezar o “Pai Nosso” antes das aulas. “Certo dia, ele me convidou a me juntar aos demais na oração. Então, perguntei se eu também poderia rezar para xangô. Ele respondeu que não porque não daria tempo”, conta.

Jandira diz que a mãe de duas crianças que estudaram nessa mesma escola recorreu ao Ministério Público porque suas filhas foram apontadas como “possuídas” por um professor, por serem de candomblé.

Não raro, diz ela, pessoas iniciadas temem revelar suas crenças. “Há pouco tempo, fazendo uma pesquisa no bairro, perguntei a uma senhora, dona de um terreiro, qual era a sua religião. Fiquei um tempo sem resposta. Indaguei a razão do seu silêncio e ela me disse que se devia à intolerância predominante.”

Atuando há mais de 10 anos na formação de profissionais para evitar intolerâncias racial e sexual e outras, membros do Ceafro (Educação e Profissionalização para a Igualdade Racial e de Gênero) mostraram-se chocados com a seriedade dos depoimentos colhidos por Denise.

"Não é novidade"
“Para nós, esse tema não é novidade. Mas, devo reconhecer, foi impactante ouvir os relatos de professores e mães de alunos que tiveram problemas. Doeu ouvir de alunos, por exemplo, que fizeram ‘santo’, e, tendo que usar roupas brancas, andaram com a cabeça raspada, foram taxados de ‘filho de diabo’, entre outras aberrações a que foram submetidos, ao ponto de não quererem mais voltar para a escola ou quererem abandonar o candomblé”, conta Ceres Santos, coordenadora executiva do Ceafro. “É muito grave”, diz.

Denise Carreira esteve na Bahia entre os dias 9 e11 de agosto. Ouviu o Ministério Público Estadual, as secretarias de Educação e Reparação, representantes dos terreiros de candomblé e outras lideranças religiosas. Segundo ela, as visitas ocorreram em Estados como Rio, São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná.

O relatório será apresentado também ao Congresso Nacional, ao Conselho Nacional de Educação, Ministério Público Federal, autoridades educacionais, e instâncias internacionais de direitos humanos.

Povos de Terreiro em São Francisco do Conde unem forças por Valmir Assunção


O trabalho pioneiro voltado aos povos e comunidades tradicionais na Bahia, quando esteve à frente da Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (Sedes), confere a Valmir Assunção a aposta de diversas comunidades de terreiro na sua candidatura e no projeto político que vem protagonizando. Foi o que ficou evidente em São Francisco do Conde, no Recôncavo Baiano. Em seu comitê e de Bira Corôa, com quem faz dobradinha no município, foi recebido por diversos sacerdotes e sacerdotisas de matriz africana. Todos eles estão somando esforços na comunidade para levarem Valmir ao Congresso Nacional.
No mesmo dia, Valmir visitou o Terreiro Onilê, Oní Araaiyê, ministrado pelo babalorixá Pai Tero. Ele conheceu uma das sedes onde se manifesta a religiosidade mais presente no Recôncavo. Segundo o presidente da Associação de Povos de Matriz Africana de São Francisco do Conde, Josué dos Santos, 95% da população do município é negra e mais da metade cultua alguma religião de matriz africana. “Temos mapeados 24 terreiros nessa cidade de 31 mil habitantes”, disse. Valmir ressaltou a importância da aprovação do Projeto de Lei, de sua autoria, que deve instituir o Estatuto da Igualdade Racial e Combate à Intolerância Religiosa no Estado.
Segundo ele, o Estatuto deverá ser um instrumento que obrigará o Estado a reparar o atraso histórico a que foi submetido o povo negro. Quanto ao aspecto religioso, Valmir ataca: “O que não podemos aceitar é que o estado brasileiro, que é teoricamente laico, coloque recurso, apoio, visibilidade, estrutura pra uma ou duas religiões. É muito difícil para nós, negros, fazermos uma retrospectiva de nossas raízes e depois encararmos as religiões européias sem ficar abalado, transformado”, desabafou Assunção.
Edson Costa, do Coletivo de Entidades Negras, disse que o Estatuto representa a conquista de uma construção institucional a favor da negritude.
Durante o encontro, Assunção revelou que, numa visita ao Terreiro Ilê Axé Opó Ofonjá, em Salvador, “saiu mais negro do que era”. “Se a gente puxar as raízes, vamos chegar na história dos nossos avós, bisavô, tataravós, que eram escravos. E nas raízes dos brancos, vamos ver que eles eram os donos da gente. E a elite ainda tem essa mesma cor, a branca. Ela continua querendo ser os nossos donos até hoje, donos da nossa consciência, dos espaços públicos, da religião, de tudo. Por isso precisamos conquistar espaços no legislativo, no executivo, em todas as instâncias de poder para fortalecer os nossos iguais”, disse.
O babalorixá Pai Tero destacou que foi a primeira vez que seu terreiro recebeu um deputado. “Valmir foi o único que nos prestigiou”, disse. Ele ainda revelou a Valmir: “Todo seu sofrimento político que você teve na sua trajetória política até o dia de hoje será recompensado. Você é muito iluminado”.

Juliano Moreira: um psiquiatra negro frente ao racismo científico



Juliano Moreira (1873-1933), baiano de Salvador, é freqüentemente designado como fundador da disciplina psiquiátrica no Brasil. Sua biografia justifica tal eleição: mestiço (mulato), de família pobre, extremamente precoce, ingressou na Faculdade de Medicina da Bahia aos 13 anos, graduando-se aos 18 anos (1891), com a tese "Sífilis maligna precoce". Cinco anos depois, era professor substituto da seção de doenças nervosas e mentais da mesma escola. De 1895 a 1902, freqüentou cursos sobre doenças mentais e visitou muitos asilos na Europa (Alemanha, Inglaterra, França, Itália e Escócia).1

De 1903 a 1930, no Rio de Janeiro, dirigiu o Hospício Nacional de Alienados. Neste, embora não fosse professor da Faculdade de Medicina do Rio, recebia internos para o ensino de psiquiatria. Aglutinou ao seu redor médicos que viriam a ser, eles também, organizadores ou fundadores na medicina brasileira, de diversas especialidades: neurologia, psiquiatria, clínica médica, patologia clínica, anatomia patológica, pediatria e medicina legal, tais como Afrânio Peixoto, Antonio Austragésilo, Franco da Rocha, Ulisses Viana, Henrique Roxo, Fernandes Figueira, Miguel Pereira, Gustavo Riedel e Heitor Carrilho, entre outros.2

Um aspecto marcante na obra de Juliano Moreira foi sua explícita discordância quanto à atribuição da degeneração do povo brasileiro à mestiçagem, especialmente a uma suposta contribuição negativa dos negros na miscigenação. A posição de Moreira era minoritária entre os médicos, na primeira década do século XX, época em que ele mais diretamente se referiu a esta divergência, polemizando com o médico maranhense Raimundo Nina Rodrigues (1862-1906). Também desafiava outro pressuposto comum à época, de que existiriam doenças mentais próprias dos climas tropicais.3,4

Convém ressaltar que a teoria da degenerescência nunca seria colocada em questão por Moreira, mas apenas os seus fatores causais. Para ele, na luta contra as degenerações nervosas e mentais, os inimigos a combater seriam o alcoolismo, a sífilis, as verminoses, as condições sanitárias e educacionais adversas, enfim; o trabalho de higienização mental dos povos, disse ele, não deveria ser afetado por "ridículos preconceitos de cores ou castas (...)".4

Em seu discurso de posse, ao ser aprovado no concurso para professor da Faculdade de Medicina da Bahia, em maio de 1896, Moreira descreveu de forma tão elegante quanto contundente o que parece ser sua experiência pessoal com relação ao marcante preconceito de cor na sociedade brasileira de então. Endereçando-se "(...) a quem se arreceie de que a pigmentação seja nuvem capaz de marear o brilho desta faculdade (...)", disse: "Subir sem outro bordão que não seja a abnegação ao trabalho, eis o que há de mais escabroso. (...) Em dias de mais luz e hombridade o embaçamento externo deixará de vir à linha de conta. Ver-se-á, então que só o vício, a subserviência e a ignorância são que tisnam a pasta humana quando a ela se misturam (...). A incúria e o desmazelo que petrificam (...) dão àquela massa humana aquele outro negror (...)"2 (págs.17-18).

Resumidamente, pode-se dizer que, de meados do século XIX até cerca de 1910, o país se definia prioritariamente pela raça, isto é, as discussões sobre o caráter nacional e o futuro da nação passavam pela solução dos problemas atribuídos à miscigenação do povo brasileiro. A partir da década de 1910, e especialmente após o fim da Primeira Guerra Mundial, o movimento pelo saneamento rural do Brasil ganhou força, e se deslocou o foco para a doença ou as doenças dos brasileiros. Um Brasil desconhecido seria revelado a partir de expedições de órgãos do governo, como as de Cândido Rondon, do Mato Grosso ao Amazonas, em 1907 e 1908, e as expedições científicas de Oswaldo Cruz. A famosíssima frase do médico Miguel Pereira, "O Brasil é um imenso hospital", dita em 1916, marcou o início deste movimento. A exprobração à mestiçagem e ao nosso clima tropical cedeu lugar à condenação ao governo por abandonar as populações interioranas; seu atraso passou a ser atribuído ao isolamento geográfico e às infestações por doenças parasitárias, especialmente ancilostomose e doença de Chagas. Ao mesmo tempo, intensas campanhas sanitárias eram coordenadas por Oswaldo Cruz, contra a febre amarela e contra a varíola, doenças que espantavam muitos visitantes e imigrantes do Brasil. A doença tornou-se a chave para a identificação do Brasil, a higienização sua possibilidade de redenção.5 A ciência, mais especificamente a medicina, tendeu, então, a se auto-representar como norteadora do processo de definição da nacionalidade e da modernização do país.6

O contexto político e cultural de sua época deve ser considerado quando se analisa a obra e a atuação de Juliano Moreira. Ele alinhou-se às correntes que então representavam a modernização teórica da psiquiatria e da prática asilar. Demonstrou isto em sua filiação à escola psicopatológica alemã ¾ foi divulgador da obra de Kraepelin ¾ e nas mudanças que introduziu quando assumiu o Hospício Nacional de Alienados.

Como ele mesmo descreveu, foram estas as mudanças: instalação de laboratórios de anatomia patológica e de bioquímica no hospital; remodelação do corpo clínico, com entrada de psiquiatras/neurologistas e outros especialistas (de clínica médica, pediatria, oftalmologia, ginecologia e odontologia); a abolição do uso de coletes e camisas de força; a retirada de grades de ferro das janelas; a preocupação com a formação dos enfermeiros; o grande cuidado com os registros administrativos, estatísticos e clínicos, entre outros. Sua atuação institucional incluiu a organização da "Assistência aos Alienados", mais tarde Serviço Nacional de Assistência aos Psicopatas, tendo redigido, em 1903, uma proposta de reforma do Hospício Nacional e insistido junto ao governo para a aprovação da legislação federal de assistência aos alienados, promulgada em 22/12/1903.7,8

Sua extensa obra escrita abrangeu várias áreas de interesse; inicialmente, publicou estudos nas áreas de sifiligrafia, dermatologia, infectologia e anatomia patológica. A seguir, concentrou-se cada vez mais nas doenças nervosas e mentais, em descrições clínicas e terapêuticas, escreveu sobre modelos assistenciais e sobre a legislação referente aos alienados, discutiu a nosografia psiquiátrica e estudou as histórias da medicina e da assistência psiquiátrica no Brasil. Tinha especial interesse pela então chamada "psiquiatria comparada", ou seja, as manifestações das doenças mentais em culturas diversas, como atesta a sua correspondência com Emil Kraepelin.9

Seu espírito aberto e inquieto não ignorou a psicanálise; tendo domínio do alemão, conhecia as obras de Freud e tinha uma avaliação crítica delas. Numa resenha em que elogiou o livro de Franco da Rocha, "O pansexualismo na doutrina de Freud" (1920), referiu que a Sociedade Brasileira de Neurologia vinha promovendo palestras de divulgação da psicanálise e comentou, com sua ironia peculiar, que esta era pouco conhecida no país porque "No Brasil, em geral os colegas, em obediência à lei do menor esforço, aguardam que as idéias e as doutrinas passem primeiro pelo filtro francês para que nos dignemos a olhá-las contra a luz (...)".10

Ao longo de toda sua vida, participou de muitos congressos médicos e representou o Brasil no exterior, na Europa e no Japão. Foi membro de diversas sociedades médicas e antropológicas internacionais; fundou, em colaboração com outros médicos, os periódicos Arquivos Brasileiros de Psiquiatria, Neurologia e Medicina Legal (1905), Arquivos Brasileiros de Medicina (1911) e Arquivos do Manicômio Judiciário do Rio de Janeiro (1930) e a Sociedade Brasileira de Psiquiatria, Neurologia e Medicina Legal (1907).

Finalizando, para melhor entender a atuação de Juliano Moreira deve-se recordar que, nas primeiras décadas do século XX, a medicina brasileira acreditava ser capaz de dirigir o processo de modernização e sanitarização do país. Assim também cria Juliano Moreira e sua atuação foi coerente com esta visão; para ele, o principal papel da psiquiatria estava na profilaxia, na promoção da higiene mental e da eugenia. Em que pese o caráter francamente intervencionista deste projeto médico, não se pode negar o brilhantismo, a coragem e a originalidade deste fundador da psiquiatria brasileira.



Ana Maria Galdini Raimundo Oda e Paulo Dalgalarrondo
Departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp





Referências

1. Carvalhal LA. Loucura e Sociedade: o pensamento de Juliano Moreira (1903-1930) [monografia de bacharelado em História]. Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro; 1997.

2. Passos A. Juliano Moreira (vida e obra). Rio de Janeiro: Livraria São José; 1975.

3. Moreira J, Peixoto A. Les maladies mentales dans le climats tropicaux. Arq Bras Psiquiatr Neurol Ciênc Afins 1906;II(1):222-41.

4. Moreira J. A luta contra as degenerações nervosas e mentais no Brasil (comunicação apresentada no Congresso Nacional dos Práticos). Brasil Médico 1922;II:225-6.

5. Lima NT, Hochman G. Condenado pela raça, absolvido pela medicina: o Brasil descoberto pelo movimento sanitarista da primeira república. In: Maio MC, Santos RV, organizadores. Raça, Ciência e Sociedade. Rio de Janeiro: Fiocruz; 1996. p.23-40.

6. Schwarcz LM. O espetáculo da miscigenação. In: O espetáculo das raças: cientistas, instituições e questão racial no Brasil, 1870-1930. São Paulo: Companhia das Letras; 1993. p.11-22.

7. Moreira J. Notícia sobre a evolução da assistência a alienados no Brasil (1905b). Arq Bras Neuri Psiquiatr 1955; edição especial.

8. Arquivos do Manicômio Judiciário do Rio De Janeiro ¾ Professor Juliano Moreira. Arq do Manicômio Judiciário do Rio de Janeiro 1933;IV(1-2):3-20.

9. Dalgalarrondo P. Cartas de Juliano Moreira a Emil Kraepelin. In: Civilização e Loucura: Uma Introdução à História da Etnopsiquiatria. São Paulo: Lemos; 1996. p.117-24.

10. Moreira J. Resenha de O pansexualismo na doutrina de Freud, de Franco da Rocha. Brasil Médico 1920;XXIII (6):365-6.

Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-44462000000400007


Seminário comemora os 325 anos da Irmandade dos Homens Pretos

Nos dias 16, 17 e 18 de setembro será realizado o seminário “Ouvi o clamor deste Povo Negro” na Biblioteca Pública do Estado da Bahia em celebração aos 325 anos da Irmandade dos Homens Pretos.
A Ordem Terceira do Rosário de Nossa Senhora às Portas do Carmo – Irmandade dos Homens Pretos completa 325 anos de fundação com o seminário “Ouvi o Clamor deste Povo Negro” a ser realizado na Biblioteca Pública do Estado, no bairro dos Barris. O Seminário conta com o apoio da Secretaria de Cultura do Estado e é uma ação sócio educativa que tem o objetivo de comemorar a data, contribuir com a cidadania e o desenvolvimento cultural e social das comunidades afrodescendentes. O evento acontece nos dias 16 e 17 das 18h às 21h e no dia 18 das 8h30 às 12h.
“Estamos honrados em apoiar a realização do Seminário em comemoração aos 325 anos da Irmandade dos Homens Pretos, assim como temos a satisfação de executar, através do Ipac, a obra de restauração da Igreja dentro do PRODETUR – um programa do Ministério do Turismo fundamental para o nosso Centro Histórico”, afirma o secretário Márcio Meirelles. “As irmandades foram e continuam sendo importantíssimas para nossa cidade, no caso da irmandade dos Homens Pretos, ela nos orgulha com seu histórico de luta pela dignidade e valorização dos negros”, completa.
De acordo com o prior da irmandade, Júlio César Soares da Silva, o momento de celebração é ideal para a compreensão da história da congregação. “O objetivo principal deste evento é contribuir para uma maior e melhor compreensão da nossa memória e realidade em que vivemos na Venerável Ordem Terceira do Rosário de Nossa Senhora às Portas do Carmo e em seu entorno”, afirma o prior.
“Ao longo do tempo temos buscado o ideal de uma sociedade justa, fraterna e igualitária para todos, onde pessoas de todas as idades, sexo, etnias e religião são acolhidas sem qualquer tipo de discriminação. São 325 anos de preservação, manutenção e vivência de um vasto, rico e belo conjunto de tradições e costumes, muitos dos quais trazidos da Mãe África por negros e negras que para aqui vieram resultantes da grande diáspora negra, ocorrida entre os séculos XVI e XIX, período de vigência do regime escravocrata brasileiro”, afirma o prior, Júlio César Soares da Silva.
“O Seminário é uma retomada desta importante história da Irmandade do Rosário dos Pretos, primeira instituição negra em defesa dos africanos e dos negros brasileiros e o principal patrimônio do povo negro”, destaca o diretor geral da Fundação Pedro Calmon/SecultBA, o historiador Ubiratan Castro, que também integra a Irmandade, como irmão-confesso.
Dentre os aspectos mais enfatizados no seminário, destaca-se a preocupação com o nível de informação e de formação dos seus membros para a valorização da cultura negra. No primeiro dia (16), o público assistirá a palestras que contam a história da Irmandade do Rosário dos Pretos. Quem dá início é o professor Ubiratan Castro de Araújo que discutirá “Rosário dos Pretos e a Diáspora Negra”, logo em seguida o professor Jaime Sodré debate “A Irmandade dos Homens Pretos” e a professora Lucilene Reginaldo finaliza a programação do dia com a “História da Irmandade do Rosário dos Pretos do Pelourinho”.
No dia 17 o público conhecerá o papel jurídico social e a importância do Patrimônio Material e Imaterial com palestra ministradas por Balbino Simões sobre “A importância do aspecto jurídico na Irmandade do Rosário dos Pretos”, seguida pela professora Célia Sacramento com o tema “O papel social na Irmandade do Rosário dos Pretos” e pela professora Eny Cleide Vasconcelos que discutirá “Interpretação do Patrimônio Material e Imaterial na Igreja do Rosário dos Pretos”. O superintendente do SEBRAE Bahia, Edival Passos, finaliza a apresentação com o tema “Empreendedorismo – Uma proposta de autonomia”.
No sábado (18), último dia de evento a programação tem início com a palestra do padre Clovis do Carmo Cabral que tem como tema “Bíblia, Negritude e Irmandades Negras Católicas” e finalização do professor Vilson Caetano de Souza que discutirá “As Irmandades Negras Católicas”.
A inscrição para o Seminário é gratuita e para participar do seminário basta enviar um email para o endereço eletrônico rosariosalvador2010@gmail.com com os dados solicitados: nome completo, endereço completo com CEP, telefone para contato (celular e fixo), email, instituição/empresa/escola e ou faculdade, profissão e/ou ocupação e data de aniversário.
Patrimônio Restaurado
Tombado individualmente como Obra de Arte pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN e também tombado por pertencer ao Conjunto Histórico, Artístico, Urbanístico e Paisagístico do Pelourinho, pela mesma entidade, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos encontra-se em fase de restauro pela Secretaria de Cultura do Estado através do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia – IPAC. Os recursos são provenientes do Ministério do Turismo – MTur através do Programa de Desenvolvimento do Turismo no Nordeste – PRODETUR com entrega prevista para novembro de 2010.
No período histórico a primeira reforma realizada na Igreja acontece em 1815 com duração até 1826, porém, já com a proteção do tombamento a primeira reforma respeitando os limites e conceito de restauro acontece na segunda reforma iniciada em 1943 e orientada pelo IPHAN.
História
No Brasil a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário chegou ao país ainda no século XVI, porém somente no fim do período colonial que as irmandades do Rosário passam a ser constituídas pelos “homens pretos”. A primeira igreja fundada como Irmandade dos Homens Pretos é a igreja localizada no município do Rio de Janeiro em 1640, seguida por Minas Gerais em 1708 e São Paulo em 1711. A Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de Salvador é fundada em 1796. Dentre as influências históricas que a irmandade exerceu, está a compra da liberdade de muitos escravizados negros da Bahia.
Serviço
O Quê: Seminário “OUVI O CLAMOR DESTE POVO NEGRO”
Local: Biblioteca Pública do Estado da Bahia –
Rua General Labatut, 27 – Barris – Salvador-BA
Data: 16, 17 e 18 de setembro de 2010
Horários: quinta e sexta-feira, das 18h às 20h30m
Sábado, das 08h30m às 12h
Inscrições através do endereço eletrônico rosariosalvador2010@gmail.com
Programação
___________________________________________________________________________
Dia 16: Palestra: História da Irmandade do Rosário dos Pretos
- Profº Drº. Ubiratan Castro de Araújo – “Rosário dos Pretos e a Diáspora Negra”
- Profº Drº Mestre Jaime Sodré – “Irmandade dos Homens Pretos”
- Profª Drª Lucilene Reginaldo – “História da Irmandade do Rosário dos Pretos do Pelourinho”
Moderadora: Profª Drª Cecília Conceição Moreira Soares

Dia 17: Palestra: Jurídico Social e Interpretação do Patrimônio: Material e Imaterial
- Drº Balbino Simões – “A importância do Aspecto Jurídico na Irmandade do Rosário dos Pretos”
- Profª. Drª Célia Oliveira de Jesus Sacramento “O Papel Social na Irmandade do Rosário dos Pretos”
- Profª. Drª. Eny Cleide Vasconcelos Farias – ‘Interpretação do Patrimônio Material e Imaterial na Igreja do Rosário dos Pretos “
- Edival Passos Superintendente do SEBRAE Bahia – “Empreendedorismo – uma proposta de autonomia”
Moderadora: Profª. Drª. Eny Cleide Vasconcelos Farias

Dia 18: Palestra: Bíblia, Negritude e Irmandades Negras Católicas
- Profº Drº Pe Clovis C. do Carmo Cabral – “Bíblia, Negritude no Rosário dos Pretos”
- Profº. Drº Vilson Caetano de Sousa Júnior – “Irmandades Negras Católicas”
Moderadora: Adriana Amorim Fernández

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Gaúchos lançam Negra mais Brasil 2010

Montenegro/RS - Os sete clubes sociais negros que integram o Coletivo de Sociedades Negras do Rio Grande do Sul, lançaram no dia 05/09 o crongorama de inscrição e premiação do Concurso da “Negra Mais Brasil 2010”.

O Concurso – que elegerá a Negra mais bonita do Brasil -, está em sua segunda edição e promete movimentar os clubes sociais negros para a escolha das representantes em Canoas, no dia 04 de dezembro. A vencedora ganhará um computador notebook.

A coordenadora do Coletivo de Sociedades Negras e presidenta da Sociedade Négo Futebol Clube, Isabel Landin, o Concurso “Negra Mais Brasil” é considerado um dos maiores concursos de beleza negra do Brasil.

“Mas, muito além da beleza das jovens candidatas,o Negra Mais Brasil demonstra a cultura e organização de nossos clubes e entidades negras”, salientou.

Em 2008, a vencedora foi a representante da Associação Cultural e Beneficente Rui Barbosa, Pabline Correa, de Canoas. “Foi muito gratificante participar deste concurso e ter ficado com o título de Negra Mais Brasil durante estes dois anos. Aprendi muito sobre a cultura negra neste período e espero que a próxima eleita também aproveite estes belos momentos”, Afirmou a vencedora.

A 1ª Princesa 2008, Débora Chimenes, também comentou a satisfação de representar o seu clube de Montenegro na corte do concurso.

Inscrições

O presidente da ACB Rui Barbosa, César Augusto, reforçou o convite para que todos os clubes sociais e entidades negras participem do Concurso, inscrevendo suas candidatas
e levando suas torcidas para Canoas. O endereço da entidade é rua Farroupilha,834, bairro Nossa Senhora das Graças, Canoas/RS.

As inscrições podem ser feitas até o dia 26/11/2010. Informações sobre o Concurso pelos telefones (51) 8445.8754 e 3476.3199 ou pelo e-mail: sociedaderuibarbosa@gmail.com e
pelo site: http://www.resgaters.com.br/ .

No lançamento do cronograma que aconteceu domingo passado, em Montenegro, estiveram presentes o presidente do Conselho de Desenvolvimento e Participação da Comunidade Negra do RS (Codene),Victor Hugo Amaro, o representante do RS na Comissão Nacional de Clubes Sociais Negros, Luis Carlos de Oliveira, que também é vice presidente da Associação Floresta Montenegrina.

Fonte: Afropress

Andrade, técnico campeão desempregado

Rio - Andrade, o técnico campeão brasileiro pelo Flamengo, em 2009, - o primeiro negro a conquistar esse título – disse, em entrevista ao Programa Espetacular, da Rede Globo, que muitas pessoas já o avisaram de que o motivo de estar desempregado desde março é o racismo.

Segundo o treinador, muitas pessoas insinuam isso mas que ele prefere não acreditar. "Estou aguardando uma oportunidade, um convite de alguma equipe. Isso não aconteceu desde que saí do Flamengo. É chato, é um momento de ansiedade. Nunca passei tanto tempo desempregado", disse na entrevista

Andrade diz não conseguir encontrar explicações para não ser aproveitado. O técnico conta que se faz perguntas como: "Qual foi o erro que eu cometi? O que eu fiz de errado para não merecer uma oportunidade? É porque eu fui campeão brasileiro? Porque cheguei a final do carioca? Porque classifiquei o time para a Libertadores? Será que eu não merecia uma chance de trabalho?"

Ele ainda comenta que vê vários técnicos trocando de clube e "que seu nome nunca aparece." Andrade espera receber a segunda parte da premiação pela conquista do Brasileiro. De acordo com o treinador, "além de não ter pago o bicho, o Flamengo não o demitiu pelos resultados, já que ele possuía 73% de aproveitamento no geral", completa.

Ex-técnico do Flamengo, Andrade está há cinco meses sem emprego

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Documentário: O Silêncio das Inocentes

Trailer do documentário O Silêncio das Inocentes, produzido pela Voglia Produções Artísticas, conta a história da criação da lei Maria da Penha e da luta das mulheres contra a violência praticada por seus próprios companheiros.



http://www.viomundo.com.br/blog-da-mulher/documentario-o-silencio-das-inocentes.html


segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Liderança nacional do movimento negro apoia Bira Corôa (13613)

Ao longo dos anos temos visto uma verdadeira cooptação dos movimentos sociais pelos setores político-partidários. Sob a promessa de recursos financeiros e cargos, lideranças expressivas do Movimento Social "mudaram de lado", pois não conseguem estabelecer uma relação de parceria soberana entre si e os políticos que estão à frente de cargos executivos e/ou legislativos.

Não é o que acontece com o mandato de Bira Coroa. Pelo contrário, há anos acompanhamos sua relação de profundo respeito com os movimentos sociais em especial com o Coletivo de Entidades Negras (CEN), hoje uma das maiores organizações negras do Brasil. Bira Coroa tem sido sempre um parceiro importante, respeitando os limites desta parceria com o CEN, mas sempre estando presente quando solicitado, apoiando no que é devido e formando frentes de defesas importantes com as causas defendidas pela entidade.

Por este motivo, entendo que hoje a Bahia tem condições, não só de manter o mandato de Bira Coroa na Assembléia Legislativa, como perceber nele uma importante liderança política que, em tempos de tantas idas e vindas ideológicas, mantém-se fiel ao que prega e pratica o que diz.

Neste sentido, como membro do Coletivo de Entidades Negras (CEN), como Assessor Político de sua Coordenação Nacional, creio ser importante que este Coletivo feche seu apoio à figura de Bira Coroa para que, nos próximos quatro anos, sua voz e sua ação, estejam sempre em prol das causas em que acreditamos e que ele abraça fraternalmente conosco.

Texto de Márcio Alexandre M. Gualberto, secretário executivo da Baraketu – Comunicação, Informação, Pesquisa e Documentação da Afro-religiosidade.

Denúncia!!!!! Pedimos toda a sua atenção para o caso abaixo!

Acabamos de receber uma ligação de Capitão Marinho informando que vem sendo mantido sedado desde 5a feira no Hospital Militar da Guarnição do Exercito em Bagé/RS.
Estamos acessando nossos contatos, entretanto é fundamental que essa notícia se espalhe entre os canais de comunicação, agências de notícias e aos movimentos de direitos humanos.
Para entender o que acontece, leia texto publicado em 04/09/2010 no blog http://www.capitaomarinho.blogspot.com/
"Voltando a falar do Exército, esta semana, aconteceu um fato bastante “inusitado” no meu quartel aqui em Bagé-RS. Estava sentado à mesa, almoçando junto com alguns militares e meu comandante, tenente coronel Ely, quando este me disse que eu estou proibido pelo general Ricordi, comandante da Brigada do Exército de Bagé, de me ausentar da cidade. Perguntei o porquê, ele disse porque o general quer, e ele é o comandante da guarnição! Perguntei se o general mandou esta ordem por escrito, o coronel disse que não e que estava transmitindo a ordem conforme recebeu e que o major (subcomandante do batalhão) era testemunha disso, e ainda acrescentou que comandante não precisa da ordem por escrito. Não posso acreditar que esta ordem seja verdadeira! Vivemos ou não em um ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO onde todos têm o direito de ir e vir?
Sueli, meu pai está com uma doença degenerativa em estado avançado, vivendo dentro de um quarto e chora de dor o dia todo, e minha mãe além de está depressiva, com recomendações médicas de não ficar sozinha, ainda tem problemas de coração e está com vários pedidos médicos para realizar exames cardíacos. Meus pais, além de estarem doentes, são idosos e quem está amparando eles sou eu, e o general sabe disso. Uma coisa é negar minha transferência para a cidade de Salvador para que eu possa cuidar deles, ainda que eu preencha todos os requisitos, outra coisa é ele me proibir de viajar para ver meus pais. Pedir ao meu comandante para me levar ao general, mas este disse que só pode me receber dia 8 de setembro. Não tem nada escrito! Como posso impetrar um habeas corpus? Baseado em que eu posso fazer a minha defesa? Como um bom oficial, resta-me aguardar até o dia 8 de setembro!
Sueli, a MINHA PRISÃO É FEITA DE MUROS INVISÍVEIS! Como posso fugir? Os “vigias” estão em todos os lugares, observando cada passo que dou. Se eu ousar sair de Bagé, qual será a reação deles? Não posso pagar para ver, pois eu tenho três filhas para criar e, também, um pai e uma mãe que voltaram a ser crianças, cabendo a mim a responsabilidade pelo cuidado dele e dela. Se meu pai fosse coronel ou general do Exército, ao invés de subtenente da reserva da Polícia Militar da Bahia, será que eu seria tratado desta forma?
Abdias Nascimento diz que a felicidade do negro é uma felicidade guerreira! E para mim as pessoas mais aguerridas são as mulheres negras; por isso procuro aprender muito com elas. Busco aproveitar e aprender o máximo de cada conversa que tenho sobre preconceito e discriminação racial com a professora Ivete Sacramento, primeira negra a ser reitora no Brasil; a desembargadora Luislinda Valois, primeira negra a ser juíza no Brasil; e a desembargadora Neuza Maria, primeira negra a ser desembargadora no Brasil. Elas me ensinam como suportar as injustiças, pois quanto mais as mulheres negras crescem profissionalmente, mas elas são vítimas de preconceito! Já Alaíde do feijão (a maior divulgadora do meu blog), ela me ensina, com o seu exemplo de vida e suas palavras sazonadas, a “driblar” o monstro da desistência e ser forte diante do que aparenta ser invencível, pois existe uma força superior a dos homens! E por eu acreditar nisso, sigo acompanhando o curso do rio em direção ao mar e aguardando o momento de reencontrar os meus familiares que estão cerca de 4000 Km (quatro mil quilometros) de distância necessitando da minha presença. Sueli, termino este texto pedindo a sua bênção e a dos mais velhos, principalmente os mais velhos que acham que eu sou um inimigo! Axé e muita Paz!" Para ler o texto na íntegra, clique aqui.

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