quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Em 2010, cinco bilhões de sacolas plásticas deixaram de ser utilizadas

Flavia Bernardes



Cinco bilhões de sacolas plásticas deixaram de ser consumidas durante a campanha Saco é um Saco, promovida pelo Ministério do meio ambiente. A meta, que era de reduzir 10% do consumo das sacolas plásticas até o final de 2010, surpreendeu e alcançou 33% de redução. Neste contexto, a expectativa é que a campanha incentive ações locais no Espírito Santo.

No Estado, o primeiro passo neste sentido foi dado em 2007, mas até o momento poucos estabelecimentos se conscientizaram da importância da medida. Segundo o MMA, o sucesso da campanha se deve à ampliação do debate em todo o País e um empenho coletivo de setores e da população.

Os 33% de redução, por exemplo, reúnem as estimativas levantadas pelas três maiores redes de supermercado no País, pelas cidades que baniram as sacolas voluntaramente e pelo Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas, da indústria do plástico.

Durante a campanha foram produzidos 19 spots de rádio, três filmes para TV e cinema - exibidos no canal Futura e nas salas de cinema, e dois concursos culturais. Além disso, o uso de ecobags foi estimulado por vendas e distribuição gratuita.

É importante ainda que se estimule o pensamento crítico acerca de como é feito o consumo e que impacto este consumo tem no meio ambiente e na qualidade de vida.

Com o pontapé inicial dado pela campanha, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) se animou e estipulou metas de redução para o setor varejista, atingindo aproximadamente 76 mil estabelecimentos espalhados por todo País. Trata-se de pacto setorial firmado com o MMA, que prevê a redução em 30% das sacolas plásticas nas lojas de todo o País até 2013 e 40% até 2014, tendo como base os números de produção de 2010, estimados em aproximadamente 14 bilhões.

O maior obstáculo para a adesão à medida, apontam os ambientalistas, é a falta de estimulo à mudança de atitude do brasileiro e à pouca educação ambiental dos comerciantes.

Segundo a lei nº 8745/2007, todos os estabelecimentos comerciais do Espírito Santo deveriam utilizar embalagens plásticas oxibiodegradáveis. Entretanto, desde 2007, quando a lei, da deputada Luzia Toledo, foi aprovada, a medida não é adotada por grande parte dos estabelecimentos comerciais do Estado.

Pela lei, desde o último dia 12 de dezembro de 2008 o comércio capixaba não pode mais oferecer as tradicionais sacolas plásticas aos consumidores. Foi nesta data que acabou o prazo de um ano para que os comerciantes se adaptassem à lei que dispõe sobre o uso de sacolas oxibiodegradáveis.

Segundo a lei, quem infringir a norma será ser multado em três mil Valores de Referência do Tesouro Estadual (VRTEs), cerca de R$ 5.400,00.

Fonte: http://www.seculodiario.com.br/exibir_not.asp?id=7542


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