sábado, 22 de janeiro de 2011

Marcha religiosa pede respeito e tolerância


FABRICIANO – Entidades da região lutam por respeito e liberdade religiosa. Neste sábado, cerca de 50 pessoas participaram da 2ª Caminhada pela Vida e Liberdade Religiosa no Vale do Aço. A marcha terminou com uma Kizomba (apresentação de cantigas e danças típicas do candomblé) na Praça da Bíblia. Antes, passou por trechos da Avenida Magalhães Pinto e Geraldo Inácio, no distrito de Melo Viana.

O evento foi realizado pela Coordenadoria Municipal do Coletivo de Entidades Negras de Coronel Fabriciano.

Embora intitulado como marcha em defesa da liberdade religiosa, o cortejo foi representado apenas por religiões de descendência africana.
Para Tatetu Aladey, um dos coordenadores do evento, o candomblé é uma das religiões que mais sofre perseguição. “A religião que mais sofre preconceito são as religiosidades de matriz africana e você não vê discriminação, por exemplo, aos evangélicos” argumenta.

O líder religioso conta que os membros de sua entidade sofrem todo o tipo de preconceito. “Nas escolas nossos filhos são questionados quando usam alguma indumentária e existem casos de pessoas que perderam o emprego e por isso muitos escondem a identidade religiosa para preservar o trabalho”, revelou.

Tatetu disse ainda que a entidade é envolvida com outros movimentos sociais, como Agenda 21, preservação do meio ambiente e Conselho do Idoso.

Dona de uma casa de candomblé em Ipatinga, Maria de Fátima Pimentel Silva, conhecida como “Mãe Fátima”, professa a religião há 33 anos. Com ela, um grupo de 15 pessoas de Ipatinga se uniu a caminhada deste sábado.

“Tudo pelo movimento negro, estamos unindo forças para vencer a discriminação”, ressaltou. Maria de Fátima revelou o desejo de organizar em Ipatinga um movimento semelhante.

“Estamos esperando que o movimento ganhe forças aqui em Fabriciano para levarmos essa iniciativa também para Ipatinga nos próximos anos”, disse.

Gasp

Os voluntários do Grupo de Apoio aos Soropositivos (Gasp) marcaram presença no evento com uma tenda para distribuição de material informativo e preventivo contra doenças sexualmente transmissíveis, tuberculose, hepatite e violência contra a mulher.

A presidente do Gasp, Ireny Martins da Costa, falou da satisfação da entidade em apoiar a caminhada. “Assim como o Gasp, o Coletivo de Entidades Negras também atende ao público homossexual que, por não terem abertura nas igrejas, procuram esse tipo de religião”, explicou.

Fonte: http://www.diariodoaco.com.br/noticias.aspx?cd=51887

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