terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

RJ tem menor número absoluto de homicídios desde 1991, diz Secretaria

Nos últimos 4 anos, houve queda de 26,6% na taxa por 100 mil habitantes.
Dados sobre segurança foram divulgados na tarde desta segunda.
Aluizio Freire
Do G1

A Secretaria estadual de Segurança informou que o Rio de Janeiro registrou o menor número absoluto de homicídios desde 1991. Foram 4.768 casos. Nos últimos quatro anos, houve uma queda de 26,6% na taxa por 100 mil habitantes. De 40,6 registros em 2006, caiu para 29,8 em 2010.

Na comparação entre 2009 e 2010, a redução, em números absolutos, foi de 18%. Ou seja, de 5.793 passou para 4.768 registros.

A queda foi a mesma (-18%), nos últimos dois anos, para a taxa de mortes por 100 mil habitantes. Ou seja, passou de 36,2, em 2009, para 29,8 em 2010.

Os dados sobre segurança no estado foram divulgados pelo secretário, José Mariano Beltrame, na tarde desta segunda-feira (31). "Não estamos comemorando nada. Mas esses dados mostram que estamos consolidando uma política de segurança e acena para o caminho que devemos continuar perseguindo", disse.

Segundo o subsecretário operacional, Roberto Sá, os índices de redução se aproximam das metas estabelecidas para 2014. No caso de homicídio doloso, a meta para o ano da Copa é de uma taxa de 22,9% por 100 mil habitantes.

De acordo com os números divulgados pela secretaria, houve ainda redução de roubos de carros, com uma queda de 20% na comparação 2009/2010; nos roubos de rua, que caiu 11%; e em latrocínio, com uma queda de 29% na comparação dos dois últimos anos.

O secretário Beltrame apontou também redução nas mortes em confronto com a polícia, os chamados autos de resistência, que caíram de 1.048 em 2009 para 855 em 2010; um percentual de 18%, considerado o menor número de mortes nessa situação desde 2001.

"Nossa proposta é que as polícias mudem suas lógicas. Que saiam dos confrontos para uma política de prestação de serviços. Nós não queremos mais promover ações para guerras. No Alemão ainda foi assim, uma ação de guerra. Mas o que se quer, o que se pretende, não é isso", afirmou o secretário.

UPPs ajudaram a reduzir índices
Na apresentação, ainda foram feitas comparações de índices de criminalidade a partir de 2006, ou seja, desde o início da gestão da atual equipe de segurança pública.

Conforme o relatório, houve uma redução de 27% dos homicídios dolosos nesse período (2006-2010), em números absolutos; 42% em roubos de veículos; 25% em latrocínios e 20% em auto de resistência.

Já nos casos de roubos de rua, embora tenha havido uma queda de 11% nos dois últimos anos, houve um acréscimo de 21% no número desses delitos na comparação de 2006-2010.

Para Beltrame, as reduções desses números se devem a medidas em conjunto das polícias, a partir de um planejamento da Secretaria de Segurança e ações de governo que incluem a implantação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Nesta segunda, foi inaugurada a 14ª unidade no Morro São João, no Engenho Novo, no subúrbio .

Comparação com São Paulo
O subsecretário operacional da Secretaria de Segurança, Roberto Sá,explicou por que o Rio ainda não alcançou os índices de criminalidade de São Paulo, que são bem menores.

"Eles já vêm de uma política de trabalho consolidada, com mais de oito anos de metodologia. Estamos na metada do caminho. E, além disso, existem algumas diferenças aqui, como a existência de várias facções, diferenças por questões geográficas, topográficas, diferença conceitual em relação ao crime. Nossa meta é que daqui a quatro anos estejamos no mesmo nível do modelo de São Paulo", afirmou.

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