quarta-feira, 27 de abril de 2011

Museu Afro Brasil comemora o centenário de Carybé e recebe em São Paulo o Grande Mural dos Orixás

Dia 28 de abril inaugura as exposições “Grande Mural dos Orixás – Carybé” e “Deuses D’África – Visualidades Brasileiras

Dia: 28 de abril
Hora: 19h30
Local: Museu Afro Brasil – Parque Ibirapuera (Portão 10)
Classificação: Livre
Grátis

Em homenagem ao centenário de nascimento do artista Carybé o Museu Afro Brasil, instituição da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo inaugura no próximo dia 28 de abril, às 19h30 duas exposições Deuses D’África – Visualidades Brasileiras e Grande Mural dos Orixás – Carybé, apresentando 19 painéis vindos de Salvador (BA) para o evento comemorativo. Com curadoria do artista plástico e Diretor-Curador do Museu Afro Brasil, Emanoel Araujo, as exposições fazem parte da programação que o museu dedicará ao Ano Internacional dos Afrodescendentes (ONU) até o mês de dezembro.


28/04 a 29/05 – Exposição Grande Mural dos Orixás – Carybé - a mostra homenageia o centenário de nascimento do artista Carybé, incluindo 19 painéis representando os deuses d’África no Candomblé da Bahia. As obras que formam o Grande Mural dos Orixás pertencem à coleção do Banco do Brasil BBM S/A, em comodato no Museu Afro-Brasileiro da Universidade Federal da Bahia. A representação dos deuses africanos é composta de pranchas de madeira, com 3 metros de altura de cedro entalhadas, levando ainda incrustações de ouro, prata, búzios da costa, cobre, latão, vidros e ferro conforme a simbologia do culto. O argentino, radicado no Brasil, Hector Julio Paride Bernabó, nasceu em 7 de fevereiro de 1911, na cidade de Lanús. Inquieto e irreverente ficou conhecido simplesmente como Carybé. A exposição apresenta pinturas, relevos, esculturas e esboços que marcaram a trajetória deste maravilhoso artista. A ele são creditadas as principais representações simbólicas e míticas do universo africano da Bahia, resultado de sua vivência e dedicação à terra que adotou. Carybé morreu no dia 2 de outubro de 1997, em Salvador.


28/04 a 29/05 – Exposição Deuses d’África. Visualidades Brasileiras – a representação das divindades afro-religiosas cultuadas no Candomblé da Bahia, a partir de uma visão ampla desta representação simbólicas, une a arte de grandes artistas como Carybé, Mario Cravo Junior, Osmundo Teixeira, Zélia Pólvoa, Reginaldo e Hélio Oliveira. Para representar a arte dos terreiros, esculturas, objetos e bonecas sagradas de Detinha de Xangô e Bezita de Oxum, que foram trazidas do interior do centenário Ilê Opó Afonjá, tombado Patrimônio Histórico, e o mais antigo terreiro de candomblé que se tem notícia, servindo de modelo para a criação de todos os outros que surgiram a partir de 1910, quando foi fundado por Eugenia Anna dos Santos (13.07.1869 a 03.01.1938), a Mãe Aninha, Obá Biyi.


Outras Exposições

- Exposição Elos da Lusofonia - apresenta a arte dos países de língua portuguesa a partir da obra de artistas contemporâneos do Brasil, Portugal e Angola e a ligação com a arte ancestral africana, passando pela tradição dos bijagós, da Guiné-Bissau; dos quiocos de Angola; e dos macondes de Moçambique. Todos os países de língua portuguesa estão representados nesta mostra que apresenta cerca de 200 obras, entre fotografias, pinturas, esculturas (máscaras, cerâmica e madeira) e bidimensionais (pinturas, gravuras e colagens) de artistas que compõe a Arte Tradicional dos países de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. A Arte Contemporânea apresenta o trabalho de Agnaldo M. dos Santos (Brasil), António Olé (Angola), Fernando Lemos (Portugal/Brasil), Francisco Brennand (Brasil), José Tarcísio (Brasil), José de Guimarães (Portugal), Matias Ntundu (Moçambique), Maurino Araujo (Brasil), Mestre Didi (Brasil), Renato Spindel (Brasil) e Rubem Valentim (Brasil). Até 29 de maio.

– Exposição Lutadores do Mundo - de Cesare Pergola - São 30 pinturas em óleo sobre tela retratando lutadores posicionados para ação, de diversas localidades e modalidades, onde o artista faz uma analogia ao esforço pela sobrevivência, tão semelhante nos cinco continentes. Entre os movimentos retratados estão a luta indígena Huka-Huka, Capeoria e Lutadores de Angola. Com curadoria de Emanoel Araujo, o pintor e artista visual italiano faz uma metáfora, às lutas da humanidade tanto antiga como contemporânea. Durante o período da mostra serão exibidos dois vídeos de autoria do artista sobre Sumô e Muay-Thai, bem como um objeto luminoso. Até 29 de maio.

- Exposição Panos e Tapas. Joias e Adornos d’Africa – Revela a importância dos tecidos em muitas culturas do continente africano, destacando a produção têxtil de dois importantes povos da África Central: os kuba e os imbuti, mais conhecidos como Pigmeus.
O povo kuba (República Democrática do Congo), é famoso por sua produção de tecidos de ráfia, predominantemente feito por homens, enquanto as mulheres se ocupam dos bordados e apliques. Os painéis de ráfia são unidos para formar enormes saias, usadas por homens e mulheres. São tecidos conhecidos pela ausência de representação naturalista e marcados pelos sistemas gráficos e combinação de figuras geométricas, muitas vezes emprestados das cestarias, onde os animais tambéms são referências. Já os imbutis (pigmeus) da floresta Ituri do noroeste do Congo fazem tecidos a partir da casca da figueira tropical. São decorados com padrões geométricos ou figurativos, desenhados muitas vezes com uma vareta ou com os dedos. As mulheres preparam os tecidos para os dias de festividades e os padrões podem ser pintados também no corpo. Os belos tecidos dão extensão ao culto da beleza. Nesta amplitude inserem-se os Adornos, mostrando como a mulher se enfeita, numa extraoridinária necessidade de reinventar sua própria beleza. Entre os tecidos e adornos figuram peças indispensáveis no culto à beleza: as joias africanas (anéis, brincos, colares e tornozeleiras...) de diversas regiões, sobretudo da Costa Ocidental africana. As tapas, são tipos de tecidos produzidos a partir de “entrecascas” de árvores. Essa técnica Essa técnica tradicional é comum também nas ilhas Samoa e é desenvolvida a partir de estamparia monocromática com intrincados desenhos geométricos e riscados que se assemelham aos traçados das gravuras em metal. Até 29 de maio.


Maio

12/05 a 24/07 - Exposição Hereros de Angola - de Sérgio Guerra
Uma série de imagens, vestimentas e objetos dos povos Hereros, que vivem entre Huíla e Namibe, em Angola mostram a paixão do fotógrafo e publicitário pela cultura africana. Pouco ainda se sabe sobre esta etnia que se divide em subgrupos: mukubais, muhimbas, muhacaonas, mudimbas e muchavícuas. A viagem resultou em mais de 10 mil imagens, sendo que 200 foram selecionadas pelo curador Emanoel Araujo, para esta exposição. Os hereros são um povo mítico, com uma história marcada por sangue. Resistiram à escravidão e se opuseram à dominação alemã, o que os tornou vítimas de um dos maiores genocídios da história. Hoje fazem parte de uma extensão batu de cultura pastoril, e ocupam a região semi-desértica, da província Namibe, no Sudoeste de Angola.

24/05 a 28/08 - Exposição As Mulheres Negras da Irmandade da Boa Morte de Cachoeira - O trabalho dos fotógrafos Adenor Gondim, Pierre Verger e Valter Fraga, se misturam às suntosas roupas, jóias e a arte sagrada das mulheres da confraria religiosa da Boa Morte para compor esta exposição que tem curadoria do artista plástico, Emanoel Araujo. Imagens, peças e objetos remontam uma história que se confunde com a maciça importação de escravos da costa da África para o Recôncavo canavieiro da Bahia, em particular para a cidade de Cachoeira, a segunda em importância econômica na Capitania da Bahia durante três séculos. O fato de ser constituída apenas por mulheres negras, numa sociedade patriarcal e marcada por forte contraste racial e étnico, emprestou a esta manifestação afro-católica, como querem alguns autores, notável fama, seja pelo que expressa do catolicismo barroco brasileiro, de indeclinável presença processional nas ruas, seja por certa tendência para a incorporação aos festejos propriamente religiosos de rituais profanos pontuados de muito samba e comida.

24/05 a 27/05 - Seminário Internacional: I Encontro Afro-Atlântico na Perspectiva dos Museus - Em comemoração ao Dia da África (25 de maio), o Museu Afro Brasil, instituição da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo promoverá de 24 a 27 de maio, o I Encontro Afro Atlântico na Perspectiva dos Museus. Especialistas de vários países estarão reunidos para refletir a forma como os museus estão representando o continente africano por meio de suas elaborações conceituais-curatoriais. Um tema que envolve discutirá também as diversas possibilidades de interpretar a arte africana tradicional e contemporânea e sua inserção em museus nacionais e internacionais. Entre os temas que serão discutidos estão: A Arte Africana: Como decifrar seus enigmas?; Arte africana e o Conceito de Arte; Arte Contemporânea: Artistas Africanos e Museus; e Coleções em Debate.
Os especialistas confirmados: Abdou Sylla (IFAN-Senegal); Constantine Petridis (Museu de Arte de Cleveland); George Preston (Museu de Arte e Origens – EUA); Henry Drewal (Universidade de Wisconsin-Madison); Karen Meildoune (Museu de Arte Africana do Instituto Smithsonian); Lisa Binder (Museu para a Arte Africana – EUA); Robert Farris Thompson (Universidade de Yale); Samuel Sibidé (Museu Nacional do Mali); Susan Vogel (Universidade de Columbia) e Emanoel Araujo (Museu Afro Brasil).


Junho
02/06 a 24/07 - Exposição Dia Mundial do Meio Ambiente com Frans Kracjberg e Orlando Azevedo - Em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 05 de junho. O Museu Afro Brasil abre espaço para o trabalho de dois grandes artistas, que fazem da natureza a principal obra prima. Do pintor, escultor e fotógrafo polonês Frans Krajcberg, a criação figurativa da natureza brasileira através das maravilhosas esculturas. Do fotógrafo Orlando Azevedo imagens que resultaram de sua recente viagem à Roraima, onde registrou as belezas naturais das extensas áreas de floresta tropical, num trabalho inédito.

Sobre o Museu Afro Brasil

O Museu Afro Brasil, instituição da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, é um espaço de preservação e celebração da cultura, memória e da história do Brasil na perspectiva negro africana, assim como na difusão das artes clássicas e contemporâneas, populares e eruditas, nacionais e internacionais.
Localizado no Parque Ibirapuera, em São Paulo, foi inaugurado em 23 de outubro de 2004 e possui um acervo de mais de 5 mil obras. Parte destas obras, cerca de 2.100, foram doadas à Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo pelo artista plástico e curador, Emanoel Araujo, idealizador e atual Diretor-Curador do Museu. A biblioteca do museu, cujo nome homenageia a escritora, "Carolina Maria de Jesus", possui cerca de 6.800 publicações com especial destaque para a coleção de obras raras sobre o tema do Tráfico Atlântico e Abolição da Escravatura no Brasil, América Latina, Caribe e Estados Unidos. A presença negra africana nas artes, na vida cotidiana, na religiosidade, nas instituições sociais são temas presentes na biblioteca.
O museu mantém um sistema de visitação gratuita para todas as exposições e atividades que oferece; um Núcleo de Educação com profissionais que recebem grupos pré-agendados, instituições diversas, além de escolas públicas e particulares. Através do Núcleo de Educação também mantém o programa "Singular Plural: Educação Inclusiva e Acessibilidade", atendendo exclusivamente pessoas com necessidades especiais e promovendo a interação deste público com as atividades oferecidas.
Em 2009, a Associação Museu Afro Brasil, que administra o museu tornou-se uma das Organizações Sociais ligadas à Secretaria de Estado da Cultura. A gestão compartilhada do Museu Afro Brasil atende a uma resolução da Secretaria que regulamenta parcerias entre o governo e pessoas jurídicas de direito privado para ações na área cultural.

Outras Exposições

As Exposições

· Antífona – A mostra destaca o trabalho do fotógrafo ensaísta, Gal Oppido. São 27 registros de rostos e corpos de intensa feminilidade produzidos como forma de retomar a discussão sobre o papel da mulher da atualidade. Cada uma das fotos apresenta mulheres com personalidades e características diferentes, traduzindo a visão do artista sobre o feminino liberto. “ A mulher que recentemente tem sua sexualidade afirmada igualitariamente perante uma sociedade até então de acento masculino, abrindo um horizonte para a compreensão dos inúmeros vínculos afetivos possíveis entre os humanos”, explica Gal. Para conceituar este novo trabalho, e o sentido de liberdade que ele impõe, o fotógrafo mergulhou na obra do poeta Cruz e Souza, de onde emprestou o título da exposição. “Ele (Cruz e Souza) de vasta erudição dirige sua crítica para esta sociedade serpenteada pelo racismo, preconceito e discriminação, sem abandonar o seu fazer poético, donde escolhi o poema Antífona, para animar as imagens resultantes deste ensaio”, conclui. Fotógrafo ensaísta, Marcos Aurélio Oppido é nome marcante quando o assunto é a fotografia aplicada às áreas de artes cênicas, expressão corporal e arquitetura. Expondo desde 1981, seus trabalhos integram acervos do MASP, MAM e MIS. Gal inicia sua carreia aliando a fotografia ao desenho, fortalecendo-se anos depois como fotógrafo independente. Conhecido por seu trabalho extremamente autoral explora o corpo, a efemeridade do tempo, a simbologia de objetos abandonados e a relação do homem com a matéria. De 26 de fevereiro a 17 de abril.


· A Natureza Viva de Frans Krajcberg – de 25 de janeiro a 27 de fevereiro. Uma seleção de fotos que revelam a grande paixão do artista, que é também um assumido defensor da natureza. Da visão deste amante solitário surgem imagens de beleza sedutora. As folhas, as flores, as matas e as florestas. Para esta mostra, o curador Emanoel Araujo selecionou 16 imagens que fazem parte do Calendário 2011 da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. Frans Krajcberg é escultor, gravador e fotógrafo polonês, naturalizado brasileiro e radicado desde 1972, no Sul da Bahia , onde vive e trabalha entre milhares de espécies nativas que ele mesmo plantou em seu sítio. “ Ele é um descobridor da beleza e do poder de fazer surgir, no meio das mais profundas florestas carregadas do silêncio e da intocabilidade, a sua voz de defensor eterno e apaixonado. Ele é um cultivador dos seres vivos, que acolhidos pelo seu olhar, se abrem para o Sol e se mostram em seu esplendor...”, disse Emanoel Araújo.

· As Bandeiras do Vodu e os Primeiros Momentos do Terremoto”- A exposição apresenta objetos sagrados haitianos ao lado do trabalho fotográfico dos brasileiros Anderson Schneider e Caio Guatelli, jornalistas que foram à capital Porto Príncipe para a cobertura da catástrofe que assolou o país em janeiro de 2010. A mostra comemora o lançamento do catálogo “O Haiti Está Vivo Ainda Lá”, da exposição apresentada no ano passado com 350 peças – entre bandeiras, garrafas e recortes sagrados. A publicação, lançada em parceria com a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, apresenta o colorido da arte religiosa e dos símbolos sagrados do Vodu, com bandeiras bordadas, garrafas estampadas, bonecas rituais, recortes de chapas de metal e de borracha. Nesta mostra objetos e imagens colocam lado a lado o sagrado e a resistência do povo haitiano marcado por traumas e infortúnios. A arte religiosa é representada por cerca de 70 objetos sagrados presentes nos rituais de Vodu. Já as imagens refletem o caos, a dor e a resistência de um povo diante da destruição de sua terra natal. São 70 fotos de Anderson Schneider e Caio Guatelli que mostram as ruas de Porto Príncipe tomadas por escombros, sobreviventes, cadáveres, equipes de socorro e militares. “Espessas colunas de fumaça erguem-se de todos os cantos da cidade como legiões de valquírias negras, levando aos céus as feridas da terra – feridas que deixaram com ainda menos os que já quase nada tinham”, narrou Anderson. As fotos de Caio traduzem momentos de angústia vividos no cumprimento do dever de repórter. “O cenário da cidade destruída pelo terremoto fica ainda mais caótico, quando barulhos de tiros soam no meio da correria. O cheiro de cadáveres agora se mistura ao de pólvora, e a tragédia parece só aumentar”disse. De 25 de janeiro a 24 de abril


A Arte do Povo Brasileiro. Quatro Olhares. Uma Homenagem - destaca a espetacular e autêntica arte popular brasileira. São cerca de 100 obras feitas em barro, madeira e tecido com colorido e lirismo que representam cenas do cotidiano religioso, de festas populares e do imaginário do povo brasileiro. Com curadoria do artista plástico, Emanoel Araujo, Diretor-Curador do Museu Afro Brasil apresenta obras de Maurino Araujo (esculturas de madeira), Lafaiete Rocha (esculturas de madeira), Madalena Reinbolt (tapeçarias), Agnaldo Manoel dos Santos (esculturas de madeira), Maria Cândido Monteiro (barro), Heitor dos Prazeres (pintura), Nhô Caboclo (esculturas de madeira), Nino (esculturas de madeira), Noemisa (barro), Mestre Vitalino (barro), Nino (esculturas de madeira), Família Julião (esculturas de madeira), entre outros. Nesta exposição 30 obras são assinadas por Maria Cândido Monteiro (1961-2010), uma das principais artesãs brasileiras, que morreu em agosto deste ano, e tão bem soube representar através da arte a vida de sua gente. Até 24 de abril.

Mostra de Arte Contemporânea com Almir Mavignier, Delmar Mavignier e Gerárd Quenum – mostra paralela à 29ª Bienal de São Paulo, com três importantes nomes da arte contemporânea. A exposição apresenta a obra gráfica do artista brasileiro, residente na Alemanha, Almir Mavignier, um dos fundadores do movimento da arte concreta, que esteve por muito tempo ausente dos espaços artísticos do Brasil. Aos 84 anos tem merecido reconhecimento internacional pela grande produção artística e pelos extraordinários cartazes publicados na Europa. Ser um discípulo de Max Bill e sua atuação como professor da escola ULM enriquecem seu extraordinário currículo. Ao lado de suas obras tem nesta mostra as produções de seu filho Delmar Mavignier já consolidado como artista gráfico na Alemanha, onde também reside. Já Gérard Quenum é um dos principais artistas francófonos e representa uma nova geração da arte contemporânea do Benin, que desde o inicio dos anos 90 venceu os limites de África, ganhando a atenção de colecionadores do Ocidente. É uma arte de criação excêntrica onde destaca o singular estilo escultural com objetos reciclados e o uso de bonecas descartadas trabalhadas com misturas de objetos e materiais diversos. Até 27 de março

Guernica Esteve Aqui – Com curadoria de Emanoel Araujo, a mostra apresenta duas releituras da mais importante obra do século XX, o painel Guernica, de Pablo Picasso, a mais política de todas de suas obras, já que narra um episódio da guerra Civil Espanhola , quando os alemães bombardearam a pequena cidade de Guernica, 1937. No Museu Afro Brasil a homenagem está na visão contemporânea do artista plástico Fernando Ribeiro e na ampliação do cartaz da exposição da obra em Milão (1953). Desde sua fundação em 23 de outubro de 2004, o Museu Afro Brasil ocupa o imponente Pavilhão Manoel da Nóbrega, o antigo Palácio das Nações, sede da Segunda Bienal Internacional de São Paulo. Um evento que teve a iniciativa do industrial Francisco Matarazzo Sobrinho, que criou este importante evento dedicado às artes plásticas internacionais, atraindo para a capital paulista os olhos do mundo. A Bienal trouxe para o Ibirapuera a obra de Pablo Picasso. Sim, o Guernica esteve aqui, no Palácio das Nações, hoje em exposição no Museu Reina Sofia, em Madrid, depois de longos anos de exílio no Museu de Arte moderna de Nova York. Foi realmente um grande desafio a vinda para a América do Sul da mais importante obra do pintor espanhol.

A história do Parque – O IV Centenário - Nas comemorações dos 56 anos do Parque Ibirapuera esta mostra apresenta boa parte dos milhares de objetos produzidos para o IV Centenário de São Paulo, tendo em vista que o próprio Parque foi uma das obras para a dita comemoração. São publicações comemorativas das revistas “O Cruzeiro” e “Manchete”; álbuns de figurinha; coleções de lenços de seda estampados com imagens de São Paulo; miniaturas e coleções de objetos de porcelana com imagens da comemoração dos 400 anos da cidade. Objetos curiosos foram selecionados para mostra como a bandeja com a pintura de Oscar Pereira da Silva com cenas da Fundação de São Paulo; o projeto de Marcos Concílio, que dentro de uma mala antiga reproduziu o símbolo do IV Centenário (2004) e ainda um original do “Álbum do IV Centenário da Fundação de São Paulo”, um presente da Colônia Japonesa à cidade editado com ilustrações coloridas, fotos em preto e branco (capa de couro, 79 páginas, em português-japonês).
A mostra também homenageia dois personagens da historia de São Paulo, Francisco Matarazzo Sobrinho, Presidente da comissão do IV Centenário e grande idealizador da Bienal Internacional de São Paulo, e Diretor do Museu de Arte Moderna, na sua origem, e o arquiteto Oscar Niemeyer autor do extraordinário projeto arquitetônico. Até 27 de fevereiro
· A Arte Ancestral e Contemporânea do Benin – exposição em torno da produção artística e cultural do Benin que reforça a influência decisiva da nação africana sobre a formação histórica e civilizatória brasileira. Obras de artistas convidados participantes da mostra ‘O Benin está Vivo Ainda Lá” (2008), representantes de uma nova geração que optou pela arte contemporânea. E quando se pensa em arte contemporânea neste caso, se pensa também no sentido da ancestralidade. Entre os artistas estão Charles Codjo Placide Tossou (fotografia),Tchif (acrílica com pigmentos naturais), Aston (instalação), Ladis (giz sobre tela) e Dominique Antonin Zinkpè (pintura e escultura), entre outros. A exposição apresenta a África como um mosaico de etnias, culturas e línguas de imensa variedade. O Benin, com 110 mil quilômetros quadrados (menor que o estado do Acre), é habitado por 6,5 milhões de pessoas espalhados em 60 etnias e línguas. O país situa-se no Golfo de Benin, no oceano Atlântico.

Exposição “De Arthur Friedenreich a Edson Arantes do Nascimento. O Negro no Futebol Brasileiro” – Fotos, ilustrações, objetos e publicações de época retratam os grandes negros do futebol brasileiro. Leônidas, Garrincha, Pelé e Arthur Friedenreich, futebolista que brilhou entre as décadas de 20 e 30, quando o futebol era esporte amador estão entre os personagens importantes que figuram entre as caricaturas, imagens, entrevistas e reportagens da imprensa especializada que brilhavam nas páginas das revistas “O Cruzeiro”, “Manchete” e “Placar”. A exposição também homenageia o escritor e jornalista Mario Filho, autor do livro “O Negro no Futebol Brasileiro”. Mario Filho era irmão mais velho do cronista e dramaturgo Nelson Rodrigues. Textos de Nelson Rodrigues sobre o tema também podem ser vistos na mostra. Arthur Friedenreich, filho de um comerciante alemão e de uma lavadeira negra brasileira, nasceu no bairro da Luz em São Paulo, em 18 de julho de 1892 e morreu, em 1969, aos 77 anos.
Tempos de Escravidão, Tempos de Abolição: Iconografias e Textos - A mostra revisita dois diferentes tempos, apresentando documentos históricos, fotografias de época, aquarelas, pinturas, publicações e esculturas de ícones negros abolicionistas. Primeiro, um tempo não definido, do começo da escravidão no Brasil e em outros países das Américas, mostrando as atrocidades desta instituição infame, através de narrativas de negros e sobre navios negreiros. São narrativas em célebres poesias como “O Navio Negreiro” de Castro Alves, que também inspirou Cassiano Ricardo e o poeta americano Langston Hughes e, também “O Escravo” de Joaquim Nabuco. Depois, os Tempos da Abolição, destacando grandes personagens da vida pública brasileira, envolvidos com o abolicionismo. O poeta Luiz Gama; o escritor, romancista e jornalista José do Patrocínio; Joaquim Nabuco; o engenheiro André Rebouças; o Antonio Bento, do Grupo Abolicionista “Os Caifazes” ; o poeta Castro Alves; o médico baiano, Luiz Anselmo da Fonseca, autor do livro “A Escravidão, o Clero e o Abolicionismo” (1887). Destaque para as mulheres nordestinas da Sociedade Abolicionista Feminina: Olegária Carneiro da Cunha, Maria Augusta Generoso Estrela e Carolina Ferraz. Até 24 de abril.
São Paulo, Terra, Alma e Memória - a exposição apresenta três grandes panoramas fotográficos inéditos, com imagens de Theodor Preising e Valério Vieira; 24 postais de Guilherme Gaensly, publicações e homenagem a personalidades que marcaram época. As fotos retratam a São Paulo de 1912, com fotos de Theodor Preising,; de 1925, um panorama com seis fotos de parte da região central da cidade; e de 1930, um outro panorama da Coleção de Ruy de Souza e Silva. A mostra tem painéis que homenageiam a cantora Carmen Miranda, o abolicionista Luís Gama, o líder da Revolta da Chibata João Candido, o cartunista Ângelo Agostini e o compositor Adoniran Barbosa. A mostra apresenta ainda A Memória Editada da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo uma homenagem à empresa gráfica defensora e propagadora da memória social, artística e cultural do Estado de São Paulo e do Brasil.
Formas e Pulos – O Saci no Imaginário - Símbolo de mestiçagem e resistência desde os tempos da Colônia e do Império, quando os negros enfrentavam os capitães do mato com golpes ágeis de capoeira, o Saci congrega a cultura multirracial que forma o povo brasileiro e plasma sua identidade, resgatando as representações de um duende genuinamente nacional em esculturas, objetos, publicações, gravuras e cartazes de diversos artistas, em suportes e técnicas variadas. Curador: Vladimir Sacchetta. Longa duração

Secretario de Estado da Cultura: Andrea Matarazzo
Diretor Curador: Emanoel Araujo
Diretor Executivo: Luiz Henrique Marcon Neves
Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, s/ nº
Parque Ibirapuera- Portão 10
São Paulo- SP - Brasil
CEP: 040094-050
Fone: 55 11 3320-8900

Assessoria de Imprensa: Claudia Alexandre
Contato: comunicacao@museuafrobrasil.org.br

Claudia Alexandre - Assessoria de Imprensa
comunicacao@museuafrobrasil.org.br

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