terça-feira, 24 de maio de 2011

Começou curso de mediação de conflito para líderes comunitários


Até sexta (27), 40 líderes comunitários – moradores do bairro Beiru/Tancredo Neves – serão capacitados para atuar junto à comunidade como mediadores de conflito. Desses, 30 serão escolhidos para atuar como agentes comunitários.

Começou nesta segunda-feira (23) o curso de formação de agentes comunitários para 40 líderes da comunidade de Beiru/Tancredo Neves. O curso faz parte do Justiça Comunitária – projeto integrante do Programa de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) e administrado na Bahia pela Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos – e será ministrado até sexta-feira (27) por diversos profissionais que atuam com direitos humanos e mediação de conflitos.
Nas 60h/aula serão abordadas questões referentes à cidadania, direitos das pessoas com deficiência, das mulheres, das crianças e dos adolescentes, religiosidade, entre outros. Segundo o secretário, o Justiça Comunitária vem com o objetivo de prestar serviços diferenciados de cidadania. “A medicação de conflitos é uma ação importantíssima, principalmente por ser viabilizada por vocês que vivem na comunidade e conhecem a realidade do local. Não será ninguém de fora que virá para mediar os conflitos. É a própria comunidade, capaz que é, com sua inteligência e conhecedora de seus problemas, quem fará isso”, disse o secretário Almiro Sena para os participantes.

Mais de 150 mil pessoas moram em Beiru/Tancredo Neves. De acordo com o coordenador de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos da SJCDH, Marcos Rezende, depois da capacitação, serão escolhidas 30 pessoas para atuarem nas regiões do Beiru e do Arenoso (bairro vizinho ao Beiru). Ele explicou que esses agentes comunitários serão assistidos durante o processo da mediação por uma equipe do Justiça Comunitária – formada por uma advogada, uma assistente social e um psicólogo – de forma que eles também possam promover, na comunidade, a convivência sem violência.

Um dos selecionados para participar do curso, o estudante do Ensino Médio, Danilo Bittencourt, vê a possibilidade de se tornar um agente comunitário como uma forma de ajudar aos demais moradores. “Eu fui chamado pelo meu pai para vir a uma reunião do Pronasci e desde então tenho acompanhado as ações no Beiru. Participo porque quero ajudar o meu bairro. Quero ser um espelho aqui dentro e quero ajudar no que puder”, afirmou o estudante.

Território de Paz

O Território de Paz foi implantado em Beiru/Tancredo Neves com o objetivo de para reduzir a criminalidade através de políticas públicas de segurança articuladas a projetos sociais. No bairro, são 13 ações coordenadas pelas Secretarias Estaduais da Justiça, da Educação, de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza, de Desenvolvimento Urbano, de Cultura e do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte. As ações também abrangem os moradores do Arenoso.

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