sexta-feira, 22 de julho de 2011

Mulheres Negras realizam desfile com trajes africanos nos shoppings de Salvador

Os principais shoppings de Salvador serão palco de desfile surpresa de mulheres com trajes afros das Religiões de Matriz Africana, na manhã da próxima segunda-feira (25). As intervenções são para comemorar o Dia Internacional da Mulher Negra na América Latina e no Caribe, o 25 de julho, chamando a atenção de empresários do ramo da moda para a ausência de vestimentas específicas para mulheres descendentes de africanos. A iniciativa é do Coletivo de Entidades Negras (CEN), Fórum Estadual das Religiões de Matriz Africana, Rede Religiosa de Matriz Africana do Subúrbio e a Associação dos Terreiros de Cajazeiras e Águas Claras.

“Existe uma grande demanda por este tipo de roupa, mas, devido à falta dos trajes, as mulheres são obrigadas a consumirem os produtos confeccionados segundo a moda européia”, explica a coordenadora nacional de políticas de gênero do Coletivo de Entidades Negras (CEN), Lindinalva de Paula.

Para o presidente da Comissão de Promoção de Igualdade (CEPI) do Legislativo baiano, deputado Bira Corôa (PT-BA), “não há justifica para cidades como Rio de Janeiro e São Paulo venderem estes produtos e a Bahia ficar de fora”. Segundo realizadores da mostra dos trajes, as peças são vendidas por preço superior a R$ 150.

Bira destaca que a data tem uma representação ainda mais forte na Bahia, “pelo número de mulheres negras que aqui vivem”. E conclui: “Ao trabalharmos o tema com as comunidades, queremos disseminar informação e contribuir para o fortalecimento das políticas públicas que visam a igualdade e o combate à discriminação”.

HISTÓRIA – Entre os dias 19 e 25 de julho de 1992, mulheres negras de mais de 70 países reuniram-se na República Dominicana para a realização do 1º Encontro de Mulheres Negras da América Latina e do Caribe. A partir de então, 25 de julho ficou considerado marco internacional da luta e da resistência da mulher negra em relação à opressão de gênero e de etnia. Para celebrar a data na Bahia, entidades e a CEPI, com o apoio da Cese, CUT e da secretaria estadual da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH) promovem, de 23 a 30 de julho, atividades educativas que incluem encontro de mulheres negras e quilombolas; mostra de trajes afros; oficinas, mostra de vídeos e roda de diálogos em escolas; entrega de troféu, dentre outras.

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