quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Festa de Omolu/Obaluaê

O mês de agosto e as manifestações culturais e religiosas da ancestralidade afrobrasileira, foram destacadas pelo deputado federal Valmir Assunção (PT-BA) em discurso hoje (17) à tarde na Câmara dos Deputados, em Brasília. “. Por causa da nossa herança negra, oriunda do período escravagista, agosto é considerado o mês da ancestralidade afro-brasileira, cujo berço principal está na Bahia.”, disse.
Azoany, com é conhecido no Jejé, é o Deus de saúde e protege as pessoas das doenças, o Orixá, Inkise que esta em plena consonância e contato com a humanidade, buscando através do dia a dia a solução de problemas que atingem o homem. E nesta terça-feira completou 13 anos que um grupo de pessoas ligadas ao Candomblé e à Igreja Católica, resolveu partir do Pelourinho em direção a Igreja de São Lázaro, para comemorar o dia de São Lázaro e Azoany, que no candomblé é o mesmo que (Omolú, Obaluaê), para reverenciar e cumprir promessas em agradecimento.

Veja a íntegra do discurso de Valmir



O mês de agosto é marcado por inúmeras manifestações do sincretismo religioso em Salvador e na maioria dos municípios do Recôncavo. Por causa da nossa herança negra, oriunda do período escravagista, agosto é considerado o mês da ancestralidade afro-brasileira, cujo berço principal está na Bahia.
E nesta terça-feira, a exemplo do que já se faz há 13 anos, o povo negro de religiões de matrizes africanas realizou a Caminhada Azoany pelas ruas de Salvador. A exemplo da Festa da Boa Morte, cujo encerramento foi nesta segunda-feira, na cidade de Cachoeira, essa manifestação em Salvador é sincrética, pois mistura os elementos místicos do candomblé com a fé católica. Tanto é que a caminhada sai do centro da cidade e termina na Igreja de São Lázaro e São Roque, onde se cultuam os santos do mesmo nome, e os orixás Obaluaê e Omolu.
Azoany, com é conhecido no Jejé, é o Deus de saúde e protege as pessoas das doenças, o Orixá, Inkise que esta em plena consonância e contato com a humanidade, buscando através do dia a dia a solução de problemas que atingem o homem. E nesta terça-feira completou 13 anos que um grupo de pessoas ligadas ao Candomblé e à Igreja Católica, resolveu partir do Pelourinho em direção a Igreja de São Lázaro, para comemorar o dia de São Lázaro e Azoany, que no candomblé é o mesmo que (Omolú, Obaluaê), para reverenciar e cumprir promessas em agradecimento.
No ano passado fiz essa caminhada e pude perceber que na Bahia, a despeito de muitos preconceitos que ainda existem com o negro e com as manifestações religiosas de origem africanas, é possível a convivência pacífica entre os adeptos do candomblé e a religião católica. Basta apenas que as pessoas respeitem o direito que cada uma tem de se manifestar livremente sem atacar as opiniões contrárias.
A caminhada Azoany é uma dessas manifestações, de homenagem a Omolú, divindade da tradição religiosa de matriz africana, também conhecido como Obaluaê ou Azoany, que é organizada pela Associação Comunitária Alzira do Conforto. A caminhada sempre é acompanhada pelo Afoxé Filhos do Kori Efan e no seu trajeto costuma receber autoridades políticas, filhos e filhas de santo, devotos e simpatizantes, e organizações artísticas e dos movimentos sociais em geral.
O evento dá visibilidade às tradições afro-religiosas, revertendo uma situação histórica de discriminação, na qual o povo negro era proibido de manifestar publicamente suas crenças. Possibilita também um maior conhecimento sobre o Candomblé, desconstruindo as idéias preconceituosas que muitos têm, de associar a religião ao mal, e a manifestação serve, também, para combater a intolerância religiosa.
Parabéns, portanto, aos organizadores da 13ª caminhada Azoany e aos negros e negras da Bahia, e àqueles que vêm nas manifestações religiosas de matrize3s africanas, uma parte da nossa história.


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