quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Universidades dão guinada na educação superior na Bahia

A criação de duas novas universidades federais, duas extensões, nove institutos de ensino tecnológico superior e a criação da Universidade Federal de Integração Luso-Afro brasileira (Unilab), farão uma verdadeira revolução no ensino superior na Bahia. Muito mais importante que o quantitativo das novas unidades de ensino, é a sua interiorização, permitindo que milhares de jovens que anualmente concluem o Ensino Médio, não tenham que se deslocar para Salvador ou outras capitais para cursar uma universidade, ou simplesmente, como normalmente acontece, interrompam a sua trajetória educacional, por falta de condições de deslocamento e custos que lhes permitam continuar os estudos.

Na reunião que tive com o ministro da Educação, Fernando Haddad, em maio último, defendi não só as universidades nas regiões Sul e Extremo Sul, e Oeste, mas também para a região de Vitória da Conquista, terceira maior cidade da Bahia. Foram criadas as duas primeiras – Federal do Sul, com sede em Itabuna e campi em Porto Seguro e Teixeira de Freitas; e Federal do Oeste da Bahia, com sede em Barreiras e campi em Barra; Bom Jesus da Lapa e Luis Eduardo Magalhães - mas a luta para que Itamaraju e Eunápolis, no Extremo Sul, possam ser contempladas com um campus, assim como uma universidade que contemple a região de Vitória da Conquista continua.

A Bahia, com mais de 14 milhões de habitantes, é o terceiro maior estado em população no Brasil. O Estado tem aproximadamente 700 mil alunos cursando o Ensino Médio. Isso quer dizer que, a princípio, uma boa parte desses 700 mil alunos estará apta a ingressar na universidade. E a descentralização do ensino superior é uma ampla conquista do Estado, que vai ao encontro dos anseios dessa população jovem espalhada pelo interior baiano, permitindo que os jovens, ao concluírem o ensino médio, tenham novas perspectivas de crescimento e novas oportunidades para suas vidas.

A expansão do ensino universitário no País traduz uma preocupação do governo em democratizar esse segmento da educação, na maioria das vezes restritos às capitais e grandes centros urbanos. Em 2003, tínhamos 45 universidades em todo o Brasil. Durante o Governo Lula, conseguimos avançar para 59 unidades universitárias. Com o anúncio de hoje, o nosso País conta com 63 Universidades Federais, com 274 campi.

Quanto aos IFETs, que terão nove novas unidades na Bahia - Santo Antônio de Jesus, Lauro de Freitas, Euclides da Cunha, Juazeiro, Brumado, Alagoinhas, Xique-Xique, Itaberaba e Serrinha - se em 2003 tínhamos 140 unidades desse nível, que atendiam 120 municípios, passamos a contar com 354 este ano, beneficiando 321 municípios. As metas é que, em 2014, tenhamos cerca de 560 dessas unidades de ensino profissionalizante, o que beneficiaria mais de 500 municípios brasileiros.

Se analisarmos o fato de que a Bahia, com mais de 14 milhões de habitantes, quarto mais populoso do País, de o estado com maior contingente de população no campo, teremos importantes justificativas para que a presidenta Dilma atenda às reivindicações de criação de universidades e cursos tecnológicos no interior baiano. Mas, se também analisarmos o fato de que é também a Bahia o estado com maior população afro descendente no Brasil, concentrada, principalmente, no o Recôncavo Baiano, e nas regiões do Sul e Baixo Sul, teremos mais uma justificativa para que seja criada no município de São Francisco do Conde, a primeira Universidade Federal de Integração Luso-Afrobrasileira (Unilab).

Por isso que a descentralização do ensino superior é uma ampla conquista do Estado, que vai ao encontro dos anseios dessa população jovem espalhada pelo interior baiano. Com essas novas universidades federais e com os IFETs, muda-se a realidade tornando-a mais inclusiva, permitindo que os jovens deixem o ensino médio e tenham novas perspectivas de crescimento e novas oportunidades para suas vidas. Valmir Assunção é deputado federal (PT-BA).

* Valmir Assunção é deputado federal (PT-BA), militante do MST e foi secretário de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza do Governo do Estado da Bahia.

Fonte: Bahia notícias

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