segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Valmir parabeniza Ilê Axé Jitolu!

O deputado federal Valmir Assunção (PT-BA) destacou, em plenário da Câmara Federal, em Brasília (08) a sucessão no Terreiro Ilê Axé Jitolu, que tem, desde o último domingo (08) uma nova yalorixá, Hildelice Benta dos Santos, de 49 anos, filha sucessora da Mãe Hilda. Esse terreiro é um dos mais conhecidos no Estado da Bahia. A cerimônia teve a presença da Reitora da Universidade Federal da Bahia, Dora Leal Rosa, e do Secretário de Cultura do Estado da Bahia, o professor Albino Rubim.
Como determinam os rituais do candomblé, o terreiro, que desde 1938 vinha sendo comandada pela Yalorixá Mãe Hilda dos Santos, falecida há quase dois anos, estava fechado até que uma nova yalorixá fosse escolhida. Mãe Hilda era uma líder nata, não apenas do ilê, mas de toda nação do candomblé na Bahia. E destacou-se não apenas pelos rituais e pela liderança à frente da agremiação, mas pelo trabalho social que desenvolveu em toda a comunidade do Curuzu e de bairros que ficam no
seu entorno.
A ação social da Iyalorixá Mãe Hilda Jitolu se desenvolveu em vários domínios de produção político-cultural. Foi decisiva, a sua contribuição para a linha filosófica de trabalho do Ilê Aiyê. Nacionalmente, Mãe Hilda, criou uma Escola de Alfabetização, em 1988, que leva seu nome, abrindo as portas do Terreiro para que os filhos das filhas de Santo e os da comunidade pudessem estudar e assim, terem um rumo na vida. Ela também foi uma das idealizadoras da criação do Memorial Zumbi dos Palmares, em Alagoas.
Graças ao trabalho desenvolvido, pelo bloco afro Ilê Ayê, criado em 1974 por Vovô (Antônio Carlos dos Santos), e Apolônio de Jesus, para sair durante os carnavais de Salvador, no bairro da Liberdade, foi possível se manter uma associação cultural para preservação das tradições culturais africanas na Bahia. E esse trabalho expandiu-se além dos carnavais, tendo um alcance social que beneficia parte significativa da população pobre e negra de Salvador.
Mas foi graças à sua liderança, a partir de 1995, o Projeto de Extensão Pedagógica do Ilê Aiyê começou a atuar além das instâncias educativas do Bloco - nas escolas públicas do bairro da Liberdade - sempre a partir dos ensinamentos de Mãe Hilda: preservar e expandir os valores da cultura africana no Brasil.
Hoje o Ilê tem um projeto cultural mantém escolas para crianças carentes em Salvador, que atende a quase 200 crianças de seis a 15 anos em cursos de alfabetização na Escola Mãe Hilda; tem uma escola de música, canto e percussão, que atende a mais de 100 adolescentes e cursos profissionalizantes de corte e costura, confecção de bolsas e sapatos, estética afro, e fabricação de instrumentos de percussão.
No Centro Cultural Senzala do Barro Preto, há atendimento médico e odontológico para a população do bairro, laboratório de informática, espaços para ensaios e oficinas de dança e percussão, estúdio de gravação e educação especial para a população do bairro, em convênio comn escolas públicas de Salvador.

Fonte: http://falavalmir.com.br/init/default/ver_post/363

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