segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Nigéria pede à rebelião líbia fim dos massacres de negros

A Nigéria exortou as autoridades de transição na Líbia a cessarem imediatamente o massacre de cidadãos negros dos países subsarianos, na sequência de informações chocantes de que são visados pelos combatentes do Conselho Nacional de Transição (CNT) que os prendem, torturam e matam.
Num comunicado divulgado em Abuja, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Nigéria considerou “preocupante” o rumo reservado aos africanos subsarianos, que são sobretudo trabalhadores imigrados.
A Nigéria faz parte dos primeiros países africanos a reconhecer o CNT, o que não impediu os rebeldes de visar cidadãos nigerianos e de outros países africanos. Reiterando o seu apoio aos rebeldes, a Nigéria convidou os dirigentes do Conselho Nacional de Transição a controlar os excessos das suas tropas.
Informações revelam assassinatos, violações e extorsões de dinheiro de que são vítimas africanos sem defesa em campos de refugiados e os que estão detidos. “Esta situação é contrária ao desejo exprimido pelo Conselho Nacional de Transição, pela União Africana e pelas Nações Unidas para o restabelecimento da democracia e da boa governação na Líbia”, sublinha o comunicado. O Governo nigeriano considera que as execuções extrajudiciais de cidadãos negros contrariam o apelo da Nigéria aos dirigentes do CNT a ser magnânimos na vitória.
“Ao confirmar que as preocupações do Governo nigeriano sobre estes desenvolvimentos na Líbia foram reveladas urgentemente aos representantes do CNT, o Governo aproveita novamente esta ocasião para apelar aos dirigentes do CNT a tomarem imediatamente medidas para controlar os excessos destes elementos sem escrúpulos na Líbia, para restabelecer uma verdadeira democracia e uma verdadeira reconciliação”, sublinha o
comunicado.
A Nigéria explica também no comunicado porque reconheceu rapidamente o CNT, indicando que o interesse nacional, incluindo a segurança dos seus cidadãos que vivem na Líbia, tinha motivado a sua decisão.


“Antes de tomar a decisão de reconhecer o CNT, tomámos vários elementos em consideração. Identificamo-nos com o povo líbio que luta pela democracia e pela boa governação e esta é uma luta em todo o mundo”, declarou o ministro nigeriano dos Negócios Estrangeiros, Olugbenga Ashiru.
O Governo nigeriano foi criticado por se ter apressado a reconhecer os rebeldes líbios, sobretudo porque a UA ainda não o fez.


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | JCpenney Printable Coupons