segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Representantes das religiões de matriz africana querem respeito


O Coletivo de Entidades Negras (CEN) coordenou a 7ª Caminhada pela Vida e Liberdade Religiosa, que saiu do final de linha do Engenho Velho da Federação em direção ao Dique do Tororó, na manhã de domingo, 20.
O público foi  menor do que em outros anos o que, segundo a coordenação, resultou do horário simultâneo com o da 11ª Caminhada da Liberdade. A ialorixá do terreiro Abassá de Ogum, Jaciara dos Santos, uma das organizadoras,  explicou que a caminhada tem o objetivo de combater  a intolerância religiosa.
“Na cidade mais negra da América Latina, ainda tenho que lidar no dia a dia com o preconceito e a intolerância religiosa. Me sinto constrangida em ter que ir às ruas pedir liberdade de culto”, disse.
Ela relatou que só este ano na capital baiana já foram registradas  35 queixas de intolerância religiosa. O tata de inquice  Ricardo Tavares, do terreiro de Lemba, localizado em Camaçari, conta que a caminhada faz parte de um processo de conscientização.
“A gente não quer ser tolerado. A gente quer ser respeitado. Porque quando você tolera quer dizer que você convive porque é  obrigado. O respeito vem de dentro e sinaliza que você aceita a diferença”.

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