sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Valmir denuncia casos de intolerância contra povo de terreiro



O deputado federal, Valmir Assunção (PT-BA), denunciou na Câmara dos Deputados casos de intolerância religiosa contra o povo de terreiro da Bahia, nos municípios de São Francisco do Conde, Simões Filho e Camaçari. Para o deputado baiano, o preconceito à religiosidade de matriz africana já toma proporções insustentáveis.

“Quero me dirigir neste momento à Comissão de Direitos Humanos, para que os fatos sejam apurados com sobriedade, mas com a firmeza que o caso exige. A única coisa que não se pode tolerar é a própria intolerância contra quem, exercendo um direito constitucional, escolhe a fé que deseja professar”, disse o deputado federal Valmir Assunção (PT-BA).

No próximo dia 20/11, acontece em Salvador a 7ª Caminhada pela vida e pela liberdade religiosa. Organizada pelo Coletivo de Entidades Negras e pelo Fórum Estadual de Religiões de Matrizes Africanas, o cortejo começará partir das 9 horas, no fim de linha do Engenho Velho da Federação, no local conhecido como busto de Mãe Runhô. Na mesma linha, a tradicional marcha que reúne lideranças de terreiros, filhos de santo, políticos e militantes do movimento negro de Salvador aconteceu no último dia 15/11 com o tema “Sou de candomblé, e você?.

Veja os casos:

São Francisco do Conde: o Quilombo do Monte, espaço negro que tem reconhecimento federal, vem sendo alvo de ataques constantes. Os suspeitos são adeptos de religiões que, em outros tempos e em outras partes do mundo, também foram perseguidas e discriminadas. Semana passada, um jovem foi agredido fisicamente por colocar sua oferenda nas matas, como manda a tradição.

Simões Filho: os intolerantes já fecharam uma ponte que dá acesso a um terreiro em dia de celebração. Chegaram a jogar ácido e urina sobre o telhado do terreiro. O clima é extremamente tenso.

Camaçari: A comunidade de Parque Real Serra Verde sofre, constantemente, com o preconceito. No entanto, as agressões ficaram mais constantes e mais graves desde fevereiro, quando foi inaugurada uma escola de ensino fundamental no terreno do Terreiro de Lembá, em parceria com a Prefeitura daquele município. Apesar de ser uma escola construída e mantida pela prefeitura, com planejamento pedagógico igual as demais unidades do município, adeptos de outras religiões pregam na comunidade que a escola é um instrumento de práticas demoníacas. Essas pessoas dizem ainda que essas práticas ditas demoníacas são comuns nas religiões de matriz africana.


Fonte: FalaWalmir

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